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Náutico

Clube Náutico Capibaribe · Associação · DF de 2025 publicada em 30/04/2026 · auditoria: Equity Auditores Independentes

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 28,9 (nota 16, p.28–29)
  • Receita com negociação de atletas: 0,8 (nota 16, p.29)

Obs: As doações registradas na receita do clube social (2.065) ficam fora, como em todos os clubes. O número é a receita bruta da nota 16, antes das deduções de 894, que são INSS retido, repasse à federação local e FENAPAF.

29,7+28,2%
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Direitos de transmissão: 7,9 (27,3%)

    Passou de R$ 4,0 mi em 2024 para R$ 7,9 mi, mais 96,7%. De 4.011 para 7.888, +96,6%: a Copa do Brasil rendeu 4.198 em 2025 e não existia em 2024; o Campeonato Brasileiro subiu de 1.222 para 1.894 e a Copa do Nordeste caiu de 2.669 para 1.649 (nota 16, p.28).

    Copa do Brasil4,214,5%
    Campeonato Brasileiro1,96,6%
    Copa do Nordeste1,75,7%
    Campeonato Pernambucano0,10,5%
  • Bilheteria: 7,0 (24,4%)

    Passou de R$ 2,9 mi em 2024 para R$ 7,0 mi, mais 140,8%. De 2.925 para 7.042, +140,7%: a bilheteria do Campeonato Brasileiro foi de 1.062 para 3.844 e a da Copa do Brasil rendeu 1.755, sem par em 2024 (nota 16, p.28–29).

    Campeonato Brasileiro3,813,3%
    Copa do Brasil1,86,1%
    Campeonato Pernambucano0,93,3%
    Copa do Nordeste0,31,1%
    Timbuzone0,20,6%
  • Mensalidades e anuidades: 5,9 (20,3%)
    Mensalidade dos sócios4,916,9%
    Mensalidade do conselho deliberativo0,62,1%
    Anuidade de cadeira0,41,3%
  • Marketing e comercial: 5,2 (17,9%)
    Patrocínios3,913,4%
    Licenciamento da marca0,62,1%
    Luvas derivadas de contratos0,51,8%
    Publicidade0,20,6%
  • Clube social, sem as doações: 1,4 (5,0%)
    Estacionamento, aluguéis e exploração comercial0,93,1%
    Camarotes, bar, alimentos e bebidas0,41,4%
    Prática esportiva e escolinha0,10,5%
  • Outras receitas: 1,2 (4,0%)
    Multas contratuais0,93,2%
    Outras receitas, que a DF não abre0,30,8%
  • Arrendamento e concessões: 0,3 (1,1%)

Fonte: nota 16, p.28; nota 16, p.29 do documento.

Obs: Em outras receitas estão 933 de multas contratuais: as parcelas da multa de R$ 3 milhões pela rescisão do arrendamento de três hectares do centro de treinamento, que não se repetem (notas 1 e 16, p.11–12 e p.29).

28,9+32,9%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Negociação de atleta

Linha nova: não havia negociação de atleta em 2024, quando o grupo trouxe 1.410 de repasse definitivo de direitos federativos (nota 16, p.29).

0,8nota 16, p.29; nota 5, p.20
Mecanismo de solidariedade+0,0nota 16, p.29
Receita com negociação de atletas=0,8

A relação de atletas não foi divulgada.

Obs: O clube reconheceu 800 pela cessão parcial de direitos econômicos de atletas a outro clube, com a contrapartida em contas a receber. A DF não registra baixa dos direitos vendidos: o intangível de atletas ficou em 772 nos dois anos, sem adição, sem baixa e sem amortização (nota 7, p.23).

0,8(43,0%)

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 16,1 (nota 17, p.30)
  • Demais custos e despesas: 23,7 (nota 17, p.30)
    Despesas com atletas, que a DF não abre6,2
    Serviços prestados por terceiros6,0
    Despesas com jogos5,5
    Pessoal do clube social e do desporto de amadores2,5
    Outras despesas gerais e administrativas1,6
    Despesas tributárias0,8
    Viagens, materiais, marketing e outras despesas1,1

Obs: O gasto com pessoal desta conta é o do futebol: os 2.612 pagos ao pessoal do clube social e do desporto de amadores estão nos demais custos. A maior parcela dos demais, 6.205 de despesas com atletas, a DF não abre.

