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Santos

Santos Futebol Clube · Associação · DF de 2024 publicada em 08/04/2025 · auditoria: Macso Legate Auditores Independentes

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2024, em R$ milhões:

  • Receita recorrente, o total das receitas da DRE sem a negociação de atletas: 250,4 (DRE, p.16)
  • Receita com negociação de atletas, bruta: 207,7 (nota 20, p.52)

Obs: O clube disputou a Série B em 2024. A DRE apresenta a negociação de atletas líquida dos custos (127.028); aqui ela entra bruta, com as comissões, multas e despesas da venda nos custos, e antes do custo dos atestados liberatórios dos atletas negociados ou liberados (56.523).

458,1
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2024, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Publicidade: 89,1 (35,6%)
  • Transmissão: 55,5 (22,1%)
  • Receitas diversas: 42,0 (16,8%)
  • Bilheteria e cotas: 34,4 (13,7%)
  • Manutenção e frequência: 28,0 (11,2%)
  • Aluguéis e Timemania: 1,4 (0,6%)
    Aluguéis0,80,3%
    Timemania0,60,3%

Fonte: DRE, p.16; DRE, p.16; nota 21, p.53 do documento.

Obs: O trabalho voluntário de dirigentes e conselheiros (1.620), que a DF registra pelo mesmo valor em receita e em despesa, sem entrada de dinheiro, fica fora dos dois lados: o EBITDA não muda (nota 22).

250,4
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2024, em R$ milhões:

Ganhos com repasses de direitos federativos, brutos
Venda de atletas: negociação de direitos econômicos e federativos182,3
Mais-valia e sell-on fee de vendas anteriores13,2
Metas e bônus6,6
Empréstimos de atletas e indenização de empréstimo3,9
Mecanismo de solidariedade0,9
Outros0,8
207,7nota 20, p.52
Receita com negociação de atletas=207,7
Atletas negociados (nota 20, p.52)
  • Marcos Leonardo dos Santos Almeida, ao Sport Lisboa e Benfica
  • Joaquim Henrique Pereira Silva, à Sinergia Deportiva SA
  • Jean Lucas de Souza, ao Esporte Clube Bahia S.A.F.
  • Lucas Henrique Barbosa, ao Red Bull Bragantino Futebol Ltda
  • Lucas Pires Silva, ao Burley Football & Athletic Company Ld
  • Weslley Pinto Batista, ao Maccabi Tel Aviv
  • John Victor Maciel Furtado, à S.A.F. Botafogo
  • Gabriel Cordeiro Pirani, à Major League Soccer
  • Douglas Moreira Fagundes, ao Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense
  • Maria Aparecida Souza Alves, ao Ankarabuyuksehir Belediyesi Fomget Spor Kulubu

Obs: A DF não separa parte de terceiros na venda; as comissões, multas e despesas da venda ficam nos custos (nota 23). A baixa contábil dos atletas negociados ou liberados (56.523) também não é descontada aqui; a DRE apresenta a negociação líquida dos dois, 127.028. O quadro da nota 20 imprime 207.447 como total, mas as linhas somam 207.719, número que fecha com o ganho líquido e que a DF de 2025 reproduz.

207,7

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2024, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 171,8 (DRE, p.16)
    Pessoal e encargos sociais dos custos do futebol142,8
    Direitos de imagem e arena do futebol28,0
    Pessoal e encargos nas despesas operacionais do futebol1,0
  • Demais custos e despesas: 171,5 (DRE, p.16; nota 23, p.54; relatório da administração, p.4)
    Outros custos do departamento de esportes34,9
    Pessoal do clube social, do administrativo e dos outros esportes32,7
    Jogos e bonificações31,6
    Despesas gerais e administrativas28,3
    Outros custos da negociação de atletas: comissões, despesas com transferência de jogadores, multas e empréstimos24,2
    Outras despesas líquidas, sem a provisão para processos11,2
    Serviços profissionais8,6

Obs: Inclui as comissões, multas e despesas da venda de atletas, que a DRE desconta da negociação (nota 23).

