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Vila Nova

Vila Nova Futebol Clube · Associação · DF de 2025 publicada em 24/04/2026 · auditoria: Alianzo Auditoria S/S Ltda., CVM 1350-1

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 26,2 (nota 15, p.54)
  • Receita com negociação de atletas, pelo valor bruto: 12,0 (nota 19 (i), p.56)

Obs: Ficam fora os 12.850 da adesão ao condomínio LFU. A DF de 2024 descreve essa linha como o reconhecimento, de uma vez, do contrato assinado em 2023 com a liga, em que o clube vendeu 20% dos direitos de participação e recomprou 10%; a DF de 2025 não diz o que a linha traz neste ano. O próprio clube calcula a receita sem ela no relatório da administração.

38,2+30,6%
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Patrocínio e licenciamentos: 9,4 (35,7%)
    Patrocínios e publicidade8,030,4%
    Licenciamento e royalties1,45,3%
  • Mídia e publicidade convencional: 7,5 (28,8%)
    Participação em competições, exposição e performance6,525,0%
    Direitos de transmissão1,03,8%
  • Operações de jogos: 7,0 (26,7%)
    Bilheteria5,621,4%
    Sócio Tigrão1,45,3%
  • Diversos, sem a adesão ao condomínio LFU: 2,3 (8,8%)

    Passou de R$ 0,8 mi em 2024 para R$ 2,3 mi, mais 182,9%. A DF não dá o motivo. Nascem em 2025 o repasse de loterias (795) e a receita de bares e lanchonetes (376), e as associações do quadro social vão de 480 para 866.

    Associações do quadro social0,83,3%
    Repasse de loterias0,83,0%
    Bares e lanchonetes0,41,4%
    Incentivos governamentais0,31,1%

Fonte: nota 15, p.54 do documento.

Obs: A linha de participação em competições, exposição e performance nasce em 2025 com 6.548, e a de direitos de transmissão cai de 8.485 para 995. A DF não diz o que mudou entre as duas; o relatório da administração atribui a queda à mudança na venda dos direitos da Série B.

26,2+20,7%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Venda de atletas e participações em direitos econômicos11,7nota 19 (i), p.56
Mecanismo de solidariedade+0,3nota 19 (i), p.56
Receita com negociação de atletas=12,0
Principais vendas e cessões de direitos econômicos em 2025 (nota 19 (i), p.56)
  • Alesson dos Santos Batista, ao Torpedo Moscow
  • Jemmes Bruno Ribeiro da Silva, ao Mirassol FC
  • Clayton Fernandes Silva, ao Casa Pia
  • Pablo Roberto dos Santos Barbosa, ao Fortaleza
  • Cristiano Claudinei Nogueira, ao Sagan Tosu
  • João Pedro Florêncio Barbosa, ao Santa Cruz FC
  • Raimundo Ykaro Santos Silva, ao CR Flamengo
  • Everton Galdino Moreira, ao Tombense
  • Geovane da Silva de Souza, ao Portimonense

Obs: A DF mostra a venda pelo valor bruto e separa as comissões e os gastos para viabilizá-la, mas não deduz desta linha o valor contábil dos atletas vendidos ou rescindidos (3.657), que a nota do intangível dá baixa e nenhuma linha do resultado mostra.

12,0+58,8%

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal do clube: 17,4 (nota 16, p.54; nota 17, p.55)
    Pessoal do futebol profissional14,2
    Pessoal administrativo e das categorias de base3,2
  • Demais custos e despesas: 24,2 (notas 16, 18 e 19, p.54–56)
    Despesas gerais e administrativas, sem as depreciações11,9
    Gastos com jogos e competições5,9
    Comissões e gastos para viabilizar as vendas de atletas3,7
    Despesas com transações de atletas2,7

Obs: A conta é de base caixa: ficam fora a amortização dos direitos sobre atletas (12.077), as depreciações (813), a provisão para processos trabalhistas (681) e a perda na venda dos veículos (356). As comissões e os gastos para viabilizar as vendas de atletas, que a DF já deduz do resultado das negociações, entram aqui porque a receita com negociação está pelo valor bruto.

