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Santos

Santos Futebol Clube · Associação · DF de 2025 publicada em 07/04/2026 · auditoria: Macso Legate Auditores Independentes

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total
Brasileiro 2025Série A

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 425,3 (DRE, p.16; parecer do conselho fiscal, p.9 e p.18)
  • Receita com negociação de atletas: 188,5 (nota 20, p.50)
613,8+34,0%
Receita recorrente
Brasileiro 2025Série A

Quanto o clube arrecada por ano com a operação, sem a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Transmissão: 156,2 (36,7%)

    Passou de R$ 55,5 mi em 2024 para R$ 156,2 mi, mais 181,5%. O clube voltou à Série A em 2025 (relatório da administração, p.7), e o relatório cita o contrato com o Grupo Libra (p.5).

  • Publicidade: 142,4 (33,5%)
  • Manutenção e frequência: 57,2 (13,4%)

    Passou de R$ 28,0 mi em 2024 para R$ 57,2 mi, mais 104,1%. A DF não detalha a variação (DRE, p.16).

  • Receitas diversas, sem as despesas recuperadas e as obras doadas: 35,2 (8,3%)
    Receitas diversas da DRE98,323,1%
    Despesas recuperadas lançadas como receita(45,0)-10,6%
    Obras doadas lançadas como receita(18,1)-4,2%
  • Bilheteria e cotas: 32,3 (7,6%)
  • Aluguéis e Timemania: 2,0 (0,5%)
    Aluguéis1,40,3%
    Timemania0,60,2%

Fonte: DRE, p.16; nota 21, p.52; DRE, p.16; DRE, p.16; parecer do conselho fiscal, p.9 e p.18; DRE, p.16; nota 22 do documento.

Obs: Ficam fora deste número dois valores que o clube lançou como receita em dezembro, dentro das receitas diversas. O primeiro é de R$ 45,0 mi de despesas recuperadas. O segundo, de R$ 18,1 mi, é de reformas no estádio e no centro de treinamento feitas sem custo para o clube. O conselho fiscal as descreve como doação (parecer, p.9 e p.18). Recuperar uma despesa não é arrecadar com a operação, e a obra doada não trouxe dinheiro nem se repete. A DF não detalha as receitas diversas.

425,3+69,8%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro.

2025, em R$ milhões:

Ganhos com repasses de direitos federativos, brutos
Venda de atletas: negociação de direitos econômicos e federativos147,7
Mecanismo de solidariedade16,7
Mais-valia na revenda de atleta14,3
Metas, bônus, taxa de vitrine e empréstimos de atletas9,8
188,5nota 20, p.50
Receita com negociação de atletas=188,5
Atletas negociados (nota 20, p.50)
  • Jair Paula da Cunha Filho, à SAF Botafogo
  • Luca Oliveira Meirelles, ao Football Club Shakhtar
  • Yeferson Julio Soteldo Martinez, ao Fluminense Football Club
  • Lucas Braga Ribeiro, ao Esporte Clube Vitória
  • John Victor Maciel Furtado, à SAF Botafogo
  • João Lucas de Almeida Carvalho, ao Grêmio FB Porto Alegrense
  • Lucas Henrique Barbosa, ao Red Bull Bragantino Futebol Ltda
  • Diego Henrique Borges, ao ZTE Football Club

Obs: A DF não separa a parte de terceiros na venda, o valor repassado a quem tinha parte dos direitos do atleta. As comissões, multas e despesas da venda ficam nos custos (nota 23). Este número também não desconta a baixa contábil dos atletas negociados ou liberados, de R$ 12,0 mi. Baixa é a retirada do valor dos atletas do balanço. A demonstração do resultado desconta as comissões, multas e despesas e a baixa, e apresenta a negociação em R$ 134,9 mi.