39,8+44,4%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Déficit operacional antes do resultado financeiro(17,7)demonstração do resultado, p.7
Provisões para riscos judiciais lançadas no ano+7,8nota 17, p.30
Depreciações e amortizações+2,2nota 17, p.30
Doações lançadas como receita−2,1nota 16, p.29
Receita com ação judicial contra outro clube−1,2nota 17, p.30–31
EBITDA=(11,0)

* Obs: A depreciação e a amortização do ano aparecem com três valores na mesma demonstração: 2.222 na nota de custos, 2.132 no fluxo de caixa e 2.132 no quadro do imobilizado; a conta usa o da nota de custos, o único que faz a própria nota fechar, e a diferença de R$ 90 mil não é explicada pela DF. A provisão para riscos judiciais também aparece com dois valores: a nota de despesas lança 7.798 e a movimentação da provisão traz 8.541, e a conta usa o da nota de despesas, sem que os 743 de diferença sejam explicados. Ficam fora da operação a receita de 1.231 de uma ação judicial contra outro clube, transitada em julgado e recebida em 2025, e as doações de 2.065.

(11,0)*(6,2) em R$ mi
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente28,9nota 16, p.28–29
Deduções da receita−0,9nota 16, p.29
Custos e despesas da operação−39,8nota 17, p.30
EBITDA recorrente=(11,8)
(11,8)(5,6) em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA(11,0)
Provisões para riscos judiciais lançadas no ano−7,8nota 17, p.30
Depreciações e amortizações−2,2nota 17, p.30
EBIT=(21,0)
(21,0)(18,0) em R$ mi
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita operacional líquida30,9demonstração do resultado, p.7; nota 16, p.28–29
Despesas com pessoal
Categoria profissional(12,3)
Encargos sociais, 13º salário, acordos e assistência(2,7)
Clube social(2,4)
Categoria de base(1,1)
Desporto de amadores(0,2)
−18,7demonstração do resultado, p.7; nota 17, p.30
Despesas gerais e administrativas
Provisões para riscos judiciais(7,8)
Despesas com atletas(6,2)
Serviços prestados por terceiros(6,0)
Despesas com jogos(5,4)
Depreciações e amortizações(2,2)
Outras despesas gerais e administrativas(1,6)
Despesas tributárias(0,8)
Viagens, materiais, marketing e outras despesas(1,1)
−31,1demonstração do resultado, p.7; nota 17, p.30
Receita com ação judicial contra outro clube+1,2demonstração do resultado, p.7; nota 17, p.30–31
Resultado financeiro
Despesas financeiras(0,8)
Receitas financeiras0,0
−0,8demonstração do resultado, p.7; nota 18, p.31
Resultado do exercício=(18,5)
(18,5)(17,1) em R$ mi

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas1,5balanço, p.6
Dívidas operacionais+27,7balanço, p.6; notas 8 a 13, p.23–26
Impostos parcelados e acordos+2,5nota 11, p.24–25
Disponibilidades−0,3nota 4, p.20
Dívida líquida=31,4

Obs: A provisão para riscos judiciais, de 260.211, fica fora da dívida, como as provisões para contingências de todos os clubes: a nota 3 a descreve como provisão para processos trabalhistas, cíveis e tributários. A demonstração não traz linha de dívida com os credores da recuperação judicial — o clube está em recuperação, com plano aprovado em assembleia em 18/12/2025, e o passivo do plano não aparece em rubrica separada do balanço (nota 1, p.12). Toda a dívida bruta está no passivo circulante.

