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São Paulo

São Paulo Futebol Clube · Associação · DF de 2024 publicada em 28/04/2025 · auditoria: RSM Brasil Auditores Independentes Ltda.

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2024, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 638,5 (DRE, p.29)
  • Receita com negociação de atletas: 93,4 (DRE, p.29; nota 22, p.78)

Obs: É a receita bruta que o relatório da administração publica (p.9). A multa recebida pela rescisão de um contrato (5.500), que a DF de 2024 põe no resultado não operacional, fica fora.

731,9
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2024, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Direitos de transmissão de TV e premiações: 239,4 (37,5%)
  • Publicidade, patrocínio e licenciamento da marca: 99,1 (15,5%)
    Publicidade e patrocínio72,311,3%
    Licenciamento da marca26,84,2%
  • Arrecadação de jogos: 96,1 (15,1%)
  • Estádio: 73,5 (11,5%)
    Publicidade33,25,2%
    Aluguéis16,32,6%
    Camarotes e cadeiras cativas12,41,9%
    Outras receitas11,61,8%
  • Sociais e esportes amadores: 72,9 (11,4%)
    Contribuições e taxas49,07,7%
    Departamentos e esportes amadores14,22,2%
    Aluguéis e patrocínios9,01,4%
    Festas e eventos sociais0,70,1%
  • Sócio torcedor: 51,7 (8,1%)
  • Outras receitas: 5,8 (0,9%)
    Outras receitas do futebol3,30,5%
    Patrocínios dos esportes profissionais2,50,4%

Fonte: DRE, p.29 do documento.

Obs: A DF não separa as premiações dos direitos de transmissão.

638,5
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2024, em R$ milhões:

Vendas de atletas80,3nota 22, p.78
Mecanismo de solidariedade+19,9nota 22, p.78
Participação de terceiros−6,8nota 22, p.78
Receita com negociação de atletas=93,4
Atletas negociados (nota 22, p.78)
  • Lucas Estella Perri, ao Botafogo SAF
  • Felipe Silva, ao Benfica
  • Tiago Couto, ao Sport Clube do Recife
  • Talles Costa, ao Polissya
  • Diego Costa, ao Krasnodar
  • Juan Santos Silva, ao Southampton
  • Gabriel Neves, ao Club Estudiantes de La Plata
  • Helio Nunes de Castro, ao Bragantino

Obs: As intermediações sobre as vendas (4.025) estão nos demais custos; a parte dos direitos que pertence a terceiros não é receita do clube (nota 22, p.78).

93,4

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2024, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 385,4 (DRE, p.29–30)
    Salários, encargos, benefícios e prêmios265,7
    Direito de imagem109,9
    Direito de arena9,8
  • Demais custos e despesas: 313,7 (DRE, p.30–31; DFC, p.33)
    Jogos, arbitragens e federações78,2
    Pessoal do social, do basquete, do estádio e da administração66,8
    Serviços, materiais e manutenção do futebol47,7
    Clube social e basquete, sem pessoal38,5
    Tributos do futebol27,0
    Administração, sem pessoal24,4
    Estádio, sem pessoal20,5
    Gerais do futebol6,6
    Intermediações sobre vendas de atletas4,0
    Baixa de bens sem caixa, que a DFC devolve0,0
699,1
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2024, em R$ milhões:

Resultado operacional(92,6)DRE, p.29–31
Amortização dos atletas formados+14,7DRE, p.30; nota 9.3, p.61
Amortização e baixa dos contratos+83,1DRE, p.30; nota 9.1, p.58
Depreciação e amortização
Estádio5,3
Futebol profissional e de base4,1
Sociais e esportes amadores2,7
Administrativas0,8
+12,9DRE, p.30–31
Provisões para contingências+14,7DRE, p.30; nota 18, p.74
Ganho com a baixa de bens−0,0DRE, p.30
Baixas do imobilizado+0,0DFC, p.33
EBITDA=32,8

Obs: Fica fora o resultado não operacional que a DF de 2024 separa: multas pagas pela rescisão antecipada de um contrato de patrocínio (31.694) e parcelamentos de impostos e multas de anos anteriores (66.493), menos uma multa recebida (5.500) (DRE, p.31; relatório da administração, p.21). A DF de 2025 levou esses valores para as despesas operacionais; por essa apresentação, o EBITDA de 2024 seria (59.889). A perda de 8.909 nas cotas do FIDC São Paulo, o fundo que comprou recebíveis do clube, fica fora, porque é resultado de outra entidade (nota 10, p.62).

