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São Paulo

São Paulo Futebol Clube · Associação · DF de 2025 publicada em 30/04/2026 · auditoria: RSM Brasil Auditores Independentes Ltda.

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 714,1 (DRE, p.21; nota 24, p.71)
  • Receita com negociação de atletas: 283,8 (DRE, p.21; nota 22, p.69)

Obs: O relatório da administração publica receita bruta de 1.085.035 (p.10). A diferença, 87.192, são a transação com a PGFN, a compensação de IRRF e a reversão da provisão da TFSD, que a DF chama de não recorrentes e ficam fora (nota 24, p.71).

997,9+36,3%
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Direitos de transmissão de TV e premiações: 245,1 (34,3%)
  • Publicidade, patrocínio e licenciamento da marca: 154,1 (21,6%)

    Passou de R$ 99,1 mi em 2024 para R$ 154,1 mi, mais 55,5%. O relatório da administração atribui a alta aos contratos de patrocínio máster e ao fim do repasse ao clube social de 5% dos patrocínios do futebol, que vigorou até 2024 (p.11).

    Publicidade e patrocínio121,417,0%
    Licenciamento da marca32,74,6%
  • Estádio: 118,9 (16,6%)

    Passou de R$ 73,5 mi em 2024 para R$ 118,9 mi, mais 61,8%. O relatório da administração atribui a alta à publicidade e ao patrocínio do estádio e a shows internacionais concentrados no último trimestre (p.11).

    Publicidade70,19,8%
    Aluguéis17,32,4%
    Camarotes e cadeiras cativas16,82,3%
    Concessões e hospitalidade14,72,1%
  • Sociais e esportes amadores: 74,1 (10,4%)
    Contribuições e taxas53,87,5%
    Departamentos e esportes amadores16,02,3%
    Aluguéis e patrocínios3,50,5%
    Festas e eventos sociais0,80,1%
  • Arrecadação de jogos: 64,2 (9,0%)
  • Sócio torcedor: 56,3 (7,9%)
  • Outras receitas: 1,4 (0,2%)

Fonte: DRE, p.21; DRE, p.21; o nome concessões e hospitalidade é o do quadro de receitas do relatório da administração, p.12, com o mesmo valor; nota 24, p.71 do documento.

Obs: A DF não separa as premiações dos direitos de transmissão.

714,1+11,8%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Vendas de atletas

Passou de R$ 80,3 mi em 2024 para R$ 276,1 mi, mais 243,8%. A nota 22 lista 13 vendas em definitivo em 2025, nove delas para o exterior (p.69–70).

276,1nota 22, p.69
Empréstimos, metas, multa e solidariedade+32,7nota 22, p.69
Participação de terceiros
Nas vendas em definitivo(24,7)
Nas outras negociações(0,3)
−25,0nota 22, p.69
Receita com negociação de atletas=283,8
Atletas negociados (nota 22, p.69)
  • Angelo Henrique Candido Siqueira, ao Racing Club de Strasbourg
  • Wellington Soares da Silva, ao Esporte Clube Vitória
  • Michel Daryl Araújo Villar, ao Esporte Clube Bahia
  • Lucas dos Santos Ferreira, ao FC Shakhtar Donetsk
  • Matheus Alves Nascimento, ao Prof FC CSKA
  • Willian Gomes de Carvalho, ao Futebol Clube do Porto
  • Maria Eduarda Rodrigues Silva, ao NWSL – San Diego Wave FC
  • Lucas Brunoro Motta Retsos Loss, ao FC Midtjylland
  • Kaue Luiz Alves de Souza, ao Clube Desportivo de Mafra
  • Rodrigo Nestor Bertalia, ao Esporte Clube Bahia
  • Erick de Arruda Serafim, ao Esporte Clube Vitória
  • Henrique Fabiano do Carmo, ao Prof FC CSKA
  • Giuliano Galoppo, ao Club Atletico River Plate

Obs: As intermediações sobre as vendas (31.350) estão nos demais custos; a parte dos direitos que pertence a terceiros não é receita do clube (nota 22, p.69).

