
Arena MRV
Operado pela Arena Vencer SPE · DF de 2025 publicada em 28/05/2026 · auditoria: Ernst & Young
1.Quanto a operação faturou?
Fica na operação do estádio: cadeiras cativas, camarotes, estacionamento, naming rights, patrocínio, aluguel de espaços e licenciamento.
Fica com o clube: bilheteria, sócio-torcedor e direitos de TV.
| R$ milhões | 2025 | ||||||
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Receita da operaçãoO que a operação do estádio faturou no ano, já sem os impostos sobre a venda. Não inclui a bilheteria, o sócio-torcedor nem a TV, que ficam com o clube.
Fonte: DRE, p.8, e nota 17. Obs: A maior parte da receita vem de contratos vendidos antes da abertura, como cadeiras cativas e camarotes por 15 anos e o naming rights por 10 anos, reconhecidos aos poucos ao longo dos contratos; o dinheiro entrou na venda. | 43,5 |
2.Sobrou alguma coisa da operação?
| R$ milhões | 2025 | ||||||||||||
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Custos e despesas da operaçãoO que a operação gastou para funcionar: ingressos, contas do estádio, seguro, comissões, sistemas e administração. A depreciação, o crédito de impostos sobre ela e as provisões para processos ficam fora. Dos custos e despesas, R$ 0,0 mi são gasto com pessoal e R$ 16,9 mi, os demais (nota 19). | 16,9 | ||||||||||||
EBITDAO que sobra da receita depois dos custos e despesas da operação, antes da depreciação, dos juros e dos ajustes de valor do estádio.
Fonte: DRE, p.8, e notas 18 e 19. | 26,6 | ||||||||||||
Margem EBITDAQuanto do que a operação faturou virou EBITDA. EBITDA de R$ 26,6 mi ÷ receita da operação de R$ 43,5 mi. | 61,1% | ||||||||||||
Outorga fixa paga no anoO que foi pago no ano ao dono do estádio pela parte fixa da outorga. Obs: A Arena Vencer é a dona do estádio: não paga outorga nem aluguel a ninguém. Por isso esta linha não se aplica. | Não se aplica ao modelo | ||||||||||||
Resultado líquidoO lucro ou o prejuízo da empresa dona do estádio, depois de todas as despesas, dos juros e dos ajustes de valor.
Fonte: DRE, p.8, e notas 9, 19 e 20. Obs: Em 2023 a empresa reduziu o valor do estádio no balanço em R$ 771,9 mi, depois de ceder ao clube, sem cobrar, a receita da bilheteria e do sócio-torcedor. Em 2025 uma nova avaliação do estádio desfez parte dessa redução: R$ 79,1 mi entraram como receita, sem entrada de dinheiro. Sem essa reversão, o resultado de 2025 seria um prejuízo de R$ 59,5 mi. | 19,6 |
3.Quanto a operação investiu, quanto deve e quanto tem?
| R$ milhões | 2025 | ||||||
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Investimento no anoO que a operação pagou no ano em obras e equipamentos do estádio, o chamado CAPEX. Fonte: fluxo de caixa, p.11. | 5,2 | ||||||
Dívida líquidaEmpréstimos e financiamentos menos o caixa. Fica negativa quando o caixa é maior que a dívida. Obs: Toda a dívida ficou no curto prazo porque a empresa não cumpriu as condições dos contratos de empréstimo no fim de 2025 (nota 13.1).
Fonte: balanço, p.6 e 7, e nota 13. | 371,8 | ||||||
Obrigação com o dono do estádioO que a operação ainda deve a quem é dono do estádio pelo contrato, trazido a valor de hoje. Obs: A Arena Vencer é a dona do estádio: não paga outorga nem aluguel a ninguém. Por isso esta linha não se aplica. | Não se aplica ao modelo | ||||||
Receitas recebidas antes da entregaDinheiro que a operação já recebeu por serviço que ainda vai entregar, como cadeiras, camarotes e naming rights, menos o que ainda falta receber desses contratos.
