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Avaí Futebol Clube · Associação · DF de 2025 publicada em 29/07/2026 · auditoria: BDO RCS Auditores Independentes SS Ltda.

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente, a receita operacional bruta: 39,6 (nota 29, p.33)
  • Receita com negociação de atletas: 5,1 (nota 32, p.35; nota 11d, p.24)

Obs: A Liga Forte União não tem parcela de receita em 2025: a venda de 20% das receitas de transmissão foi reconhecida inteira em 2023, e a recompra de 5% em janeiro de 2025 foi para o ativo intangível, não para o resultado (nota 11e, p.25).

44,7+14,1%
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Arrendamentos, patrocínios e publicidades: 12,7 (32,0%)
    Arrendamentos2,66,5%
    Patrocínios6,215,6%
    Publicidades3,99,9%
  • Cota de TV e transmissão de jogos: 11,1 (28,0%)
  • Mensalidades dos sócios: 9,8 (24,8%)
  • Bilheteria: 3,1 (7,7%)
  • Receitas de locações: 2,4 (6,0%)

    Passou de R$ 0,8 mi em 2024 para R$ 2,4 mi, mais 215,3%. A DF não explica o aumento (nota 29, p.33).

  • Repasses da Loteria Timemania: 0,3 (0,8%)
  • Venda e uso da marca: 0,2 (0,6%)
  • Venda de material esportivo: 0,0 (0,1%)
  • Participações em competições: 0,0 (0,0%)

Fonte: nota 29, p.33 do documento.

Obs: É a receita bruta: a DF deduz 331 de impostos e cancelamentos para chegar à receita líquida de 39.220, sem dizer quanto é cada parte (nota 29, p.33).

39,6+28,8%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Resultado líquido na cessão definitiva de atletas4,6nota 32, p.35
Baixa contábil dos atletas vendidos, devolvida+0,5nota 11d, p.24
Receita com negociação de atletas=5,1

A relação de atletas não foi divulgada.

Obs: A DF não diz quais atletas foram negociados nem por quanto: a nota 32 traz só o resultado, que é a diferença entre a contraprestação recebida, o valor contábil baixado, as participações de terceiros e os custos da negociação (p.35).

5,1(39,2%)

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal do futebol: 51,0 (nota 30, p.34; nota 31, p.35)
    Futebol profissional42,6
    Futebol de formação6,6
    Futebol feminino, em linha única1,8
  • Despesas gerais e administrativas, sem a depreciação e a amortização: 16,6 (nota 33, p.36)
  • Demais custos do futebol profissional, sem a amortização: 8,9 (nota 30, p.34)
  • Demais custos do futebol de formação: 3,2 (nota 31, p.35)

Obs: Ficam dentro deste número 753 de depreciação e amortização sem linha própria na DRE, que por isso não voltam ao EBITDA (nota 10c, p.22; nota 11f, p.25).

79,7(9,7%)
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Déficit operacional(40,6)DRE, p.7
Depreciação e amortização das despesas gerais, devolvida+3,1nota 33, p.36
Amortização dos contratos de atletas, devolvida+1,7nota 30, p.34
Baixa contábil dos atletas vendidos, devolvida+0,5nota 11d, p.24
EBITDA=(35,3)

* Obs: A DRE identifica 4.801 de depreciação e amortização em linha própria, e é isso que volta ao EBITDA; as notas do imobilizado e do intangível somam 5.554, e os 753 de diferença não têm linha na DRE (nota 10c, p.22; nota 11f, p.25). As provisões para ações cíveis e trabalhistas caíram 10.203 no ano porque ações entraram nos parcelamentos da CNRD/CBF e da recuperação judicial, e nada disso é devolvido: a DRE não traz linha própria de provisão e o fluxo de caixa mostra só o movimento agregado de 32.184 (nota 25a, p.31; DFC, p.10).

