Beira-Rio
Operado pela SPE Holding Beira-Rio S.A. (BRIO) · DF de 2025 publicada em 28/04/2026 · auditoria: Não encontrado
1.Quanto a operação faturou?
Fica na operação do estádio: cadeiras e camarotes do Coração do Gigante, suítes e camarotes superiores, shows e eventos, publicidade no complexo e estacionamento, lojas, bares e restaurantes.
Fica com o clube: bilheteria dos jogos, fora o Coração do Gigante, sócio-torcedor e direitos de TV.
| R$ milhões | 2025 | ||||||
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Receita da operaçãoO que a operação faturou no ano, já sem os impostos sobre a venda: as cadeiras e os camarotes do setor Coração do Gigante, a publicidade e as outras receitas das áreas que ela explora.
Fonte: DRE e nota 12. Obs: A bilheteria dos jogos é do Inter; a BRIO fica só com as 5.000 cadeiras do Coração do Gigante e os camarotes. | 35,4 |
2.Sobrou alguma coisa da operação?
| R$ milhões | 2025 | ||||||||||
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Custos e despesas da operaçãoO que a operação gastou para funcionar: manutenção, seguros, pessoal, administração e marketing. A amortização da reforma, a depreciação e a perda no valor do direito de exploração ficam fora. Dos custos e despesas, R$ 6,4 mi são gasto com pessoal e R$ 9,3 mi, os demais (nota 14). Obs: As outras receitas, que reduzem os custos, não são abertas na DF: ela não diz o que são. | 15,7 | ||||||||||
EBITDAO que sobra da receita depois dos custos e despesas da operação, antes da depreciação, dos juros e dos impostos sobre o lucro.
Fonte: DRE, notas 12 a 14 e fluxo de caixa. | 19,7 | ||||||||||
Margem EBITDAQuanto do que a operação faturou virou EBITDA. EBITDA de R$ 19,7 mi ÷ receita da operação de R$ 35,4 mi. | 55,7% | ||||||||||
Outorga fixa paga no anoO que foi pago no ano ao dono do estádio pela parte fixa da outorga. Obs: O Inter é o dono do estádio e não recebe aluguel nem parte da receita: a contrapartida foi a reforma para a Copa de 2014, que a BRIO pagou. | Não se aplica ao modelo | ||||||||||
Resultado líquidoO lucro ou o prejuízo da empresa que opera o estádio, depois de todas as despesas, dos juros e dos impostos sobre o lucro.
Fonte: DRE, notas 8, 13 e 15 e fluxo de caixa. | (13,7) |
3.Quanto a operação investiu, quanto deve e quanto tem?
| R$ milhões | 2025 | ||||||||
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Investimento no anoO que a operação pagou no ano em obras e equipamentos do estádio, o chamado CAPEX. Fonte: fluxo de caixa. | 0,5 | ||||||||
Dívida líquidaEmpréstimos e financiamentos menos o caixa. Fica negativa quando o caixa é maior que a dívida. Obs: Os financiamentos do BNDES, do Banco do Brasil e do Banrisul vencem em maio de 2028 (nota 9).
Fonte: balanço e notas 4, 5 e 9. | 90,8 | ||||||||
Obrigação com o dono do estádioO que a operação ainda deve a quem é dono do estádio pelo contrato, trazido a valor de hoje. Obs: O Inter é o dono do estádio e não recebe aluguel nem parte da receita: a contrapartida foi a reforma para a Copa de 2014, que a BRIO pagou. A DF traz 27,1 mi de contas a pagar de longo prazo sem dizer a quem. | Não se aplica ao modelo | ||||||||
Receitas recebidas antes da entregaDinheiro que a operação já recebeu por serviço que ainda vai entregar, como patrocínio e camarotes, menos o que ainda falta receber desses contratos. Obs: Há 16,6 mi a receber dos mesmos grupos de clientes em 2025 e 20,9 mi em 2024; a DF não diz quanto desses contratos já foi pago (nota 6).
