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Santa Cruz

Santa Cruz Futebol Clube · Associação · DF de 2024 publicada em data não registrada: relatório do auditor de 29/05/2025 e arquivo no site atual do clube desde 17/07/2026, data da troca de site · auditoria: Equity Auditores Independentes

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2024, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 9,9 (nota 16, p.28–29)
  • Receita com negociação de atletas: 3,7 (nota 16, p.28–29)

Obs: As doações (454) lançadas na receita do clube social ficam fora, como em todos os clubes. O número é a receita bruta da nota 16, antes das deduções de 318, o repasse à federação estadual. Em 2024, o clube não disputou nenhuma série do Campeonato Brasileiro pelas tabelas da CBF.

13,6
Receita recorrente

Quanto o clube arrecada por ano com a operação, sem a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade.

2024, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Bilheteria: 3,2 (32,8%)
    Campeonato Pernambucano3,232,4%
    Outras receitas, que a DF não abre< 0,10,4%
  • Mensalidades e anuidades: 3,1 (31,2%)
    Mensalidade do sócio torcedor1,919,4%
    Mensalidade do conselho deliberativo0,54,6%
    Anuidade de cadeira0,43,7%
    Anuidade de camarote0,33,3%
    Outras receitas, que a DF não abre< 0,10,2%
  • Marketing e comercial: 2,2 (21,7%)
    Licenciamento da marca1,110,9%
    Patrocínios1,110,6%
    Material esportivo< 0,10,2%
  • Clube social, sem as doações: 1,2 (12,5%)
    Estacionamento, aluguéis e exploração comercial0,55,1%
    Prática esportiva e escolinha0,32,6%
    Mensalidades e taxas0,21,7%
    Camarotes, alimentos e bebidas0,11,6%
    Eventos sociais0,11,5%
  • Direitos de transmissão: 0,2 (1,8%)
    Copa do Nordeste0,11,1%
    Campeonato Pernambucano0,10,7%

Fonte: nota 16, p.28; nota 16, p.29; nota 16, p.28–29 do documento.

Obs: Em 2024 o clube disputou só o Campeonato Pernambucano e a fase pré-Copa do Nordeste, sem divisão nacional (nota 1, p.13).

9,9
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro.

2024, em R$ milhões:

Repasse definitivo de direito federativo3,7nota 16, p.28–29
Receita com negociação de atletas=3,7
Atletas negociados (nota 16, p.29)
  • Raniel, ao Cruzeiro Esporte Clube

Obs: É a parte do clube, 30%, na venda de Raniel do Cruzeiro ao São Paulo em 2019, reconhecida em 2024 depois da decisão da CNRD; a maior parte está a receber do Cruzeiro até 2028 (nota 5, p.20; relatório da administração, p.1). A DF não separa a parte de terceiros, e não há intangível de atletas nem baixa.

3,7

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para o clube funcionar: pessoal, jogos, viagens, administração e área comercial. Não entram juros, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para processos.

2024, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 5,7 (nota 17, p.29)
  • Demais custos e despesas: 9,6 (nota 17, p.29–30)
    Serviços prestados por terceiros2,7
    Outras despesas gerais e administrativas1,6
    Despesas com jogos1,5
    Pessoal do clube social1,4
    Despesas com atletas, que a DF não abre0,9
    Despesas tributárias0,6
    Despesas com materiais0,6
    Viagens e estadias0,3
    Outras receitas operacionais, que a DF não descreve(< 0,1)

Obs: O gasto com pessoal desta conta é o do futebol: os 1.379 pagos ao pessoal do clube social estão nos demais custos. As despesas com atletas, de 896, a DF não abre.

