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Volta Redonda

Volta Redonda Futebol Clube · Associação · DF de 2025 publicada em 27/05/2026 · auditoria: Activa Assessoria e Contabilidades Ltda.

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total
Brasileiro 2025Série B

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 22,5 (nota 13, p.20–21; DRE, p.5)
  • Receita com negociação de atletas: 5,0 (nota 13 (iii), p.21)

Obs: A demonstração do resultado traz a receita de TV já sem os descontos; o número usa a receita bruta da nota 13. As taxas da federação do Rio e da Libra e o INSS aparecem como impostos e deduções no EBITDA recorrente, e o SAFERJ, o direito de arena, no gasto com pessoal (nota 13, p.21).

27,5+107,7%
Receita recorrente
Brasileiro 2025Série B

Quanto o clube arrecada por ano com a operação, sem a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Direitos de transmissão e cota de TV: 13,3 (59,4%)
  • Premiações, bilheterias e outros: 7,0 (31,2%)

    Passou de R$ 1,4 mi em 2024 para R$ 7,0 mi, mais 414,4%. A DF não explica o aumento nem separa a bilheteria das premiações (nota 13, p.21).

  • Patrocínio e publicidade: 1,4 (6,1%)

    Passou de R$ 2,7 mi em 2024 para R$ 1,4 mi, menos 48,9%. A DF não explica a queda (nota 13, p.20).

  • Timemania: 0,7 (2,9%)
  • Sócios, doações, franquias e outros: 0,1 (0,4%)
    Contribuições de associados0,10,3%
    Doações, franquias e outros< 0,10,1%

Fonte: nota 13 (i), p.21; nota 13 (iii), p.21; DRE, p.5; nota 13, p.20; DRE, p.5 do documento.

Obs: A DF não separa a bilheteria das premiações (nota 13, p.21).

22,5+103,2%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro.

2025, em R$ milhões:

Direitos federativos5,0nota 13 (iii), p.21
Receita com negociação de atletas=5,0

A relação de atletas não foi divulgada.

Obs: A DF não diz se o valor é bruto ou líquido da parte de terceiros na venda (nota 13, p.21).

5,0+131,1%

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para o clube funcionar: pessoal, jogos, viagens, administração e área comercial. Não entram juros, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para processos.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 14,5 (DRE, p.5; nota 13, p.21)
  • Demais custos e despesas: 11,4 (DRE, p.5; DFC, p.8)
    Despesas gerais do futebol profissional5,3
    Despesas com jogos do futebol profissional2,2
    Despesas gerais do futebol amador1,7
    Pessoal administrativo1,1
    Despesas gerais administrativas1,0
    Despesas com jogos do futebol amador0,2
    Depreciação que a demonstração do resultado não separa(0,1)

Obs: A depreciação do imobilizado (46) não tem linha própria na demonstração do resultado: sai do fluxo de caixa e entra aqui como parcela negativa (DFC, p.8).

25,9+115,5%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Resultado antes do resultado financeiro0,8DRE, p.5
Depreciação do imobilizado+< 0,1DFC, p.8; nota 9, p.17
EBITDA=0,8

Obs: Ficam na operação a perda estimada com créditos do ano (887), que a DF não diz a que créditos se refere, e os acordos e atualizações de dívidas trabalhistas do Regime Centralizado de Execução (266), que ela não diz em que linha lançou (notas 7 e 12, p.16–20). Não há provisão para contingências: a nota 14 descreve só processos de perda possível (p.21).

0,8+3,9%
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente22,5nota 13, p.20–21; DRE, p.5
Impostos e deduções da receita
Taxa da federação do Rio, a FERJ(0,4)
INSS(0,3)
Taxa da Libra(0,1)
−0,8nota 13, p.21
Custos e despesas da operação−25,9DRE, p.5; DFC, p.8
EBITDA recorrente=(4,2)
(4,2)(2,8) em R$ mi
EBIT

O EBITDA depois de descontar o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos.

2025, em R$ milhões:

EBITDA0,8
Depreciação do imobilizado−< 0,1DFC, p.8; nota 9, p.17
EBIT=0,8

Obs: A DF registra desde 2024 um intangível de 600, sem nota que diga o que é e sem amortização em nenhum dos dois anos (balanço, p.3; DFC, p.8).