(35,3)*+14,7 em R$ mi
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente39,6nota 29, p.33
Deduções da receita operacional−0,3nota 29, p.33
Custos e despesas da operação−79,7DRE, p.7; notas 30, 31 e 33, p.34–36
EBITDA recorrente=(40,4)
(40,4)+18,1 em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA(35,3)
Depreciação e amortização das despesas gerais−3,1nota 33, p.36
Amortização dos contratos de atletas−1,7nota 30, p.34
Baixa contábil dos atletas vendidos−0,5nota 11d, p.24
EBIT=(40,6)
(40,6)+13,1 em R$ mi
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita líquida das atividades39,2DRE, p.7; nota 29, p.33
Custos do futebol profissional−55,0DRE, p.7; nota 30, p.34
Custos do futebol de formação−9,7DRE, p.7; nota 31, p.35
Outras receitas operacionais: cessão definitiva de atletas+4,6DRE, p.7; nota 32, p.35
Despesas gerais e administrativas−19,7DRE, p.7; nota 33, p.36
Resultado financeiro
Receitas financeiras, com 888 de ajuste a valor presente das dívidas da recuperação judicial1,0
Despesas financeiras(2,1)
−1,1DRE, p.7; nota 34, p.36
Atualização das obrigações tributárias em atraso−41,7DRE, p.7; nota 34, p.36
Resultado do exercício=(83,4)

O déficit inclui efeitos da recuperação judicial que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um déficit de 84,3.

Resultado do exercício(83,4)
Ajuste a valor presente da dívida da recuperação−0,9nota 34, p.36
Resultado sem os efeitos sem caixa=(84,3)

Obs: A atualização das obrigações tributárias em atraso pesa 41.706 no déficit, metade do total (nota 34, p.36). A BDO considera o déficit subavaliado em 23.649: para o auditor, a recompra de 5% dos direitos da Liga Forte União deveria ter sido reconhecida no resultado, e o clube a reconheceu no ativo intangível (p.2).

(83,4)(14,7) em R$ mi

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Impostos parcelados e acordos202,5balanço, p.6; notas 18, 19, 22, 23 e 26, p.28–32
Dívidas operacionais+45,1balanço, p.6; notas 12, 15, 16, 17, 20 e 27, p.26–32
Dívidas onerosas+12,0balanço, p.6; notas 13 e 14, p.27
Disponibilidades−2,5nota 3, p.17; nota 38.1, p.39
Dívida líquida=257,1

Obs: Os credores da CNRD, 7.434, entram como acordo: são parcelas de acordos reconhecidos na Câmara Nacional de Resolução de Disputas devidas a atletas (5.456), clubes de futebol (349) e advogados (30), e a própria DF registra que ações saíram da provisão trabalhista para os parcelamentos da CNRD/CBF e da recuperação judicial (notas 18 e 26, p.28 e p.32; nota 25a, p.31). Os tributos e o FGTS parcelados na PGFN somam 182.881, 70% da dívida bruta (notas 22 e 23, p.30).

257,1+52,4%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Bancos: 2,5 (nota 3, p.17)
  • Caixa: 0,0 (nota 3, p.17)
  • Aplicações financeiras: 0,0 (nota 4, p.17)

Obs: O caixa caiu 6.283 no ano. A operação consumiu 17.673, os investimentos devolveram 189 e os financiamentos aportaram 11.201 (DFC, p.10). No bloco operacional, a maior parcela é a variação de 32.184 em contencioso cível, trabalhista e tributário. Não há caixa restrito nem aplicação dada em garantia (nota 3, p.17).

