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Vitória

Esporte Clube Vitória · Associação · DF de 2025 publicada em abril de 2026, segundo o arquivo da internet · auditoria: RSM Brasil Auditores Independentes Ltda.

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 200,2 (nota 23, p.39)
  • Receita com negociação de atletas: 53,0 (nota 29, p.43)
253,2+36,0%
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Direitos de transmissão: 114,6 (57,2%)
  • Patrocínios e publicidade: 38,1 (19,1%)
  • Premiações e sócios: 32,4 (16,2%)
  • Bilheteria: 9,1 (4,5%)
  • Receitas diversas, com a Timemania: 6,0 (3,0%)
    Royalties e aluguéis dos bares do estádio4,52,2%
    Timemania, da Vitória S.A.1,50,8%

Fonte: nota 23, p.39; nota 23 (e), p.39–40; a Timemania é a diferença entre o consolidado e a controladora, igual ao valor da nota de partes relacionadas, p.30 do documento.

Obs: A DF junta numa linha só as premiações da Copa do Brasil e da Copa do Nordeste e o programa de sócios, sem separar os valores; a nota 1.2 informa receita bruta de sócios de 36.544, maior que a linha em que a nota 23 diz que ela está (32.404), sem explicar a diferença (p.13 e p.40).

200,2+8,6%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Transações com atletas53,0nota 29, p.43
Receita com negociação de atletas=53,0

A relação de atletas não foi divulgada.

53,0+2.989,2%

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 135,9 (notas 24 e 27, p.40 e p.42)
    Pessoal do futebol, com base e feminino87,9
    Direito de imagem45,7
    Luvas2,3
  • Demais custos e despesas: 96,8 (DRE, p.8; notas 24 a 27 e 29, p.40–43)
    Despesas diretas: jogos, empréstimos de atletas, multas e intermediação34,1
    Gerais e administrativas do futebol28,1
    Tributárias, com juros de impostos atrasados17,2
    Serviços do futebol10,0
    Pessoal da administração e dos esportes olímpicos7,3
    Gerais e administrativas do clube social6,8
    Outras receitas e despesas, líquidas(6,7)

Obs: Nos demais custos estão 14.660 de juros, multas e atualizações de impostos atrasados e de parcelamentos rescindidos, que a DF lança nas despesas tributárias (nota 26, p.41).

232,7+13,9%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Déficit do exercício(25,4)DRE, p.8
Resultado financeiro+9,1nota 28, p.42
Amortização dos contratos de atletas
Profissionais10,9
Base0,1
+11,0DRE, p.8; nota 14, p.34
Depreciação e amortização+1,1DRE, p.8
Custo dos atletas vendidos+10,2nota 29, p.43
Reversão de contingências−1,3DRE, p.8
EBITDA=4,7

* Obs: A reversão de contingências inclui o desconto de 11.698 que o clube aplicou aos processos do RCE, ponto da ressalva do auditor. A DRE registra 1.272, e a nota das contingências e o fluxo de caixa, 888, sem explicação (p.8, p.11; nota 21.1, p.38). A nota do intangível baixa 16.177 de atletas, e a DRE só mostra 10.208 em linha própria (nota 14, p.34).

4,7*inversão de sinal
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente200,2nota 23, p.39
Impostos e deduções da receita−15,8nota 23, p.39
Custos e despesas da operação−232,7DRE, p.8
EBITDA recorrente=(48,3)
(48,3)(20,8) em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA4,7
Amortização dos contratos de atletas
Profissionais(10,9)
Base(0,1)
−11,0DRE, p.8; nota 14, p.34
Depreciação e amortização−1,1DRE, p.8
Custo dos atletas vendidos−10,2nota 29, p.43
Reversão de contingências+1,3DRE, p.8
EBIT=(16,3)
(16,3)+19,0 em R$ mi
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita operacional líquida184,4DRE, p.8; nota 23, p.39
Despesas do futebol, sem amortização e contingências
Diretas(92,3)
Pessoal(86,8)
Gerais e administrativas(28,1)
Tributárias(17,2)
Serviços(10,0)
−234,4DRE, p.8
Amortização dos contratos de atletas−11,0DRE, p.8
Reversão de contingências+1,3DRE, p.8
Clube social, esportes olímpicos e administração
Pessoal(8,4)
Gerais e administrativas(6,8)
Depreciação e amortização(1,1)
−16,3DRE, p.8
Venda de atletas e outras receitas, líquidas
Transações com atletas53,0
Outras receitas e despesas6,7
+59,7DRE, p.8; nota 29, p.43
Resultado financeiro−9,1nota 28, p.42
Resultado do exercício=(25,4)

O déficit inclui efeitos do desconto do Regime Centralizado de Execuções que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um déficit de 37,1.