41,6+15,5%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Superávit operacional antes do resultado financeiro0,7DRE, p.34
Amortização dos direitos sobre atletas+12,1nota 16, p.54
Depreciações+0,8nota 18, p.55
Provisão para processos trabalhistas constituída no ano+0,7nota 16, p.54
Perda na venda dos veículos+0,4nota 19, p.55
Adesão ao condomínio LFU−12,9nota 15, p.54
Outras receitas que ficam fora da operação
Estorno de provisões, por prescrição ou perda de exigibilidade(2,5)
Multas contratuais recebidas por rescisão antecipada de contratos de atletas(1,9)
Doações(0,8)
Aluguéis, arrecadação da base, brindes, reembolsos, estacionamentos e outras(0,6)
−5,8nota 19, p.55–56
EBITDA=(4,0)

* Obs: A DF dá baixa de 3.657 do valor contábil dos atletas vendidos ou rescindidos na nota do intangível, mas nenhuma linha do resultado mostra essa baixa e o fluxo de caixa não a devolve, ao contrário do que a política contábil da própria DF declara. Como a DF não separa a baixa, ela não é devolvida, e o número fica 3.657 acima do que seria se a baixa estivesse no resultado.

(4,0)*+3,1 em R$ mi
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente, líquida de impostos e deduções25,6nota 15, p.54
Custos e despesas da operação−41,6notas 16, 18 e 19, p.54–56
EBITDA recorrente=(16,0)

* Obs: Herda do EBITDA a baixa de 3.657 do valor contábil dos atletas vendidos ou rescindidos, que a nota do intangível registra e nenhuma linha do resultado mostra.

(16,0)*(1,3) em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA(4,0)
Amortização dos direitos sobre atletas−12,1nota 16, p.54
Depreciações−0,8nota 18, p.55
Provisão para processos trabalhistas constituída no ano−0,7nota 16, p.54
EBIT=(17,6)
(17,6)(1,0) em R$ mi
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita operacional líquida38,3DRE, p.34; nota 15, p.54
Custo das atividades sociais e esportivas
Amortização de direitos sobre atletas(12,1)
Premiações(6,7)
Salários, encargos e benefícios(6,0)
Gastos com jogos e competições(5,9)
Despesas com transações de atletas(2,7)
Rescisões(0,9)
Perdas esperadas com processos trabalhistas(0,7)
Direito de imagem(0,5)
−35,5DRE, p.34; nota 16, p.54
Despesas com pessoal administrativo e das categorias de base−3,2DRE, p.34; nota 17, p.55
Despesas com atividades gerais−12,7DRE, p.34; nota 18, p.55
Outras receitas, líquidas
Movimentação de atletas, líquida de comissões e gastos de venda8,3
Estorno de provisões2,6
Multas contratuais recebidas1,9
Doações0,8
Aluguéis, base, brindes, reembolsos e outras0,6
Perdas na venda de ativos(0,4)
+13,8DRE, p.34; nota 19, p.55
Resultado financeiro
Receitas financeiras1,3
Despesas financeiras(4,8)
−3,5DRE, p.34; nota 20, p.56
Resultado do exercício=(2,8)

O déficit inclui efeitos de dívidas extintas e descontos que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um déficit de 6,3.

Resultado do exercício(2,8)
Dívidas extintas por prescrição−2,6nota 19 (ii), p.55–56
Descontos sobre dívida ativa−0,9nota 20, p.56
Resultado sem os efeitos sem caixa=(6,3)

Outros 0,8 de doações, que a DF não diz se foram em bens, ficam fora da conta.

Obs: As despesas financeiras caíram de 14.377 para 4.804 porque os credores dispensaram, só para 2025, os juros e a correção monetária sobre os mútuos com conselheiros de 90.565.

(2,8)+2,5 em R$ mi

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas: mútuos com conselheiros, empréstimos e antecipação de recebíveis94,5notas 7 e 11, p.49–50
Impostos parcelados e acordos+35,0notas 9, 10 e 12.3, p.50–52
Dívidas operacionais+14,0balanço, p.33; notas 8 a 11, p.49–50
Adiantamentos recebidos: antecipações da CBF e patrocínios a apropriar+6,4nota 11, p.50–51
Disponibilidades−0,0nota 3, p.45
Dívida líquida=149,9

Obs: Fica fora a subvenção de 19.330: é o terreno do Centro de Treinamento doado pelo poder público, que o clube levará ao resultado à medida que cumprir as contrapartidas sociais, sem pagamento a fazer. Dentro estão 90.565 de mútuos com conselheiros, que em 2025 não correram juros nem correção monetária por dispensa dos credores.