2,5(71,8%)
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses6,7balanço, p.5
Passivo circulante: o que vence em até doze meses−61,1balanço, p.6
Capital de giro líquido=(54,4)
(54,4)inversão de sinal
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Patrimônio social3,9balanço, p.6; DMPL, p.9
Reservas patrimoniais
Reserva de reavaliação de imóveis8,9
Ajuste de avaliação patrimonial24,4
Reserva de doação – imobilizado1,9
+35,2balanço, p.6; DMPL, p.9
Déficits acumulados
Déficit acumulado(138,8)
Déficit do exercício(83,4)
Ajustes de exercícios anteriores6,8
−215,4balanço, p.6; nota 28, p.32
Patrimônio líquido=(176,3)

Obs: O patrimônio é negativo nos dois anos e caiu 84.516 em 2025: 83.429 do déficit do exercício e o restante de ajustes lançados direto no patrimônio (DMPL, p.9). A reserva de reavaliação de imóveis caiu 8.033 por realização por depreciação, com contrapartida nos déficits acumulados e efeito zero no total, sem passar pelo resultado (DMPL, p.9; nota 28b, p.33). A BDO considera o patrimônio líquido e o ativo não circulante superavaliados em 23.649, pela recompra dos direitos da Liga Forte União reconhecida no intangível (p.2).

(176,3)(84,5) em R$ mi
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 259,6.

  • Dívidas onerosas: 12,0 (4,6%)
    Empréstimos bancários7,73,0%
    Empréstimos de terceiros4,31,6%
  • Dívidas operacionais: 45,1 (17,4%)
    Obrigações trabalhistas14,15,4%
    Fornecedores13,25,1%
    Obrigações tributárias correntes8,63,3%
    Direitos de imagem a pagar7,52,9%
    Adiantamentos recebidos1,70,7%
    Outras obrigações0,00,0%
  • Impostos parcelados e acordos: 202,5 (78,0%)
    Tributos parcelados na PGFN171,165,9%
    Credores da recuperação judicial12,24,7%
    FGTS parcelado na PGFN11,84,5%
    Credores da CNRD7,42,9%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas11,6 até 12 meses · 0,4 depois
  • Dívidas operacionais45,1 até 12 meses · 0,0 depois
  • Impostos parcelados e acordos4,5 até 12 meses · 198,0 depois
  • Dívida bruta61,2 até 12 meses · 198,4 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos bancários

7.269 vencem em até doze meses e 397 depois. Em 2024 o clube não tinha empréstimo bancário.

7,7balanço, p.6; nota 13, p.27
Empréstimos de terceiros

Está inteiro no passivo circulante (p.6).

4,3balanço, p.6; nota 14, p.27
Subtotal12,0
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Obrigações trabalhistas

Salários, férias, 13º e encargos a recolher. Em 2024 eram 4.408.

14,1balanço, p.6; nota 15, p.28
Fornecedores

Em 2024 eram 4.811.

13,2balanço, p.6; nota 12, p.26
Obrigações tributárias correntes

Tributos e contribuições previdenciárias correntes, fora dos parcelamentos da PGFN.

8,6balanço, p.6; nota 16, p.28
Direitos de imagem a pagar

Em 2024 eram 700.

7,5balanço, p.6; nota 17, p.28
Adiantamentos recebidos

Receitas recebidas antes da entrega, que a DF chama de receitas diferidas: patrocínio 952, camarote 416, luvas 300 e sócios 12.

1,7balanço, p.6; nota 20, p.30
Outras obrigações

Comodato 6 e fornecedores 12, no passivo não circulante.

0,0balanço, p.6; nota 27, p.32
Subtotal45,1
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Tributos parcelados na PGFN

Débitos tributários na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, no passivo não circulante. A atualização das obrigações tributárias em atraso custou 41.706 no resultado de 2025 (nota 34, p.36).

171,1balanço, p.6; nota 23, p.30
Credores da recuperação judicial

Passivo sujeito ao plano de recuperação judicial, homologado em 18/12/2024. 2.927 vencem em até doze meses e 9.250 depois.

12,2balanço, p.6; nota 19, p.29
FGTS parcelado na PGFN

Está no passivo não circulante; a nota 36.2 (p.37) põe 198.375 do passivo depois de doze meses.

11,8balanço, p.6; nota 22, p.30
Credores da CNRD

Parcelas de acordos reconhecidos na Câmara Nacional de Resolução de Disputas: atletas 5.456, clubes de futebol 349 e advogados 30. 1.599 vencem em até doze meses e 5.835 depois, estes sob o título Provisão para Contingências da nota 26, que o quadro e o balanço chamam de Credores CNRD.