283,8+203,9%

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 386,2 (DRE, p.21–22)
    Salários, encargos, benefícios e prêmios272,6
    Direito de imagem102,5
    Direito de arena11,1
  • Demais custos e despesas: 347,8 (DRE, p.22–23)
    Pessoal do social, do basquete, do estádio e da administração68,4
    Jogos, arbitragens e federações65,2
    Serviços, materiais e manutenção do futebol59,1
    Clube social e basquete, sem pessoal41,1
    Intermediações sobre vendas de atletas31,4
    Tributos do futebol29,4
    Administração, sem pessoal24,6
    Estádio, sem pessoal19,2
    Gerais do futebol9,4
734,0+5,0%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Resultado antes do resultado financeiro182,2DRE, p.21–23
Amortização dos atletas formados+7,3DRE, p.22; nota 10.3, p.54
Amortização e baixa dos contratos+97,5DRE, p.22; nota 10.1, p.51
Depreciação e amortização
Futebol profissional e de base5,4
Estádio5,4
Sociais e esportes amadores2,8
Administrativas1,1
+14,7DRE, p.22–23
Provisões para contingências
Futebol profissional e de base49,1
Administrativas0,1
+49,2DRE, p.22–23; nota 18, p.65
Receitas fora da operação
Transação com a PGFN e outras(56,1)
Compensação de IRRF(22,2)
Reversão da provisão da TFSD(8,8)
−87,1DRE, p.21; nota 24, p.71
EBITDA=263,8

Obs: O relatório da administração publica um EBITDA próprio de 246.137 (p.17): ele mantém as provisões para contingências nos custos e a compensação de IRRF e a reversão da TFSD dentro, e tira só o ganho com a PGFN. A perda de 23.895 nas cotas do FIDC está no resultado financeiro, fora do EBITDA (DRE, p.23).

263,8+704,3%
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente714,1DRE, p.21; nota 24, p.71
Custos e despesas da operação−734,0DRE, p.21–23
EBITDA recorrente=(20,0)
(20,0)+40,6 em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA263,8
Amortização dos atletas formados−7,3DRE, p.22; nota 10.3, p.54
Amortização e baixa dos contratos−97,6DRE, p.22; nota 10.1, p.51
Depreciação e amortização
Futebol profissional e de base(5,4)
Estádio(5,4)
Sociais e esportes amadores(2,8)
Administrativas(1,1)
−14,7DRE, p.22–23
Provisões para contingências
Futebol profissional e de base(49,1)
Administrativas(0,1)
−49,2DRE, p.22–23; nota 18, p.65
EBIT=95,0
95,0inversão de sinal
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receitas operacionais1.073,9DRE, p.21
Despesas com futebol profissional e de base−729,0DRE, p.22
Despesas sociais e de esportes amadores−77,0DRE, p.22
Despesas do estádio−29,3DRE, p.23
Despesas administrativas−56,4DRE, p.23
Encargos financeiros
Receitas financeiras14,7
Despesas financeiras(116,0)
Resultado líquido em cotas de fundos(23,9)
−125,2DRE, p.23
Resultado do exercício=57,0

O superávit inclui efeitos da transação tributária com a PGFN e créditos compensados que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um déficit de 29,8.

Resultado do exercício57,0
Ganho na transação com a PGFN−55,6notas 24 e 25, p.59 e p.72
Restituição de IRRF compensada−22,3nota 24 (b), p.71–72
Reversão da perda do crédito TFSD−8,9nota 24 (a), p.71–72
Resultado sem os efeitos sem caixa=(29,8)

Obs: A transação com a PGFN foi assinada em 14/01/2026 e reconhecida no resultado de 2025 (nota 25, p.72).