Resultado do exercício(25,4)
Deságio das contingências no RCE−11,7nota 21.1, p.38
Resultado sem os efeitos sem caixa=(37,1)

Obs: No déficit estão 14.660 de juros, multas e atualizações de impostos atrasados (nota 26, p.41). O desconto do RCE é ponto da ressalva do auditor (p.3).

(25,4)+15,9 em R$ mi

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas10,2p.7; nota 16, p.35
Dívidas operacionais+184,2p.7; notas 9.2, 15 e 17, p.29–36
Impostos parcelados e acordos+145,7p.7; notas 18 a 20, p.36–38
Caixa e aplicações−0,1nota 8, p.28
Dívida líquida=340,0

Obs: Entram os valores recebidos antes do serviço, entre eles o que resta dos 63.000 que a Globo antecipou do contrato de 2025 a 2029 (notas 9.2 e 23, p.29 e p.40). Em 2025, 39.142 de parcelamentos rescindidos por falta de pagamento voltaram a vencer no curto prazo (nota 19.2, p.37). O empréstimo e o acordo do Banco Daycoval foram levados à provisão para contingências, que fica fora da dívida (notas 16.1 e 20, p.35 e p.38).

340,0+22,9%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Depósitos bancários: 0,0 (nota 8, p.28)
  • Aplicações financeiras: 0,1 (nota 8, p.28)

Obs: O caixa caiu 189 no ano. A operação gerou 56.490, com 27.339 de adiantamentos recebidos; o clube aplicou 46.258 em investimentos, quase todos em atletas (38.407), e pagou 10.421 a mais do que captou em empréstimos (DFC, p.11). A nota dos empréstimos registra captações de 45.278, e o fluxo de caixa, 39.052, sem explicação (nota 16.2, p.36).

0,1(69,5%)
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Outros ativos: crédito contra a Prefeitura de Salvador e antecipação de empréstimo14,9
Contas a receber de clientes11,7
Adiantamentos diversos5,4
Caixa, bancos e aplicações0,1
32,1p.7
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Impostos a pagar(59,0)
Salários e encargos a pagar(37,5)
Receitas a realizar, de contratos cujo serviço ainda não foi prestado(34,6)
Fornecedores(25,1)
Parcelamentos tributários, a parcela do ano(11,9)
Empréstimos e financiamentos, a parcela do ano(10,2)
Direitos de imagem, intermediações e luvas a pagar(7,2)
Acordos a pagar(5,8)
Outros passivos(0,4)
−191,7p.7
Capital de giro líquido=(159,6)

Obs: A nota 2.2 da DF chega a 125.003 porque deixa fora as receitas a realizar, 34.550; o auditor usa o balanço (p.4 e p.14).

(159,6)(44,8) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Patrimônio social, negativo(300,3)p.7; DMPL, p.10
Patrimônio líquido=(300,3)

Obs: Caiu 25.418 no ano, o valor do déficit; nenhum outro ajuste passou pelo patrimônio (DMPL, p.10).

(300,3)(25,4) em R$ mi
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 340,1.

  • Dívidas onerosas: 10,2 (3,0%)
    Empréstimos bancários e antecipações de recebíveis10,23,0%
  • Dívidas operacionais: 184,2 (54,2%)
    Fornecedores25,17,4%
    Direitos de imagem, intermediações e luvas a pagar7,42,2%
    Salários, encargos e rescisões a pagar37,511,0%
    Adiantamentos por contratos a cumprir114,233,6%
  • Impostos parcelados e acordos: 145,7 (42,8%)
    Impostos a pagar: IRRF, IPTU, ISS e execução do Banco Central59,017,3%
    Parcelamentos de impostos: PERSE, Receita Federal, FGTS e PPI80,923,8%
    Acordos a pagar com atletas, treinadores e prestadores5,81,7%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas10,2 até 12 meses · 0,0 depois
  • Dívidas operacionais69,8 até 12 meses · 0,2 depois · 114,2 sem prazo
  • Impostos parcelados e acordos76,7 até 12 meses · 69,0 depois
  • Dívida bruta156,7 até 12 meses · 69,2 depois · 114,2 sem prazo