31,4+45,2%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Bancos conta movimento: 0,3 (nota 4, p.20)
  • Caixa: 0,0 (nota 4, p.20)
  • Aplicações financeiras: 0,0 (nota 4, p.20)

Obs: A operação consumiu 1.015 no ano e o clube aplicou 255 em imobilizado; o caixa subiu 85 porque entraram 1.464 de empréstimos de terceiros, com 110 pagos no mesmo exercício (fluxo de caixa, p.10). Os depósitos e penhoras à disposição do juízo, que a nota 4 registra dentro de caixa e equivalentes, ficam fora por serem recursos bloqueados: com eles, o caixa do balanço é 349.

0,3+31,9%
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Contas a receber3,0
Caixa e equivalentes, como o balanço apresenta0,4
Adiantamentos0,1
3,5balanço, p.6
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Salários, encargos e obrigações trabalhistas(10,4)
IPTU e ISS a pagar(8,1)
Federação Pernambucana de Futebol e aquisição de atletas(3,0)
Direitos de imagem a pagar(2,8)
Acordos extrajudiciais(2,5)
Fornecedores e energia elétrica(2,0)
Adiantamentos recebidos(1,5)
Empréstimos de terceiros(1,5)
−31,8balanço, p.6
Capital de giro líquido=(28,3)

Obs: Nas contas a receber de 3.017 estão 1.277 de cartão de crédito e 800 de direitos federativos cedidos a outro clube (nota 5, p.20).

(28,3)(9,0) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Ajuste de avaliação patrimonial126,2balanço, p.6; nota 15, p.28
Déficits acumulados−271,2balanço, p.6; mutações do passivo a descoberto, p.9
Patrimônio líquido=(145,0)

Obs: O passivo a descoberto cresceu 18.541 no ano, o valor do déficit do exercício; a realização do custo atribuído moveu 4.720 do ajuste de avaliação patrimonial para os déficits acumulados, sem efeito no total (mutações do passivo a descoberto, p.9).

(145,0)(18,5) em R$ mi
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 31,7.

  • Dívidas onerosas: 1,4 (4,6%)
    Empréstimos de terceiros1,44,6%
  • Dívidas operacionais: 27,8 (87,4%)
    IPTU a pagar8,125,6%
    Salários, férias, 13º e rescisões6,119,2%
    FGTS, INSS e crédito do trabalhador4,313,6%
    Federação Pernambucana de Futebol3,09,3%
    Direitos de imagem a pagar2,88,8%
    Fornecedores1,85,7%
    Adiantamentos recebidos1,54,6%
    Energia elétrica0,20,6%
    ISS retido0,00,0%
    Aquisição de atletas0,00,0%
  • Impostos parcelados e acordos: 2,5 (8,0%)
    Acordos extrajudiciais2,58,0%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas1,4 até 12 meses · 0,0 depois
  • Dívidas operacionais27,8 até 12 meses · 0,0 depois
  • Impostos parcelados e acordos2,5 até 12 meses · 0,0 depois
  • Dívida bruta31,7 até 12 meses · 0,0 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos de terceiros

A DF não tem nota para esta linha e não informa credor, taxa, indexador, prazo nem garantia. O saldo foi de 103 para 1.457 no ano: o fluxo de caixa registra 1.464 captados e 110 pagos. Tudo vence em até doze meses.

1,4balanço, p.6; fluxo de caixa, p.10
Subtotal1,4
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

IPTU a pagar

Imposto predial acumulado ano a ano, sem parcelamento declarado. A reapresentação de 2024 elevou o saldo daquele ano por atualização monetária. Tudo vence em até doze meses.

8,1balanço, p.6; nota 9, p.24
Salários, férias, 13º e rescisões

Proventos a pagar: salários, férias, 13º salário, rescisões e pensão judicial. A nota registra rescisões do setor administrativo entre elas. Tudo vence em até doze meses.

6,1balanço, p.6; nota 10, p.24
FGTS, INSS e crédito do trabalhador

Encargos sociais a recolher. Tudo vence em até doze meses.

4,3balanço, p.6; nota 10, p.24
Federação Pernambucana de Futebol

Saldo a pagar à federação estadual. É o objeto de uma das ressalvas do auditor: a resposta da federação à carta de circularização aponta R$ 3.004.007 a mais do que o registrado. Tudo vence em até doze meses.

