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Cruzeiro

Cruzeiro Esporte Clube · SAF · DF de 2025 publicada em 24/04/2026 · auditoria: Villela e Associados Auditoria e Consultoria S.S.

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 641,9 (nota 26, p.40)
  • Receita com negociação de atletas: 61,1 (nota 29, p.42; nota 11, p.29)
703,0+89,2%
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Patrocínio: 280,0 (43,6%)

    Passou de R$ 50,7 mi em 2024 para R$ 280,0 mi, mais 452,1%. A DF não detalha os contratos de patrocínio (nota 26, p.40).

  • Direitos de transmissão e premiações por desempenho: 176,5 (27,5%)
    Campeonato Brasileiro143,022,3%
    Copa do Brasil20,63,2%
    Campeonato Mineiro5,80,9%
    Copa Sul-Americana5,60,9%
    Campeonato Feminino1,50,2%
  • Bilheteria: 69,4 (10,8%)
    Campeonato Brasileiro42,36,6%
    Copa do Brasil15,22,4%
    Campeonato Mineiro8,11,2%
    Outros jogos2,50,4%
    Campeonato Brasileiro Feminino0,80,1%
    Copa Sul-Americana0,50,1%
  • Programa sócio-torcedor: 51,0 (7,9%)

    Passou de R$ 32,4 mi em 2024 para R$ 51,0 mi, mais 57,2%. A DF não detalha o programa; o relatório da administração informa 97 mil sócios adimplentes (p.2–3).

  • Publicidade: 26,4 (4,1%)
  • Royalties e licenciamento: 25,5 (4,0%)
  • Outros: 13,1 (2,1%)

Fonte: nota 26, p.40; nota 26, p.40–41 do documento.

Obs: A receita bruta da DF inclui 6.900 de mecanismo de solidariedade, cessão temporária e outros, que aqui contam como negociação de atletas (nota 26).

641,9+116,3%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Receita de transferência de atletas

Passou de R$ 64,0 mi em 2024 para R$ 28,4 mi, menos 55,7%. A DF não abre as vendas do ano nem nomeia os atletas negociados (nota 29, p.42).

28,4nota 29, p.42
O que faltava amortizar dos atletas vendidos+25,8nota 11, p.29; DFC, p.10
Mecanismo de solidariedade e cessão temporária+6,9nota 26, p.41
Receita com negociação de atletas=61,1

A relação de atletas não foi divulgada.

Obs: A DF não diz por quanto o clube vendeu: mostra o ganho, já abatido o que faltava amortizar do que o clube pagou por eles. Pelas notas e pelo fluxo de caixa, esse valor foi de 38.862 no ano, e a demonstração de resultado mostra 13.028 em linhas próprias — os 25.834 que faltam só podem estar dentro da linha da venda, que a nota 29 chama de ganhos ou perdas. Em 2024 a DF mostra as duas coisas separadas e a receita já é o preço, o que mantém os dois anos na mesma base.

61,1(18,4%)

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 371,2 (nota 27, p.41)
  • Demais custos e despesas: 120,0 (DRE, p.7; notas 27 a 29, p.41–42)
    Custos com jogos28,4
    Manutenção geral26,5
    Fretamentos e passagens18,3
    Viagens e hospedagens11,3
    Outros custos do futebol9,4
    Segurança e vigilância9,2
    Despesas administrativas, sem a amortização8,6
    Alimentação8,1
    Outras despesas líquidas0,2
491,2+45,2%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Prejuízo do exercício(114,9)DRE, p.7
Resultado financeiro
Correção monetária da dívida assumida da Associação37,7
Demais despesas financeiras14,9
Receitas financeiras(8,1)
+44,5nota 30, p.43
Amortização
Contratos de atletas e recompra de direitos, nos custos186,6
Negócio do futebol, nas despesas administrativas1,6
+188,2nota 11, p.29; DFC, p.10
Depreciação+5,5nota 12, p.30; DFC, p.10
Baixa dos atletas negociados
Baixas lançadas na DRE13,0
Baixa que estava dentro da receita de transferência25,9
+38,9nota 11, p.29; DFC, p.10
EBITDA=162,2

Obs: A DF não separa a provisão para contingências do ano — o saldo sobe 5.262 (nota 17) sem linha de despesa identificável —, e por isso nada é devolvido.

