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Internacional

Sport Club Internacional · Associação · DF de 2025 publicada em 30/04/2026 · auditoria: BDO RCS Auditores Independentes SS Ltda.

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 469,9 (nota 22, p.59)
  • Receita com negociação de atletas: 215,1 (nota 26, p.61; nota 11, p.46)

* Obs: A negociação de atletas entra líquida da parte de terceiros e das comissões, que a DF desconta juntas, sem separar uma da outra. O relatório da administração publica receita bruta total de 775.770, com a venda de atletas antes da parte de terceiros e das comissões (286.302) e a parcela anual da cessão do Beira-Rio, que a página deixa fora.

685,0*+23,4%
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Cotas de TV: 119,7 (25,5%)
  • Quadro social: 98,5 (21,0%)
  • Patrocínios: 83,0 (17,7%)
  • Premiações: 81,9 (17,4%)
  • Publicidade e licença de logomarca: 63,6 (13,5%)

    Passou de R$ 25,1 mi em 2024 para R$ 63,6 mi, mais 152,7%. A DF não detalha os contratos de publicidade e de licença da marca (nota 22, p.59).

    Publicidade44,09,3%
    Licença de logomarca19,64,2%
  • Arrecadação de jogos: 20,3 (4,3%)
  • Outras receitas: 2,9 (0,6%)
    Promoções e eventos1,20,3%
    Estacionamento0,90,2%
    Locações0,40,1%
    Loteria esportiva0,30,0%
    Indenizações0,10,0%

Fonte: nota 22, p.59 do documento.

Obs: A DRE traz 396.755, depois de 73.132 de deduções da receita (televisionamento e marketing, premiação, arrecadação de jogos e receita social), que a DF não descreve (nota 22, p.59). Áreas do Beira-Rio estão cedidas por 20 anos à SPE Holding Beira Rio, empresa do contrato da reforma, para exploração comercial, como pagamento da obra; o clube não recebe dinheiro por essa cessão.

469,9+38,8%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Venda de atletas, líquida185,6nota 26, p.61
O que faltava amortizar dos atletas vendidos

Passou de R$ 18,8 mi em 2024 para R$ 29,5 mi, mais 57,2%. A DF não abre as vendas do ano nem nomeia os atletas negociados (nota 26, p.61).

+29,5nota 11, p.46; nota 23, p.60
Receita com negociação de atletas=215,1

A relação de atletas não foi divulgada.

* Obs: A DF desconta da venda a parte de terceiros e as comissões juntas, sem separar uma da outra; a venda bruta, 286,3 milhões, aparece só no relatório da administração.

215,1*(0,7%)

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 263,2 (nota 23, p.60)
    Pessoal e benefícios169,0
    Direito de imagem72,6
    Futebol feminino, todos os custos15,2
    Gratificações de atletas6,4
  • Demais custos e despesas: 164,8 (notas 23 a 25, p.60; DFC, p.25)
    Despesas gerais e administrativas (nota 25)76,7
    Obrigações legais (nota 23)42,7
    Logística (nota 23)21,5
    Serviços de terceiros e de apoio (nota 23)13,8
    Despesas comerciais (nota 24)13,3
    Outros custos do futebol (nota 23)8,9
    Aluguéis (nota 23)5,4
    Depreciação dentro das despesas gerais, que a DF não separa(17,5)

Obs: Os ganhos em renegociações com atletas e empresas (17.652), que a DF lança como redução dos custos do futebol, não abatem o gasto, porque não entrou dinheiro (nota 23, p.60).

428,0+2,0%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Resultado antes do resultado financeiro74,3DRE, p.22
Amortização de atletas+81,5nota 23, p.60
Amortização da recompra dos direitos de transmissão+1,8nota 23, p.60
Depreciação e outras amortizações+18,6DFC, p.25; nota 23, p.60
Baixa dos atletas negociados
Lançada nos custos15,0
Dentro da venda líquida29,5
+44,5nota 11, p.46; nota 23, p.60
Parcela anual da cessão do Beira-Rio, sem caixa−19,5nota 26, p.61; nota 20, p.58
Perda na baixa de bens+0,3nota 26, p.61
Ganhos em renegociações com atletas e empresas, sem caixa−17,6nota 23, p.60
EBITDA=183,9

Obs: A baixa dos atletas negociados fica fora dos custos, porque não sai do caixa: a DF lança parte dela nos custos (14.962) e parte dentro da venda líquida (29.512). A parcela anual da cessão de áreas do Beira-Rio à construtora do estádio (19.518) e os ganhos em renegociações com atletas e empresas (17.652), lançados sem entrada de dinheiro, também ficam fora (notas 23 e 26, p.60–61). A DF não separa a provisão para contingências do ano, e nada é devolvido. O relatório da administração publica EBITDA de 176.276, com a baixa, a cessão e os ganhos dentro (p.15).

