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Sport Club do Recife · Associação · DF de 2025 publicada em 30/04/2026 · auditoria: BDO RCS Auditores Associados Ltda.

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total
Brasileiro 2025Série A

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 176,2 (nota 18, p.48)
  • Receita com negociação de atletas, na DF cessão de direitos contratuais: 6,6 (nota 18, p.48)

Obs: A receita líquida desconta R$ 8,7 mi de retenção de 5% do Instituto Nacional do Seguro Social sobre as receitas (nota 18, p.48).

182,8+55,9%
Receita recorrente
Brasileiro 2025Série A

Quanto o clube arrecada por ano com a operação, sem a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Direitos televisivos e premiações: 88,7 (50,3%)

    Passou de R$ 25,2 mi em 2024 para R$ 88,7 mi, mais 252,4%. O clube disputou a Série A em 2025, depois da Série B em 2024; a DF não detalha a variação (nota 18, p.48).

  • Comerciais, marketing e publicidade: 47,3 (26,9%)

    Passou de R$ 19,3 mi em 2024 para R$ 47,3 mi, mais 145,1%. A DF não detalha a variação (nota 18, p.48).

  • Receitas em jogos: 19,7 (11,2%)
  • Contribuições de associados, o sócio: 16,6 (9,4%)
  • Patrimoniais, do clube social: 3,3 (1,9%)
  • Outras receitas: 0,6 (0,3%)

Fonte: nota 18, p.48 do documento.

176,2+122,4%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro.

2025, em R$ milhões:

Cessão de direitos contratuais: venda e empréstimo de atletas e mecanismo de solidariedade6,6nota 18, p.48
Receita com negociação de atletas=6,6

A relação de atletas não foi divulgada.

Obs: A DF de 2025 não nomeia os atletas negociados. Diferente da DF de 2024, a DF de 2025 não traz repasse aos atletas de percentuais que eles têm nos próprios direitos econômicos (nota 20, p.49).

6,6(82,6%)

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para o clube funcionar: pessoal, jogos, viagens, administração e área comercial. Não entram juros, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para processos.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 116,9 (nota 19, p.48)
  • Demais custos e despesas: 97,6 (notas 19 e 20, p.48–49)
    Serviços de terceiros23,2
    Formação de atletas e despesas de anos anteriores, fora a amortização e a baixa dos contratos20,3
    Pessoal administrativo15,6
    Competição e viagens14,1
    Alimentação, manutenção, aluguéis e outros custos9,8
    Despesas gerais8,7
    Despesas tributárias5,9
214,5+62,6%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Resultado antes do resultado financeiro(98,5)DRE, p.18
Outras receitas e despesas, fora da operação
Provisão para contingências97,5
Baixa ligada à Liga Forte União25,0
Outras receitas, que a DF não descreve(75,8)
Diferença entre a nota 21 e a DRE, que a DF não explica(11,0)
+35,7DRE, p.18; nota 21, p.49
Depreciação+7,8nota 20, p.49; nota 11, p.44
Amortização e baixa dos contratos de atletas+14,7nota 10, p.42–43; relatório do auditor, p.13; DFC, p.21
EBITDA=(40,3)

* Obs: As outras receitas e despesas operacionais ficam fora deste número, com R$ 75,8 mi de outras receitas que a DF não descreve. Em 2024, essa linha guardava a doação do terreno do Centro de Treinamento. Da linha que a DF chama de formação de atleta e amortização, de R$ 34,9 mi, sai dos custos o que deixou o intangível de atletas no ano, R$ 14,7 mi. O resto fica nos custos, porque a DF não o abre.

(40,3)*(22,1) em R$ mi
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente176,2nota 18, p.48
Impostos e deduções da receita−8,6nota 18, p.48
Custos e despesas da operação−214,5notas 19 e 20, p.48–49
EBITDA recorrente=(46,9)
(46,9)+9,3 em R$ mi
EBIT

O EBITDA depois de descontar o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos.

