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Internacional

Sport Club Internacional · Associação · DF de 2024 publicada em Abril de 2025, pelo relatório de gestão do clube, que imprime o ano como 2024 (p.68); o servidor registra 30/07/2025, data em que o site regravou os arquivos de transparência · auditoria: BDO RCS Auditores Independentes SS Ltda.

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2024, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 338,5 (nota 23, p.62)
  • Receita com negociação de atletas: 216,6 (nota 27, p.63; nota 12, p.45–46; relatório de gestão, p.62)

Obs: O relatório de gestão publica receita total bruta de 621.027, com a venda de atletas antes da parte de terceiros e das comissões (258.326).

555,1
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2024, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Cotas de TV: 88,9 (26,3%)
  • Quadro social: 85,7 (25,3%)
  • Patrocínios: 62,7 (18,5%)
  • Premiações: 53,2 (15,7%)
  • Publicidade e licença de logomarca: 25,1 (7,4%)
    Licença de logomarca12,73,7%
    Publicidade12,43,7%
  • Arrecadação de jogos: 19,2 (5,7%)
  • Outras receitas: 3,7 (1,1%)
    Locações1,10,3%
    Promoções e eventos1,00,3%
    Loteria esportiva0,90,3%
    Estacionamento0,70,2%

Fonte: nota 23, p.62 do documento.

Obs: A DRE traz 310.204, depois de 28.339 de deduções da receita (televisionamento e marketing, arrecadação de jogos, receita social e premiação), que a DF não descreve (nota 23, p.62). Áreas do Beira-Rio estão cedidas por 20 anos à SPE Holding Beira Rio, empresa do contrato da reforma, para exploração comercial, como pagamento da obra; o clube não recebe dinheiro por essa cessão.

338,5
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2024, em R$ milhões:

Venda de atletas, líquida178,2nota 27, p.63
O que faltava amortizar dos atletas vendidos+18,8nota 12, p.45–46; nota 24, p.62
Comissões de intermediação, que ficam nos custos+19,6relatório de gestão de 2024, p.62
Receita com negociação de atletas=216,6
Atletas vendidos (relatório de gestão, p.61)
  • Gabriel Carvalho, ao Al-Qadsiah
  • Maurício, ao Palmeiras
  • Bustos, ao River Plate
  • Igor Gomes, ao Shabab Al Ahli
  • David, ao Vasco
  • Priscila, ao Club América
  • Tamara, à NWSL

Obs: A DF apresenta a venda de atletas já sem a parte de terceiros, as comissões e o que faltava amortizar dos atletas vendidos. O relatório de gestão separa as duas deduções: a parte de terceiros fica fora, e as comissões de intermediação entram aqui e nos custos (p.62).

216,6

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2024, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 272,3 (nota 24, p.62)
    Pessoal e benefícios191,5
    Direito de imagem64,3
    Futebol feminino, todos os custos11,4
    Gratificações de atletas5,1
  • Demais custos e despesas: 147,2 (notas 24 a 27, p.62–63; DFC, p.24; relatório de gestão, p.62)
    Despesas gerais e administrativas (nota 26)64,8
    Obrigações legais (nota 24)29,3
    Logística (nota 24)21,6
    Intermediações na venda de atletas (relatório de gestão)19,6
    Despesas comerciais (nota 25)11,2
    Outros custos do futebol (nota 24)9,2
    Serviços de terceiros e de apoio (nota 24)8,6
    Aluguéis (nota 24)5,1
    Outras receitas, sem descrição na DF (nota 27)(4,6)
    Depreciação dentro das despesas gerais, que a DF não separa(17,6)

Obs: Os ganhos em renegociações com atletas e empresas (27.350), que a DF lança como redução dos custos do futebol, não abatem o gasto, porque não entrou dinheiro (nota 24, p.62). As comissões de intermediação na venda de atletas, que a DF desconta da venda, estão nos demais custos; o valor vem do relatório de gestão (p.62).

419,5
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2024, em R$ milhões:

Resultado antes do resultado financeiro29,6DRE, p.21
Amortização de atletas+77,7nota 24, p.62
Depreciação e outras amortizações+18,6DFC, p.24; nota 24, p.62
Baixa dos atletas negociados
Lançada nos custos7,0
Dentro da venda líquida18,8
+25,8nota 12, p.45–46; nota 24, p.62
Parcela anual da cessão do Beira-Rio, sem caixa−19,5nota 27, p.63; nota 21, p.60
Perda na baixa de bens+2,5nota 27, p.63
Ganhos em renegociações com atletas e empresas, sem caixa−27,4nota 24, p.62
EBITDA=107,3

Obs: A baixa dos atletas negociados fica fora dos custos, porque não sai do caixa: a DF lança parte dela nos custos (7.015) e parte dentro da venda líquida (18.768). A parcela anual da cessão de áreas do Beira-Rio (19.539) e os ganhos em renegociações com atletas e empresas (27.350), sem entrada de dinheiro, também ficam fora; as outras receitas de 4.619, que a DF não descreve, ficam dentro (notas 24 e 27, p.62–63). A DF não separa a provisão para contingências do ano, e nada é devolvido. O relatório de gestão publica EBITDA de 125.906 (p.66).