183,9+71,4%
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente469,9nota 22, p.59
Deduções da receita−73,1nota 22, p.59
Custos e despesas da operação−428,0DRE, p.22; notas 23 a 25, p.60
EBITDA recorrente=(31,2)
(31,2)+78,1 em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA183,9
Amortização de atletas−81,5nota 23, p.60
Amortização da recompra dos direitos de transmissão−1,8nota 23, p.60
Depreciação e outras amortizações−18,6DFC, p.25; nota 23, p.60
Baixa dos atletas negociados
Lançada nos custos(15,0)
Dentro da venda líquida(29,5)
−44,5nota 11, p.46; nota 23, p.60
EBIT=37,5
37,5inversão de sinal
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita líquida das atividades396,7DRE, p.22
Custos operacionais das atividades−437,2DRE, p.22
Despesas comerciais−13,3DRE, p.22
Despesas gerais e administrativas−76,7DRE, p.22
Outras receitas operacionais+204,8DRE, p.22
Resultado financeiro
Despesas financeiras(157,7)
Receitas financeiras92,4
−65,3DRE, p.22
Resultado do exercício=9,0

O superávit inclui efeitos da transação tributária com a PGFN e renegociações que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um déficit de 68,1.

Resultado do exercício9,0
Desconto da transação com a PGFN−59,4nota 27, p.61
Ganhos em renegociações com atletas e empresas−17,7nota 23, p.60; descrição na DF de 2024, nota 24, p.62
Resultado sem os efeitos sem caixa=(68,1)
9,0inversão de sinal

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas206,4p.21; notas 12 e 18, p.48 e p.57
Dívidas operacionais+440,0p.21; notas 13 a 16 e 18, p.49–57
Impostos parcelados e acordos+372,7notas 16 e 17, p.50–56
Caixa e aplicações−2,3nota 4, p.42
Dívida líquida=1.016,8

Obs: 77.519 da dívida são tributos pagos com créditos de COFINS que a Receita Federal ainda não homologou; se não homologar, voltam a ser devidos com encargos (nota 2.16, p.37–38). Fica fora a obrigação de 173.921 com a construtora da reforma do Beira-Rio, paga com a cessão de áreas do estádio para exploração comercial por 20 anos (nota 20, p.58).

1.016,8+4,9%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Caixa: 0,2 (nota 4, p.42)
  • Bancos conta movimento: 1,1 (nota 4, p.42)
  • Aplicações financeiras: 1,0 (nota 4, p.42)

Obs: O caixa caiu 1.509 no ano: a operação gerou 257.564, os investimentos consumiram 254.523, quase tudo na compra de direitos de atletas (236.877), e os pagamentos de empréstimos superaram as captações em 4.550, já contado o saldo negativo de conta corrente (DFC, p.25). Esse saldo negativo, 16.041, está nos empréstimos (nota 12, p.48).

2,3(40,0%)
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Venda de atletas a receber114,7
Contas a receber de clientes49,7
Estoques5,6
Devedores diversos4,6
Adiantamentos3,4
Caixa, bancos e aplicações2,3
Outros créditos2,2
182,5p.21
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Empréstimos e financiamentos, a parcela do ano(141,3)
Clubes e atletas a pagar(111,0)
Empresários e clubes em negociações(91,0)
Prestadores, adiantamentos e recompra a pagar(72,1)
Fornecedores(39,4)
Receitas diferidas: patrocínios, publicidade e royalties(33,7)
Salários e encargos a pagar(30,9)
Impostos e contribuições a pagar(27,0)
Direitos de imagem a pagar(24,3)
Cessão do Beira-Rio, parcela do ano(19,5)
Parcelamentos de impostos, a parcela do ano(16,7)
−606,9p.21
Capital de giro líquido=(424,4)

Obs: O auditor cita em ênfase o capital circulante líquido negativo de 424.419 (p.19).

(424,4)(65,5) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Patrimônio social2,6p.21; DMPL, p.24
Reserva de subvenção governamental+53,3p.21; DMPL, p.24
Ajuste de avaliação patrimonial+430,0p.21; DMPL, p.24
Déficit acumulado−188,0p.21; DMPL, p.24
Patrimônio líquido=297,9

Obs: O patrimônio subiu 8.972 em 2025 porque o superávit do ano se soma a ele; a realização do custo atribuído ao imobilizado (397) só troca de conta. Não houve outro lançamento direto no patrimônio (DMPL, p.24).

297,9+3,1%
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 1.019,1.