149,9+9,5%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Caixa e bancos: 0,0 (nota 3, p.45)

Obs: O clube fechou 2025 com R$ 16 mil em caixa e bancos, valor que na escala desta página, em R$ milhões, aparece como 0,0. O caixa caiu 296 no exercício. A operação gerou 12.129; foram 14.885 para investimentos, quase tudo em direitos econômicos de atletas (14.850), e os empréstimos trouxeram 2.461, com captação de 4.490 e pagamentos de 2.029 (fluxo de caixa, p.37).

0,0(94,9%)
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Contas a receber5,9
Tributos e contribuições a recuperar0,1
Outros créditos0,0
Caixa e equivalentes de caixa0,0
Estoque0,0
6,0balanço, p.33
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Obrigações trabalhistas e sociais(29,1)
Obrigações tributárias(9,5)
Contas a pagar com a transferência de jogadores(8,0)
Outras contas a pagar(7,0)
Provisões para riscos processuais(5,5)
Empréstimos e financiamentos(1,7)
Acordos civis e trabalhistas a pagar(1,1)
Fornecedores(0,3)
−62,2balanço, p.33
Capital de giro líquido=(56,2)

Obs: A nota sobre continuidade das operações registra o mesmo capital de giro negativo e lista o que a administração considera para manter a premissa de continuidade: a geração de caixa operacional, a dispensa de juros dos conselheiros, a doação do terreno do Centro de Treinamento e a redução das provisões para riscos processuais (nota 1.2, p.39).

(56,2)(2,9) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Déficits acumulados(127,2)balanço, p.33; nota 14, p.53
Avaliação patrimonial de terrenos, benfeitorias, veículos e equipamentos+64,9balanço, p.33; nota 14, p.53
Patrimônio líquido=(62,3)

Obs: O patrimônio social caiu 2.842 em 2025, exatamente o déficit do ano: não houve nenhum outro lançamento direto no patrimônio, e a conta de avaliação patrimonial ficou parada em 64.870 (mutações do patrimônio social, p.36).

(62,3)(2,8) em R$ mi
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 149,9.

  • Dívidas onerosas: 94,5 (63,1%)
    Mútuos com conselheiros90,660,4%
    Empréstimos e antecipação de recebíveis3,92,7%
  • Dívidas operacionais: 20,4 (13,6%)
    Contas a pagar por transferências de jogadores8,05,3%
    Antecipações de receita recebidas da CBF4,02,6%
    Salários, encargos, férias e rescisões3,42,3%
    Patrocínios recebidos a apropriar2,41,6%
    Impostos correntes a recolher1,30,9%
    Comissões a pagar0,60,4%
    Débitos com terceiros0,40,3%
    Fornecedores0,30,2%
  • Impostos parcelados e acordos: 35,0 (23,3%)
    Dívida ativa previdenciária25,717,1%
    Dívida ativa tributária8,25,5%
    Acordos civis e trabalhistas1,10,7%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas1,7 até 12 meses · 92,8 depois
  • Dívidas operacionais20,0 até 12 meses · 0,4 depois
  • Impostos parcelados e acordos35,0 até 12 meses · 0,0 depois
  • Dívida bruta56,7 até 12 meses · 93,2 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Mútuos com conselheiros

Contratos de mútuo tomados de conselheiros em exercícios anteriores para custear a operação e o capital de giro, remunerados a 0,5% ao mês mais correção pelo INPC. Para 2025, os credores formalizaram dispensa total de juros e correção monetária. Todo o saldo está no não circulante e a DF não informa cronograma de vencimento nem garantia.

90,6balanço, p.33; nota 11 (i), p.50
Empréstimos e antecipação de recebíveis

Capital de giro com o Sicoob (877) a 2% ao mês, capital de giro com a BMP/FIDIC Futebol (2.174) a CDI mais 0,87% ao mês e com garantia de recebíveis da LFU, empréstimo com terceiros (901) e antecipação de recebíveis (7), estes dois sem taxa e sem garantia informadas. O balanço classifica 1.688 no circulante e 2.271 no não circulante; a nota dá vencimento em 2026 para os quatro contratos. A DF declara todas as cláusulas restritivas cumpridas.

3,9balanço, p.33; nota 7, p.49
Subtotal94,5
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Contas a pagar por transferências de jogadores

Valores a pagar por aquisições de jogadores vindos de outros clubes, liquidados conforme prazo contratual, que a DF não detalha. Tudo está no circulante.

8,0balanço, p.33; nota 8, p.49
Antecipações de receita recebidas da CBF

Valores recebidos de forma antecipada da Confederação Brasileira de Futebol por participação em competições futuras. Dinheiro já recebido por entrega a fazer, por isso entra na dívida.