3,0balanço, p.6; nota 12, p.25
Direitos de imagem a pagar

Contratos de direitos de uso de imagem dos atletas e da comissão técnica do elenco principal, como a nota os descreve. Tudo vence em até doze meses.

2,8balanço, p.6; nota 8, p.23
Fornecedores

Contas a pagar a fornecedores, que a nota não abre por credor. Tudo vence em até doze meses.

1,8balanço, p.6; nota 8, p.23
Adiantamentos recebidos

Valores recebidos antecipadamente por obrigações de desempenho ainda não cumpridas: Campeonato Brasileiro 1.175, TIMBUSHOP 138, Copa do Brasil 95 e Copa do Nordeste 55. Os 147 antecipados pela federação estadual em 2024 aparecem como receita do Campeonato Pernambucano de 2025. Tudo vence em até doze meses.

1,5balanço, p.6; nota 13, p.25–26
Energia elétrica

Conta de energia a pagar à CELPE. Tudo vence em até doze meses.

0,2balanço, p.6; nota 8, p.23
ISS retido

Imposto sobre serviços retido de terceiros. Tudo vence em até doze meses.

0,0balanço, p.6; nota 9, p.24
Aquisição de atletas

Parcela a pagar pela aquisição de direitos de atletas; não havia saldo em 2024. Tudo vence em até doze meses.

0,0balanço, p.6; nota 12, p.25
Subtotal27,8
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Acordos extrajudiciais

Acordos firmados com doze ex-funcionários e atletas, nominados na nota, mais uma linha de outros acordos. Tudo vence em até doze meses.

2,5balanço, p.6; nota 11, p.24–25
Subtotal2,5
Dívida bruta31,7
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa, bancos conta movimento e aplicações financeiras, sem os depósitos e penhoras à disposição do juízo que a nota 4 registra dentro de caixa e equivalentes.

(0,3)nota 4, p.19–20
Dívida líquida31,4

Fora da dívida bruta: Provisão para riscos judiciais, que reúne processos trabalhistas, cíveis e tributários, R$ 260,2 mi (balanço, p.6; nota 3, p.17; nota 14, p.26–27).

Não descontado da dívida, por serem valores a receber: contas a receber de 3.017, com 1.277 de cartão de crédito, 800 de direitos federativos cedidos a outro clube, 621 de patrocínio, 178 de aluguéis, 72 da CBF e 69 de licenciamento da marca (nota 5, p.20).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Categoria profissional: 12,3 (nota 17, p.30)
  • Encargos sociais, 13º salário, acordos e assistência: 2,7 (nota 17, p.30)
  • Categoria de base: 1,1 (nota 17, p.30)

* Obs: A DF não separa o pessoal administrativo, e ele existe: a nota 10 cita rescisões do setor administrativo e a nota 17 informa que os cargos de diretoria de Marketing e Futebol são pagos como serviços prestados por terceiros. Ficam fora o pessoal do clube social (2.367) e o do desporto de amadores (245), que a DF separa. A linha de despesas com atletas, de 6.205, fica nos custos: a DF não a abre nem a nomeia como pessoal. Não há linha de direito de arena em peça nenhuma.

16,1*+34,0%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal16,1nota 17, p.30
Receita recorrente÷28,9nota 16, p.28–29
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=55,8%

* Obs: O gasto com pessoal não inclui o pessoal administrativo, que a DF não separa, nem a linha de despesas com atletas, que ela não abre.

55,8%*+0,5 p.p.
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Com ressalva

O auditor encontrou um ou mais pontos que não pôde confirmar ou com os quais discorda, mas que não invalidam o conjunto das demonstrações.

No parecer de 2025: Opinião com ressalva (p.3). O parágrafo da opinião diz “exceto pelos possíveis efeitos dos assuntos descritos na seção a seguir intitulada ‘Base para opinião com ressalvas’” (p.3); o título da seção de opinião está no singular e a remissão, no plural. O relatório não tem seção de principais assuntos de auditoria nem de outros assuntos, e não há relatório da administração nem parecer de conselho fiscal no arquivo.

