meutime.net

Beira-Rio

Operado pela SPE Holding Beira-Rio S.A. (BRIO) · DF de 2025 publicada em 28/04/2026 · auditoria: Não encontrado

1.Quanto a operação faturou?

Fica na operação do estádio: cadeiras e camarotes do Coração do Gigante, suítes e camarotes superiores, shows e eventos, publicidade no complexo e estacionamento, lojas, bares e restaurantes.
Fica com o clube: bilheteria dos jogos, fora o Coração do Gigante, sócio-torcedor e direitos de TV.

R$ milhões2025
Receita da operação

O que a operação faturou no ano, já sem os impostos sobre a venda: as cadeiras e os camarotes do setor Coração do Gigante, a publicidade e as outras receitas das áreas que ela explora.

R$ milhões · a porcentagem é a parte da receita bruta · nota 12

Coração do Gigante: cadeiras e camarotes32,7 · 82,4%
Publicidade3,9 · 9,8%
Outras3,1 · 7,8%
Receita bruta39,7
Impostos sobre a venda(4,3)
Receita da operação35,4

Fonte: DRE e nota 12.

Obs: A bilheteria dos jogos é do Inter; a BRIO fica só com as 5.000 cadeiras do Coração do Gigante e os camarotes.

35,4

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025
Custos e despesas da operação

O que a operação gastou para funcionar: manutenção, seguros, pessoal, administração e marketing. A amortização da reforma, a depreciação e a perda no valor do direito de exploração ficam fora.

R$ milhões · a porcentagem é a parte dos custos e despesas · notas 13 e 14 e fluxo de caixa

Despesas gerais e administrativas10,3 · 65,6%
  • Pessoal: R$ 6,4 mi
  • Administrativas: R$ 1,7 mi
  • Marketing: R$ 1,3 mi
  • Outras: R$ 0,9 mi
Operação e manutenção7,1 · 45,2%
Seguros0,3 · 1,9%
Outras receitas, que a DF lança abaixo do lucro bruto(1,8) · -11,5%
Depreciação que a DF deixa nas despesas gerais(0,2) · -1,3%

Dos custos e despesas, R$ 6,4 mi são gasto com pessoal e R$ 9,3 mi, os demais (nota 14).

Obs: As outras receitas, que reduzem os custos, não são abertas na DF: ela não diz o que são.

15,7
EBITDA

O que sobra da receita depois dos custos e despesas da operação, antes da depreciação, dos juros e dos impostos sobre o lucro.

Receita da operação35,4
Custos e despesas da operação(15,7)
EBITDA19,7

Fonte: DRE, notas 12 a 14 e fluxo de caixa.

19,7
Margem EBITDA

Quanto do que a operação faturou virou EBITDA.

EBITDA de R$ 19,7 mi ÷ receita da operação de R$ 35,4 mi.

55,7%
Outorga fixa paga no ano

O que foi pago no ano ao dono do estádio pela parte fixa da outorga.

Obs: O Inter é o dono do estádio e não recebe aluguel nem parte da receita: a contrapartida foi a reforma para a Copa de 2014, que a BRIO pagou.

Não se aplica ao modelo
Resultado líquido

O lucro ou o prejuízo da empresa que opera o estádio, depois de todas as despesas, dos juros e dos impostos sobre o lucro.

EBITDA19,7
Amortização da reforma e depreciação(14,9)
Perda no valor do direito de exploração(5,6)
Resultado financeiro(12,9)
Resultado líquido(13,7)

Fonte: DRE, notas 8, 13 e 15 e fluxo de caixa.

(13,7)

3.Quanto a operação investiu, quanto deve e quanto tem?

R$ milhões2025
Investimento no ano

O que a operação pagou no ano em obras e equipamentos do estádio, o chamado CAPEX.

Fonte: fluxo de caixa.

0,5
Dívida líquida

Empréstimos e financiamentos menos o caixa. Fica negativa quando o caixa é maior que a dívida.

Obs: Os financiamentos do BNDES, do Banco do Brasil e do Banrisul vencem em maio de 2028 (nota 9).

Financiamentos da reforma105,2
Caixa(8,0)
Reserva presa em garantia dos mesmos financiamentos(6,4)
Dívida líquida90,8

Fonte: balanço e notas 4, 5 e 9.

90,8
Obrigação com o dono do estádio

O que a operação ainda deve a quem é dono do estádio pelo contrato, trazido a valor de hoje.

Obs: O Inter é o dono do estádio e não recebe aluguel nem parte da receita: a contrapartida foi a reforma para a Copa de 2014, que a BRIO pagou. A DF traz 27,1 mi de contas a pagar de longo prazo sem dizer a quem.

