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Arena MRV

Operado pela Arena Vencer SPE · DF de 2025 publicada em 28/05/2026 · auditoria: Ernst & Young

1.Quanto a operação faturou?

Fica na operação do estádio: cadeiras cativas, camarotes, estacionamento, naming rights, patrocínio, aluguel de espaços e licenciamento.
Fica com o clube: bilheteria, sócio-torcedor e direitos de TV.

R$ milhões2025
Receita da operação

O que a operação do estádio faturou no ano, já sem os impostos sobre a venda. Não inclui a bilheteria, o sócio-torcedor nem a TV, que ficam com o clube.

R$ milhões · a porcentagem é a parte da receita bruta · nota 17

Cadeiras cativas13,0 · 27,1%
Camarotes7,7 · 16,0%
Estacionamento1,8 · 3,8%
Patrocínios0,5 · 1,0%
Aluguéis4,1 · 8,5%
Licenciamento1,3 · 2,7%
Naming rights19,2 · 40,0%
Outros0,4 · 0,8%
Receita bruta48,0
Impostos sobre a venda(4,5)
Receita da operação43,5

Fonte: DRE, p.8, e nota 17.

Obs: A maior parte da receita vem de contratos vendidos antes da abertura, como cadeiras cativas e camarotes por 15 anos e o naming rights por 10 anos, reconhecidos aos poucos ao longo dos contratos; o dinheiro entrou na venda.

43,5

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025
Custos e despesas da operação

O que a operação gastou para funcionar: ingressos, contas do estádio, seguro, comissões, sistemas e administração. A depreciação, o crédito de impostos sobre ela e as provisões para processos ficam fora.

R$ milhões · a porcentagem é a parte dos custos e despesas · notas 18 e 19

Custo com ingressos8,4 · 49,7%
Despesas gerais e comerciais8,4 · 49,7%
  • Energia elétrica: R$ 2,4 mi
  • Refeição e lanches: R$ 1,3 mi
  • Água e esgoto: R$ 1,3 mi
  • Comissões: R$ 1,1 mi
  • Seguro: R$ 0,8 mi
  • Despesas indedutíveis: R$ 0,4 mi
  • Sistema de informação: R$ 0,3 mi
  • Marketing: R$ 0,2 mi
  • Honorários contábeis e auditoria: R$ 0,2 mi
  • Outras despesas: R$ 0,4 mi
Impostos e taxas0,1 · 0,6%

Dos custos e despesas, R$ 0,0 mi são gasto com pessoal e R$ 16,9 mi, os demais (nota 19).

16,9
EBITDA

O que sobra da receita depois dos custos e despesas da operação, antes da depreciação, dos juros e dos ajustes de valor do estádio.

Receita da operação43,5
Custos e despesas da operação(16,9)
EBITDA26,6

Fonte: DRE, p.8, e notas 18 e 19.

26,6
Margem EBITDA

Quanto do que a operação faturou virou EBITDA.

EBITDA de R$ 26,6 mi ÷ receita da operação de R$ 43,5 mi.

61,1%
Outorga fixa paga no ano

O que foi pago no ano ao dono do estádio pela parte fixa da outorga.

Obs: A Arena Vencer é a dona do estádio: não paga outorga nem aluguel a ninguém. Por isso esta linha não se aplica.

Não se aplica ao modelo
Resultado líquido

O lucro ou o prejuízo da empresa dona do estádio, depois de todas as despesas, dos juros e dos ajustes de valor.

EBITDA26,6
Depreciação(3,6)
Crédito de PIS e COFINS sobre a depreciação3,6
Reversão da perda no valor do estádio79,1
Resultado financeiro(86,1)
Resultado líquido19,6

Fonte: DRE, p.8, e notas 9, 19 e 20.

Obs: Em 2023 a empresa reduziu o valor do estádio no balanço em R$ 771,9 mi, depois de ceder ao clube, sem cobrar, a receita da bilheteria e do sócio-torcedor. Em 2025 uma nova avaliação do estádio desfez parte dessa redução: R$ 79,1 mi entraram como receita, sem entrada de dinheiro. Sem essa reversão, o resultado de 2025 seria um prejuízo de R$ 59,5 mi.

19,6

3.Quanto a operação investiu, quanto deve e quanto tem?

R$ milhões2025
Investimento no ano

O que a operação pagou no ano em obras e equipamentos do estádio, o chamado CAPEX.

Fonte: fluxo de caixa, p.11.

5,2
Dívida líquida

Empréstimos e financiamentos menos o caixa. Fica negativa quando o caixa é maior que a dívida.

Obs: Toda a dívida ficou no curto prazo porque a empresa não cumpriu as condições dos contratos de empréstimo no fim de 2025 (nota 13.1).

Empréstimos e financiamentos383,1
Caixa(11,3)
Dívida líquida371,8

Fonte: balanço, p.6 e 7, e nota 13.

371,8
Obrigação com o dono do estádio

O que a operação ainda deve a quem é dono do estádio pelo contrato, trazido a valor de hoje.