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses Prazo não informado pela DF

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos bancários e antecipações de recebíveis

Banco BMG 6.298, Qi Sociedade de Crédito Direto 3.437 (antecipação de recebíveis da venda do atleta Wagner Leonardo), pessoas físicas 429 (mútuos sem garantia, com 1% após o vencimento mais IPCA ou IGP-M), cartões corporativos 79 e Ingressos S.A. 64. Tudo vence em até doze meses: a DF diz que todos vencem em menos de 360 dias. Os credores da nota somam 10.307 para 10.273 na controladora; o consolidado do balanço traz 10.238. Juros de 4.929 no ano.

10,2p.7; nota 16, p.35
Subtotal10,2
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Fornecedores

Serviços 12.623, transação de atletas 10.517, permuta 1.399, outros fornecedores 282 e materiais 238. Tudo vence em até doze meses. A DF atribui a alta dos serviços à retenção de faturas no fim do ano para pagamento em 2026.

25,1p.7; nota 15.1, p.35
Direitos de imagem, intermediações e luvas a pagar

7.249 vencem em até doze meses e 155 depois. Sem nota explicativa; em 2024 eram 1.049 e 156.

7,4p.7
Salários, encargos e rescisões a pagar

FGTS e INSS 15.960, férias, décimo terceiro e encargos 10.622, rescisões 7.027, salários 3.843 e outros 48. Tudo vence em até doze meses. A DF diz que a alta de INSS e FGTS vem de parcelamentos rescindidos por descumprimento das condições de pagamento, com o saldo atualizado levado ao circulante.

37,5nota 17, p.36
Adiantamentos por contratos a cumprir

Transmissão 90.880, com o que resta dos 63.000 antecipados do contrato com a Globo de 2025 a 2029; CBF 12.316; bilheteria antecipada pela Ingressos S.A. 6.531; patrocínios 4.485. A DF não separa o prazo por linha: 34.550 do conjunto das receitas a realizar vencem em até doze meses.

114,2nota 9.2, p.29; nota 23 (c), p.40
Subtotal184,2
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Impostos a pagar: IRRF, IPTU, ISS e execução do Banco Central

IRRF de assalariados 21.410, IPTU 20.113, ISS do bingo 10.332, execução fiscal do Banco Central 4.867 e outros impostos e contribuições 2.307. Tudo vence em até doze meses. IRRF e IPTU são parcelamentos rescindidos por ausência de pagamento, com o saldo atualizado; o IPTU e o ISS vêm do parcelamento com a Prefeitura de Salvador de 2020, rescindido em 2021 e renegociado em 2023 com desconto de 11.572; a execução do Banco Central, renegociada em 2023, é paga em parcelas mensais de 50.

59,0p.7; nota 18, p.36
Parcelamentos de impostos: PERSE, Receita Federal, FGTS e PPI

PERSE fazendário 49.514, PERSE previdenciário 14.253, parcelamentos na Receita Federal 10.366, FGTS 4.856, PPI 1.398 e outras transações administrativas 496, do clube e da Vitória S.A.; 39.636 são da Vitória S.A., pagos com a Timemania. 11.893 vencem em até doze meses e 68.990 depois. O PERSE, aderido em junho de 2022, unificou 60.382 de débitos em 180 parcelas mensais; em 2025 a DF registra 39.142 de parcelamentos rescindidos por ausência de pagamento, com o saldo atualizado levado ao circulante em impostos a pagar e encargos.

80,9p.7; nota 19, p.37
Acordos a pagar com atletas, treinadores e prestadores

Acordos com atletas 2.730, treinadores 1.438, prestadores pessoa jurídica 1.332 e funcionários 293. Tudo vence em até doze meses. O acordo com o Banco Daycoval, 6.262 em 2024, foi levado a contingências em 2025 por ausência de pagamento.

5,8nota 20, p.38
Subtotal145,7
Dívida bruta340,1
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Depósitos bancários (1) + aplicações financeiras (82), consolidado.