Fonte: notas 5 e 15. | 253,9 | ||||||
Empréstimos do clube à operaçãoO que a operação deve aos clubes sócios por dinheiro emprestado, fora o capital. Obs: O saldo junta o dinheiro que o Atlético pôs na Arena Vencer e a receita de bilheteria e de TV do clube que passa pela conta da Arena, por exigência dos contratos de empréstimo (nota 8). | 387,0 |
4.O que passou entre a operação e os clubes?
| 2025 | |
|---|---|
Pagou pelo uso do estádioO valor que a operação cobrou do clube no ano pelo uso do estádio nos jogos, pago ou não. Obs: O Atlético joga no próprio estádio e, desde 2023, fica com a receita da bilheteria e do sócio-torcedor, cedida sem custo pela Arena Vencer (nota 9). Fonte: notas 8 e 16 e fluxo de caixa da DF da Arena Vencer; o Atlético SAF é dono de 100% do fundo AVM FII, dono da Arena Vencer. | Não se aplica ao modelo |
Recebeu repasse de receitasA porcentagem das receitas da arena que a operação repassou no ano ao clube dono do estádio. Fonte: notas 8 e 16 e fluxo de caixa da DF da Arena Vencer; o Atlético SAF é dono de 100% do fundo AVM FII, dono da Arena Vencer. | Não se aplica ao modelo |
Recebeu em dividendosA parte do lucro do ano que a operação destinou ao clube, paga ou não. Fonte: notas 8 e 16 e fluxo de caixa da DF da Arena Vencer; o Atlético SAF é dono de 100% do fundo AVM FII, dono da Arena Vencer. | 0,0 |
Aportou de capitalO dinheiro que o clube pôs como capital na empresa que opera o estádio. Fonte: notas 8 e 16 e fluxo de caixa da DF da Arena Vencer; o Atlético SAF é dono de 100% do fundo AVM FII, dono da Arena Vencer. | 0,0 |
Emprestou à operaçãoO dinheiro que o clube pôs na operação como empréstimo no ano, fora o capital. Na DF: R$ 125.050 mil. Fonte: notas 8 e 16 e fluxo de caixa da DF da Arena Vencer; o Atlético SAF é dono de 100% do fundo AVM FII, dono da Arena Vencer. | 125,1 |
5.O que o auditor disse?
Opinião: Sem ressalvaO auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes. | relatório de 26/05/2026 |
Ênfase - Reapresentação das demonstrações financeirasChamamos atenção às notas explicativas 2.2 e 13.1 às demonstrações financeiras, que foram alteradas e estão sendo reapresentadas para corrigir divulgação referente ao não cumprimento de cláusulas restritivas (“covenants”) ao final do exercício findo em 31 de dezembro de 2025 descrito nas referidas notas explicativas. Em 27 de março de 2026 emitimos relatório de auditoria sem modificação sobre as demonstrações financeiras da Sociedade, que ora estão sendo reapresentadas. Nossa opinião continua sendo sem qualquer modificação, uma vez que a divulgação nas demonstrações financeiras foi ajustada de forma adequada. Relatório do auditor, nas palavras dele. | |
6.O contrato
- Dono do estádio
- Arena Vencer Complexo Esportivo Multiuso SPE Ltda., do fundo AVM FII, que é do Atlético Mineiro SAF (DF 2025, nota 1)
- Quem opera
- A própria Arena Vencer (DF 2025, nota 1)
- Tipo de contrato
- Propriedade: a empresa é dona do estádio e do terreno (DF 2025, notas 1 e 9)
- Poder concedente
- Não se aplica ao modelo
- Início
- Licença de operação em setembro de 2023 (DF 2025, nota 5)
- Prazo
- Não se aplica ao modelo
- O que se paga ao dono do estádio
- Não se aplica ao modelo
- Preço dos jogos para os clubes
- Não se aplica ao modelo
- Naming rights
- MRV Engenharia, R$ 71,8 mi em 10 anos, corrigidos pelo IPCA, desde a licença de operação (DF 2025, nota 5)
- Clubes que mandam jogos
- Atlético (DF 2025, nota 1)
- Inauguração
- Primeiro jogo em 27/08/2023, Atlético 2 x 0 Santos (site do Atlético, página Estatísticas da Arena MRV, consultada em 28/09/2026)
- Capacidade
- Não encontrado
Fontes
Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pela própria Arena Vencer SPE; a ficha vem também da demonstração do fundo AVM FII, dono dela.
- Demonstrações financeiras de 2025 da Arena Vencer, reapresentadas em 26/05/2026 · portal de transparência do Atlético, página Arena MRV · publicada em 28/05/2026 · auditoria Ernst & Young, relatório de 26/05/2026, opinião sem ressalva
- Demonstrações financeiras de 2025 do fundo AVM FII, dono da Arena Vencer · portal de transparência do Atlético, página Arena MRV
Valores em milhões de reais, como publicados, sem correção pela inflação; as demonstrações estão em milhares de reais.
O meutime.net não avalia a gestão de nenhum estádio nem de nenhum clube. Reúne o que a própria empresa que opera o estádio publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.