4,0nota 11 (ii), p.51
Salários, encargos, férias e rescisões

FGTS a recolher 1.205, INSS a recolher 1.107, férias 467, encargos a pagar 321, salários a pagar 245 e rescisões a pagar 75, que somam 3.420 contra os 3.419 que sobram do total de 29.054 depois da dívida ativa previdenciária. Tudo está no circulante.

3,4nota 9, p.50
Patrocínios recebidos a apropriar

Saldos a apropriar de patrocínios de longo prazo, reconhecidos em receita conforme o prazo do acordo com o patrocinador. Dinheiro já recebido por entrega a fazer, por isso entra na dívida.

2,4nota 11 (iii), p.51
Impostos correntes a recolher

IRRF a recolher 868, ISS a recolher 439 e demais débitos federais 7, que somam 1.314 contra os 1.313 que sobram do total de 9.501 depois da dívida ativa tributária. Tudo está no circulante.

1,3nota 10, p.50
Comissões a pagar

A nota imprime 616 e o balanço classifica 7.022 no circulante, um a menos que a soma das três rubricas circulantes da nota; a diferença ficou nesta linha. Sem detalhe na DF.

0,6nota 11, p.50
Débitos com terceiros

Sem detalhe na DF. Fica no não circulante, junto dos mútuos com conselheiros, pela diferença entre o total da nota e o saldo circulante.

0,4nota 11, p.50
Fornecedores

Sem nota explicativa. Tudo está no circulante.

0,3balanço, p.33
Subtotal20,4
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Dívida ativa previdenciária

Dívida ativa do encerramento dos parcelamentos do Profut durante 2023, composta por FGTS e débitos previdenciários acrescidos de juros e multas. Todo o saldo está no circulante e a DF não informa novo parcelamento.

25,7nota 9, p.50
Dívida ativa tributária

Dívida ativa do encerramento dos parcelamentos do Profut durante 2023, composta pelos impostos devidos acrescidos de juros e multas. Todo o saldo está no circulante.

8,2nota 10, p.50
Acordos civis e trabalhistas

Acordos trabalhistas judiciais 685, trabalhistas extrajudiciais 392 e cíveis extrajudiciais 48. A DF declara que não há inadimplência nem atraso nos cronogramas homologados. Tudo vence em até doze meses.

1,1balanço, p.33; nota 12.3, p.52
Subtotal35,0
Dívida bruta149,9
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa e bancos, sem os depósitos judiciais de 995, que a DF registra como restritos no ativo não circulante.

(0,0)nota 3, p.45; nota 12.2, p.52
Dívida líquida149,9

Fora da dívida bruta: Provisões para riscos processuais trabalhistas, R$ 5,5 mi (nota 12.1, p.51); Subvenções recebidas a apropriar: o terreno do Centro de Treinamento doado pelo poder público, R$ 19,3 mi (nota 13, p.52).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: 5.851 de contas a receber, sendo 3.310 por transferências de atletas de Casa Pia, Fortaleza, Santa Cruz, Tombense e Portimonense e 2.538 de patrocínios a receber em 2026 (nota 4, p.46).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Pessoal do futebol profissional: 14,2 (nota 16, p.54)
    Premiações por metas e conquistas6,7
    Salários, encargos e benefícios6,1
    Rescisões0,9
    Direito de imagem0,5
  • Pessoal administrativo e das categorias de base, numa linha só: 3,2 (nota 17, p.55)
    Salários, encargos e benefícios1,7
    Férias e encargos0,9
    13º salário e encargos0,6
    Rescisões0,0

* Obs: O número é do clube inteiro: a DF separa o pessoal do futebol profissional, mas junta o administrativo e as categorias de base numa linha só. Os gastos com esportes olímpicos (774), que a DF separa, ficam fora. As luvas de 2025 não aparecem aqui: a DF as capitaliza no intangível, junto com as aquisições de direitos econômicos, e as leva ao resultado como amortização; também não há linha de direito de arena.

17,4*+34,0%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal17,4notas 16 e 17, p.54–55
Receita recorrente÷26,2nota 15, p.54
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=66,4%

* Obs: O gasto com pessoal é do clube inteiro, porque a DF não separa o futebol. O percentual usa o gasto com pessoal do clube inteiro, porque a DF junta o pessoal administrativo com o das categorias de base numa linha só, e não inclui as luvas do ano, que a DF capitaliza no intangível.