  • Dívidas onerosas: 206,4 (20,2%)
    Empréstimos bancários e contratos de mútuo188,918,5%
    Recompra de direitos de transmissão a pagar17,51,7%
  • Dívidas operacionais: 440,0 (43,2%)
    Fornecedores46,64,6%
    Dívidas com outros clubes e com atletas por contratações111,010,9%
    Participações de empresários e clubes em negociações de atletas138,613,6%
    Direitos de imagem a pagar a atletas26,22,6%
    Salários, rescisões, férias e décimo terceiro a pagar30,93,0%
    Impostos e encargos sociais correntes8,60,8%
    Adiantamentos de devedores34,13,4%
    Prestadores de serviços e outras contas44,04,3%
  • Impostos parcelados e acordos: 372,7 (36,6%)
    Parcelamentos de impostos: transação com a PGFN, PERT e Profut234,123,0%
    Impostos diretos parcelados61,16,0%
    Crédito de COFINS compensado, à espera da homologação77,57,6%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas145,7 até 12 meses · 60,7 depois
  • Dívidas operacionais372,9 até 12 meses · 67,1 depois
  • Impostos parcelados e acordos35,1 até 12 meses · 337,6 depois
  • Dívida bruta553,7 até 12 meses · 465,4 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos bancários e contratos de mútuo

Capital de giro 156.621 (17.384 a CDI + 0,70% ao mês, 82.532 a 1,85% ao mês prefixado, 9.164 a CDI + 1% ao mês e 47.541 a CDI + 0,70% ao mês no longo prazo), contratos de mútuo 16.216 a IGP-M + 1% ao mês e saldo negativo de conta corrente 16.041. 141.337 vencem em até doze meses e 47.541 depois, entre 2027 e 2030. Em garantia, cerca de 15% dos recebíveis dos sócios e 55% das receitas de patrocínio.

188,9p.21; nota 12, p.48
Recompra de direitos de transmissão a pagar

Saldo da recompra dos direitos cedidos à Liga Forte União, a pagar em cinco parcelas anuais a CDI + 3% ao ano; a primeira foi paga em dezembro de 2025 e restam quatro. 4.338 vencem em até doze meses e 13.160 depois.

17,5nota 18, p.57
Subtotal206,4
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Fornecedores

39.434 vencem em até doze meses e 7.169 depois. A DF não abre fornecedores.

46,6p.21
Dívidas com outros clubes e com atletas por contratações

Clubes de futebol 94.009 e atletas 17.037. Tudo vence em até doze meses.

111,0nota 13, p.49
Participações de empresários e clubes em negociações de atletas

Empresas e empresários 108.257 (90.462 no curto prazo e 17.795 no longo) e clubes de futebol 30.330 (487 e 29.843), pela compra ou venda de direitos econômicos de atletas. 90.949 vencem em até doze meses e 47.638 depois.

138,6nota 14, p.49
Direitos de imagem a pagar a atletas

24.316 vencem em até doze meses e 1.858 depois. Sem nota explicativa.

26,2p.21
Salários, rescisões, férias e décimo terceiro a pagar

Rescisões e indenizações 15.569, décimo terceiro 4.773, provisão de férias 4.417, férias a pagar 2.973, salários 2.575 e outras 600. Tudo vence em até doze meses.

30,9nota 15, p.50
Impostos e encargos sociais correntes

Impostos a recolher 6.299, encargos sociais a recolher 2.203 e outros valores 76. Tudo vence em até doze meses.

8,6nota 16, p.50
Adiantamentos de devedores

Adiantamentos de devedores registrados em contas a pagar; a DF não detalha. Tomados como dinheiro já recebido: não há valor a receber ligado a eles e a DFC registra adiantamento de terceiros no caixa da operação. Tudo vence em até doze meses.

34,1nota 18, p.57; DFC, p.25
Prestadores de serviços e outras contas

Contas a pagar a prestadores de serviços (43.342), outras contas a pagar (390) e aluguéis a pagar (265). 33.600 vencem em até doze meses e 10.397 depois.

44,0nota 18, p.57
Subtotal440,0
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos: transação com a PGFN, PERT e Profut

Transação individual com a PGFN 214.615, PERT 10.087 e Profut 9.369. Em 2025 os parcelamentos excepcional, PERSE e convencional, a transação de 2023 e o parcelamento do FGTS entraram na transação individual, em até 145 parcelas para os débitos fazendários e 60 para os previdenciários, com benefício de 59.353 no resultado. Profut desde dezembro de 2015, com juros pela Selic. 16.658 vencem em até doze meses e 217.413 depois.

234,1nota 17, p.51–56
Impostos diretos parcelados

Impostos diretos parcelados dentro das obrigações fiscais e sociais; a DF não detalha os tributos. 18.397 vencem em até doze meses e 42.667 depois.