Fonte: balanço e nota 10. | 16,0 | ||||||||
Empréstimos do clube à operaçãoO que a operação deve aos clubes sócios por dinheiro emprestado, fora o capital. Obs: O Inter não é sócio da BRIO, que é da AGC Energia e de um fundo do BTG Pactual. | Não se aplica ao modelo |
4.O que passou entre a operação e os clubes?
| 2025 | |
|---|---|
Pagou pelo uso do estádioO valor que a operação cobrou do clube no ano pelo uso do estádio nos jogos, pago ou não. Obs: O Inter joga no próprio estádio e fica com a bilheteria dos jogos, fora as cadeiras do Coração do Gigante. Fonte: DF da BRIO, nota 1; DF do Inter, notas 20 e 22. | Não se aplica ao modelo |
Recebeu repasse de receitasA parte das receitas da arena que a operação repassou no ano ao clube. Obs: A BRIO não divide receita com o Inter: a contrapartida foi a reforma do estádio, e os bens ficam com o clube no fim do contrato. Fonte: DF da BRIO, nota 1; DF do Inter, notas 20 e 22. | Não se aplica ao modelo |
Recebeu em dividendosA parte do lucro do ano que a operação destinou ao clube, paga ou não. Fonte: DF da BRIO, nota 1; DF do Inter, notas 20 e 22. | Não se aplica ao modelo |
Aportou de capitalO dinheiro que o clube pôs como capital na empresa que opera o estádio. Fonte: DF da BRIO, nota 1; DF do Inter, notas 20 e 22. | Não se aplica ao modelo |
Emprestou à operaçãoO dinheiro que o clube pôs na operação como empréstimo no ano, fora o capital. Fonte: DF da BRIO, nota 1; DF do Inter, notas 20 e 22. | Não se aplica ao modelo |
5.O que o auditor disse?
Relatório do auditorA BRIO publicou o balanço, a demonstração do resultado, as mutações do patrimônio, o fluxo de caixa e as notas de 2025, assinados pelo diretor-presidente e pelo contador, sem o relatório do auditor. As notas começam na página 12, o que indica um documento mais completo que não foi publicado. | Não encontrado |
6.O contrato
- Dono do estádio
- Sport Club Internacional (DF 2025, nota 1; DF do Inter, nota 10)
- Quem opera
- SPE Holding Beira-Rio S.A. (BRIO), da AGC Energia, com metade mais uma ação, e do Fundo de Investimento em Participações Beira Rio, do grupo BTG Pactual, com metade menos uma ação. Opera as áreas comerciais; o jogo é do Inter (DF 2025, nota 1)
- Tipo de contrato
- Contrato privado de construção, renovação e operação do Complexo Beira-Rio, de 19/03/2012, com direito real de superfície sobre o imóvel: a BRIO pagou a reforma para a Copa de 2014 em troca de explorar áreas do estádio por 20 anos (DF 2025, notas 1 e 9)
- Poder concedente
- Não se aplica ao modelo
- Início
- Contrato de 19/03/2012; exploração desde 31/03/2014 (DF 2025, notas 1 e 8)
- Prazo
- Até 31/03/2034. No fim, os bens ficam com o Inter, sem indenização (DF 2025, notas 1 e 8)
- O que se paga ao dono do estádio
- Nada por ano: a contrapartida foi a reforma, já entregue (DF 2025, nota 1)
- O que o dono do estádio paga à operação
- Não se aplica ao modelo
- Preço dos jogos para os clubes
- Não se aplica ao modelo
- Naming rights
- Sem patrocinador no nome (DF 2025, nota 1; site do Estádio Beira-Rio)
- Clubes que mandam jogos
- Internacional (DF 2025, nota 1)
- Inauguração
- 1969; reinaugurado em 05/04/2014, depois da reforma para a Copa (site do Estádio Beira-Rio, página Beira-Rio)
- Capacidade
- 50.848 pessoas (site do Inter, página Gigante Para Sempre)
Fontes
Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pela própria SPE Holding Beira-Rio; a ficha usa também os sites do Estádio Beira-Rio e do Inter.
- Demonstrações financeiras de 2025 da SPE Holding Beira-Rio S.A., em cinco peças, sem relatório do auditor · Central de Balanços, pelo CNPJ 11.573.100/0001-23: o link abre o balanço (documento 303177); as outras peças de 2025 são os documentos 303179 (resultado), 303181 (mutações do patrimônio), 303186 (fluxo de caixa) e 303189 (notas) · publicada em 28/04/2026 · sem relatório do auditor publicado
Valores em milhões de reais, como publicados, sem correção pela inflação; as demonstrações estão em milhares de reais.
O meutime.net não avalia a gestão de nenhum estádio nem de nenhum clube. Reúne o que a própria empresa que opera o estádio publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.
