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Nubank Parque

Operado pela Real Arenas · DF de 2025 publicada em 24/07/2026 · auditoria: Grant Thornton

1.Quanto a operação faturou?

Fica na operação do estádio: camarotes e cadeiras, shows e eventos, estacionamento, naming rights, publicidade e serviços de apoio em eventos.
Fica com o clube: bilheteria dos jogos e uma porcentagem das receitas da arena.

R$ milhões2025
Receita da operação

O que a operação do estádio faturou no ano, já sem os impostos sobre a venda. Não inclui a bilheteria dos jogos, que fica com o clube.

R$ milhões · a porcentagem é a parte da receita bruta · nota 20

Camarotes e cadeiras124,0 · 48,9%
Shows e eventos43,8 · 17,3%
Estacionamento e parceiros30,3 · 11,9%
Naming rights26,4 · 10,4%
Publicidade14,1 · 5,6%
Serviços de apoio em eventos13,5 · 5,3%
Outras1,6 · 0,6%
Receita bruta253,7
Impostos sobre a venda(19,6)
Receita da operação234,1

Fonte: DRE e nota 20.

Obs: Até março de 2025 a empresa estava no PERSE, programa federal que zerou os impostos do setor de eventos. A partir de abril de 2025 voltou a pagá-los.

234,1

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025
Custos e despesas da operação

O que a operação gastou para funcionar: serviços, ingressos, pessoal, administração e as comissões, entre elas o repasse de receitas ao Palmeiras. A depreciação, as provisões para processos e os descontos em dívidas de impostos ficam fora.

R$ milhões · a porcentagem é a parte dos custos e despesas · notas 21 a 24

Custos da operação41,5 · 32,5%
  • Ingressos: R$ 20,2 mi
  • Serviços de terceiros: R$ 11,1 mi
  • Pessoal e outros: R$ 5,2 mi
  • Manutenção: R$ 3,8 mi
  • Aluguel de equipamentos, energia e água: R$ 1,2 mi
Despesas administrativas23,2 · 18,2%
  • Pessoal: R$ 16,5 mi
  • Serviços de terceiros: R$ 4,5 mi
  • Serviços compartilhados com o grupo e outros: R$ 1,7 mi
  • Licenças de software e manutenção: R$ 0,5 mi
  • Créditos de PIS e COFINS: R$ 0,0 mi
Despesas comerciais49,3 · 38,6%
  • Comissões, entre elas o repasse ao Palmeiras: R$ 50,1 mi
  • Pessoal: R$ 3,7 mi
  • Propaganda, assessorias e consultorias: R$ 1,6 mi
  • Outras: R$ (6,1) mi
Outras despesas e receitas da operação13,6 · 10,7%
  • Processos pagos: R$ 10,1 mi
  • Bônus: R$ 5,1 mi
  • Perda com clientes: R$ 0,1 mi
  • Multa contratual recebida: R$ (1,5) mi
  • Outras: R$ (0,2) mi

Dos custos e despesas, R$ 25,4 mi são gasto com pessoal e R$ 102,2 mi, os demais (notas 21, 22 e 23).

127,6
EBITDA

O que sobra da receita depois dos custos e despesas da operação, antes da depreciação, dos juros e dos impostos sobre o lucro.

Receita da operação234,1
Custos e despesas da operação(127,6)
EBITDA106,5

Fonte: DRE e notas 21 a 24.

106,5
Margem EBITDA

Quanto do que a operação faturou virou EBITDA.

EBITDA de R$ 106,5 mi ÷ receita da operação de R$ 234,1 mi.

45,5%
Outorga fixa paga no ano

O que foi pago no ano ao dono do estádio pela parte fixa da outorga.

Obs: A Real Arenas construiu o estádio e o explora por 30 anos em troca de uma porcentagem das receitas, que o Palmeiras recebe e que está nos custos da operação; não há parcela fixa a pagar ao dono.

Não se aplica ao modelo
Resultado líquido

O lucro ou o prejuízo da empresa que opera o estádio, depois de todas as despesas, dos juros e dos impostos sobre o lucro.

EBITDA106,5
Depreciação(24,4)
Provisões para processos(4,9)
Desconto em dívida de impostos(0,2)
Resultado financeiro(89,6)
Imposto de renda e contribuição social(0,6)
Resultado líquido(13,2)

Fonte: DRE e notas 8, 21, 22, 24 e 25.

Obs: Até março de 2025 a empresa estava no PERSE, programa federal que zerou os impostos do setor de eventos. A partir de abril de 2025 voltou a pagá-los.

(13,2)

3.Quanto a operação investiu, quanto deve e quanto tem?

R$ milhões2025
Investimento no ano

O que a operação pagou no ano em obras e equipamentos do estádio, o chamado CAPEX.

Fonte: fluxo de caixa.