2025, em R$ milhões:

EBITDA(40,3)
Depreciação−7,8nota 20, p.49; nota 11, p.44
Amortização e baixa dos contratos de atletas−14,7nota 10, p.42–43; relatório do auditor, p.13; DFC, p.21
EBIT=(62,8)
(62,8)(26,3) em R$ mi
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações, superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita operacional líquida174,2DRE, p.18; nota 18, p.48
Custos operacionais−167,4DRE, p.18; nota 19, p.48
Despesas gerais e administrativas−69,6DRE, p.18; nota 20, p.49
Outras receitas e despesas operacionais
Provisão para contingências(97,5)
Baixa ligada à Liga Forte União(25,0)
Outras receitas, que a DF não descreve75,8
Diferença entre a nota 21 e a DRE, que a DF não explica11,0
−35,7DRE, p.18; nota 21, p.49
Resultado financeiro
Receitas financeiras8,5
Despesas financeiras(22,5)
−14,0DRE, p.18; nota 22, p.49–50
Resultado do exercício=(112,5)

O déficit inclui efeitos da recompra de direitos da Liga Forte União e descontos de dívida que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um déficit de R$ 92,3 mi.

Resultado do exercício(112,5)
Descontos da transação com a PGFN−4,8nota 22, p.49; nota 14, p.45
Perda na recompra da Liga Forte União+25,0nota 21, p.49; notas 7 e 10, p.41–43
Resultado sem os efeitos sem caixa=(92,3)

Outros R$ 75,8 mi de outras receitas, que a DF não descreve, ficam fora da conta.

* Obs: A nota 21 e a demonstração do resultado diferem em R$ 11,0 mi nas outras receitas e despesas operacionais, e a DF não explica a diferença. A memória de cálculo segue a demonstração do resultado, que fecha o déficit.

(112,5)*(95,9) em R$ mi

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas26,8p.17; nota 15, p.46
Dívidas operacionais+187,7p.17; notas 12 a 14, p.44–45
Impostos parcelados e acordos+96,7p.17; notas 12 e 14, p.44–45
Caixa e aplicações−2,4nota 6, p.40
Dívida líquida=308,8

Obs: O plano de recuperação judicial foi homologado em 28/10/2025. O passivo da recuperação entra pelo valor do balanço, R$ 46,4 mi. Esse valor vem depois do ajuste a valor presente de R$ 16,6 mi (nota 12, p.44). Fica fora a provisão para contingências: R$ 48,0 mi no balanço e R$ 59,0 mi na nota 16. Ficam fora também os descontos dos parcelamentos tributários a apropriar, que não são dívida.

308,8+71,0%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Caixa e bancos: 1,5 (nota 6, p.40)
  • Aplicações financeiras: 0,9 (nota 6, p.40)

Obs: O caixa caiu R$ 28,6 mi em 2025. A operação gerou R$ 26,0 mi, e os empréstimos trouxeram R$ 17,7 mi. Foram R$ 72,3 mi para investimentos, dos quais R$ 60,0 mi no intangível. Esses R$ 60,0 mi incluem R$ 30,6 mi a receber da Liga Forte União, que foram trocados pela recompra de direitos, sem dinheiro (DFC, p.21; nota 7, p.41).

2,4(92,3%)
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Créditos a receber29,2
Despesas pagas antecipadamente2,7
Caixa, bancos e aplicações2,4
Estoques0,6
34,9p.17
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Fornecedores(83,8)
Impostos a pagar(48,9)
Receitas antecipadas(35,6)
Salários e encargos a pagar(33,5)
Empréstimos com terceiros e mútuos(17,6)
Receitas a reconhecer, os descontos dos parcelamentos tributários(11,7)
−231,1p.17
Capital de giro líquido=(196,2)

Obs: No passivo que vence em até doze meses estão R$ 11,4 mi da parcela do ano do plano de recuperação judicial, dentro de fornecedores. Estão também R$ 11,7 mi de descontos dos parcelamentos tributários a apropriar. Esses descontos não são dívida (notas 12 e 14, p.44–45).

(196,2)(115,2) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Negativo, o clube deve mais do que tem. Pode variar por ajustes fora do resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Capital social149,5p.17; DMPL, p.20
Ajuste de avaliação patrimonial, a reavaliação do imobilizado de 2022+123,2p.17; DMPL, p.20
Déficits acumulados−294,4p.17; DMPL, p.20
Patrimônio líquido=(21,7)

Obs: O patrimônio líquido caiu R$ 104,0 mi em 2025. O déficit do ano foi de R$ 112,5 mi, em parte compensado por R$ 8,5 mi de ajustes de exercícios anteriores. Os ajustes foram lançados direto no patrimônio líquido e são a baixa de saldos a pagar e a receber sem registro no departamento financeiro. O auditor aponta que 2024 não foi apresentado de novo (DMPL, p.20; nota 5, p.40; relatório do auditor, p.14).