107,3
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2024, em R$ milhões:

Receita recorrente338,5nota 23, p.62
Deduções da receita−28,3nota 23, p.62
Custos e despesas da operação−419,5DRE, p.21; notas 24 a 27, p.62–63; relatório de gestão, p.62
EBITDA recorrente=(109,3)
(109,3)
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2024, em R$ milhões:

EBITDA107,3
Amortização de atletas−77,7nota 24, p.62
Depreciação e outras amortizações−18,6DFC, p.24; nota 24, p.62
Baixa dos atletas negociados
Lançada nos custos(7,0)
Dentro da venda líquida(18,8)
−25,8nota 12, p.45–46; nota 24, p.62
EBIT=(14,8)
(14,8)
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2024, em R$ milhões:

Receita líquida das atividades310,2DRE, p.21
Custos operacionais das atividades−404,4DRE, p.21
Despesas comerciais−11,2DRE, p.21
Despesas gerais e administrativas−64,8DRE, p.21
Outras receitas operacionais+199,8DRE, p.21
Resultado financeiro
Despesas financeiras(115,1)
Receitas financeiras51,0
−64,1DRE, p.21
Resultado do exercício=(34,5)

O déficit inclui efeitos de renegociações com atletas e empresas que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um déficit de 61,8.

Resultado do exercício(34,5)
Ganhos em renegociações com atletas e empresas−27,3nota 24, p.62
Resultado sem os efeitos sem caixa=(61,8)

Outros 4,6 de outras receitas, que a DF não detalha, ficam fora da conta.

Obs: O déficit não inclui a baixa de 46.656 do custo de formação dos atletas da base, lançada direto no patrimônio pela mudança da norma contábil (DMPL, p.23).

(34,5)

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2024, em R$ milhões:

Dívidas onerosas188,4p.20; nota 13, p.47
Dívidas operacionais+415,4p.20; notas 14 a 17 e 19, p.48–59
Impostos parcelados e acordos+369,0notas 17, 18 e 20, p.50–60
Caixa e aplicações−3,8nota 5, p.41
Dívida líquida=969,0

Obs: 9.558 da dívida são créditos de COFINS usados para compensar tributos, à espera da homologação da Receita Federal, que a DF de 2025 levou às obrigações fiscais (nota 20, p.60). Fica fora a obrigação de 193.460 com a construtora da reforma do Beira-Rio, paga com a cessão de áreas do estádio para exploração comercial por 20 anos (nota 21, p.60).

969,0
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2024, em R$ milhões:

  • Caixa: 0,1 (nota 5, p.41)
  • Bancos conta movimento: 3,2 (nota 5, p.41)
  • Aplicações financeiras: 0,5 (nota 5, p.41)

Obs: O caixa subiu 2.831 no ano: a operação gerou 150.173, os investimentos consumiram 210.003, quase tudo na compra de direitos de atletas (196.986), e as captações de empréstimos superaram os pagamentos em 62.661 (DFC, p.24). O saldo negativo de conta corrente, 9.195, está nos empréstimos (nota 13, p.47).

3,8
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2024, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Contas a receber de clientes127,0
Venda de atletas a receber101,4
Devedores diversos7,4
Estoques5,3
Adiantamentos3,9
Caixa, bancos e aplicações3,8
Outros créditos2,9
251,7p.20
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Empréstimos e financiamentos, a parcela do ano(133,2)
Clubes e atletas a pagar(115,8)
Empresários e clubes em negociações(59,6)
Parcelamentos de impostos, a parcela do ano(57,6)
Prestadores e adiantamentos a pagar(51,6)
Fornecedores(50,6)
Impostos e contribuições a pagar(34,2)
Salários e encargos a pagar(32,6)
Receitas diferidas: patrocínios e royalties(32,2)
Direitos de imagem a pagar(23,8)
Cessão do Beira-Rio, parcela do ano(19,5)
−610,7p.20
Capital de giro líquido=(359,0)

Obs: O auditor cita em ênfase o capital circulante líquido negativo de R$ 358.956 mil (p.17). Nas contas a receber do circulante, 89.495 são créditos da operação com a Liga Forte União (nota 7, p.42).