(0,1)nota 8, p.28
Dívida líquida340,0

Fora da dívida bruta: Receitas a realizar de transações com atletas (3.353) e outras (1.830), sem natureza informada, R$ 5,2 mi (nota 9.2, p.29); Provisão para contingências: cíveis 27.383, trabalhistas 16.799, CNRD 16.714 e tributárias 1.213, R$ 62,1 mi (nota 21.1, p.38); Outros passivos, R$ 0,4 mi (p.7).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: contas a receber de 28.661, 11.725 no circulante e 16.936 no não circulante; 32.965 brutos são transações com atletas, com 6.680 do FC Metalist provisionados integralmente, e a DF não diz quanto da venda de atletas vence em até doze meses (nota 9.1, p.29).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Pessoal do futebol: 87,9 (nota 24, p.40)
    Futebol profissional80,2
    Categorias de base6,6
    Futebol feminino1,1
  • Direito de imagem: 45,7 (nota 27, p.42)

    Passou de R$ 27,2 mi em 2024 para R$ 45,7 mi, mais 68,2%. A DF atribui o aumento à contratação de atletas para a Série A (nota 27, p.42).

  • Luvas: 2,3 (nota 27, p.42)

Obs: Fora deste número, o pessoal da administração (7.165) e dos esportes olímpicos (171), que a DF separa (nota 24, p.40). O futebol feminino, que a DF de 2025 lança no clube social, está dentro (1.054). Direito de arena e premiações não têm linha própria na DF. A DF separa o pessoal por área, mas não o direito de imagem nem as luvas.

135,9+35,2%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal135,9notas 24 e 27, p.40 e p.42
Receita recorrente÷200,2nota 23, p.39
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=67,9%
67,9%+13,4 p.p.
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Com ressalva

O auditor encontrou um ou mais pontos que não pôde confirmar ou com os quais discorda, mas que não invalidam o conjunto das demonstrações.

No parecer de 2025: “Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos do assunto descrito na seção a seguir intitulada ‘Base para opinião com ressalva’, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira individual e consolidada do Esporte Clube Vitória em 31 de dezembro de 2025 [...]. Com base no entendimento da Administração e de seus assessores jurídicos, o Clube mensurou as provisões para contingências relacionadas a esses processos considerando a expectativa de liquidação mediante aplicação de deságio de 30%, percentual mínimo previsto no âmbito das negociações realizadas no referido regime. Em decorrência desse entendimento o Clube registrou, no exercício findo em 31 de dezembro de 2025, saldos de provisão para contingências a menor no passivo não circulante, em montante aproximado de R$ 11.698 mil. Não obtivemos evidência de auditoria apropriada e suficiente que suportasse a premissa adotada pela Administração quanto à aplicabilidade do referido percentual de deságio para a totalidade dos processos considerados, tampouco quanto ao valor efetivamente esperado para liquidação dessas obrigações no âmbito do RCE [...]” (p.3).

Parágrafos de ênfase: 2

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional: déficit de R$ 25.418 mil, passivo circulante acima do ativo circulante em R$ 153.535 mil (controladora) e R$ 159.553 mil (consolidado) e passivo a descoberto de R$ 300.309 mil (nota 2.2, p.4).
  • Dívidas tributárias e previdenciárias migradas do PROFUT para o PERSE em 2022: R$ 100.265 mil na controladora e R$ 139.911 mil no consolidado em 31/12/2025 (notas 18 e 19, p.4).

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://ecvitoria.com.br/transparencia/demonstracao-financeira/.

Documento de 2025

  • Esporte Clube Vitória – Demonstrações financeiras individuais e consolidadas em 31 de dezembro de 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Esporte Clube Vitória. abril de 2026, segundo o arquivo da internet. Relatório do auditor independente (p.3–6), balanço (p.7), DRE (p.8), resultado abrangente (p.9), DMPL (p.10), DFC (p.11) e notas explicativas (p.12–43), num arquivo de 43 páginas com assinaturas digitais de 08/04/2026. Sem relatório da administração e sem parecer do conselho fiscal. O mesmo arquivo estava no site antigo do clube em 23/04/2026, pela captura do arquivo da internet. Páginas: As evidências citam a página do arquivo. O número impresso na folha é um a menos: o balanço está na p.7 e traz impresso 6.

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil (CPC), ITG 2003 (R2) e o Manual de Contabilidade para Entidades Desportivas da APFUT (nota 2.1); o auditor cita a ITG 2002 (R1) e a ITG 2003 (R2). Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.