15,3
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2024, em R$ milhões:

Déficit operacional antes do resultado financeiro(2,5)demonstração do resultado, p.9
Depreciações e amortizações+4,2nota 17, p.29; fluxo de caixa, p.12
Doações lançadas como receita−0,5nota 16, p.28
Indenização pela desapropriação de terreno−3,2nota 17 (c), p.30
EBITDA=(2,0)

* Obs: A depreciação e a amortização aparecem com dois valores: 4.153 na demonstração do resultado e no fluxo de caixa e 4.155 nas notas do imobilizado e do direito de uso; a conta usa o da demonstração do resultado, e a DF não explica a diferença de R$ 3 mil. Ficam fora da operação a indenização de 3.198 pela desapropriação de um terreno, com alvará da Prefeitura do Recife, e as doações de 454. A demonstração do resultado não tem linha de provisão para riscos judiciais, e nada é devolvido à operação.

(2,0)*
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2024, em R$ milhões:

Receita recorrente9,9nota 16, p.28–29
Deduções da receita−0,3nota 16, p.29
Custos e despesas da operação−15,3nota 17, p.29–30
EBITDA recorrente=(5,7)
(5,7)
EBIT

O EBITDA depois de descontar o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos.

2024, em R$ milhões:

EBITDA(2,0)
Depreciações e amortizações−4,1nota 17, p.29
EBIT=(6,1)
(6,1)
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações, superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2024, em R$ milhões:

Receita operacional líquida13,8demonstração do resultado, p.9; nota 16, p.28–29
Despesas com pessoal
Categoria profissional(3,4)
Encargos sociais e provisões de férias e 13º(1,9)
Clube social(1,4)
Categoria de base(0,4)
−7,1demonstração do resultado, p.9; nota 17, p.29
Despesas gerais e administrativas
Depreciações e amortizações(4,1)
Serviços prestados por terceiros(2,7)
Outras despesas gerais e administrativas(1,6)
Despesas com jogos(1,5)
Despesas com atletas(0,9)
Despesas tributárias(0,6)
Despesas com materiais(0,6)
Viagens e estadias(0,3)
−12,3demonstração do resultado, p.9; nota 17, p.29–30
Outras receitas operacionais
Indenização pela desapropriação de terreno3,2
Outras, que a DF não descreve< 0,1
+3,2demonstração do resultado, p.9; nota 17, p.30
Resultado financeiro
Despesas financeiras(0,3)
Receitas financeiras< 0,1
−0,3demonstração do resultado, p.9; nota 18, p.30
Resultado do exercício=(2,7)

O déficit inclui a parte do crédito pela venda de Raniel que não passou pelo caixa no ano. Sem ela, o resultado seria um déficit de 6,0.

Resultado do exercício(2,7)
Crédito pela venda de Raniel ainda a receber−3,3nota 5, p.20; nota 16, p.28–29
Resultado sem os efeitos sem caixa=(6,0)

Ficam fora da conta outras receitas operacionais de menos de 0,1, que a DF não descreve.

Obs: Dentro do resultado estão a indenização de 3.198 pela desapropriação de um terreno, com alvará da Prefeitura do Recife, e os 3.690 da parte do clube na venda de Raniel, reconhecidos em 2024 (nota 17 c, p.30; nota 16, p.28–29).

(2,7)

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas.

2024, em R$ milhões:

Dívidas onerosas14,7balanço, p.8; notas 11 e 12, p.24–25
Dívidas operacionais+15,2balanço, p.8; notas 8, 9 e 11, p.22–24
Impostos parcelados e acordos+58,4balanço, p.8; notas 8, 9, 10 e 13, p.22–25
Disponibilidades−0,5nota 4, p.19
Dívida líquida=87,8

Obs: A provisão para riscos judiciais, de 219.568, fica fora da dívida, como as provisões para contingências de todos os clubes: a nota 14 a descreve como provisão para processos trabalhistas, cíveis e tributários. A demonstração não traz linha de dívida com os credores da recuperação judicial, e o passivo do plano não aparece em rubrica separada do balanço (nota 22, p.31–32). A Equity aponta que a resposta da federação estadual à circularização é 5.608 maior que o saldo registrado (p.5).