(359,0)
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2024, em R$ milhões:

Patrimônio social2,6p.20; DMPL, p.23
Reserva de subvenção governamental+53,4p.20; DMPL, p.23
Ajuste de avaliação patrimonial+430,4p.20; DMPL, p.23
Déficit acumulado−197,4p.20; DMPL, p.23
Patrimônio líquido=289,0

Obs: O patrimônio caiu 81.155 em 2024: o déficit do ano foi de 34.499, e a baixa de 46.656 do custo de formação dos atletas da base, exigida pela mudança da norma contábil, foi lançada direto nele (DMPL, p.23).

289,0
Perfil da dívida em 2024

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 972,8.

  • Dívidas onerosas: 188,4 (19,4%)
    Empréstimos bancários e contratos de mútuo188,419,4%
  • Dívidas operacionais: 415,4 (42,7%)
    Fornecedores56,65,8%
    Dívidas com outros clubes e com atletas por contratações115,811,9%
    Participações de empresários e clubes em negociações de atletas115,511,9%
    Direitos de imagem a pagar a atletas23,82,5%
    Salários, rescisões, férias e décimo terceiro a pagar32,63,3%
    Impostos e encargos sociais correntes16,71,7%
    Adiantamentos de devedores27,12,8%
    Prestadores de serviços e outras contas27,32,8%
  • Impostos parcelados e acordos: 369,0 (37,9%)
    Parcelamentos de impostos: excepcional, transação com a PGFN, PERSE, PERT e Profut289,029,7%
    Impostos diretos parcelados70,47,2%
    Crédito de COFINS a realizar9,61,0%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas133,2 até 12 meses · 55,2 depois
  • Dívidas operacionais350,7 até 12 meses · 64,7 depois
  • Impostos parcelados e acordos75,2 até 12 meses · 293,8 depois
  • Dívida bruta559,1 até 12 meses · 413,7 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2024, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos bancários e contratos de mútuo

Capital de giro 156.090 (18.291 e 13.437 a CDI + 0,70% ao mês, 69.134 a 1,524% ao mês prefixado e 55.228 a CDI + 0,70% ao mês no longo prazo), contratos de mútuo 23.105 a IGP-M + 1% ao mês e saldo negativo de conta corrente 9.195. 133.162 vencem em até doze meses e 55.228 depois, entre 2026 e 2029. Em garantia, cerca de 15% dos recebíveis dos sócios e 55% das receitas de patrocínio.

188,4p.20; nota 13, p.47
Subtotal188,4
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Fornecedores

50.589 vencem em até doze meses e 6.014 depois. A DF não abre fornecedores.

56,6p.20
Dívidas com outros clubes e com atletas por contratações

Clubes de futebol 107.514 e atletas 8.320. Tudo vence em até doze meses.

115,8nota 14, p.48
Participações de empresários e clubes em negociações de atletas

Empresas e empresários 74.655 (58.928 no curto prazo e 15.727 no longo) e clubes de futebol 40.808 (666 e 40.142), pela compra ou venda de direitos econômicos de atletas. 59.594 vencem em até doze meses e 55.869 depois.

115,5nota 15, p.48
Direitos de imagem a pagar a atletas

Tudo vence em até doze meses. Sem nota explicativa.

23,8p.20
Salários, rescisões, férias e décimo terceiro a pagar

Rescisões e indenizações 11.765, férias a pagar 8.452, décimo terceiro 5.659, provisão de férias 4.494, salários 1.646 e outras 562. Tudo vence em até doze meses.

32,6nota 16, p.50
Impostos e encargos sociais correntes

Impostos a recolher 12.655, encargos sociais a recolher 3.994 e outros valores 2. Tudo vence em até doze meses.

16,7nota 17, p.50
Adiantamentos de devedores

Adiantamentos de devedores registrados em contas a pagar; a DF não detalha. Tomados como dinheiro já recebido: não há valor a receber ligado a eles e a DFC registra a variação do saldo no caixa da operação, como adiantamento de terceiros. Tudo vence em até doze meses.

27,1nota 19, p.59; DFC, p.24
Prestadores de serviços e outras contas

Contas a pagar a prestadores de serviços (26.442), outras contas a pagar (435) e aluguéis a pagar (381). 24.502 vencem em até doze meses e 2.756 depois.

27,3nota 19, p.59
Subtotal415,4
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos: excepcional, transação com a PGFN, PERSE, PERT e Profut

Parcelamento excepcional 135.210, transação com a PGFN pelo edital PGDAU 2/2023 105.969, PERSE 23.646, PERT 12.251, Profut 9.476, FGTS de abril a julho de 2024 suspenso pela Portaria MTE 729 na calamidade das enchentes, 2.222, em até seis parcelas desde outubro de 2024, e convencional 255. 57.608 vencem em até doze meses e 231.421 depois.

289,0nota 18, p.50–59
Impostos diretos parcelados

Impostos diretos parcelados dentro das obrigações fiscais e sociais; a DF não detalha os tributos. 17.562 vencem em até doze meses e 52.869 depois.