(21,7)inversão de sinal
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 311,2 mi.

  • Dívidas onerosas: 26,8 (8,6%)
    Empréstimos de terceiros e mútuos26,88,6%
  • Dívidas operacionais: 187,7 (60,3%)
    Fornecedores72,423,2%
    Salários e encargos a pagar33,510,8%
    Impostos a pagar, fora dos parcelamentos46,214,9%
    Adiantamentos recebidos35,611,4%
  • Impostos parcelados e acordos: 96,7 (31,1%)
    Parcelamentos de impostos50,316,2%
    Recuperação judicial46,414,9%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas17,7 até 12 meses · 9,1 depois
  • Dívidas operacionais141,4 até 12 meses · 0,0 depois · 46,3 sem prazo
  • Impostos parcelados e acordos11,4 até 12 meses · 35,0 depois · 50,3 sem prazo
  • Dívida bruta170,5 até 12 meses · 44,1 depois · 96,6 sem prazo

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses Prazo não informado pela DF

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos de terceiros e mútuos

O quadro abaixo traz o valor devido a cada credor. Do total da linha, R$ 17,6 mi vencem em até doze meses e R$ 9,2 mi depois. A nota 15 não informa juros. O auditor não obteve confirmação do saldo (relatório do auditor, p.14).

Empréstimos de terceiros e mútuos, por credor

CredorR$ mi
Pessoas físicas0,2
Federação Pernambucana de Futebol0,3
Múltipla Assessoria e Prestadora de Serviços7,1
Outros credores19,3
26,8p.17; nota 15, p.46
Subtotal26,8
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por algo que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos.

Fornecedores

O saldo se divide em serviços, diversos e materiais. Segundo a nota 12, o principal valor é devido a prestadores de serviços do futebol, como comissão técnica e médica, e à aquisição, comissão e intermediação de atletas. Tudo vence em até doze meses. Os credores da recuperação judicial estão em linha própria.

72,4p.17; nota 12, p.44
Salários e encargos a pagar

A linha reúne R$ 20,7 mi de verbas trabalhistas e R$ 12,8 mi de obrigações sociais, que incluem os encargos retidos na fonte da folha e ainda não recolhidos. Tudo vence em até doze meses.

33,5p.17; nota 13, p.45
Impostos a pagar, fora dos parcelamentos

A linha reúne as demais obrigações tributárias da nota 14, fora os parcelamentos. A DF informa o prazo do conjunto dos impostos, e não de cada linha. Do conjunto formado por esta linha e pelos parcelamentos, R$ 48,9 mi vencem em até doze meses.

46,2p.17; nota 14, p.45
Adiantamentos recebidos

A linha reúne as receitas antecipadas do balanço, sem nota explicativa que diga de que contrato. Presume-se que o clube recebeu o dinheiro por três razões. A DF não liga conta a receber às receitas antecipadas. O fluxo de caixa conta a alta de R$ 20,9 mi dessas receitas como caixa da operação. O relatório da administração diz que parte relevante das receitas previstas para 2026 foi antecipada em 2025. Tudo vence em até doze meses.

35,6p.17; DFC, p.21; relatório da administração, p.9
Subtotal187,7
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos

A linha reúne a transação individual com a PGFN, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, e os parcelamentos de 2024 e de 2025. Esses acordos têm desconto de multas e juros. Os descontos ficam em receitas a reconhecer, fora da dívida. A DF informa o prazo do conjunto dos impostos, e não de cada linha.

50,3p.17; nota 14, p.45
Recuperação judicial

Os credores do plano homologado em 28/10/2025 foram lançados em fornecedores mediados. Dos valores lançados, R$ 11,4 mi vencem em até doze meses e R$ 51,6 mi vencem depois. A linha subtrai desses valores um ajuste a valor presente de R$ 16,6 mi. Os processos listados no plano saíram da provisão para contingências (notas 3.11 e 16).

46,4p.17; nota 12, p.44
Subtotal96,7
Dívida bruta311,2
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações de resgate rápido, descontados da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

As disponibilidades reúnem R$ 1,5 mi em caixa e bancos e R$ 927 mil em aplicações financeiras.

(2,4)nota 6, p.40
Dívida líquida308,8

Fora da dívida bruta: Receitas a reconhecer: descontos de multas e juros das transações e parcelamentos tributários, apropriados conforme o pagamento, R$ 63,3 mi (p.17; nota 14, p.45); Provisão para contingências cíveis e trabalhistas, pelo balanço, enquanto a nota 16 soma R$ 59,0 mi, R$ 48,0 mi (p.17; nota 16, p.46).