87,8
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2024, em R$ milhões:

  • Bancos conta movimento: 0,4 (nota 4, p.19)
  • Caixa: 0,1 (nota 4, p.19)
  • Aplicações financeiras: < 0,1 (nota 4, p.19)

Obs: A operação consumiu 506 no ano e o clube aplicou 423 em imobilizado, 344 deles em reformas e benfeitorias; o caixa do balanço subiu 271 porque entraram 2.937 de empréstimos de terceiros, com 1.737 pagos no mesmo exercício (fluxo de caixa, p.12). Os saldos bloqueados judicialmente, que a nota 4 registra dentro de caixa e equivalentes, ficam fora: com eles, o caixa do balanço é 657.

0,5
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2024, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Caixa e equivalentes, como o balanço apresenta0,6
Contas a receber0,6
Tributos a recuperar0,1
Adiantamentos< 0,1
1,3balanço, p.8
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Salários, encargos e rescisões(11,3)
Federação Pernambucana de Futebol e arrendamento(2,8)
Acordos extrajudiciais(0,6)
Impostos do ano(0,6)
Fornecedores(0,3)
Receitas a apropriar(0,3)
−15,9balanço, p.8
Capital de giro líquido=(14,6)

Obs: Em 2024 a DF levou do curto para o longo prazo as dívidas ativas tributária e previdenciária e o IPTU em dívida ativa, 53.724 que estavam no passivo circulante de 2023 (notas 8 e 9, p.22–24). A Equity aponta que o saldo a pagar à federação estadual, no passivo circulante, é 5.608 menor que a resposta da federação à circularização (p.5).

(14,6)
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Negativo, o clube deve mais do que tem. Pode variar por ajustes fora do resultado, como mudança de norma contábil.

2024, em R$ milhões:

Ajuste de avaliação patrimonial224,0balanço, p.8; nota 15, p.27
Déficits acumulados−304,5balanço, p.8; mutações do passivo a descoberto, p.11
Patrimônio líquido=(80,5)

Obs: O passivo a descoberto cresceu 2.923 no ano: 2.744 do déficit do exercício e 179 lançados direto no patrimônio na realização do custo atribuído, sem passar pelo resultado, dos quais 176 pela reclassificação do custo das torres de iluminação (mutações do passivo a descoberto, p.11; nota 6, p.21).

(80,5)
Perfil da dívida em 2024

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 88,3 mi.

  • Dívidas onerosas: 14,7 (16,6%)
    Empréstimos de pessoas físicas11,713,2%
    Empréstimos de pessoas jurídicas2,02,3%
    Arrendamento a pagar1,01,1%
  • Dívidas operacionais: 15,2 (17,3%)
    Salários, encargos e rescisões11,312,8%
    Federação Pernambucana de Futebol2,83,2%
    Impostos do ano0,60,7%
    Fornecedores0,30,3%
    Receitas a apropriar0,20,3%
  • Impostos parcelados e acordos: 58,4 (66,1%)
    Dívida ativa tributária23,526,6%
    Dívida ativa previdenciária e de FGTS18,621,0%
    IPTU em dívida ativa11,713,2%
    Multas ao Banco Central4,04,6%
    Acordos extrajudiciais0,60,7%

Valores em R$ milhões.

Evolução da dívida bruta
20242025
Dívidas onerosas14,718,0
Dívidas operacionais15,220,3
Impostos parcelados e acordos58,437,0
Dívida bruta88,375,3

Saldos em 31/12 de cada ano, em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas0,1 até 12 meses · 14,6 depois
  • Dívidas operacionais15,2 até 12 meses · 0,0 depois
  • Impostos parcelados e acordos0,6 até 12 meses · 57,8 depois
  • Dívida bruta15,9 até 12 meses · 72,4 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2024, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos de pessoas físicas

Empréstimos de terceiros que, segundo a nota, não exigem garantia nem cobram juros e multa; a DF não nomeia os credores. Todo o saldo vence depois de doze meses.