188,5(9,2%)

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para o clube funcionar: pessoal, jogos, viagens, administração e área comercial. Não entram juros, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para processos.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 347,0 (DRE, p.16)
    Pessoal e encargos sociais dos custos do futebol246,5
    Direitos de imagem e arena do futebol99,5
    Pessoal e encargos nas despesas operacionais do futebol1,0
  • Demais custos e despesas: 213,0 (DRE, p.16; nota 23, p.52; relatório da administração, p.4)
    Outros custos do departamento de esportes72,5
    Outros custos da negociação de atletas: comissões, despesas com transferência de jogadores, multas e empréstimos41,6
    Pessoal do clube social, do administrativo e dos outros esportes36,2
    Jogos e bonificações31,5
    Serviços profissionais13,1
    Despesas gerais e administrativas11,4
    Outras despesas líquidas, sem a provisão para processos6,7

Obs: Este número inclui as comissões, multas e despesas da venda de atletas. A demonstração do resultado desconta esses valores da receita com negociação de atletas (nota 23).

560,0+63,1%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Resultado antes do resultado financeiro(3,5)DRE, p.16
Amortização dos contratos de atletas+91,3DRE, p.16
Baixa contábil dos atletas negociados ou liberados+12,0nota 23, p.52
Depreciação e amortização de software+2,9DRE, p.16
Provisão para processos+14,2relatório da administração, p.4
Despesas recuperadas lançadas como receita−45,0parecer do conselho fiscal, p.9
Obras doadas lançadas como receita−18,1parecer do conselho fiscal, p.9 e p.18
EBITDA=53,8

* Obs: A demonstração do resultado junta a provisão para processos a outras despesas. Por isso, o valor da provisão vem do relatório da administração (p.4). As despesas recuperadas e as obras doadas ficam fora do EBITDA pelo mesmo motivo que ficam fora da receita recorrente.

53,8*(53,1%)
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente425,3DRE, p.16; parecer do conselho fiscal, p.9 e p.18
Custos e despesas da operação−560,0DRE, p.16; nota 23, p.52; relatório da administração, p.4
EBITDA recorrente=(134,7)
(134,7)(41,9) em R$ mi
EBIT

O EBITDA depois de descontar o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos.

2025, em R$ milhões:

EBITDA53,8
Amortização dos contratos de atletas−91,3DRE, p.16
Baixa contábil dos atletas negociados ou liberados−12,0nota 23, p.52
Depreciação e amortização de software−2,9DRE, p.16
Provisão para processos−14,2relatório da administração, p.4
EBIT=(66,6)
(66,6)(34,3) em R$ mi
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações, superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receitas operacionais624,9DRE, p.16
Custos do departamento de esportes
Pessoal e encargos sociais(261,4)
Jogos e bonificações(31,5)
Direitos de imagem e arena(102,2)
Amortização de gastos com atletas(91,3)
Outros custos(72,5)
−558,9DRE, p.16
Despesas operacionais
Pessoal e encargos sociais(19,5)
Gerais e administrativas(11,4)
Serviços profissionais(13,1)
Depreciações(2,5)
Amortização de software(0,4)
Serviços prestados por voluntariado(1,6)
Outras receitas (despesas) líquidas(21,0)
−69,5DRE, p.16
Resultado financeiro
Atualizações monetárias de tributos(37,9)
Juros sobre empréstimos(28,1)
Outras despesas financeiras(87,0)
Outras receitas financeiras77,1
−75,9DRE, p.16
Resultado do exercício=(79,4)

O déficit inclui efeitos de obras doadas que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um déficit de R$ 97,5 mi.

Resultado do exercício(79,4)
Obras doadas no estádio e no CT−18,1parecer do conselho fiscal, p.9 e p.18
Resultado sem os efeitos sem caixa=(97,5)

Outros R$ 45,0 mi de despesas recuperadas foram lançados como receita em dezembro e ficam fora da conta. Nenhum documento do clube diz se entrou dinheiro.

(79,4)+25,8 em R$ mi

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas106,7df p.15; notas 11 e 14, p.43–45; parecer do conselho fiscal, p.7
Dívidas operacionais+558,5df p.15; notas 12, 14 e 16, p.43–46
Impostos parcelados e acordos+449,7df p.15; notas 17 a 19, p.47–49
Caixa e aplicações−22,1df p.14; notas 5 e 6, p.35
Dívida líquida=1.092,8

Obs: Entram neste número R$ 173,8 mi da receita diferida do Campeonato Brasileiro, como adiantamentos. Receita diferida é a receita que o clube reconhece aos poucos, à medida que entrega o que prometeu. A DF liga esse valor à transmissão e às placas de 2026 a 2029. O clube quita esse valor com jogos e exposição da marca, não em dinheiro (nota 4, p.35; nota 14, p.44). O passivo que vence em até doze meses, ou seja, em 2026, soma R$ 470,7 mi (p.15).