162,2+1.835,2%
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente641,9nota 26, p.40
Impostos e deduções da receita−49,6nota 26, p.40
Custos e despesas da operação−491,2DRE, p.7; notas 27 a 29, p.41–42
EBITDA recorrente=101,1
101,1inversão de sinal
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA162,2
Amortização
Contratos de atletas e recompra de direitos, nos custos(186,6)
Negócio do futebol, nas despesas administrativas(1,6)
−188,2nota 11, p.29; DFC, p.10
Depreciação−5,5nota 12, p.30; DFC, p.10
Baixa dos atletas negociados
Baixas lançadas na DRE(13,0)
Baixa que estava dentro da receita de transferência(25,9)
−38,9nota 11, p.29; DFC, p.10
EBIT=(70,4)
(70,4)+76,0 em R$ mi
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita operacional líquida599,2DRE, p.7
Custos das atividades esportivas−680,2nota 27, p.41
Despesas gerais e administrativas−10,2nota 28, p.42
Outras receitas e despesas operacionais+20,8nota 29, p.42
Resultado financeiro−44,5nota 30, p.43
Resultado do exercício=(114,9)
(114,9)+55,0 em R$ mi

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas125,4p.6; notas 20 e 21, p.36–37
Dívidas operacionais+437,8p.6; notas 13 a 16, p.31–32
Impostos parcelados e acordos+785,0p.6; notas 14, 17, 23 e 24, p.31–38
Caixa e aplicações−0,7notas 3 e 4, p.22
Dívida líquida=1.347,5

Obs: O futebol é da SAF, que se obrigou a pagar as dívidas antigas da associação: o auxílio para a recuperação judicial e as contingências dela (542.674) e os parcelamentos do PERSE e do FGTS, pagos como preço dos centros de treinamento (218.168), estão nesta dívida e são 56% dela (notas 23 e 24). Ficam fora 20.218, sobretudo parcelamentos de impostos, que a associação cobra da SAF e a SAF não reconhece; o auditor aponta 96.162 de diferença entre os saldos das duas, ainda em negociação (p.48). A provisão para contingências entra na dívida e os acordos judiciais ficam fora; em 2024 os dois ficam fora.

1.347,5+7,9%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Recursos em caixa e depósitos bancários: 0,1 (nota 3, p.22)
  • Aplicações financeiras de alta liquidez: 0,6 (nota 3, p.22)

Obs: Fora do caixa, R$ 2,7 mi de aplicações vinculadas a projetos da Lei de Incentivo ao Esporte, com o mesmo valor no passivo como projetos a realizar (notas 4 e 19); entram só nas disponibilidades da dívida.

0,7(90,0%)
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Contas a receber de clientes32,7
Venda de atletas a receber32,0
Despesas antecipadas e outros8,6
Aplicações vinculadas a projetos incentivados2,7
Impostos a recuperar2,3
Estoques1,0
Caixa, bancos e aplicações0,7
80,0p.5
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Parcelas de compras de atletas a pagar(121,3)
Luvas e comissões a pagar(81,5)
Receitas a apropriar(46,7)
Centros de treinamento Toca da Raposa, parcela do ano(41,3)
Auxílio à Cruzeiro Associação, parcela do ano(40,0)
Salários e encargos a pagar(35,9)
Impostos e contribuições a pagar(15,3)
Outras obrigações do ano(8,3)
Contingências e acordos, parcela do ano(6,3)
Adiantamentos de clientes(4,5)
−401,1p.6
Capital de giro líquido=(321,1)

Obs: No passivo circulante, 81.346 são parcelas do ano devidas à Cruzeiro Associação: 40.000 do auxílio financeiro pela compra do negócio do futebol e 41.346 dos centros de treinamento Toca da Raposa (notas 23 e 24, p.37–38).

(321,1)(61,4) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Capital social72,9p.6; nota 25, p.39
Adiantamento para futuro aumento de capital, da Tara Sports+427,1p.6; nota 22, p.37
Reserva legal e prejuízos acumulados
Reserva legal13,0
Prejuízos acumulados(108,0)
−95,0p.6; DMPL, p.9
Patrimônio líquido=405,0

Obs: A integralização do adiantamento para futuro aumento de capital está prevista para 2026 (nota 22).

405,0+11,4%
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 1.348,2.