57,0inversão de sinal

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas380,2p.20; notas 7 e 11, p.46 e p.55–56
Dívidas operacionais+463,6p.20; notas 12 a 17, p.57–64
Impostos parcelados e acordos+303,2p.20; notas 14 e 19, p.57–60 e p.66–67
Caixa e aplicações−24,0nota 5, p.45
Dívida líquida=1.123,0

Obs: Entram 102.487 que o clube recebeu de terceiros ao ceder ao FIDC São Paulo recebíveis de patrocínio e de contribuições dos associados; a DF desconta esse valor das contas a receber (notas 1.1 e 7, p.29 e p.46). As cotas subordinadas que o clube mantém no fundo (86.594), que absorvem primeiro as perdas, não são descontadas, e a perda de 23.895 nelas está no resultado financeiro.

1.123,0+3,3%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Caixa: 0,1 (nota 5, p.45)
  • Bancos: 8,6 (nota 5, p.45)
  • Aplicações financeiras: 15,3 (nota 5, p.45)

Obs: A demonstração do fluxo de caixa trabalha com o caixa líquido das contas garantidas (18.963), que subiu 1.357 no ano: a operação gerou 48.329, os investimentos consumiram 69.099, quase tudo na compra de atletas (55.982), e o clube tomou 19.538 a mais em empréstimos do que pagou e recebeu 2.589 de títulos sociais (DFC, p.26).

24,0+1,0%
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Contas a receber de patrocínio, TV, locação, sociais e outros459,0
Venda de atletas a receber, entidades esportivas151,6
Cotas subordinadas do FIDC (títulos e valores mobiliários)86,6
Caixa, bancos e aplicações24,0
Adiantamentos7,9
Despesas antecipadas5,0
Estoques4,6
Títulos cedidos ao FIDC, descontados das contas a receber(133,0)
Perdas estimadas nas contas a receber(0,1)
605,6df p.20
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Receitas a apropriar de contratos já registrados nas contas a receber(401,2)
Empréstimos com bancos, a parcela do ano(195,9)
Intermediações e participação de terceiros em atletas a pagar(89,6)
Direitos de imagem a pagar(69,1)
Adiantamento de contratos de TV, patrocínio e locação(63,7)
Acordos trabalhistas e cíveis, a parcela do ano(58,8)
Parcelas de compras de atletas a pagar a clubes(54,7)
Salários e encargos a pagar(49,2)
Impostos parcelados, a parcela do ano(24,8)
Fornecedores(19,3)
Impostos a pagar(11,9)
−1.038,2df p.20
Capital de giro líquido=(432,6)

Obs: As receitas a apropriar do passivo circulante (401.197) não são contas a pagar: espelham contratos registrados inteiros nas contas a receber e saem quando o serviço é prestado (notas 7 e 7.1, p.46–48).

(432,6)+29,7 em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Patrimônio social41,9p.20; DMPL, p.25
Fundo de reserva+24,4p.20; DMPL, p.25
Reserva de reavaliação+140,5p.20; DMPL, p.25
Déficits acumulados−743,0p.20; DMPL, p.25
Patrimônio líquido=(536,2)

Obs: O patrimônio subiu 59.570 em 2025: o superávit do ano, 56.981, e 2.589 de títulos sociais vendidos, lançados direto no patrimônio (DMPL, p.25).

(536,2)+59,6 em R$ mi
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 1.147,0.

  • Dívidas onerosas: 380,2 (33,2%)
    Empréstimos bancários277,724,2%
    Recebíveis antecipados no fundo de investimento (FIDC)102,59,0%
  • Dívidas operacionais: 463,6 (40,4%)
    Fornecedores19,31,7%
    Salários, prêmios e encargos49,24,3%
    Impostos correntes12,01,0%
    Direitos de imagem a pagar69,16,0%
    Dívidas com clubes por compras de atletas59,65,2%
    Intermediários e participações de terceiros em atletas103,79,1%
    Adiantamentos recebidos150,713,1%
  • Impostos parcelados e acordos: 303,2 (26,4%)
    Parcelamentos de impostos: PGFN, transação municipal, PPI e litígio zero222,919,4%
    Acordos trabalhistas e cíveis80,37,0%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas269,0 até 12 meses · 111,2 depois
  • Dívidas operacionais357,6 até 12 meses · 106,0 depois
  • Impostos parcelados e acordos83,5 até 12 meses · 219,7 depois
  • Dívida bruta710,1 até 12 meses · 436,9 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos bancários

Capital de giro e conta garantida: Banco Daycoval 149.014 em quatro contratos, Banco Bradesco 110.559 em quatro e Banco Rendimento 18.098 em três. 195.932 vencem em até doze meses e 81.739 depois, com vencimentos até agosto de 2029. Taxa média de 1,679% ao mês, com contratos de TV, licenciamento, recebíveis de atletas, cessão de espaços e contribuições sociais em garantia.