1.092,8+32,1%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Caixa e equivalentes de caixa: 0,3 (nota 5, p.35)
    Caixa tesouraria0,1
    Bancos conta movimento0,2
  • Aplicação financeira: 21,8 (nota 6, p.35)

Obs: No fluxo de caixa, a aplicação financeira é tratada como vinculada e fica fora do caixa, que soma R$ 295 mil. No ano, a operação gerou R$ 345,4 mi, dos quais R$ 144,1 mi vieram do aumento das contas a pagar. Os investimentos, de R$ 281,9 mi, foram para atletas e estrutura (DFC, p.19).

22,1+9,7%
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Venda de atletas a receber129,7
Patrocínios e licenciamentos a receber81,4
Aplicação financeira21,8
Sócio Rei a receber18,5
Despesas antecipadas5,2
Outros ativos0,6
Caixa e bancos0,3
Provisão para perdas nos valores a receber(25,1)
232,4df p.14
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Receita diferida de transmissão e patrocínio, a parcela do ano(108,9)
Contas a pagar a clubes, intermediários e luvas(106,1)
Empréstimos e antecipação de recebíveis, a parcela do ano(83,1)
Salários e encargos a pagar(37,7)
Acordos judiciais, a parcela do ano(37,2)
Impostos parcelados fora do PROFUT, a parcela do ano(31,0)
Direitos de imagem de atletas a pagar(26,0)
Impostos a pagar(15,2)
Débitos com terceiros(10,3)
PROFUT, a parcela do ano(9,5)
Fornecedores(5,7)
−470,7df p.15
Capital de giro líquido=(238,3)

Obs: R$ 108,9 mi do passivo que vence em até doze meses são receita diferida de contratos de transmissão e patrocínio (nota 14, p.44). Receita diferida é a receita que o clube reconhece aos poucos, à medida que entrega o que prometeu. Dos valores a receber pela venda de atletas, R$ 12,7 mi são de um jogo amistoso com a KDA1924 Capital (nota 7.4, p.37).

(238,3)(17,3) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Negativo, o clube deve mais do que tem. Pode variar por ajustes fora do resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Patrimônio social(557,5)p.15; DMPL, p.18
Reserva de reavaliação+27,5p.15; DMPL, p.18
Déficit do exercício−79,4p.15; DMPL, p.18
Patrimônio líquido=(609,4)

Obs: O patrimônio líquido caiu R$ 79,4 mi em 2025, o valor do déficit do exercício. A realização da reserva de reavaliação, de R$ 513 mil, passa de uma conta para outra e não muda o total (DMPL, p.18).

(609,4)(79,4) em R$ mi
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 1.114,9 mi.

  • Dívidas onerosas: 106,7 (9,6%)
    Empréstimos bancários e antecipação de recebíveis94,38,5%
    Antecipação do mecanismo de solidariedade (Mercado Bitcoin)2,00,2%
    Empréstimos de empresas ligadas ao clube10,40,9%
  • Dívidas operacionais: 558,5 (50,1%)
    Fornecedores5,70,5%
    Contas a pagar por compras de atletas, intermediação e luvas300,126,9%
    Direitos de imagem a pagar26,02,3%
    Salários e encargos37,73,4%
    Impostos correntes15,21,4%
    Adiantamentos recebidos173,815,6%
  • Impostos parcelados e acordos: 449,7 (40,3%)
    Parcelamentos de impostos no Profut92,98,3%
    Parcelamentos de impostos fora do Profut: PGFN, Receita Federal e FGTS155,513,9%
    Acordos judiciais e planos de pagamento201,318,1%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas93,4 até 12 meses · 11,3 depois · 2,0 sem prazo
  • Dívidas operacionais190,7 até 12 meses · 194,0 depois · 173,8 sem prazo
  • Impostos parcelados e acordos77,7 até 12 meses · 372,0 depois
  • Dívida bruta361,8 até 12 meses · 577,3 depois · 175,8 sem prazo