7,4balanço, p.6; notas 18 e 26, p.28 e p.32
Subtotal202,5
Dívida bruta259,6
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa (14) + bancos (2.448) + aplicações financeiras (2).

(2,5)nota 3, p.17; nota 4, p.17; nota 38.1, p.39
Dívida líquida257,1

Fora da dívida bruta: Provisão para ações trabalhistas, R$ 5,8 mi (nota 25, p.31); Provisão para ações cíveis, R$ 1,7 mi (nota 24, p.31).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Futebol profissional: 42,6 (nota 30, p.34)
    Salários17,5
    Direito de uso de imagem11,2
    Auxílio moradia3,2
    Férias2,7
    Rescisões1,7
    Premiação por desempenho1,5
    FGTS1,4
    INSS1,0
    Bônus contratuais0,8
    13º salário0,8
    Luvas0,3
    Ajuda de custo0,2
    Pis sobre folha0,2
    Gratificações0,1
  • Futebol de formação: 6,6 (nota 31, p.35)
    Salários3,1
    13º salário0,7
    Férias0,7
    Ajuda de custo0,6
    Auxílio moradia0,5
    INSS0,4
    FGTS0,3
    Direito de imagem0,2
    Rescisões0,1
    Pis sobre folha0,0
  • Futebol feminino, todos os custos em linha única: 1,8 (nota 30, p.34)

* Obs: A DF lança o futebol feminino numa linha só, com todos os custos do segmento, e a linha entra inteira (nota 30, p.34). A folha do pessoal administrativo não é aberta em 2025: está dentro da linha Administrativas, de 5.675 (nota 33, p.36). Ficam fora os esportes olímpicos (60) e os honorários profissionais (1.541), serviços de pessoa jurídica que a DF não descreve.

51,0*(7,5%)
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal51,0nota 30, p.34; nota 31, p.35
Receita recorrente÷39,6nota 29, p.33
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=129,0%

* Obs: O gasto com pessoal inclui a linha única do futebol feminino, com viagens e serviços do segmento, e a receita recorrente é a bruta, antes das deduções de 331 (notas 29 e 30, p.33–34).

129,0%*(50,7 p.p.)
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Com ressalva

O auditor encontrou um ou mais pontos que não pôde confirmar ou com os quais discorda, mas que não invalidam o conjunto das demonstrações.

No parecer de 2025: “Em nossa opinião, exceto pelos efeitos do assunto descrito na seção a seguir intitulada “Base para opinião com ressalva”, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Clube em 31 de dezembro de 2025 o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.” (p.2).

O auditor lista 2 motivos, nas p.2 do relatório.

Ver os 2 motivos
  1. “Direitos de exploração comercial – Liga Forte União” (p.2)
  2. “Valor recuperável dos direitos profissionais de atletas” (p.2)

“Incerteza relevante relacionada a continuidade operacional” (p.3)

“Chamamos a atenção para a Nota Explicativa nº 37, que informa que, em 31 de dezembro de 2025, o Clube apresentava patrimônio líquido negativo de R$ 176.258 mil, capital circulante líquido negativo de R$ 54.376 mil, déficit de R$ 83.429 mil e caixa líquido utilizado nas atividades operacionais de R$ 17.673 mil, e que sua continuidade operacional depende do cumprimento do plano de recuperação judicial e da implementação das medidas de reestruturação previstas pela Administração, incluindo a estruturação da Sociedade Anônima do Futebol – SAF. Esses eventos e condições indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional do Clube. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto.”