32,8
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2024, em R$ milhões:

Receita recorrente638,5DRE, p.29
Custos e despesas da operação−699,1DRE, p.29–31
EBITDA recorrente=(60,6)
(60,6)
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2024, em R$ milhões:

EBITDA32,8
Amortização dos atletas formados−14,7DRE, p.30; nota 9.3, p.61
Amortização e baixa dos contratos−83,1DRE, p.30; nota 9.1, p.58
Depreciação e amortização
Estádio(5,3)
Futebol profissional e de base(4,2)
Sociais e esportes amadores(2,7)
Administrativas(0,8)
−13,0DRE, p.30–31
Provisões para contingências−14,7DRE, p.30; nota 18, p.74
EBIT=(92,7)
(92,7)
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2024, em R$ milhões:

Receitas operacionais722,1DRE, p.29
Despesas com futebol profissional e de base−655,7DRE, p.30
Despesas sociais e de esportes amadores−74,7DRE, p.30
Despesas do estádio−30,3DRE, p.31
Despesas administrativas−54,0DRE, p.31
Encargos financeiros
Receitas financeiras3,3
Despesas financeiras(96,7)
−93,4DRE, p.31
Resultado não operacional
Multas recebidas5,5
Parcelamentos municipais(46,4)
Parcelamentos federais(20,1)
Multas pagas(31,7)
−92,7DRE, p.31
Equivalência patrimonial nas cotas do FIDC−8,9DRE, p.31; nota 10.3, p.62
Resultado do exercício=(287,6)

Obs: A baixa de 16.341 do custo de formação de atletas, pela adoção da ITG 2003 (R2), foi lançada direto no patrimônio, sem passar pelo resultado (DMPL, p.32).

(287,6)

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2024, em R$ milhões:

Dívidas onerosas: empréstimos com bancos e títulos cedidos ao fundo sênior do FIDC375,1p.28; notas 6 e 11, p.51–52 e p.63
Dívidas operacionais+430,6p.28; notas 12 a 17, p.65–73
Impostos parcelados e acordos: parcelamentos tributários e acordos trabalhistas e cíveis+305,6p.28; notas 14 e 19, p.66–68 e p.76
Caixa e equivalentes−23,7nota 5, p.51
Dívida líquida=1.087,6

Obs: As cotas sênior do FIDC (115.829) são o dinheiro de terceiros aplicado no fundo que comprou recebíveis do clube e entram como dívida onerosa. Ficam fora a provisão para contingências (16.650) e as receitas a apropriar; as cotas subordinadas do fundo (81.601), registradas como investimento, não são deduzidas.

1.087,6
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2024, em R$ milhões:

  • Caixa: 0,1 (nota 5, p.51)
  • Bancos: 0,5 (nota 5, p.51)
  • Aplicações financeiras: 23,1 (nota 5, p.51)

Obs: A demonstração do fluxo de caixa trabalha com o caixa líquido das contas garantidas (17.606), que subiu 18.697 no ano: a operação gerou 193.423, os investimentos consumiram 129.914, quase tudo na compra de atletas (110.753), o clube aplicou 81.601 nas cotas do FIDC, tomou 31.569 a mais em empréstimos do que pagou e recebeu 5.220 de títulos sociais (DFC, p.33).

23,7
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2024, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Contas a receber de patrocínio, TV, locação, sociais e outros355,1
Venda de atletas a receber, entidades esportivas89,5
Caixa, bancos e aplicações23,7
Adiantamentos7,2
Estoques4,6
Despesas antecipadas3,4
Títulos cedidos ao FIDC, descontados das contas a receber(100,9)
Perdas estimadas nas contas a receber(0,1)
382,5df p.28
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Receitas a apropriar de contratos já registrados nas contas a receber(336,7)
Empréstimos com bancos, a parcela do ano(126,2)
Parcelas de compras de atletas a pagar a clubes(81,1)
Intermediações e participação de terceiros em atletas a pagar(67,4)
Direitos de imagem a pagar(60,0)
Adiantamento de contratos de TV, patrocínio e locação(48,7)
Salários e encargos a pagar(34,0)
Impostos parcelados, a parcela do ano(30,4)
Acordos trabalhistas e cíveis, a parcela do ano(26,3)
Fornecedores(24,4)
Impostos a pagar(9,6)
−844,8df p.28
Capital de giro líquido=(462,3)

Obs: A DF de 2025 reapresenta 2024 com as cotas do FIDC (81.601) no circulante; por essa apresentação, o capital de giro seria (380.730) (DF de 2025, p.20). As receitas a apropriar do circulante (336.739) espelham contratos registrados inteiros nas contas a receber (notas 6 e 6.1, p.51–54).