11,7balanço, p.8; nota 12, p.25
Empréstimos de pessoas jurídicas

Empréstimos de terceiros nas mesmas condições da nota: sem garantia, juros nem multa, e sem credor nomeado. Todo o saldo vence depois de doze meses.

2,0balanço, p.8; nota 12, p.25
Arrendamento a pagar

Contrato de arrendamento do centro de treinamento Ninho das Cobras, da Associação dos Torcedores e Amigos do Santa Cruz (nota 7). O saldo é o mesmo desde 01/01/2023: 60 vencem em até doze meses e 895 depois. Entra inteiro nas onerosas, como o arrendamento de todos os clubes.

1,0balanço, p.8; nota 11, p.24; nota 7, p.22
Subtotal14,7
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por algo que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos.

Salários, encargos e rescisões

Rescisões 3.674, salários 3.141, 13º 1.419, FGTS 925, férias 877, provisão de férias e encargos 609, INSS 510 e contribuição sindical, pensão e autônomos 173. Tudo vence em até doze meses.

11,3balanço, p.8; nota 9, p.23–24
Federação Pernambucana de Futebol

Saldo a pagar à federação estadual. É o objeto de uma das ressalvas do auditor: a resposta da federação à carta de circularização aponta R$ 5.608.276 a mais do que o registrado, sem conciliação apresentada. Tudo vence em até doze meses.

2,8balanço, p.8; nota 11, p.24
Impostos do ano

IPTU 371, ISS 179, IRRF 68 e outros. Tudo vence em até doze meses.

0,6balanço, p.8; nota 8, p.22–23
Fornecedores

Sem nota explicativa. Tudo vence em até doze meses.

0,3balanço, p.8
Receitas a apropriar

Sem nota explicativa e sem valor a receber correspondente, com a variação no caixa da operação; presume-se que o dinheiro já entrou. Tudo vence em até doze meses.

0,2balanço, p.8; fluxo de caixa, p.12
Subtotal15,2
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Dívida ativa tributária

Dívida ativa tributária que, segundo a nota, foi separada no longo prazo só em 2024; em 2023 estava no curto prazo. A DF não informa parcelamento, taxa nem prazo.

23,5balanço, p.8; nota 8 (c), p.23
Dívida ativa previdenciária e de FGTS

Dívida ativa previdenciária, de FGTS e não tributária, levada do curto para o longo prazo em 2024. A DF não informa parcelamento, taxa nem prazo.

18,6balanço, p.8; nota 9 (b), p.24
IPTU em dívida ativa

Imposto predial dos exercícios de 2017 a 2023, inscrito em dívida ativa pela Prefeitura do Recife e levado ao longo prazo em 2024. A DF não informa parcelamento, taxa nem prazo.

11,7balanço, p.8; nota 8 (b), p.23
Multas ao Banco Central

Parcelamento de multa do Banco Central por venda de atleta ao exterior, rescindido por inadimplência; o saldo foi atualizado em 152 no ano. Todo o saldo está no longo prazo.

4,0balanço, p.8; nota 13, p.25
Acordos extrajudiciais

Acordos de verbas rescisórias e valores devidos a ex-funcionários e atletas, como a nota os descreve. Tudo vence em até doze meses.

0,6balanço, p.8; nota 10, p.24
Subtotal58,4
Dívida bruta88,3
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações de resgate rápido, descontados da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa, bancos conta movimento e aplicações financeiras, sem os saldos bloqueados judicialmente que a nota 4 registra dentro de caixa e equivalentes.

(0,5)nota 4, p.19
Dívida líquida87,8

Fora da dívida bruta: Provisão para riscos judiciais, que reúne processos trabalhistas, cíveis e tributários, R$ 219,6 mi (balanço, p.8; nota 14, p.26–27).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: R$ 3,3 mi, sendo R$ 0,6 mi em até doze meses; a venda de atletas responde por R$ 3,3 mi (nota 5, p.20).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora; quando a demonstração não os separa, o número é do clube inteiro e leva asterisco.