Não se aplica ao modelo
Receitas recebidas antes da entrega

Dinheiro que a operação já recebeu por serviço que ainda vai entregar, como patrocínio e camarotes, menos o que ainda falta receber desses contratos.

Obs: Há 16,6 mi a receber dos mesmos grupos de clientes em 2025 e 20,9 mi em 2024; a DF não diz quanto desses contratos já foi pago (nota 6).

Coração do Gigante a reconhecer11,7
Publicidade a reconhecer4,3
Receitas recebidas antes da entrega16,0

Fonte: balanço e nota 10.

16,0
Empréstimos do clube à operação

O que a operação deve aos clubes sócios por dinheiro emprestado, fora o capital.

Obs: O Inter não é sócio da BRIO, que é da AGC Energia e de um fundo do BTG Pactual.

Não se aplica ao modelo

4.O que passou entre a operação e os clubes?

Internacional (dono do estádio)2025
Pagou pelo uso do estádio

O valor que a operação cobrou do clube no ano pelo uso do estádio nos jogos, pago ou não.

Obs: O Inter joga no próprio estádio e fica com a bilheteria dos jogos, fora as cadeiras do Coração do Gigante.

Fonte: DF da BRIO, nota 1; DF do Inter, notas 20 e 22.

Não se aplica ao modelo
Recebeu repasse de receitas

A parte das receitas da arena que a operação repassou no ano ao clube.

Obs: A BRIO não divide receita com o Inter: a contrapartida foi a reforma do estádio, e os bens ficam com o clube no fim do contrato.

Fonte: DF da BRIO, nota 1; DF do Inter, notas 20 e 22.

Não se aplica ao modelo
Recebeu em dividendos

A parte do lucro do ano que a operação destinou ao clube, paga ou não.

Fonte: DF da BRIO, nota 1; DF do Inter, notas 20 e 22.

Não se aplica ao modelo
Aportou de capital

O dinheiro que o clube pôs como capital na empresa que opera o estádio.

Fonte: DF da BRIO, nota 1; DF do Inter, notas 20 e 22.

Não se aplica ao modelo
Emprestou à operação

O dinheiro que o clube pôs na operação como empréstimo no ano, fora o capital.

Fonte: DF da BRIO, nota 1; DF do Inter, notas 20 e 22.

Não se aplica ao modelo

5.O que o auditor disse?

Relatório do auditor

A BRIO publicou o balanço, a demonstração do resultado, as mutações do patrimônio, o fluxo de caixa e as notas de 2025, assinados pelo diretor-presidente e pelo contador, sem o relatório do auditor. As notas começam na página 12, o que indica um documento mais completo que não foi publicado.

Não encontrado

6.O contrato

Dono do estádio
Sport Club Internacional (DF 2025, nota 1; DF do Inter, nota 10)
Quem opera
SPE Holding Beira-Rio S.A. (BRIO), da AGC Energia, com metade mais uma ação, e do Fundo de Investimento em Participações Beira Rio, do grupo BTG Pactual, com metade menos uma ação. Opera as áreas comerciais; o jogo é do Inter (DF 2025, nota 1)
Tipo de contrato
Contrato privado de construção, renovação e operação do Complexo Beira-Rio, de 19/03/2012, com direito real de superfície sobre o imóvel: a BRIO pagou a reforma para a Copa de 2014 em troca de explorar áreas do estádio por 20 anos (DF 2025, notas 1 e 9)
Poder concedente
Não se aplica ao modelo
Início
Contrato de 19/03/2012; exploração desde 31/03/2014 (DF 2025, notas 1 e 8)
Prazo
Até 31/03/2034. No fim, os bens ficam com o Inter, sem indenização (DF 2025, notas 1 e 8)
O que se paga ao dono do estádio
Nada por ano: a contrapartida foi a reforma, já entregue (DF 2025, nota 1)
O que o dono do estádio paga à operação
Não se aplica ao modelo
Preço dos jogos para os clubes
Não se aplica ao modelo
Naming rights
Sem patrocinador no nome (DF 2025, nota 1; site do Estádio Beira-Rio)
Clubes que mandam jogos
Internacional (DF 2025, nota 1)
Inauguração
1969; reinaugurado em 05/04/2014, depois da reforma para a Copa (site do Estádio Beira-Rio, página Beira-Rio)
Capacidade
50.848 pessoas (site do Inter, página Gigante Para Sempre)

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pela própria SPE Holding Beira-Rio; a ficha usa também os sites do Estádio Beira-Rio e do Inter.

Valores em milhões de reais, como publicados, sem correção pela inflação; as demonstrações estão em milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum estádio nem de nenhum clube. Reúne o que a própria empresa que opera o estádio publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.