A dívida não desconta R$ 31,1 mi a receber. Desse valor, R$ 29,2 mi vencem em até doze meses e R$ 2,6 mi vêm da venda de atletas (nota 7, p.41).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora; quando a demonstração não os separa, o número é do clube inteiro e leva asterisco.

2025, em R$ milhões:

  • Gastos com pessoal do futebol: 116,9 (nota 19, p.48)

Obs: Não entra neste número o pessoal administrativo, R$ 15,6 mi, que a DF separa nas despesas gerais e administrativas (nota 20, p.49). A DF não detalha a linha do futebol por natureza.

116,9+84,9%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal116,9nota 19, p.48
Receita recorrente÷176,2nota 18, p.48
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=66,3%
66,3%(13,5 p.p.)
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação à receita do clube, calculada pelas regras do SSF. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Abstenção de opinião

O auditor não obteve elementos suficientes para formar uma opinião.

No parecer de 2025: “Não expressamos opinião sobre as demonstrações contábeis do Clube. Devido à relevância dos assuntos descritos na seção a seguir intitulada "Base para abstenção de opinião", não nos foi possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião de auditoria sobre essas demonstrações contábeis.” (p.13).

O auditor lista 10 motivos, nas p.13 a 14 do relatório.

Ver os 10 motivos
  1. “Ausência de Confirmações externas” (p.13)
  2. “Limitação de escopo - Créditos a receber” (p.13)
  3. “Liga Forte União – Transação de direitos de imagem” (p.13)
  4. “Ausência de revisão da vida útil ativo imobilizado” (p.14)
  5. “Ausência de extratos de Depósitos judiciais” (p.14)
  6. “Limitação de escopo - Contas a pagar” (p.14)
  7. “Limitação de escopo - Obrigações Sociais e Trabalhistas” (p.14)
  8. “Ausência de confirmações externas - Partes relacionadas” (p.14)
  9. “Limitação de escopo – Receitas A reconhecer” (p.14)
  10. “Reapresentação de valores correspondentes” (p.14)

“Outros assuntos — Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior” (p.15)

“As demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2024, apresentados para fins de comparação, foram auditadas por nós, que emitimos relatório com abstenção de opinião datado de 30 de abril de 2025.”

Ver o texto completo

“Ausência de Confirmações externas” (p.13)

“Conforme Nota Explicativa nº 6 às demonstrações contábeis, em virtude da omissão às respostas de circularização, a Administração procedeu com a notificação extrajudicial das instituições descritas naquela nota. Dessa forma, não foi possível, nas circunstâncias, realizarmos procedimentos alternativos de auditoria para avaliarmos a existência de saldos de contas correntes, aplicações financeiras, empréstimos e financiamentos que eventualmente não tenham sido registradas e/ou divulgadas nas demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2025.”

“Limitação de escopo - Créditos a receber” (p.13)

“Conforme mencionado na Nota Explicativa nº 7 às demonstrações contábeis, o Clube possui créditos a receber no montante de R$ 31.107 mil em 31 de dezembro de 2025. Até a data da emissão desse relatório, não obtivemos evidência de auditoria apropriada e suficiente acerca da posição financeira extracontábil necessária para a adequada avaliação dessa rubrica. Consequentemente, não foi possível confirmarmos a adequação desse saldo em 31 de dezembro de 2025.”

“Liga Forte União – Transação de direitos de imagem” (p.13)

“Conforme Nota Explicativa nº 10 às demonstrações contábeis, o Clube possui registrado o montante de R$ 74.625 mil, sendo estes decorrentes da recompra parcial de participação em direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro 2025-2074. Tal operação foi iniciada em 2023 quando o Clube cedeu 20% desses direitos ao investidor adquirente. Posteriormente em 2025, foi realizada a referida recompra mediante compensação com créditos existentes que o Clube possuía contra a mesma contraparte. Devido às incertezas da Liga Forte União quanto ao reconhecimento contábil adotado da referida operação foi realizada consulta técnica junto ao Conselho Federal de Contabilidade (CFC), o qual até a presente data não havia emitido parecer sobre a prática contábil adotada pelo Clube. Desta forma, estamos limitados quanto aos possíveis efeitos da contabilização adotado pelo Clube e seus reflexos em 31 de dezembro de 2025.”