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses Prazo não informado pela DF

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos bancários e antecipação de recebíveis

A linha reúne um mútuo, que é um empréstimo, com o Banco Safra. O mútuo é prefixado, com juros definidos no início, e tem cessão fiduciária como garantia. O quadro abaixo traz o valor devido a cada credor. A taxa da antecipação de recebíveis do Campeonato Paulista de 2026 com a Federação Paulista é de 2,82% ao mês. A taxa do empréstimo no Banco XP é de 0,17% ao mês. A taxa da cessão ao FIDC do Banco Daycoval é de 2,35% ao mês. FIDC é o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios. R$ 83,1 mi vencem em até doze meses e R$ 11,2 mi depois.

Empréstimos e antecipações por credor

CredorR$ mi
Banco Safra (mútuo)46,0
Federação Paulista (antecipação de recebíveis)29,6
Banco Daycoval (cessão ao FIDC)2,8
Banco XP (empréstimo)15,5
Contas bancárias com saldo credor0,4
94,3df p.15; nota 11, p.43
Antecipação do mecanismo de solidariedade (Mercado Bitcoin)

Esta linha é o saldo dos R$ 12,0 mi que o Mercado Bitcoin antecipou em 2021. A antecipação foi feita sobre o mecanismo de solidariedade de atletas formados no clube. Esse mecanismo é a parte que o clube formador recebe quando um atleta é negociado. A operação é lastreada em tokens vendidos ao público. A DF registra a operação como receita diferida e a baixa como receita de mecanismo de solidariedade, não como pagamento de dívida. A DF dá o prazo do total da receita diferida, e não de cada item: R$ 108,9 mi vencem em até doze meses e R$ 124,6 mi depois.

2,0df p.15; nota 14 (c), p.44–45
Empréstimos de empresas ligadas ao clube

A DF de 2025 chama a linha de débitos com terceiros e não a explica. O conselho fiscal do clube diz que são empréstimos tomados de empresas vinculadas ao Santos (parecer do conselho fiscal, p.7). Tudo vence em até doze meses. Em 2024, a linha era de R$ 353 mil.

10,4df p.15; parecer do conselho fiscal, p.7
Subtotal106,7
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por algo que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos.

Fornecedores

Tudo vence em até doze meses. A DF não detalha os fornecedores.

5,7df p.15
Contas a pagar por compras de atletas, intermediação e luvas

A linha reúne intermediação a pagar e luvas a pagar. Também reúne dívidas com clubes e terceiros por transferências de atletas. Os valores de cada credor, da intermediação e das luvas estão no quadro abaixo. R$ 106,1 mi vencem em até doze meses e R$ 194,0 mi depois. Parte dos valores está em negociação de alongamento na Câmara Nacional de Resolução de Disputas, a CNRD. A CNRD é um órgão independente criado pela Confederação Brasileira de Futebol, a CBF.

Saldos a pagar

CredorR$ mi
Cuiabá2,3
Roc Nation4,3
Defensa y Justicia5,5
Club León5,5
Palmeiras11,5
Jair Paula da Cunha Filho12,9
Grêmio Novorizontino13,4
Spartak Moscou20,9
Luvas a pagar33,8
Benfica63,0
Intermediação a pagar73,0
Outros valores54,0
300,1df p.15; nota 12, p.43
Direitos de imagem a pagar

São contratos de imagem dos atletas, a pagar pelo cronograma acertado com cada um. A DF classifica tudo como vencendo em até doze meses. A nota 13 não detalha o saldo.

26,0df p.15; nota 13
Salários e encargos

O quadro abaixo traz o valor de cada item da linha. O 13º salário refere-se a acordos e pagamentos feitos em 2026. As rescisões a pagar são de 2020 a 2025. INSS é o Instituto Nacional do Seguro Social. FGTS é o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. PIS é o Programa de Integração Social. Tudo vence em até doze meses.