  • Dívidas onerosas: 125,4 (9,3%)
    Títulos emitidos12,60,9%
    Repasses da controladora Tara Sports a devolver112,88,4%
  • Dívidas operacionais: 437,8 (32,5%)
    Dívidas com outros clubes por compras e empréstimos de atletas164,512,2%
    Luvas a atletas e comissões a agentes140,610,4%
    Salários, rescisões e encargos a pagar35,92,7%
    Impostos e contribuições que vencem em até doze meses15,31,2%
    Adiantamentos de clientes4,50,3%
    Fornecedores e outras obrigações2,70,2%
    Adiantamentos recebidos74,35,5%
  • Impostos parcelados e acordos: 785,0 (58,2%)
    Auxílio ao Cruzeiro Associação para a recuperação judicial542,740,2%
    Obrigações pelos centros de treinamento Toca da Raposa I e II218,116,2%
    Impostos e contribuições que vencem depois de doze meses17,51,3%
    Provisão para processos trabalhistas e cíveis6,70,5%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas1,8 até 12 meses · 123,6 depois
  • Dívidas operacionais307,9 até 12 meses · 129,9 depois
  • Impostos parcelados e acordos81,3 até 12 meses · 697,0 depois · 6,7 sem prazo
  • Dívida bruta391,0 até 12 meses · 950,5 depois · 6,7 sem prazo

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses Prazo não informado pela DF

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Títulos emitidos

Fundo da base 10.570, a 100% do CDI, vencimento em 15/09/2033, emitido para a estrutura do futebol feminino, e Banco BMG 2.075, vencimento em 01/03/2027 (nota 20). 1.801 vencem em até doze meses e 10.844 depois. As notas comerciais do Fundo Victória, 28.082 em 2024, foram quitadas em abril de 2025 por 29.756, o que liberou a aplicação dada em garantia.

12,6p.36
Repasses da controladora Tara Sports a devolver

Repasses feitos pela controladora Tara Sports Brasil Participações, com reembolso previsto para o fim de 2027 (nota 21). Nada vence em até doze meses: tudo no longo prazo.

112,8p.37
Subtotal125,4
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Dívidas com outros clubes por compras e empréstimos de atletas

Compra de atletas e empréstimos onerosos 154.575 e mecanismo de solidariedade 9.940 (nota 16). 121.320 vencem em até doze meses e 43.195 depois.

164,5p.32
Luvas a atletas e comissões a agentes

Luvas e bonificações recorrentes devidas a atletas pela assinatura de contrato 64.717 e comissões a agentes sobre negociações 75.910 (nota 15). 81.539 vencem em até doze meses e 59.088 depois.

140,6p.32
Salários, rescisões e encargos a pagar

Rescisões 16.655, salários 12.852, provisão de férias 3.760 e encargos trabalhistas e sociais 2.638 (nota 13). Tudo vence em até doze meses.

35,9p.31
Impostos e contribuições que vencem em até doze meses

Parcela do circulante dos tributos a recolher, que somam 32.726: TEF 12.876, ISS 11.201, IRRF retido 8.232 e outros 417, sem separação por prazo de cada tributo (nota 14). Tudo vence em até doze meses.

15,3p.31
Adiantamentos de clientes

Receitas recebidas antes da entrega; sem nota explicativa. Tudo vence em até doze meses.

4,5p.6
Fornecedores e outras obrigações

Tudo vence em até doze meses. Sem nota explicativa.

2,7p.6
Adiantamentos recebidos

Receitas a apropriar: adiantamento da transmissão do Brasileiro de 2026 (22.500), publicidade estática (20.000), naming rights (16.016), patrocínio (8.501), transferência de atletas (597) e outros (6.679). Só a transmissão diz adiantamento no nome; sem recebível de mesma natureza e com o relatório da administração falando em antecipações de patrocínio e de TV (p.2), presume-se recebido. 46.694 vencem em até doze meses e 27.599 depois.

74,3p.6; nota 18, p.35; DFC, p.10
Subtotal437,8
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Auxílio ao Cruzeiro Associação para a recuperação judicial

Obrigação de prover à Associação os recursos do plano de recuperação judicial homologado em 21/08/2023, reconhecida como parte do preço do negócio do futebol: quadro geral de credores 399.987, contingências 135.696, assessores 6.837, acordos judiciais 103 e advogados 51 (nota 23). Em 2025: 37.846 pagos, 37.648 de correção monetária e 47.289 revertidos por habilitações e ajustes. 40.000 vencem em até doze meses e 502.674 depois.

542,7p.37
Obrigações pelos centros de treinamento Toca da Raposa I e II

Parcelas do PERSE e do FGTS junto à PGFN assumidas da Associação como preço dos imóveis, atualizadas pelo IPCA (notas 12 e 24). Em 2025: 40.491 pagos e 21.917 de atualização. 41.346 vencem em até doze meses e 176.822 depois.