(462,3)
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2024, em R$ milhões:

Patrimônio social39,3p.28; DMPL, p.32
Fundo de reserva+24,4p.28; DMPL, p.32
Reserva de reavaliação+143,6p.28; DMPL, p.32
Déficits acumulados−803,1p.28; DMPL, p.32
Patrimônio líquido=(595,8)

Obs: O patrimônio caiu 298.761 em 2024: o déficit de 287.640 e a baixa de 16.341 do custo de formação de atletas pela troca de norma (ITG 2003), lançada direto no patrimônio, com 5.220 de títulos sociais vendidos em sentido contrário (DMPL, p.32).

(595,8)
Perfil da dívida em 2024

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 1.111,3.

  • Dívidas onerosas: 375,1 (33,8%)
    Empréstimos bancários259,323,4%
    Recebíveis antecipados no fundo de investimento (FIDC)115,810,4%
  • Dívidas operacionais: 430,6 (38,7%)
    Fornecedores24,42,2%
    Salários e encargos34,03,0%
    Impostos correntes9,60,9%
    Direitos de imagem a pagar60,05,4%
    Dívidas com clubes por compras de atletas91,08,2%
    Intermediários e participações de terceiros em atletas73,86,6%
    Adiantamentos recebidos137,812,4%
  • Impostos parcelados e acordos: 305,6 (27,5%)
    Parcelamentos de impostos: PERSE, Profut, transação municipal, PPI e litígio zero249,822,5%
    Acordos trabalhistas e cíveis55,85,0%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas183,4 até 12 meses · 191,7 depois
  • Dívidas operacionais325,1 até 12 meses · 105,5 depois
  • Impostos parcelados e acordos56,7 até 12 meses · 248,9 depois
  • Dívida bruta565,2 até 12 meses · 546,1 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2024, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos bancários

Capital de giro e conta garantida: Banco Bradesco 117.816 em cinco contratos, Banco Daycoval 80.327 em quatro, Banco Tricury 26.249, Banco Rendimento 25.241 em três e Banco Voiter 9.627. 126.229 vencem em até doze meses e 133.031 depois, com vencimentos até agosto de 2029. Taxa média de 1,74% ao mês, com contratos de TV, licenciamento, recebíveis de atletas, cessão de espaços e contribuições associativas em garantia.

259,3df p.28; nota 11, p.63
Recebíveis antecipados no fundo de investimento (FIDC)

Títulos cedidos ao fundo sênior do FIDC: cotas subscritas por terceiros, que compraram recebíveis de patrocínio e contribuições associativas do clube. A nota 6 deduz 57.182 das contas a receber de até doze meses e 58.647 das de prazo maior. No consolidado, as cotas sênior valem 117.373 e aparecem como participação de não controladores; aqui entram os 115.829 de títulos cedidos que a nota 6 da controladora traz.

115,8nota 6, p.51–52; p.62
Subtotal375,1
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Fornecedores

Tudo vence em até doze meses. A DF não abre fornecedores.

24,4df p.28
Salários e encargos

Encargos trabalhistas a recolher 17.370, provisão para férias 8.691 e salários 7.955. Tudo vence em até doze meses.

34,0df p.28; nota 12, p.65
Impostos correntes

INSS 6.426, PIS 1.096, ISS 652, COFINS 598, IRRF 547 e IPTU 288. Tudo vence em até doze meses.

9,6df p.28; nota 15, p.69
Direitos de imagem a pagar

Vencimentos mensais 17.602, luvas e metas atingidas 21.960 e dívida de contratos rescindidos ou finalizados 20.407. Tudo classificado em até doze meses.