70,4nota 17, p.50
Crédito de COFINS a realizar

Registrado em receitas a realizar, no passivo não circulante. A DF de 2025 reclassifica o saldo para obrigações fiscais e sociais, como crédito compensado à espera da homologação da Receita Federal. Nada vence em até doze meses: tudo no longo prazo.

9,6nota 20, p.60
Subtotal369,0
Dívida bruta972,8
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa (127) + bancos conta movimento (3.181) + aplicações financeiras (462).

(3,8)nota 5, p.41
Dívida líquida969,0

Fora da dívida bruta: Cessão por direito de exploração: obrigação com a SPE Holding Beira Rio pela reforma do estádio, quitada pela cessão de áreas do complexo para exploração comercial por 20 anos, R$ 193,5 mi (nota 21, p.60); Provisão para contingências: cíveis 33.698 e trabalhistas 8.806, R$ 42,5 mi (nota 22, p.61); Patrocínios a realizar, em receitas diferidas: contratos registrados contra valores a receber de concessão de logomarca, sem entrada de caixa, R$ 38,0 mi (nota 20, p.60; nota 7, p.42; DFC, p.24); Royalties a realizar, em receitas diferidas: há royalties a receber ligados a eles e a DFC não mostra a entrada, e a página os toma como não recebidos, R$ 0,8 mi (nota 20, p.60; nota 7, p.42).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: devedores por cessão de direitos econômicos de atletas, 101.441 no circulante e 86.667 no não circulante, 187.902 deles de clubes de futebol (nota 6, p.41).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2024, em R$ milhões:

  • Pessoal e benefícios: 191,5 (nota 24, p.62)
  • Direito de imagem: 64,3 (nota 24, p.62)
  • Gratificações de atletas: 5,1 (nota 24, p.62)
  • Futebol feminino, todos os custos: 11,4 (nota 24, p.62)

* Obs: A DF lança o futebol feminino numa linha só, com todos os custos dele, e a linha entra inteira: traz também viagens e serviços do feminino (nota 24, p.62). O pessoal administrativo, do clube social e dos outros esportes está nas despesas gerais e fica fora. A DF não separa as categorias de base, que ficam dentro, nem identifica o direito de arena.

272,3*
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2024, em R$ milhões:

Gasto com pessoal272,3nota 24, p.62
Receita recorrente÷338,5nota 23, p.62
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=80,4%

* Obs: O gasto com pessoal inclui viagens e serviços do futebol feminino, que a DF lança numa linha só com os salários dele.

80,4%*
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

Parágrafos de ênfase: 2

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Equilíbrio econômico e capital circulante líquido: deficiência de capital circulante líquido de R$ 358.956 mil (R$ 291.192 mil em 2023) e déficits acumulados de R$ 197.362 mil (R$ 116.604 mil em 2023), com as medidas da administração descritas na nota 1 (f) (p.17).
  • Investigação do Ministério Público sobre a gestão do clube no biênio 2015–2016, a cargo da justiça, com condenação de ex-dirigentes em primeira instância em março de 2024 (nota 31, p.17 e p.66).

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://internacional.com.br/transparencia/informativos-financeiros/balancos-pareceres-auditores-independentes.

Documentos de 2024

  • Sport Club Internacional – Demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2024 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Sport Club Internacional. Abril de 2025, pelo relatório de gestão do clube, que imprime o ano como 2024 (p.68); o servidor registra 30/07/2025, data em que o site regravou os arquivos de transparência. Carta de envio do auditor (p.1), relatório da administração (p.3–16), relatório do auditor independente (p.17–19), balanço (p.20), DRE (p.21), resultado abrangente (p.22), DMPL (p.23), DFC (p.24) e notas explicativas (p.25–67), num arquivo de 67 páginas. Sem parecer do conselho fiscal. Páginas: A folha imprime o mesmo número da página do arquivo: o balanço está na p.20 e traz impresso 20.

  • Sport Club Internacional – Relatório de Gestão 2024 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Sport Club Internacional. maio de 2025 ou depois: o arquivo foi gerado em 28/05/2025, e o servidor registra 30/07/2025, data em que o site regravou os arquivos de transparência. Relatório de gestão do exercício, 79 páginas, com futebol, marketing, social, operações, novos negócios e o financeiro nas p.59–68: receitas, tabela de transações de atletas com o bruto e as deduções, custos, despesas, EBITDA e resultado. Páginas: A folha imprime o mesmo número da página do arquivo: a seção financeira começa na p.59 e traz impresso 59.

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil para entidades sem finalidade de lucros e entidades desportivas: ITG 2002 (R1), ITG 2003 (R1) e OTG 2003, com a primeira aplicação da ITG 2003 (R2) em 2024 e reapresentação de 2023 (nota 4). Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.