218,1p.38
Impostos e contribuições que vencem depois de doze meses

Parcela do não circulante dos tributos a recolher da nota 14 (TEF, ISS, IRRF retido e outros, 32.726 no total), sem separação por tributo. Nada vence em até doze meses.

17,5p.31
Provisão para processos trabalhistas e cíveis

Perdas prováveis estimadas em demandas trabalhistas e cíveis, pela avaliação dos assessores jurídicos (nota 17). A DF não separa esta linha por prazo: só o conjunto de contingências e acordos judiciais, 6.317 em até doze meses e 12.074 depois; os acordos judiciais, 11.682, ficam fora da dívida.

6,7p.35
Subtotal785,0
Dívida bruta1.348,2
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa e equivalentes (702). As aplicações vinculadas aos projetos incentivados (2.700) ficam fora, com o passivo dos projetos.

(0,7)p.22
Dívida líquida1.347,5

Fora da dívida bruta: Acordos judiciais, R$ 11,7 mi (p.35); Projetos incentivados a realizar, espelhados por aplicação vinculada, R$ 2,7 mi (p.36); Ressarcimento de valores ao Cruzeiro Associação, R$ 1,1 mi (p.38).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: contas a receber na transferência de jogadores, R$ 32,0 mi, tudo no circulante: R$ 25,7 mi de direitos econômicos e R$ 6,3 mi de mecanismo de solidariedade; os maiores saldos são do Dynamo Moscou (R$ 12,9 mi) e do Copenhagen (R$ 7,1 mi) (nota 6, p.24).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Salários, direito de imagem, encargos e benefícios: 362,3 (nota 27, p.41)
  • Direito de arena: 8,9 (nota 27, p.41)

Obs: Fora deste número, o pessoal administrativo, R$ 4,6 mi, que a DF separa nas despesas gerais e administrativas (nota 28).

371,2+79,1%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal371,2nota 27, p.41
Receita recorrente÷641,9nota 26, p.40
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=57,8%
57,8%(12,0 p.p.)
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Com ressalva

O auditor encontrou um ou mais pontos que não pôde confirmar ou com os quais discorda, mas que não invalidam o conjunto das demonstrações.

No parecer de 2025: “Em nossa opinião, exceto pelo possível efeito do assunto descrito na seção a seguir intitulada ‘Base para opinião com ressalva’, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes a posição patrimonial e financeira do CRUZEIRO ESPORTE CLUBE – SOCIEDADE ANÔNIMA DO FUTEBOL em 31 de dezembro de 2025 [...]. Conforme descrito na Nota Explicativa nº 11 – Intangível das demonstrações contábeis, a Companhia reconhece um saldo de R$ 561.906.959 mil, registrado sob a rubrica ‘Ágio em Combinação de Negócios’, originado da aquisição de participação acionária da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) vinculada ao Cruzeiro Associação. [...] Entretanto, verificou-se que a Companhia não realizou o referido teste no exercício de 2025. Em razão disso, não foi possível avaliar a necessidade de ajuste, tampouco mensurar eventual perda por desvalorização do ágio registrado” (p.47).

Parágrafos de ênfase: 1

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Saldos com a parte relacionada Cruzeiro Esporte Clube, em recuperação judicial: a conciliação entre as duas entidades apontou diferença de R$ 96.162.039,25 entre o que a SAF reconhece e o que a Associação registra, por interpretações distintas do acordo de investimento. O auditor declara que a opinião não contém ressalva sobre o tema (p.47–48).
Conselho fiscal: parecer de 20/04/2026

Favorável, recomendando a aprovação pela assembleia e pedindo prioridade em 2026 para os assuntos da ênfase e da ressalva.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://www.cruzeiro.com.br/conteudo/demonstrativos-financeiros. As demonstrações são as de Cruzeiro Esporte Clube – Sociedade Anônima do Futebol.

Documento de 2025

  • Informativo Financeiro 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Cruzeiro Esporte Clube – Sociedade Anônima do Futebol. Publicado em 24/04/2026. Relatório da administração, demonstrações financeiras auditadas, notas explicativas, relatório do auditor e parecer do conselho fiscal num arquivo só, 52 páginas. Páginas: As evidências citam a página do arquivo PDF. O número impresso na folha é um a menos: a nota 23 está na p.37 do arquivo e traz impresso 36.

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil, com os CPCs, como sociedade anônima. Regime tributário específico das SAFs, a TEF. Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.