343,3
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2024, em R$ milhões:

Resultado antes do resultado financeiro(32,2)DRE, p.16
Amortização dos contratos de atletas+43,9DRE, p.16
Baixa contábil dos atletas negociados ou liberados+56,5nota 23, p.54
Depreciação e amortização de software+3,0DRE, p.16
Provisão para processos+43,7relatório da administração, p.4
EBITDA=114,9

* Obs: A provisão para processos vem do relatório da administração (p.4), porque a DRE a junta a outras despesas; a movimentação da provisão e o fluxo de caixa trazem outros números (39.165 e 31.668). A DRE lança 43.944 de amortização de atletas e a nota do intangível, 35.681: parte da baixa dos atletas que saíram está na linha de amortização (nota 10, p.40).

114,9*
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2024, em R$ milhões:

Receita recorrente250,4DRE, p.16
Custos e despesas da operação−343,3DRE, p.16; nota 23, p.54; relatório da administração, p.4
EBITDA recorrente=(92,8)
(92,8)
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2024, em R$ milhões:

EBITDA114,9
Amortização dos contratos de atletas−43,9DRE, p.16
Baixa contábil dos atletas negociados ou liberados−56,5nota 23, p.54
Depreciação e amortização de software−3,0DRE, p.16
Provisão para processos−43,7relatório da administração, p.4
EBIT=(32,2)
(32,2)
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2024, em R$ milhões:

Receitas operacionais379,1DRE, p.16
Custos do departamento de esportes
Pessoal e encargos sociais(157,9)
Jogos e bonificações(31,6)
Direitos de imagem e arena(29,4)
Amortização de gastos com atletas(43,9)
Outros custos(34,9)
−297,7DRE, p.16
Despesas operacionais
Pessoal e encargos sociais(17,3)
Gerais e administrativas(28,3)
Serviços profissionais(8,6)
Depreciações(2,5)
Amortização de software(0,4)
Serviços prestados por voluntariado(1,6)
Outras receitas (despesas) líquidas(54,9)
−113,6DRE, p.16
Resultado financeiro
Atualizações monetárias de tributos(21,8)
Juros sobre empréstimos(13,9)
Outras despesas financeiras(66,8)
Outras receitas financeiras29,5
−73,0DRE, p.16
Resultado do exercício=(105,2)

Obs: O clube disputou a Série B em 2024. A provisão para processos está dentro das outras despesas líquidas (54.881); o relatório da administração a separa em 43.675 (p.4).

(105,2)

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2024, em R$ milhões:

Dívidas onerosas135,5p.15; notas 11 e 14 (c), p.43–46
Dívidas operacionais+379,4p.15; notas 12, 14 (b), 16 e 17, p.44–48
Impostos parcelados e acordos+332,6p.15; notas 17, 18 e 19, p.48–51
Caixa e aplicações−20,2notas 5 e 6, p.36
Dívida líquida=827,3

Obs: Entram, como adiantamentos, 169.656 da receita diferida do Campeonato Brasileiro, que a DF liga à transmissão e às placas de 2025 a 2029: o clube os quita com jogos e exposição da marca, não em dinheiro (nota 14, p.45). O passivo circulante, que vence em 2025, é de 437.055 (p.15).

827,3
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2024, em R$ milhões:

  • Caixa e equivalentes de caixa: 0,2 (nota 5, p.36)
    Caixa tesouraria0,2
    Bancos conta movimento0,0
  • Aplicação financeira: 20,0 (nota 6, p.36)

Obs: A DFC trata a aplicação financeira como vinculada e só conta como caixa os 170. No ano, a operação gerou 5.886, 36.818 foram para atletas e estrutura e 30.520 entraram de empréstimos, descontadas as quitações (DFC, p.19).

20,2
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2024, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Venda de atletas a receber114,6
Patrocínios e licenciamentos a receber73,4
Sócio Rei a receber20,9
Aplicação financeira20,0
Despesas antecipadas6,5
Caixa e bancos0,2
Outros ativos0,1
Provisão para perdas nos valores a receber(19,6)
216,1df p.14
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Contas a pagar a clubes, intermediários e luvas(133,6)
Empréstimos e antecipação de recebíveis, a parcela do ano(125,2)
Receita diferida de transmissão e patrocínio, a parcela do ano(59,8)
Acordos judiciais, a parcela do ano(38,3)
Salários e encargos a pagar(22,4)
Impostos a pagar, correntes e parcelados fora do PROFUT(21,5)
Direitos de imagem de atletas a pagar(16,9)
Parcelamentos de tributos (PROFUT), a parcela do ano(14,4)
Fornecedores(4,6)
Débitos com terceiros(0,4)
−437,1df p.15
Capital de giro líquido=(221,0)

Obs: No passivo circulante, 59.810 são receita diferida de contratos de transmissão e patrocínio (nota 14, p.45). Dos valores a receber por venda de atletas, 14.242 são de um jogo amistoso com a KDA1924 Capital (nota 7.4, p.37).