2024, em R$ milhões:

  • Categoria profissional: 3,4 (nota 17, p.29)
  • Encargos sociais e provisões de férias e 13º: 1,9 (nota 17, p.29)
  • Categoria de base: 0,4 (nota 17, p.29)

* Obs: A DF não separa o pessoal administrativo, e os encargos sociais e as provisões de férias e 13º não são rateados por segmento: incluem a parte do clube social. Fica fora o pessoal do clube social (1.379), que a DF separa. A linha de despesas com atletas, de 896, fica nos custos: a DF não a abre nem a nomeia como pessoal. Não há linha de direito de imagem, de direito de arena nem de premiações em peça nenhuma.

5,7*
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2024, em R$ milhões:

Gasto com pessoal5,7nota 17, p.29
Receita recorrente÷9,9nota 16, p.28–29
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=57,5%

* Obs: O gasto com pessoal não separa o pessoal administrativo nem a parte do clube social nos encargos e provisões, e não inclui a linha de despesas com atletas, que a DF não abre.

57,5%*
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação à receita do clube, calculada pelas regras do SSF. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Na Série C o SSF cobra apenas a solvência e a publicação das demonstrações.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Com ressalva

O auditor encontrou um ou mais pontos que não pôde confirmar ou com os quais discorda, mas que não invalidam o conjunto das demonstrações.

No parecer de 2024: “Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos dos assuntos descritos na seção a seguir intitulada ‘Base para opinião com ressalvas’, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Santa Cruz Futebol Clube – em recuperação judicial, em 31 de dezembro de 2024, o desempenho de sua operação e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.” (p.5).

O auditor lista 3 motivos, nas p.5 do relatório.

Ver os 3 motivos
  1. “O saldo contábil a pagar a FPF – Federação Pernambucana de Futebol…” (p.5)
  2. “Algumas ações são necessárias para atualizar o passivo do Clube…” (p.5)
  3. “Para o exercício findo em 31 de dezembro de 2024, o Clube não possuía um ambiente de controles internos adequado…” (p.5)

“Ênfase” (p.6)

“Chamamos atenção para a Nota explicativa nº 1 às demonstrações contábeis, que indica que o Clube apresenta déficit de R$ 2.744.457 no exercício findo em 31 de dezembro de 2024, e os Passivos totais de R$ 307.882.067, excedendo os ativos circulantes e realizáveis a longo prazo em R$ 303.816.346 e estava pendente de cumprimento de várias obrigações, principalmente de natureza tributária e previdenciária. Devido a isso, tem-se a necessidade de obtenções relevantes de recursos no curto prazo para possibilitar a manutenção de suas atividades. As medidas que estão sendo avaliadas e desenvolvidas pela Administração para o reestabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro e da posição patrimonial do Clube, bem como da necessária geração de caixa para funcionamento das respectivas atividades, estão desenvolvidas na Nota Explicativa nº 1 e 22. A continuidade das atividades do Clube dependerá do sucesso das ações que estão sendo tomadas pela Administração e, portanto, suas demonstrações contábeis foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis a um Clube em continuidade normal, e não incluem nenhuma modificação contábil, que seriam requeridos na impossibilidade do Clube continuar exercendo suas atividades.”

Ver o texto completo

“O saldo contábil a pagar a FPF – Federação Pernambucana de Futebol…” (p.5)

“O saldo contábil a pagar a FPF – Federação Pernambucana de Futebol, classificado como Contas a pagar – curto prazo, está a menor em R$ 5.608.276 do que a resposta da carta de circularização recebida dessa Entidade. Tendo em vista que não nos foi apresentada a conciliação dessa diferença, ficamos impossibilitados de auditar esse saldo.”