0,8+4,1%
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações, superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receitas do futebol profissional
Transmissão e cota de TV, sem os descontos12,2
Premiações, bilheterias, direitos federativos e outros12,0
Patrocínio e publicidade1,4
25,6DRE, p.5; nota 13, p.20–21
Despesas do futebol profissional
Pessoal e encargos(13,5)
Despesas gerais(5,3)
Despesas com jogos(2,1)
−20,9DRE, p.5
Receitas administrativas
Timemania0,7
Contribuições de associados0,1
Doações, franquias e outros< 0,1
+0,8DRE, p.5
Despesas administrativas
Pessoal e encargos(1,1)
Despesas gerais(1,0)
−2,1DRE, p.5
Despesas do futebol amador
Pessoal e encargos(0,7)
Despesas gerais(1,7)
Despesas com jogos(0,3)
−2,7DRE, p.5
Resultado financeiro−0,7DRE, p.5
Resultado do exercício=< 0,1
< 0,1(91,6%)

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas: empréstimos e a conta corrente com a federação1,7balanço, p.4; nota 10, p.18
Dívidas operacionais: salários, tributos correntes, fornecedores e antecipações+0,8balanço, p.4; nota 11, p.18–19
Impostos parcelados e acordos: parcelamentos e Regime Centralizado de Execução+2,0balanço, p.4; notas 11 e 12, p.18–20
Disponibilidades−1,1nota 4, p.15
Dívida líquida=3,4
3,4(31,3%)
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Caixa e bancos: 0,4 (nota 4, p.15)
  • Aplicações financeiras: 0,7 (nota 4, p.15)

Obs: O caixa subiu 1.057 em 2025. A operação gerou 1.201, com a queda de 1.270 nas contas a receber; os investimentos levaram 33, em máquinas, móveis e utensílios, e os empréstimos caíram 111 (fluxo de caixa, p.8). O dinheiro do projeto incentivado, guardado em conta vinculada, fica fora do caixa (nota 6, p.16).

1,1+1.601,5%
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Contas a receber4,6
Caixa e equivalentes de caixa1,1
Recursos do projeto incentivado, em conta vinculada1,1
Depósitos e bloqueios judiciais0,1
Adiantamentos a empregados e terceiros0,1
7,0balanço, p.3
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Empréstimos e financiamentos(1,7)
Recursos do projeto incentivado(1,1)
Salários a pagar(0,5)
Tributos e encargos sociais, a parcela do ano(0,5)
Regime Centralizado de Execução(0,3)
Fornecedores(< 0,1)
Antecipações(< 0,1)
−4,1balanço, p.4
Capital de giro líquido=2,9
2,9+9,8%
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Negativo, o clube deve mais do que tem. Pode variar por ajustes fora do resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

  • Fundo social: 2,4 (balanço, p.4; DMPL, p.7)
  • Títulos patrimoniais: 1,0 (balanço, p.4)
  • Reserva de reavaliação dos imóveis: 6,8 (balanço, p.4; nota 9, p.17–18)
  • Superávit do exercício: < 0,1 (balanço, p.4; DRE, p.5)

Obs: Subiu 294 em 2025, com o superávit de 37 e 257 de ajuste de exercícios anteriores lançados direto no fundo social, sem nota que os explique (DMPL, p.7).

10,2+3,0%
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 4,5 mi.

  • Dívidas onerosas: 1,8 (38,6%)
    Empréstimos e financiamentos1,838,6%
  • Dívidas operacionais: 0,7 (16,3%)
    Salários a pagar0,511,5%
    Tributos e encargos correntes0,24,3%
    Fornecedores< 0,10,3%
    Antecipações< 0,10,2%
  • Impostos parcelados e acordos: 2,0 (45,1%)
    Parcelamentos de tributos1,738,6%
    Regime Centralizado de Execução0,36,5%

Valores em R$ milhões.

Evolução da dívida bruta
20242025
Dívidas onerosas1,81,8
Dívidas operacionais0,80,7
Impostos parcelados e acordos2,42,0
Dívida bruta5,04,5

Saldos em 31/12 de cada ano, em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas1,8 até 12 meses · 0,0 depois
  • Dívidas operacionais0,5 até 12 meses · 0,0 depois · 0,2 sem prazo
  • Impostos parcelados e acordos0,3 até 12 meses · 0,0 depois · 1,7 sem prazo
  • Dívida bruta2,6 até 12 meses · < 0,1 depois · 1,9 sem prazo

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses Prazo não informado pela DF

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos e financiamentos

Empréstimos de pessoas físicas e jurídicas (1.452) e a conta corrente com a federação do Rio (283), que a DF trata como empréstimo, sem nomear os credores nem dar taxa ou prazo. Tudo vence em até doze meses.