(221,0)
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2024, em R$ milhões:

Patrimônio social(452,8)p.15; DMPL, p.18
Reserva de reavaliação+28,0p.15; DMPL, p.18
Déficit do exercício−105,2p.15; DMPL, p.18
Patrimônio líquido=(530,0)

Obs: O patrimônio caiu 105.206 em 2024 porque o déficit do ano é descontado dele. A realização da reserva de reavaliação (512) só muda de conta, sem mudar o total (DMPL, p.18).

(530,0)
Perfil da dívida em 2024

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 847,5.

  • Dívidas onerosas: 135,5 (16,0%)
    Empréstimos bancários e antecipação de recebíveis129,615,3%
    Antecipação do mecanismo de solidariedade (Mercado Bitcoin)5,60,7%
    Empréstimos de empresas ligadas ao clube0,30,0%
  • Dívidas operacionais: 379,4 (44,8%)
    Fornecedores4,60,5%
    Contas a pagar por compras de atletas, intermediação e luvas156,018,4%
    Direitos de imagem a pagar16,92,0%
    Salários e encargos22,42,7%
    Impostos correntes9,81,2%
    Adiantamentos recebidos169,720,0%
  • Impostos parcelados e acordos: 332,6 (39,2%)
    Parcelamentos de impostos no Profut110,913,1%
    Parcelamentos de impostos fora do Profut: PGFN e Receita Federal91,510,8%
    Acordos judiciais e planos de pagamento130,215,3%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas125,5 até 12 meses · 4,4 depois · 5,6 sem prazo
  • Dívidas operacionais187,2 até 12 meses · 22,5 depois · 169,7 sem prazo
  • Impostos parcelados e acordos64,4 até 12 meses · 268,2 depois
  • Dívida bruta377,1 até 12 meses · 295,1 depois · 175,3 sem prazo

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses Prazo não informado pela DF

ComposiçãoSaldo em 31/12/2024, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos bancários e antecipação de recebíveis

Mútuo com o Banco Safra 48.165 (prefixado, com cessão fiduciária), cessões de crédito ao Banco Daycoval 38.545 (transmissão do Paulista e outros) e ao Banco BMG 32.459 (1,45% ao mês, direitos da Libra), antecipação de recebíveis do Campeonato Paulista de 2025 com a Federação Paulista 10.000 (2,82% ao mês), leasing de refletores 22 e contas bancárias com saldo credor 400. 125.212 vencem em até doze meses e 4.379 depois.

129,6df p.15; nota 11, p.43
Antecipação do mecanismo de solidariedade (Mercado Bitcoin)

Saldo dos R$ 12 milhões que o Mercado Bitcoin antecipou em 2021 sobre o mecanismo de solidariedade de atletas formados no clube, lastreado em tokens vendidos ao público. A DF registra a operação como receita diferida e a baixa como receita de mecanismo de solidariedade, não como pagamento de dívida. A DF separa o prazo só do total da receita diferida: 59.810 em até doze meses e 158.767 depois.

5,6df p.15; nota 14 (c), p.46
Empréstimos de empresas ligadas ao clube

A DF chama a linha de débitos com terceiros e não a explica; em 2025 o conselho fiscal do clube diz que são empréstimos tomados de empresas vinculadas ao Santos, e a linha fica no mesmo grupo nos dois anos. Tudo vence em até doze meses.

0,3df p.15
Subtotal135,5
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Fornecedores

Tudo vence em até doze meses. A DF não abre fornecedores.

4,6df p.15
Contas a pagar por compras de atletas, intermediação e luvas

Dívidas com clubes e terceiros por transferências de atletas, intermediação e luvas. Maiores saldos: Bertolucci Assessoria (intermediação) 17.218, Cuiabá 15.336, Monaco 12.873, Arouca 12.873, intermediações a pagar 11.282, luvas a pagar 8.413, Vasco 6.855 e Atlético-MG 6.192; outros valores 13.635. 133.554 vencem em até doze meses e 22.444 depois. A DF de 2025 reapresenta a coluna de 2024 com intermediação de 33.744 e luvas de 8.413 (p.43).