O auditor lista 3 motivos, nas p.3 do relatório.

Ver os 3 motivos
  1. “Saldo a pagar à Federação Pernambucana de Futebol” (p.3)
  2. “Atualização do passivo e levantamento dos processos judiciais” (p.3)
  3. “Prestadores de serviços sem instrumento de contratação” (p.3)

“Ênfase – Continuidade operacional” (p.4)

“Chamamos atenção para a Nota explicativa nº 1 às demonstrações contábeis, que indica que o Clube apresentou déficit de R$ 18.541.274 no exercício findo em 31 de dezembro de 2025, e o Passivo total de R$ 291.976.169, excedendo o ativo circulante em R$ 288.512.293 e estava pendente de cumprimento de várias obrigações, principalmente de natureza tributária e previdenciária.”

Ver o texto completo

“Saldo a pagar à Federação Pernambucana de Futebol” (p.3)

“O saldo contábil a pagar a FPF – Federação Pernambucana de Futebol está a menor em R$ 3.004.007 do que a resposta da carta de circularização recebida dessa Entidade. Consequentemente, o déficit e o passivo a descoberto do Clube estão apresentados a menor nesse saldo.”

“Atualização do passivo e levantamento dos processos judiciais” (p.3)

“Algumas ações são necessárias para atualizar o passivo do Clube, como mensurar e contabilizar a atualização monetária de juros de mora e multa pró-rata, incidentes sobre os valores apresentados, bem como de se levantar todos os processos judiciais movidos em âmbito nacional. Devido a isso, ficamos impossibilitados de efetuar procedimentos de auditoria sobre esses fatos.”

“Prestadores de serviços sem instrumento de contratação” (p.3)

“O Clube possui vários prestadores de serviços, cujos instrumentos de contratação não foram apresentados, no valor de R$ 2.795.075, contabilizados na conta Despesas gerais e administrativas. Devido a isso, ficamos impossibilitados de efetuar procedimentos de auditoria adicionais sobre esses fatos.”

Abrir no relatório (p.3)

Parágrafos de ênfase: 1

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Continuidade operacional: o auditor chama atenção para a nota 1, que indica déficit de R$ 18.541.274 no exercício e passivo total de R$ 291.976.169, excedendo o ativo circulante em R$ 288.512.293, com obrigações pendentes de cumprimento, principalmente de natureza tributária e previdenciária (p.4).

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://www.nautico-pe.com.br/documentos-oficiais. As demonstrações são as de Clube Náutico Capibaribe – em recuperação judicial.

Documento de 2025

  • Clube Náutico Capibaribe – em recuperação judicial – Demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2025 e relatório do auditor independente · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Clube Náutico Capibaribe. Publicado em 30/04/2026. Arquivo de 32 páginas: capa (p.1), índice (p.2), relatório do auditor independente (p.3–5), balanço patrimonial com três colunas — 31/12/2025, 31/12/2024 reapresentado e 01/01/2024 reapresentado — (p.6), demonstração do resultado (p.7), demonstração do resultado abrangente (p.8), mutações do passivo a descoberto (p.9), fluxos de caixa (p.10) e notas explicativas 1 a 22 (p.11–32). Não há relatório da administração nem parecer de conselho fiscal. Existe uma segunda versão do mesmo exercício, gerada em 06/05/2026 e anexa a uma notícia do clube, com as demonstrações numericamente idênticas nas 32 páginas: ela traz o bloco de assinaturas do presidente e do contador e um parágrafo a mais, dizendo que os deságios aprovados no plano de recuperação só serão contabilizados depois da homologação. A versão publicada em Documentos Oficiais, que é esta, não tem assinatura, apesar de o nome do arquivo dizer que tem. Páginas: As evidências citam a página do arquivo. O número impresso na folha é dois a menos: o balanço está na p.6 e traz impresso 4.

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil, os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, a ITG 2003 (R2) – Entidade Desportiva Profissional e a ITG 2002 (R1) – Entidade sem Finalidade de Lucros (nota 2). Escala do documento: reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.