1,8balanço, p.4; nota 10, p.18
Subtotal1,8
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por algo que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos.

Salários a pagar

Sem nota explicativa. Tudo vence em até doze meses.

0,5balanço, p.4
Tributos e encargos correntes

FGTS a recolher 101, INSS a recolher 66, PIS a recolher 13 e outros 16. O balanço separa os tributos e encargos em circulante e não circulante só em bloco, e a DF não diz o prazo desta parte.

0,2balanço, p.4; nota 11, p.18–19
Fornecedores

Sem nota explicativa. Tudo vence em até doze meses.

< 0,1balanço, p.4
Antecipações

Sem nota explicativa e sem valor a receber correspondente; pelo nome, presume-se que o dinheiro já entrou. O saldo é o mesmo de 2024. Tudo vence em até doze meses.

< 0,1balanço, p.4
Subtotal0,7
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de tributos

Profut 1.469, em 240 parcelas desde novembro de 2015, e parcelamento do INSS 266. O balanço separa os tributos em circulante e não circulante só em bloco, e a DF não diz quanto destes parcelamentos vence em até doze meses.

1,7balanço, p.4; nota 11, p.18–19
Regime Centralizado de Execução

Dívidas trabalhistas no Regime Centralizado de Execução da Lei 14.193/2021: em 2025, o clube quitou 604 e somou 266 de acordos e atualizações judiciais de valores anteriores. Tudo vence em até doze meses.

0,3balanço, p.4; nota 12, p.19–20
Subtotal2,0
Dívida bruta4,5
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações de resgate rápido, descontados da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa e bancos (418) + aplicações financeiras de liquidez imediata (705).

(1,1)nota 4, p.15
Dívida líquida3,4

Fora da dívida bruta: Recursos do projeto incentivado das categorias de base, pela Lei de Incentivo ao Esporte, que saem junto com a conta vinculada onde o dinheiro está guardado, R$ 1,1 mi (balanço, p.3–4; nota 6, p.15–16).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: R$ 4,6 mi, todo em até doze meses; a venda de atletas responde por R$ 4,3 mi, antes da provisão para perdas (nota 7, p.16).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora; quando a demonstração não os separa, o número é do clube inteiro e leva asterisco.

2025, em R$ milhões:

  • Futebol profissional: 13,5 (DRE, p.5)
  • Futebol amador, a base: 0,7 (DRE, p.5; nota 6, p.15–16)
  • Direito de arena, a linha SAFERJ da receita de TV: 0,3 (nota 13, p.21)

Obs: O direito de arena é a linha que a DF chama de SAFERJ e desconta da receita de TV, sem descrevê-la: o SAFERJ é o sindicato dos atletas profissionais do Rio de Janeiro, a quem a Lei 9.615/1998 manda repassar 5% da receita de transmissão, para os atletas (nota 13, p.21). O pessoal administrativo, que a DF separa, fica fora. A DF não abre o pessoal em salários, imagem e prêmios.

14,5+132,2%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal14,5DRE, p.5; nota 13, p.21
Receita recorrente÷22,5nota 13, p.20–21; DRE, p.5
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=64,5%
64,5%+8,0 p.p.
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação à receita do clube, calculada pelas regras do SSF. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Na Série C o SSF cobra apenas a solvência e a publicação das demonstrações.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Com ressalva

O auditor encontrou um ou mais pontos que não pôde confirmar ou com os quais discorda, mas que não invalidam o conjunto das demonstrações.

No parecer de 2025: “Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos dos assuntos descritos no parágrafo “Base para opinião com ressalvas”, as demonstrações financeiras referidas acima apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Volta Redonda Futebol Clube em 31 de dezembro de 2025, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, combinadas com os aspectos contábeis contidos na Interpretação Técnica ITG 2003 (R2) – Entidade Desportiva.” (p.1).

O auditor lista 2 motivos, nas p.1 do relatório.

Ver os 2 motivos
  1. “Os bens que compõe o ativo imobilizado, Nota 9, estão demonstrados pelos seus valores históricos” (p.1)
  2. “A Administração do Clube não realizou os estudos de avaliação para a indicação de ocorrência de redução no valor recuperável do ativo imobilizado” (p.1)

“Ênfase – Regime Centralizado de Execução – Lei 14.193/2021” (p.1)

“Chamamos a atenção para a Nota Explicativa nº 12 às demonstrações financeiras, onde transcreve que o Volta Redonda Futebol Clube em razão do elevado número de processos Trabalhistas e várias execuções de sentenças, inclusive com bloqueios judiciais em contas correntes do Clube, ingressou no Regime Centralizado de Execução estabelecida pela Lei 14.193/2021, viabilizando o pagamento de dívidas trabalhistas de clubes de futebol profissional, sem prejuízo de sua continuidade operacional.”