66,4%*+6,5 p.p.
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Com ressalva

O auditor encontrou um ou mais pontos que não pôde confirmar ou com os quais discorda, mas que não invalidam o conjunto das demonstrações.

No parecer de 2025: Opinião com ressalva — “Em nossa opinião, exceto quanto aos possíveis efeitos relacionados aos assuntos mencionados na seção intitulada “Base para opinião com ressalva” as demonstrações contábeis abaixo referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Vila Nova Futebol Clube. ('Clube') em 31 de dezembro de 2025, o desempenho individual de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades sem finalidades de lucros (ITG 2002 (R1)) e às entidades desportivas (ITG 2003 (R1)).” (p.24).

O auditor lista 2 motivos, nas p.24 do relatório.

Ver os 2 motivos
  1. “Contas a Receber” (p.24)
  2. “Ativo Imobilizado” (p.24)

“Continuidade” (p.25)

“O Clube vem apresentando sucessivos e relevantes prejuízos nos últimos exercícios, com impacto no aumento do grau de endividamento e passivo a descoberto. O Clube iniciou processo conjunto de reestruturação operacional e financeira, com medidas como renegociação de dívidas junto a credores trabalhistas e busca por novos patrocínios. As ações desenvolvidas pela Administração para superar as atuais dificuldades estão descritas na Nota Explicativa nº 1.2. Dessa forma, o equilíbrio econômico-financeiro e a continuidade normal de suas operações dependerão do sucesso desse processo de reestruturação, considerando também as restrições do Fair Play Financeiro (Regulamento CBF). As demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2025 foram preparadas no pressuposto da continuidade operacional e não incluem ajustes relativos à realização e classificação dos valores de ativos ou aos valores e classificação de passivos que seriam requeridos na impossibilidade de o Clube continuar operando. Nossa opinião não está ressalvada em relação a esse assunto.”

“Ênfase — Partes Relacionadas” (p.25)

“Chamamos atenção para a nota explicativa nº 11 (i), onde descreve que o Vila Nova Futebol Clube, realiza transações significativas de empréstimos/coligadas. Essas transações foram efetivadas de acordo com termos estabelecidos pela Administração do clube. O resultado das operações e a posição financeira do clube poderiam ser diferentes daquelas que seriam obtidas caso referidas transações fossem efetuadas em condições normais de mercado. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto.”

“Reapresentação dos saldos comparativos” (p.25)

“As demonstrações contábeis incluem também informações referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2024, apresentadas para fins de comparação (ora reapresentados em decorrência dos assuntos descritos na Nota Explicativa nº 2.15). Nossa opinião não está ressalvada em função desse assunto.”

“Outros Assuntos” (p.25)

“As demonstrações contábeis incluem também informações referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2024, apresentadas para fins de comparação. Os exames das demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2024 foram conduzidos sob a responsabilidade de outros auditores independentes, que emitiram relatório com modificações em 30 de abril de 2025 sobre os seguintes assuntos: i) Ativo Intangível (Atletas Elenco Profissional, ii) Empréstimos e Financiamentos e iii) Obrigações Sociais, Obrigações Tributárias, Obrigações Pessoais iv) Patrimonio Líquido (Exercícios Anteriores), devidamente regularizados neste exercício. Nossa opinião não está ressalvada em função desse assunto.”

Ver o texto completo

“Contas a Receber” (p.24)

“Conforme mencionado na Nota Explicativa nº 4, o Clube possui contas a receber no montante de R$ 3.309 mil em 31 de dezembro de 2025. A administração disponibilizou as composições financeiras extracontábeis, os contratos a documentação de suporte para avaliação dos saldos, e entende que a totalidade desses créditos é realizável com base nas medidas adotadas, incluindo ações judiciais e negociações em andamento. Todavia, identificamos indicadores que suscitam dúvida relevante quanto à capacidade de realização desses créditos, tais como o histórico de inadimplência das contrapartes, a idade avançada dos saldos e a situação financeira deteriorada dos devedores. Em razão dessas circunstâncias e da ausência de elementos suficientes que nos permitissem avaliar de forma apropriada a necessidade de constituição de provisão para perdas esperadas de crédito ou de ajuste ao valor recuperável, não nos foi possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente quanto à recuperabilidade desses saldos. Consequentemente, não pudemos determinar se seriam necessários ajustes nos valores registrados na rubrica "Contas a receber" do ativo circulante em 31 de dezembro de 2025, nem mensurar os possíveis efeitos correspondentes no resultado do exercício.”