3,2
Dívida líquida

Empréstimos e financiamentos menos o caixa. Fica negativa quando o caixa é maior que a dívida.

Obs: A dívida pertence hoje a uma securitizadora da Enforce, empresa do grupo BTG, que pede na Justiça o vencimento antecipado; a empresa recorre e diz estar em dia com as parcelas (nota 12).

Empréstimos (cédulas de crédito bancário)580,6
Mútuo com terceiro0,5
Caixa(5,5)
Dívida líquida575,6

Fonte: balanço e notas 12 e 16.

575,6
Obrigação com o dono do estádio

O que a operação ainda deve a quem é dono do estádio pelo contrato, trazido a valor de hoje.

Obs: A Real Arenas construiu o estádio e o explora por 30 anos em troca de uma porcentagem das receitas, que o Palmeiras recebe e que está nos custos da operação; não há parcela fixa a pagar ao dono.

Não se aplica ao modelo
Receitas recebidas antes da entrega

Dinheiro que a operação já recebeu por serviço que ainda vai entregar, como camarotes, cadeiras, shows e naming rights, menos o que ainda falta receber desses contratos.

Camarotes e cadeiras77,2
Shows e eventos38,7
Cessão de espaço20,9
Licença de uso e outros10,9
Receitas recebidas antes da entrega147,7

Fonte: nota 15.

147,7
Empréstimos do clube à operação

O que a operação deve aos clubes sócios por dinheiro emprestado, fora o capital.

Obs: O Palmeiras é o dono do estádio, não sócio da Real Arenas, que é do grupo WTorre.

Não se aplica ao modelo

4.O que passou entre a operação e os clubes?

Palmeiras (dono do estádio)2025
Pagou pelo uso do estádio

O valor que a operação cobrou do clube no ano pelo uso do estádio nos jogos, pago ou não.

Obs: A Real Arenas cobra do Palmeiras o reembolso de gastos dos dias de jogo, como energia, água e segurança, mas a DF não diz quanto (nota 3).

Fonte: DF do Palmeiras, nota de rendas diversas (contrato de superfície).

Não detalhado na DF
Recebeu repasse de receitas

A porcentagem das receitas da arena que a operação repassou no ano ao clube dono do estádio.

Obs: O número vem da DF do Palmeiras, porque a da Real Arenas lança o repasse junto das comissões, sem separar.

Na DF: R$ 52.613 mil.

Fonte: DF do Palmeiras, nota de rendas diversas (contrato de superfície).

52,6
Recebeu em dividendos

A parte do lucro do ano que a operação destinou ao clube, paga ou não.

Fonte: DF do Palmeiras, nota de rendas diversas (contrato de superfície).

Não se aplica ao modelo
Aportou de capital

O dinheiro que o clube pôs como capital na empresa que opera o estádio.

Fonte: DF do Palmeiras, nota de rendas diversas (contrato de superfície).

Não se aplica ao modelo
Emprestou à operação

O dinheiro que o clube pôs na operação como empréstimo no ano, fora o capital.

Fonte: DF do Palmeiras, nota de rendas diversas (contrato de superfície).

Não se aplica ao modelo

5.O que o auditor disse?

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

relatório de 19/05/2026

6.O contrato

Dono do estádio
Sociedade Esportiva Palmeiras (DF 2025, nota 1; DF do Palmeiras, imobilizado)
Quem opera
Real Arenas Empreendimentos Imobiliários S.A., do grupo WTorre (DF 2025, nota 1; DF da WTorre 2024, nota 1)
Tipo de contrato
Direito real de superfície por 30 anos, de 19/11/2014 a 19/11/2044, pela escritura de 15/07/2010 (DF 2025, nota 1)
Poder concedente
Não se aplica ao modelo
Início
19/11/2014 (DF 2025, nota 1)
Prazo
30 anos, até 19/11/2044 (DF 2025, nota 1)
O que se paga ao dono do estádio
Uma porcentagem das receitas da arena; os percentuais não são públicos (DF do Palmeiras, nota de rendas diversas)
Preço dos jogos para os clubes
Não detalhado na DF
Naming rights
Allianz até 2025 (contrato de 2013); Nubank desde 01/04/2026, valor e prazo não publicados (DF 2013 e DF 2025, eventos subsequentes)
Clubes que mandam jogos
Palmeiras (DF 2025, relatório da administração)
Inauguração
19/11/2014 (DF 2025, nota 1)
Capacidade
43 mil pessoas no futebol e 50 mil em shows (DF 2025, relatório da administração)

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pela própria Real Arenas, no Jornal O Dia SP; o repasse ao Palmeiras vem da demonstração do próprio Palmeiras.

Valores em milhões de reais, como publicados, sem correção pela inflação; as demonstrações estão em milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum estádio nem de nenhum clube. Reúne o que a própria empresa que opera o estádio publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.