Obrigações trabalhistas por item

ItemR$ mil
Férias e encargos3.496
Rescisões3.261
Salários14.593
INSS3.357
FGTS3.334
Férias a pagar3.312
PIS513
INSS de terceiros397
13º salário5.356
Outras contas87
37,7df p.15; nota 16, p.46
Impostos correntes

A linha reúne R$ 14,7 mi de IRRF, o Imposto de Renda Retido na Fonte. Também entram R$ 278 mil de ISS retido, o Imposto sobre Serviços, e R$ 257 mil de outros valores. Tudo vence em até doze meses.

15,2df p.15; nota 17.1, p.47
Adiantamentos recebidos

Esta linha é receita diferida do Campeonato Brasileiro. Receita diferida é a receita que o clube reconhece aos poucos, à medida que entrega o que prometeu. Ela reúne as placas da Brax Produção e Publicidade e a transmissão da Globo/Libra, nas temporadas de 2026 a 2029. A DF não separa quanto é de cada uma. O portal presume que o dinheiro foi recebido, porque a nota 7 não registra direitos de transmissão a receber e o fluxo de caixa conta a receita diferida no caixa da operação. A DF dá o prazo do total da receita diferida, e não de cada item: R$ 108,9 mi vencem em até doze meses e R$ 124,6 mi depois.

173,8df p.15; nota 14 (b), p.44; notas 7 e 8, p.36–39; DFC, p.19
Subtotal558,5
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos no Profut

A linha reúne os parcelamentos do Profut, o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro. São R$ 16,8 mi do Profut-INSS, R$ 48,8 mi do Profut-Receita Federal e R$ 27,3 mi do Profut-PGFN. INSS é o Instituto Nacional do Seguro Social, e PGFN, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Os três parcelamentos estão consolidados e homologados. R$ 9,5 mi vencem em até doze meses e R$ 83,4 mi depois. A linha do Profut-FGTS foi baixada em 2025, ou seja, retirada do balanço. Em 2024, ela era de R$ 22,8 mi. FGTS é o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

92,9df p.15; nota 18, p.47–48
Parcelamentos de impostos fora do Profut: PGFN, Receita Federal e FGTS

A linha reúne R$ 67,6 mi em transações do PERSE com a PGFN, R$ 86,9 mi em parcelamento simplificado na Receita Federal e R$ 1,0 mi de FGTS. PERSE é o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos. PGFN é a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. FGTS é o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Todos são atualizados pela Selic, a taxa básica de juros. R$ 31,0 mi vencem em até doze meses e R$ 124,5 mi depois. Em 2024, a linha somava R$ 91,5 mi.

155,5df p.15; nota 17.2, p.47
Acordos judiciais e planos de pagamento

A linha reúne quatro acordos. O quadro abaixo traz o valor de cada um. O Regime Centralizado de Execuções é atualizado pela Selic, a taxa básica de juros. O clube aderiu ao plano coletivo de execuções da Câmara Nacional de Resolução de Disputas, a CNRD. R$ 37,2 mi vencem em até doze meses e R$ 164,1 mi depois. Em 2024, a linha somava R$ 130,2 mi.

Acordos por tipo

AcordoR$ mi
Acordos trabalhistas33,8
Acordos judiciais e extrajudiciais52,3
Regime Centralizado de Execuções74,2
Plano coletivo de execuções da CNRD40,9
201,3df p.15; nota 19, p.49
Subtotal449,7
Dívida bruta1.114,9
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações de resgate rápido, descontados da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Esse valor reúne R$ 295 mil de caixa e equivalentes e R$ 21,8 mi de aplicação financeira.

(22,1)df p.14; nota 5, p.35
Dívida líquida1.092,8

Fora da dívida bruta: Receita diferida de patrocínio a apropriar: há patrocínios a receber depois de doze meses, o que indica contrato registrado na assinatura sem dinheiro recebido, R$ 39,2 mi (nota 14 (a), p.44; nota 7, p.36); Demais receitas diferidas, sem sinal de que o dinheiro entrou: receitas a apropriar, licenciamentos, franquias, empréstimos e direitos econômicos, publicidade e outros, R$ 18,4 mi (nota 14, p.44); Provisão para demandas judiciais cíveis, trabalhistas, fiscais e arbitrais, R$ 59,4 mi (df p.15; nota 15.2, p.45–46).