“Algumas ações são necessárias para atualizar o passivo do Clube…” (p.5)

“Algumas ações são necessárias para atualizar o passivo do Clube, como conciliar os saldos com as posições dos órgãos de fiscalização, mensurar e contabilizar a atualização monetária de juros de mora e multa, incidentes sobre os valores apresentados. Devido a isso, ficamos impossibilitados de efetuar procedimentos de auditoria sobre esse fato.”

“Para o exercício findo em 31 de dezembro de 2024, o Clube não possuía um ambiente de controles internos adequado…” (p.5)

“Para o exercício findo em 31 de dezembro de 2024, o Clube não possuía um ambiente de controles internos adequado, como a centralização de todas suas operações em um sistema, políticas de alçadas e procedimentos formalizados uniformes para os seus processos transacionais. Consequentemente, nossos exames podem não ter detectado eventuais distorções não citadas nos parágrafos anteriores.”

Abrir no relatório (p.5)

Parágrafos de ênfase: 1

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Ênfase: “Chamamos atenção para a Nota explicativa nº 1 às demonstrações contábeis, que indica que o Clube apresenta déficit de R$ 2.744.457 no exercício findo em 31 de dezembro de 2024, e os Passivos totais de R$ 307.882.067, excedendo os ativos circulantes e realizáveis a longo prazo em R$ 303.816.346 e estava pendente de cumprimento de várias obrigações, principalmente de natureza tributária e previdenciária. Devido a isso, tem-se a necessidade de obtenções relevantes de recursos no curto prazo para possibilitar a manutenção de suas atividades. As medidas que estão sendo avaliadas e desenvolvidas pela Administração para o reestabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro e da posição patrimonial do Clube, bem como da necessária geração de caixa para funcionamento das respectivas atividades, estão desenvolvidas na Nota Explicativa nº 1 e 22. A continuidade das atividades do Clube dependerá do sucesso das ações que estão sendo tomadas pela Administração e, portanto, suas demonstrações contábeis foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis a um Clube em continuidade normal, e não incluem nenhuma modificação contábil, que seriam requeridos na impossibilidade do Clube continuar exercendo suas atividades.” (p.6).
Conselho fiscal: parecer de 02/07/2025

Recomenda a aprovação das demonstrações de 2024 pela Assembleia Extraordinária do Conselho Deliberativo.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://santacruzpe.com.br/clube/transparencia. As demonstrações são as de Santa Cruz Futebol Clube – em recuperação judicial.

Documento de 2024

  • Santa Cruz Futebol Clube – em recuperação judicial – Demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2024 e relatório do auditor independente · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Santa Cruz Futebol Clube. data não registrada: relatório do auditor de 29/05/2025 e arquivo no site atual do clube desde 17/07/2026, data da troca de site. Arquivo de 42 páginas: relatório da administração (p.1–2), digitalizado, capa (p.3), índice (p.4), relatório do auditor independente (p.5–7), balanço patrimonial com três colunas — 31/12/2024, 31/12/2023 e 01/01/2023 reapresentados — (p.8), demonstração do resultado (p.9), demonstração do resultado abrangente (p.10), mutações do passivo a descoberto (p.11), fluxos de caixa (p.12), notas explicativas 1 a 23 (p.13–32), com as assinaturas da administração na p.32, e o relatório e parecer da Comissão Fiscal (p.33–42), digitalizados. Páginas: As evidências citam a página do arquivo. O número impresso na folha é quatro a menos: o balanço está na p.8 e traz impresso 4; o relatório da administração não tem número, e a Comissão Fiscal tem numeração própria, de 1 a 10.

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis e as resoluções do Conselho Federal de Contabilidade para entidades desportivas, a ITG 2003 (R2), e sem fins lucrativos, a ITG 2002 (R1) (nota 2); a nota 3 diz que a ITG 2003 (R2) não teve impacto, porque o clube já não ativava a formação de atletas. Escala do documento: reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.