“Ausência de revisão da vida útil ativo imobilizado” (p.14)

“O Clube não realizou a revisão da vida útil dos ativos imobilizado, conforme definido pelo CPC 27 - Ativo Imobilizado – a depreciação deve ser revisada anualmente de acordo com a vida útil econômica estimada do bem. Em virtude da falta do laudo de avaliação da vida útil dos bens para o exercício de 2025, não foi possível assegurarmos a razoabilidade dos saldos registrados de depreciação registrados no ativo, bem como seus reflexos no resultado de 31 de dezembro de 2025.”

“Ausência de extratos de Depósitos judiciais” (p.14)

“Conforme Nota Explicativa nº 9 às demonstrações contábeis, o Clube mantém registrado na Rubrica “Depósitos judiciais” o montante de R$ 6.169 mil. Até a presente data não nos foram disponibilizados os extratos para validarmos o saldo. Em decorrência desse assunto, não foi possível determinar se teria havido necessidade de efetuar ajustes em relação à Rubrica “Depósitos” em 31 de dezembro de 2025.”

“Limitação de escopo - Contas a pagar” (p.14)

“Conforme mencionado na Nota Explicativa nº 12 às demonstrações contábeis, o Clube possui contas a pagar no montante de R$ 118.769 mil em 31 de dezembro de 2025. Até a data da emissão desse relatório, não obtivemos evidência de auditoria apropriada e suficiente acerca da posição financeira extracontábil necessária para a adequada avaliação desse saldo. Consequentemente, não foi possível confirmarmos a adequação desse saldo em 31 de dezembro de 2025.”

“Limitação de escopo - Obrigações Sociais e Trabalhistas” (p.14)

“Conforme mencionado na Nota Explicativa nº 13 às demonstrações contábeis, o Clube possui obrigações sociais e trabalhistas no montante de R$ 33.472 mil. Até a data de emissão desse relatório não obtivemos evidência de auditoria apropriadas e suficientes sobre a conciliação do referido saldo. Consequentemente, não foi possível confirmarmos a adequação desse saldo em 31 de dezembro de 2025.”

“Ausência de confirmações externas - Partes relacionadas” (p.14)

“Conforme Nota Explicativa nº 15, às demonstrações contábeis, o clube apresenta transações com partes relacionadas em 31 de dezembro de 2025 no montante de R$ 26.786 mil, para os quais não obtivemos as respectivas confirmações de saldos. Em decorrência desse assunto, não nos foi possível determinar se teria havido necessidade de efetuar ajustes em relação ao saldo de partes relacionadas, em 31 de dezembro de 2025.”

“Limitação de escopo – Receitas A reconhecer” (p.14)

“Conforme mencionado na Nota Explicativa nº 14 às demonstrações contábeis, o Clube possui Receitas Antecipadas no montante de R$ 35.594 mil em 31 de dezembro de 2025. Até a data da emissão desse relatório, não obtivemos evidência de auditoria apropriada e suficiente acerca, das composições financeiras extracontábil suporte válidas para a avaliação do saldo. Consequentemente, não foi possível confirmarmos a adequação desse saldo em 31 de dezembro de 2025.”

“Reapresentação de valores correspondentes” (p.14)

“Conforme Nota Explicativa nº 5, o Clube procedeu a ajustes decorrentes de saldos contábeis ativos e passivos de exercícios anteriores a 31 de dezembro de 2025, que não apresentavam base documental ou conciliações que corroborassem com os saldos apresentados , todavia efetuou a correção do assunto diretamente no patrimônio líquido, a título de ajustes de exercícios anteriores deixando de adotar a retificação dos respectivos valores correspondentes, conforme requerido pelo CPC 23 – Políticas contábeis, Mudança de Estimativas e Retificação de Erro.”

Abrir no relatório (p.13)

Parágrafos de ênfase: nenhum

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

Conselho fiscal: Não encontrado

O parecer do conselho fiscal sobre as contas deste exercício não foi localizado nos canais do clube.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://sportrecife.com.br/portal-transparencia/demonstracoes-financeiras/. As demonstrações são as de Sport Club do Recife – Em Recuperação Judicial.

Documento de 2025

Norma contábil: ITG 2002 (R1) – entidades sem finalidade de lucros e ITG 2003 (R1) – entidades desportivas, com as alterações da ITG 2003 (R2) (nota 2.1). Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.