“Outros Assuntos” (p.2)

“Conforme divulgado na Nota Explicativa nº 9, está mantida a previsão para a realização em data oportuna dos serviços de contagem física e levantamento das especificações dos bens constantes de ativo imobilizado do Clube. Em sequência, a contagem física, serão realizados o cotejamento e a conciliação, para eventuais ajustes, entre o inventário físico e os registros na escrituração contábil do Clube. O referido trabalho foi interrompido, estando em estudo sua continuação.”

Ver o texto completo

“Os bens que compõe o ativo imobilizado, Nota 9, estão demonstrados pelos seus valores históricos” (p.1)

“Os bens que compõe o ativo imobilizado, Nota 9, estão demonstrados pelos seus valores históricos. As depreciações do ativo imobilizado vêm sendo contabilizadas parcialmente. O pronunciamento técnico CPC 27 – “Ativo imobilizado” requer que a depreciação seja calculada com base em taxas que levam em conta a expectativa de vida útil dos bens. Adicionalmente, o Clube não tem controle individual sobre os bens registrados no ativo imobilizado. Consequentemente, não nos foi possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente em relação aos saldos do ativo imobilizado em 31 de dezembro de 2025.”

“A Administração do Clube não realizou os estudos de avaliação para a indicação de ocorrência de redução no valor recuperável do ativo imobilizado” (p.1)

“A Administração do Clube não realizou os estudos de avaliação para a indicação de ocorrência de redução no valor recuperável do ativo imobilizado. Devido à ausência das análises para indicação de perda do valor recuperável, não nos foi possível concluir sobre a necessidade de se constituir ou não provisão para perdas sobre os referidos ativos.”

Parágrafos de ênfase: 1

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Ênfase – Regime Centralizado de Execução – Lei 14.193/2021: “Chamamos a atenção para a Nota Explicativa nº 12 às demonstrações financeiras, onde transcreve que o Volta Redonda Futebol Clube em razão do elevado número de processos Trabalhistas e várias execuções de sentenças, inclusive com bloqueios judiciais em contas correntes do Clube, ingressou no Regime Centralizado de Execução estabelecida pela Lei 14.193/2021, viabilizando o pagamento de dívidas trabalhistas de clubes de futebol profissional, sem prejuízo de sua continuidade operacional.” (p.1–2).

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://www.voltaco.com.br/transparency.

Documentos de 2025

  • Volta Redonda Futebol Clube – Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Volta Redonda Futebol Clube. Publicado em 27/05/2026. Arquivo DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 2025.pdf da página Transparência do portal do clube: capa (p.1), índice (p.2), balanço (p.3–4), demonstração do resultado por segmento — futebol profissional, administrativo e futebol amador — (p.5), resultado abrangente (p.6), mutações do patrimônio líquido (p.7), fluxos de caixa (p.8) e notas explicativas 1 a 18 (p.9–23), com as assinaturas digitais do presidente e da contadora (p.23), num arquivo de 23 páginas em reais com centavos. Não há relatório da administração nem parecer do conselho fiscal; o relatório do auditor é o arquivo à parte. O link leva à página Transparência do portal, onde o arquivo está pelo nome: o endereço direto do arquivo é assinado e vence em 24 horas. Páginas: O número impresso na folha é igual à página do arquivo; o índice da p.2 confere.

  • Volta Redonda Futebol Clube – Relatório do auditor independente sobre as demonstrações financeiras de 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Volta Redonda Futebol Clube. Publicado em 27/05/2026. Arquivo PARECER AUDITORIA EXTERNA 2025.pdf da página Transparência do portal do clube: relatório da Activa Assessoria e Contabilidades sobre o exercício de 2025, em três páginas escaneadas — opinião com ressalvas, base para a opinião e ênfase (p.1); fim da ênfase, outros assuntos e responsabilidades (p.2); fim das responsabilidades, data de 22/05/2026 e assinatura (p.3). O link leva à página Transparência do portal, onde o arquivo está pelo nome: o endereço direto do arquivo é assinado e vence em 24 horas. Páginas: As evidências do parecer citam a página do arquivo, de 1 a 3.

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil, com os pronunciamentos do CPC e as resoluções do CFC para entidades desportivas, e a ITG 2003 (R2) – Entidade Desportiva. Escala do documento: reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.