Obs: A Arena Vencer é a dona do estádio: não paga outorga nem aluguel a ninguém. Por isso esta linha não se aplica.

Não se aplica ao modelo
Receitas recebidas antes da entrega

Dinheiro que a operação já recebeu por serviço que ainda vai entregar, como cadeiras, camarotes e naming rights, menos o que ainda falta receber desses contratos.

Receitas antecipadas359,9
Ainda a receber dos mesmos contratos(106,0)
Receitas recebidas antes da entrega253,9

Fonte: notas 5 e 15.

253,9
Empréstimos do clube à operação

O que a operação deve aos clubes sócios por dinheiro emprestado, fora o capital.

Obs: O saldo junta o dinheiro que o Atlético pôs na Arena Vencer e a receita de bilheteria e de TV do clube que passa pela conta da Arena, por exigência dos contratos de empréstimo (nota 8).

387,0

4.O que passou entre a operação e os clubes?

Atlético (100% da operação)2025
Pagou pelo uso do estádio

O valor que a operação cobrou do clube no ano pelo uso do estádio nos jogos, pago ou não.

Obs: O Atlético joga no próprio estádio e, desde 2023, fica com a receita da bilheteria e do sócio-torcedor, cedida sem custo pela Arena Vencer (nota 9).

Fonte: notas 8 e 16 e fluxo de caixa da DF da Arena Vencer; o Atlético SAF é dono de 100% do fundo AVM FII, dono da Arena Vencer.

Não se aplica ao modelo
Recebeu repasse de receitas

A porcentagem das receitas da arena que a operação repassou no ano ao clube dono do estádio.

Fonte: notas 8 e 16 e fluxo de caixa da DF da Arena Vencer; o Atlético SAF é dono de 100% do fundo AVM FII, dono da Arena Vencer.

Não se aplica ao modelo
Recebeu em dividendos

A parte do lucro do ano que a operação destinou ao clube, paga ou não.

Fonte: notas 8 e 16 e fluxo de caixa da DF da Arena Vencer; o Atlético SAF é dono de 100% do fundo AVM FII, dono da Arena Vencer.

0,0
Aportou de capital

O dinheiro que o clube pôs como capital na empresa que opera o estádio.

Fonte: notas 8 e 16 e fluxo de caixa da DF da Arena Vencer; o Atlético SAF é dono de 100% do fundo AVM FII, dono da Arena Vencer.

0,0
Emprestou à operação

O dinheiro que o clube pôs na operação como empréstimo no ano, fora o capital.

Na DF: R$ 125.050 mil.

Fonte: notas 8 e 16 e fluxo de caixa da DF da Arena Vencer; o Atlético SAF é dono de 100% do fundo AVM FII, dono da Arena Vencer.

125,1

5.O que o auditor disse?

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

relatório de 26/05/2026
Ênfase - Reapresentação das demonstrações financeiras

Chamamos atenção às notas explicativas 2.2 e 13.1 às demonstrações financeiras, que foram alteradas e estão sendo reapresentadas para corrigir divulgação referente ao não cumprimento de cláusulas restritivas (“covenants”) ao final do exercício findo em 31 de dezembro de 2025 descrito nas referidas notas explicativas. Em 27 de março de 2026 emitimos relatório de auditoria sem modificação sobre as demonstrações financeiras da Sociedade, que ora estão sendo reapresentadas. Nossa opinião continua sendo sem qualquer modificação, uma vez que a divulgação nas demonstrações financeiras foi ajustada de forma adequada.

Relatório do auditor, nas palavras dele.

6.O contrato

Dono do estádio
Arena Vencer Complexo Esportivo Multiuso SPE Ltda., do fundo AVM FII, que é do Atlético Mineiro SAF (DF 2025, nota 1)
Quem opera
A própria Arena Vencer (DF 2025, nota 1)
Tipo de contrato
Propriedade: a empresa é dona do estádio e do terreno (DF 2025, notas 1 e 9)
Poder concedente
Não se aplica ao modelo
Início
Licença de operação em setembro de 2023 (DF 2025, nota 5)
Prazo
Não se aplica ao modelo
O que se paga ao dono do estádio
Não se aplica ao modelo
Preço dos jogos para os clubes
Não se aplica ao modelo
Naming rights
MRV Engenharia, R$ 71,8 mi em 10 anos, corrigidos pelo IPCA, desde a licença de operação (DF 2025, nota 5)
Clubes que mandam jogos
Atlético (DF 2025, nota 1)
Inauguração
Primeiro jogo em 27/08/2023, Atlético 2 x 0 Santos (site do Atlético, página Estatísticas da Arena MRV, consultada em 28/09/2026)
Capacidade
Não encontrado

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pela própria Arena Vencer SPE; a ficha vem também da demonstração do fundo AVM FII, dono dela.

Valores em milhões de reais, como publicados, sem correção pela inflação; as demonstrações estão em milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum estádio nem de nenhum clube. Reúne o que a própria empresa que opera o estádio publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.