60,0df p.28; nota 13, p.66
Dívidas com clubes por compras de atletas

Direitos federativos e econômicos a pagar a clubes e terceiros, no Brasil e no exterior. Maiores credores: Montevideo City Torque 20.801, Major League Soccer 8.704, Fluminense 8.414 e Grêmio 8.015. 81.065 vencem em até doze meses e 9.983 depois.

91,0df p.28; nota 16, p.70
Intermediários e participações de terceiros em atletas

Participação de terceiros e intermediação em vendas de atletas 31.376 e intermediação em compras 42.455. 67.395 vencem em até doze meses e 6.436 depois.

73,8df p.28; notas 16.1 e 16.2, p.71–73
Adiantamentos recebidos

Não é dinheiro a pagar, é serviço a prestar: TV 88.778, publicidade e patrocínio 34.630, locação de camarotes 12.000 e cessão de espaço 2.341 já recebidos. 48.680 vencem em até doze meses (por conta de 2025) e 89.069 depois (2026 em diante).

137,8df p.28; nota 17, p.73; DFC, p.33; DF de 2025, nota 17, p.64
Subtotal430,6
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos: PERSE, Profut, transação municipal, PPI e litígio zero

PERSE com a PGFN 131.553 em sete transações (de 23 a 119 parcelas restantes), Profut 53.589 (142 parcelas restantes, ainda em homologação, na ênfase do auditor), transação de débitos municipais 46.536 (114 parcelas), litígio zero 16.382 (115) e PPI de ISS 1.738 (80). 30.391 vencem em até doze meses e 219.407 depois.

249,8df p.28; nota 14, p.66–68
Acordos trabalhistas e cíveis

Maior credor: Companhia de Engenharia de Tráfego, 25.444; o restante são acordos com ex-atletas, ex-treinadores, agências e escritórios de advocacia. 26.332 vencem em até doze meses e 29.475 depois.

55,8df p.28; nota 19, p.76
Subtotal305,6
Dívida bruta1.111,3
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa e equivalentes de caixa (113 + 478 + 23.137).

(23,7)df p.28; nota 5, p.51
Dívida líquida1.087,6

Fora da dívida bruta: Provisão para contingências trabalhistas e cíveis, R$ 16,7 mi (df p.28; nota 18, p.74); Receitas a apropriar: contrapartida de contratos registrados inteiros em contas a receber, R$ 863,2 mi (df p.28; nota 6.1, p.54); Investimento no FIDC: cotas subordinadas, não deduzidas da dívida, R$ 81,6 mi (df p.28; nota 10, p.61–62).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: contas a receber da controladora de 763.816, 343.552 no circulante e 420.264 no não circulante, já líquidas dos títulos cedidos ao FIDC (208.743) e das perdas estimadas (31.971); de entidades esportivas, que a DF liga substancialmente à negociação de atletas, 112.031: 89.460 no circulante e 22.571 no não circulante (nota 6, p.51–53).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2024, em R$ milhões:

  • Salários, encargos, benefícios e prêmios: 265,7 (DRE, p.30)
    Salários204,1
    Encargos trabalhistas25,1
    Benefícios7,7
    Prêmios28,8
  • Direito de imagem: 109,9 (DRE, p.30)
  • Direito de arena: 9,8 (DRE, p.29)

Obs: Fora deste número, o pessoal que a DF separa: administração (28.774), clube social e basquete (33.394) e estádio (4.593) (DRE, p.30–31). A DF não tem linha de luvas; as luvas a pagar estão nos direitos de imagem (nota 13, p.66).

385,4
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2024, em R$ milhões:

Gasto com pessoal385,4DRE, p.29–30
Receita recorrente÷638,5DRE, p.29
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=60,4%
60,4%
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

Parágrafos de ênfase: 1

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Adesão ao PROFUT: R$ 53.589 mil do parcelamento ainda não homologados pela autoridade fiscal em 31/12/2024 (nota 14, p.4).

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://www.saopaulofc.net/institucional/transparencia/.

Documento de 2024

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades sem finalidade de lucros (ITG 2002 (R1)) e às entidades desportivas (ITG 2003 (R2)), com os CPCs, a OTG 2003 e o manual da APFUT. Primeiro exercício da ITG 2003 (R2): o custo de formação de atletas, R$ 16.341 mil, foi baixado contra o patrimônio em 01/01/2024. Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.