277,7df p.20; nota 11, p.55–56
Recebíveis antecipados no fundo de investimento (FIDC)

Dinheiro de terceiros que o fundo pagou por recebíveis de patrocínio e de contribuições dos associados cedidos pelo clube; a DF desconta o valor das contas a receber. O clube mantém as cotas subordinadas do fundo (86.594), que absorvem primeiro as perdas. 73.045 vencem em até doze meses e 29.442 depois.

102,5nota 7, p.46; nota 1.1, p.29
Subtotal380,2
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Fornecedores

Tudo vence em até doze meses. A DF não abre fornecedores.

19,3df p.20
Salários, prêmios e encargos

Encargos trabalhistas a recolher 30.825, salários 7.900, prêmios a pagar pelo desempenho de 2025 6.027 e provisão para férias 4.431. Tudo vence em até doze meses.

49,2df p.20; nota 12, p.57
Impostos correntes

INSS 8.110, PIS 1.754, IRRF 1.300, ISS 769 e COFINS 15. Tudo vence em até doze meses.

12,0df p.20; nota 15, p.60
Direitos de imagem a pagar

Vencimentos mensais 21.090, luvas e metas atingidas 18.447 e dívida de contratos rescindidos ou finalizados 29.575. Tudo classificado em até doze meses.

69,1df p.20; nota 13, p.57
Dívidas com clubes por compras de atletas

Direitos federativos e econômicos a pagar a clubes e terceiros, no Brasil e no exterior. Maiores credores: River Plate 13.288, Montevideo City Torque 7.968, Seth Sports 6.877 e Aldemir dos Santos Ferreira 6.500. 54.676 vencem em até doze meses e 4.954 depois.

59,6df p.20; nota 16, p.61
Intermediários e participações de terceiros em atletas

Participação de terceiros e intermediação em vendas de atletas 52.547 e intermediação em compras 51.185. 89.603 vencem em até doze meses e 14.129 depois.

103,7df p.20; notas 16.1 e 16.2, p.62–64
Adiantamentos recebidos

Não é dinheiro a pagar, é serviço a prestar: valores recebidos antecipadamente por contratos de televisionamento 74.528, locação de camarotes 40.938, publicidade e patrocínio 32.600 e cessão de espaço 2.588, que a DF apropria de 2026 a 2029. 63.736 vencem em até doze meses e 86.918 depois.

150,7df p.20; nota 17, p.64; DFC, p.26
Subtotal463,6
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos: PGFN, transação municipal, PPI e litígio zero

Transações com a PGFN 161.234 em quatro planos (29.298 e 1.958 em 60 parcelas, 106.898 e 23.080 em 145), transação de débitos municipais 43.524 (102 parcelas restantes), litígio zero 14.836, PPI de ISS 1.654 e TUSD/TUST 1.615. 24.778 vencem em até doze meses e 198.085 depois. A transação com a PGFN, pedida em setembro de 2025 e assinada em 14/01/2026, consolidou Timemania, Profut e PERSE com 68,17% de desconto em multa e juros; a DF reconhece o ganho de 55.629 em 2025.

222,9df p.20; nota 14, p.57–60
Acordos trabalhistas e cíveis

Maior credor: Companhia de Engenharia de Tráfego, 25.920; o restante são acordos com ex-atletas, ex-treinadores, agências e escritórios de advocacia. 58.759 vencem em até doze meses e 21.590 depois.

80,3df p.20; nota 19, p.66–67
Subtotal303,2
Dívida bruta1.147,0
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa e equivalentes de caixa (61 + 8.616 + 15.281); os títulos e valores mobiliários de R$ 86,6 mi não são deduzidos.