A dívida não desconta R$ 296,0 mi a receber. Desse valor, R$ 204,6 mi vencem em até doze meses. A venda de atletas responde por R$ 175,4 mi, antes da provisão para perdas, que é o valor reservado para o que pode não ser recebido (nota 7, p.36–37).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora; quando a demonstração não os separa, o número é do clube inteiro e leva asterisco.

2025, em R$ milhões:

  • Pessoal e encargos sociais dos custos do futebol: 246,5 (DRE, p.16)

    Passou de R$ 142,9 mi em 2024 para R$ 246,5 mi, mais 72,5%. A DF não detalha a variação (DRE, p.16).

    Futebol profissional217,6
    Futebol amador28,9
  • Direitos de imagem e arena: 99,5 (DRE, p.16)

    Passou de R$ 28,0 mi em 2024 para R$ 99,5 mi, mais 255,7%. A DF não detalha a variação (DRE, p.16).

    Futebol profissional95,1
    Futebol amador4,4
  • Pessoal e encargos nas despesas operacionais do futebol: 1,0 (DRE, p.16)
    Futebol profissional0,3
    Futebol amador0,7

* Obs: Não entra neste número a linha de jogos e bonificações, de R$ 31,5 mi. Ela traz os prêmios aos atletas, e a DF a lança junto com as despesas de jogo, sem dizer quanto é cada parte (DRE, p.16). Também ficam fora o clube social, o administrativo e os outros esportes. A DF os separa num segmento próprio, de R$ 36,2 mi. O futebol amador também é separado na demonstração do resultado, mas está dentro, com R$ 34,0 mi.

347,0*+102,0%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal347,0DRE, p.16
Receita recorrente÷425,3DRE, p.16; parecer do conselho fiscal, p.9 e p.18
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=81,6%

* Obs: O gasto com pessoal não inclui os prêmios aos atletas, que a DF lança junto com as despesas de jogo.

81,6%*+13,0 p.p.
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação à receita do clube, calculada pelas regras do SSF. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

No parecer de 2025: Sem ressalva e sem ênfase. Parágrafo de outras informações sobre o relatório da administração, sem nada a relatar, e de outros assuntos sobre a DVA. Relatório datado de São Paulo, 31/01/2026; a carta de encaminhamento é de 20/03/2026 e a assinatura digital, de 24/03/2026.

Parágrafos de ênfase: nenhum

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

Conselho fiscal: parecer de 02/04/2026

Recomenda por unanimidade a aprovação das contas de 2025 ao Conselho Deliberativo.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://transparencia.santosfc.com.br/documentos/?path=documentos%2FPresta%C3%A7%C3%A3o+de+Contas%2FBalan%C3%A7os.

Documentos de 2025

  • Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2025 acompanhadas do relatório do auditor independente · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Santos Futebol Clube. Publicado em 07/04/2026. Carta de encaminhamento e sumário (p.2–3), relatório da administração (p.4–10), relatório do auditor (p.11–13), balanço, DRE, DRA, DMPL, DFC e DVA (p.14–20), notas explicativas (p.21 em diante) e o certificado de assinatura eletrônica ao fim, num arquivo de 60 páginas. Páginas: As evidências citam a página do arquivo. O número impresso na folha é dois a menos: o balanço está na p.14 e traz impresso 12.

  • Parecer do Conselho Fiscal sobre o exercício de 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Conselho Fiscal do Santos Futebol Clube. Publicado em 07/04/2026. Parecer de 21 páginas do Conselho Fiscal, de 02/04/2026, assinado eletronicamente pelos cinco membros, com o certificado de assinatura ao fim, num arquivo de 28 páginas: balanço, receitas e custos mês a mês com notas (a nota 08, p.9, abre as entradas de dezembro: cotas de televisão, obras no estádio e no CT, despesas recuperadas e tokens), endividamento (p.5–8), pessoal, imobilizado (p.18) e a recomendação de aprovação (p.20–21). Lido para as receitas diversas, que a DF não abre, e para os débitos com terceiros. Páginas: A folha imprime o mesmo número da página do arquivo.

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil, com os CPCs, a NBC ITG 2002 (R2) e a ITG 2003 (R2) da Resolução CFC 1.429/13; o relatório do auditor cita a ITG 2002 (R1). Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.