61,1nota 16, p.50
Crédito de COFINS compensado, à espera da homologação

Crédito de COFINS usado para compensar tributos federais, registrado no passivo não circulante até a Receita Federal homologar; se não homologar, as compensações são revertidas com encargos. Nada vence em até doze meses: tudo no longo prazo.

77,5nota 16, p.50; nota 2.16, p.37–38
Subtotal372,7
Dívida bruta1.019,1
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa (156) + bancos conta movimento (1.101) + aplicações financeiras (1.004).

(2,3)nota 4, p.42
Dívida líquida1.016,8

Fora da dívida bruta: Cessão por direito de exploração: obrigação com a SPE Holding Beira Rio pela reforma do estádio, quitada pela cessão de áreas do complexo para exploração comercial por 20 anos, R$ 173,9 mi (nota 20, p.58); Provisão para contingências: cíveis 26.895 e trabalhistas 5.761, R$ 32,7 mi (nota 21, p.58); Patrocínios a realizar 38.138 e publicidade a realizar 3.795, em receitas diferidas: contratos registrados contra valores a receber de concessão de logomarca, sem entrada de caixa, R$ 41,9 mi (nota 19, p.57; nota 6, p.43; DFC, p.25); Royalties a realizar, em receitas diferidas: há royalties a receber ligados a eles e a DFC não mostra a entrada, e a página os toma como não recebidos, R$ 6,2 mi (nota 19, p.57; nota 6, p.43).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: devedores por cessão de direitos econômicos de atletas, 114.754 no circulante e 63.744 no não circulante, 175.165 deles de clubes de futebol (nota 5, p.42).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Pessoal e benefícios: 169,0 (nota 23, p.60)
  • Direito de imagem: 72,6 (nota 23, p.60)
  • Gratificações de atletas: 6,4 (nota 23, p.60)
  • Futebol feminino, todos os custos: 15,2 (nota 23, p.60)

* Obs: A DF lança o futebol feminino numa linha só, com todos os custos dele, e a linha entra inteira: traz também viagens e serviços do feminino (nota 23, p.60). O pessoal administrativo, do clube social e dos outros esportes está nas despesas gerais e fica fora. A DF não separa as categorias de base, que ficam dentro, nem identifica o direito de arena.

263,2*(3,4%)
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal263,2nota 23, p.60
Receita recorrente÷469,9nota 22, p.59
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=56,0%

* Obs: O gasto com pessoal inclui viagens e serviços do futebol feminino, que a DF lança numa linha só com os salários dele.

56,0%*(24,4 p.p.)
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Com ressalva

O auditor encontrou um ou mais pontos que não pôde confirmar ou com os quais discorda, mas que não invalidam o conjunto das demonstrações.

No parecer de 2025: “Conforme nota explicativa nº 11 do Ativo Intangível, o Clube possui registrado o montante de R$ 109.185, sendo estes decorrentes da recompra parcial de participação em direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro 2025-2074. [...] Devido às incertezas quanto ao reconhecimento contábil a ser adotado da referida operação a Liga Forte União realizou consulta técnica junto ao Conselho Federal de Contabilidade, o qual até a presente data não havia emitido parecer sobre a prática contábil adotada pelo Clube. Desta forma, estamos limitados quanto aos possíveis efeitos da contabilização adotado pelo Clube e seus reflexos em 31 de dezembro de 2025.” (p.18).

Parágrafos de ênfase: 2

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Equilíbrio econômico e capital circulante líquido: deficiência de capital circulante líquido de R$ 424.419 mil (R$ 358.956 mil em 2024) e déficits acumulados de R$ 187.993 mil, com as medidas da administração descritas na nota 1 (f) (p.19).
  • Investigação do Ministério Público sobre a gestão do clube no biênio 2015–2016, a cargo da justiça, com condenação de ex-dirigentes em primeira instância (nota 30, p.19 e p.63).

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://internacional.com.br/transparencia/informativos-financeiros/balancos-pareceres-auditores-independentes.

Documento de 2025

  • Sport Club Internacional – Demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Sport Club Internacional. Publicado em 30/04/2026. Carta de envio do auditor (p.1), relatório da administração (p.3–17), relatório do auditor independente (p.18–20), balanço (p.21), DRE (p.22), resultado abrangente (p.23), DMPL (p.24), DFC (p.25) e notas explicativas (p.26–64), num arquivo de 64 páginas. Sem parecer do conselho fiscal. Páginas: A folha imprime o mesmo número da página do arquivo: o balanço está na p.21 e traz impresso 21.

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil para entidades sem finalidade de lucros e entidades desportivas: ITG 2002 (R1), ITG 2003 (R1) e OTG 2003, com os CPCs como referência principal quando compatíveis (nota 2.1); o auditor cita a ITG 2003 (R1). Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.