(24,0)df p.20; nota 5, p.45
Dívida líquida1.123,0

Fora da dívida bruta: Provisão para contingências trabalhistas e cíveis, R$ 23,0 mi (df p.20; nota 18, p.64–65); Receitas a apropriar: contrapartida de contratos registrados inteiros em contas a receber, R$ 1.387,3 mi (df p.20; nota 7.1, p.48); Títulos e valores mobiliários: cotas subordinadas do FIDC, não deduzidas da dívida, R$ 86,6 mi (df p.20; nota 6, p.46).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: contas a receber de 1.431.051, 477.607 no circulante e 953.444 no não circulante, já líquidas dos títulos cedidos ao FIDC (189.081) e das perdas estimadas (32.023); de entidades esportivas, que a DF liga substancialmente à negociação de atletas, 195.336: 151.672 no circulante e 43.664 no não circulante (nota 7, p.46).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Salários, encargos, benefícios e prêmios: 272,6 (DRE, p.22)
    Salários225,7
    Encargos trabalhistas28,9
    Benefícios9,3
    Prêmios8,7
  • Direito de imagem: 102,5 (DRE, p.22)
  • Direito de arena: 11,1 (DRE, p.21)

Obs: Fora deste número, o pessoal que a DF separa: administração (30.554), clube social e basquete (33.123) e estádio (4.720) (DRE, p.22–23). A DF não tem linha de luvas; as luvas a pagar estão nos direitos de imagem (nota 13, p.57).

386,2+0,2%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal386,2DRE, p.21–22
Receita recorrente÷714,1DRE, p.21; nota 24, p.71
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=54,1%
54,1%(6,3 p.p.)
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Com ressalva

O auditor encontrou um ou mais pontos que não pôde confirmar ou com os quais discorda, mas que não invalidam o conjunto das demonstrações.

No parecer de 2025: “Conforme descrito na nota explicativa nº 26, durante o exercício corrente e em exercícios anteriores foram efetuados saques em contas bancárias do São Paulo Futebol Clube cuja natureza, finalidade e documentação de suporte não estavam integralmente disponíveis para exame no curso de nossos trabalhos. Não nos foi possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente que corroborasse parte desses saques, em razão da ausência de documentos comprobatórios que permitissem validar a efetiva destinação dos recursos. Dessa forma, não pudemos determinar, por meio de procedimentos adicionais de auditoria, se seriam necessários ajustes nas demonstrações contábeis relacionados a eventuais registros, baixas ou reclassificações associadas a tais operações.” (p.3).

Parágrafos de ênfase: 3

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Reapresentação dos valores correspondentes: 2024 sem a consolidação do FIDC São Paulo Futebol Clube, por ausência de controle (nota 1.1, p.4).
  • Investigações em andamento sobre movimentações financeiras, exploração de ativos do estádio MorumBIS, negociações de atletas e procedimentos internos (nota 26, p.4).
  • Transação tributária com a PGFN formalizada em 14/01/2026, com ganho de R$ 55.629 mil reconhecido no resultado de 2025 (nota 14, p.5).

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://www.saopaulofc.net/institucional/transparencia/.

Documento de 2025

  • Demonstrações financeiras acompanhadas do Relatório do Auditor Independente, 31/12/2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    São Paulo Futebol Clube. Publicado em 30/04/2026. Relatório do auditor (p.3–8), relatório da administração (p.9–19), quadros do balanço à DVA (p.20–27) e notas explicativas (p.28–74) num arquivo de 74 páginas. O portal rotula o link como Relatório da Administração. Páginas: As evidências citam a página do arquivo. O número impresso na folha é um a menos: o relatório do auditor começa na p.3 e traz impresso 2; o balanço está na p.20 e traz impresso 19.

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades sem finalidade de lucros (ITG 2002 (R1)) e às entidades desportivas (ITG 2003 (R2)), com os CPCs, a OTG 2003 e o Manual de Contabilidade para Entidades Desportivas da APFUT. Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.