“Ativo Imobilizado” (p.24)

“O Clube não mantém controle adequado dos bens do ativo imobilizado, registrados nas rubricas “Imobilizado”, no montante de R$ 97.314 mil, não havendo identificação dos itens por de forma completa. Adicionalmente, a Administração não avaliou a vida útil econômica estimada de cada componente, conforme requerido pelas práticas contábeis adotadas no Brasil (CPC 27), e não realizou os procedimentos pertinentes aos testes de recuperabilidade (impairment, CPC 01). Dessa maneira, em que pese termos conseguido validar as principais adições e baixas do período auditado, verificando a documentação suporte e correta contabilização e da contratação pela administração do clube de empresa especializada para o levantamento patrimonial e estimativa de vida útil, não nos foi possível aplicar procedimentos alternativos para formar e emitir opinião, sobre o saldo do ativo imobilizado, das despesas de depreciação e da depreciação acumulada para o exercício findo em 31 de dezembro de 2025..”

Abrir no relatório (p.24)

Parágrafos de ênfase: 3

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Partes relacionadas: o auditor chama atenção para a nota 11 (i), sobre os mútuos com conselheiros, e registra que o resultado e a posição financeira poderiam ser diferentes se as transações tivessem sido feitas em condições normais de mercado (p.25).
  • Continuidade: o auditor registra os sucessivos prejuízos, o aumento do endividamento e o passivo a descoberto, e diz que o equilíbrio depende do sucesso da reestruturação; a opinião não é ressalvada por esse assunto (p.25).
  • Reapresentação dos saldos comparativos de 2024, descrita na nota 2.15; a opinião não é ressalvada por esse assunto (p.25).
Conselho fiscal: parecer de 20/04/2026

O Conselho de Orientação e Fiscalização opina que as demonstrações representam adequadamente, em seus aspectos relevantes, a situação patrimonial e financeira do clube e estão em condições de serem submetidas à apreciação do Conselho Deliberativo. Registra que o resultado teria sido outro se já tivessem ingressado os valores de negociações de atletas a que o clube faz jus, e que, sem a dispensa de juros e correção sobre os mútuos com conselheiros, haveria resultado deficitário superior a R$ 12.000.000,00. Recomenda que o Conselho Deliberativo examine a disciplina aplicável à atualização desses mútuos.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://www.vilanovafc.com.br/transparencia.

Documentos de 2025

  • Vila Nova Futebol Clube – Relatório Anual da Administração e Demonstrações Financeiras 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Vila Nova Futebol Clube. Publicado em 24/04/2026. Arquivo de 60 páginas: capa e índice (p.1–3), mensagem da administração (p.4–5), relatório anual da administração com receitas, custos, caixa e endividamento, elenco, jurídico, estrutura, base, futebol feminino, esportes olímpicos, responsabilidade social, pessoas, governança e sustentabilidade financeira (p.6–21), relatório do auditor independente (p.23–27), parecer do Conselho de Orientação e Fiscalização (p.29–31), balanço (p.33), demonstração do resultado (p.34), resultado abrangente (p.35), mutações do patrimônio social (p.36), fluxos de caixa (p.37) e notas explicativas 1 a 21 (p.38–59). Páginas: As evidências citam a página do arquivo. O arquivo tem duas numerações: nas p.1–31 o número impresso é igual ao da página do arquivo; nas demonstrações e notas (p.33–59) o impresso é um a menos, e o balanço está na p.33 e traz impresso 32.

  • Vila Nova Futebol Clube – Relatório de Transparência e Igualdade Salarial de Mulheres e Homens, 2º semestre de 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Vila Nova Futebol Clube. O documento declara a fonte como eSocial, RAIS mensal de junho de 2025 e Portal Emprega Brasil de agosto de 2025; a página do portal não mostra data de publicação. Relatório de uma página gerado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e publicado pelo clube na mesma página do portal de transparência. Usado só para a ficha: traz o campo Empregador com o CNPJ 01.669.316/0001-33 e registra 134 trabalhadores ativos em 30/06/2025. Nenhum número do painel sai deste documento. Páginas: Página única, sem número impresso.

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil, com os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis aplicáveis às entidades sem finalidade de lucros (ITG 2002 (R1)) e às entidades desportivas profissionais (ITG 2003 (R1)), nota 2.2. Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.