Ver o texto completo

“Direitos de exploração comercial – Liga Forte União” (p.2)

“Conforme descrito na Nota Explicativa nº 11, o Clube celebrou, em 2023, contrato de investimento prevendo a transferência de 20% de suas receitas de transmissão. Posteriormente, por meio de memorando de entendimentos, foi exercida, em janeiro de 2025, opção de recompra parcial dos direitos de participação econômica de 5%, previamente alienados ao investidor. A referida recompra não configura aquisição de novos direitos tampouco transação autônoma, mas uma modificação dos termos contratuais da operação original, implicando a redução dos fluxos de caixa contratuais associados a ativo financeiro previamente reconhecido. Nessa circunstância, os efeitos da modificação deveriam ser reconhecidos diretamente no resultado do exercício. O Clube reconheceu no ativo intangível o montante de R$ 24.132 mil a ser amortizado ao longo do prazo contratual. Consequentemente, em 31 de dezembro de 2025, o ativo não circulante e o patrimônio líquido estão superavaliados em R$ 23.649 mil, e o déficit do exercício está subavaliado no mesmo montante.”

“Valor recuperável dos direitos profissionais de atletas” (p.2)

“Em 31 de dezembro de 2025, o Clube mantinha direitos profissionais de atletas registrados no ativo intangível pelo montante líquido de R$ 2.467 mil. Não obtivemos evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre a recuperabilidade desses ativos, nem foi possível obter evidência por meio de procedimentos alternativos. Consequentemente, não foi possível determinar se seriam necessários ajustes no ativo intangível, no déficit do exercício e no patrimônio líquido.”

Abrir no relatório (p.2)

Parágrafos de ênfase: 1

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Incerteza relevante relacionada a continuidade operacional: patrimônio líquido negativo de R$ 176.258 mil, capital circulante líquido negativo de R$ 54.376 mil, déficit de R$ 83.429 mil e caixa líquido utilizado nas atividades operacionais de R$ 17.673 mil, com a continuidade dependente do cumprimento do plano de recuperação judicial e da estruturação da SAF (p.3).
Conselho fiscal: parecer de 08/04/2026

Posição favorável à aprovação com ressalvas das contas do exercício de 2025, registrando que a empresa de auditoria independente não havia entregue o relatório de auditoria até a data do parecer.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://avai.com.br/clube/transparencia/. As demonstrações são as de Avaí Futebol Clube — Em Recuperação Judicial.

Documentos de 2025

  • Avaí Futebol Clube – Relatório das demonstrações contábeis anuais, exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, com o relatório do auditor independente e o parecer do conselho fiscal · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Avaí Futebol Clube. Publicado em 29/07/2026. Arquivo de 48 páginas: capa (p.1), relatório do auditor independente da BDO (p.2–4), balanço patrimonial (p.5–6), demonstração do resultado (p.7), resultado abrangente (p.8), mutações do patrimônio líquido (p.9), fluxos de caixa (p.10–11), notas explicativas 1 a 39 (p.11–40) e parecer do conselho fiscal (p.41–48). Páginas: As evidências citam a página do arquivo. O relatório do auditor imprime o mesmo número da página do arquivo (a p.2 traz impresso 2); nas demonstrações e nas notas não há número de folha impresso, e o cabeçalho do alto da página não corresponde ao conteúdo em 20 das 48 páginas — a mutação do patrimônio líquido está na p.9 sob o cabeçalho “Demonstração dos Fluxos de Caixa” —, de modo que todas as páginas foram conferidas pelo conteúdo.

  • Avaí Futebol Clube – Conselho Fiscal, análise do exercício de 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Avaí Futebol Clube. Publicado em 05/05/2026. Parecer do conselho fiscal em 8 páginas, de 08/04/2026, cópia das p.41–48 do arquivo completo: análise orçamentária, análise contábil e conclusão favorável à aprovação com ressalvas. Páginas: As evidências da ficha citam a página do arquivo completo: a p.1 deste arquivo é a p.41 do completo.

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil para entidades sem finalidade de lucros: ITG 2002 (R1), ITG 2003 (R2) e OTG 2003 (R1), com os pronunciamentos do CPC aplicáveis (nota 2.1, p.12). Escala do documento: milhares de reais.

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