156,0df p.15; nota 12, p.44
Direitos de imagem a pagar

Contratos de imagem dos atletas, pelo cronograma acertado com cada um. Tudo classificado em até doze meses; a nota não abre o saldo.

16,9df p.15
Salários e encargos

Férias a pagar 8.082, férias e encargos 3.302, salários 3.091, INSS 2.288, 13º salário 2.125 (acordos e pagamentos de janeiro de 2025), rescisões de 2020 a 2024 1.757, FGTS 1.199, PIS 316, INSS de terceiros 73 e outras 193. Tudo vence em até doze meses.

22,4df p.15; nota 16, p.48
Impostos correntes

IRRF 9.431, ISS retido 115, parcelamento de IPTU 43 e outros 175. A DF de 2024 mostra as obrigações tributárias numa linha só, com as parceladas (21.511 em até doze meses e 79.737 depois); a coluna de 2024 da DF de 2025 (p.15 e p.47) separa as correntes, 9.764, todas em até doze meses.

9,8df p.15; nota 17, p.48
Adiantamentos recebidos

Receita diferida do Campeonato Brasileiro: placas da Brax Produção e Publicidade e transmissão da Globo/Libra, temporadas de 2025 a 2029, sem separar quanto é de cada um. Presume-se dinheiro recebido: não há direitos de transmissão a receber, a DFC conta a receita diferida no caixa da operação e a DF registra INSS sobre o recebimento das luvas da Brax. A DF separa o prazo só do total da receita diferida: 59.810 em até doze meses e 158.767 depois.

169,7df p.15; nota 14 (b), p.45; notas 7 e 8, p.36–38; DFC, p.19
Subtotal379,4
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos no Profut

Profut-INSS 15.843, Profut-Receita Federal 46.178, Profut-PGFN 26.165 e Profut-FGTS 22.782, adesão em novembro de 2015, com parcelas pela Selic mais 1% no mês do pagamento. 14.413 vencem em até doze meses e 96.555 depois. O Profut-FGTS não estava homologado pela Caixa, na ênfase do auditor; a DF de 2025 baixou a linha, por a chance de perda na ação judicial ter sido considerada remota.

110,9df p.15; nota 18; DF de 2025 p.47–48
Parcelamentos de impostos fora do Profut: PGFN e Receita Federal

Transações PERSE com a PGFN 65.732 (previdenciário em 60 parcelas e demais débitos em 145) e parcelamento simplificado na Receita Federal 25.752 (IRRF e INSS de novembro e dezembro de 2023, 60 parcelas), pela Selic. A DF de 2024 separa o prazo só do conjunto das obrigações tributárias; pela coluna de 2024 da DF de 2025 (p.15 e p.47), 11.747 vencem em até doze meses e 79.737 depois.

91,5df p.15; nota 17, p.48
Acordos judiciais e planos de pagamento

Regime Centralizado de Execuções 98.708 (débitos cíveis executados, pela Selic, a pagar em seis anos mais quatro se 60% do passivo original estiver pago), acordos judiciais e extrajudiciais 26.502 (atletas, rescisões e intermediações) e acordos trabalhistas 4.962. 38.279 vencem em até doze meses e 91.893 depois.

130,2df p.15; nota 19; DF de 2025 p.49
Subtotal332,6
Dívida bruta847,5
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa e equivalentes (170) + aplicação financeira (20.018).

(20,2)df p.14; nota 5, p.35
Dívida líquida827,3

Fora da dívida bruta: Receita diferida de patrocínio a apropriar, com parte da Lei de Incentivo ao Esporte: há patrocínios a receber no longo prazo, sinal de contrato registrado na assinatura, sem dinheiro recebido, R$ 40,0 mi (nota 14 (a), p.45; nota 7, p.36); Demais receitas diferidas, sem sinal de que o dinheiro entrou: licenciamentos 2.242 e franquias 1.132, R$ 3,4 mi (nota 14, p.45); Provisão para demandas judiciais, R$ 86,2 mi (df p.15; nota 15.2, p.47).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: valores a receber de 289.726, 189.264 no circulante e 100.462 no não circulante; a negociação de atletas responde por 141.471, 114.628 no circulante e 26.843 no não circulante, antes da provisão para perdas (19.633), que a DF não separa por origem (nota 7, p.36–37).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2024, em R$ milhões:

  • Pessoal e encargos sociais dos custos do futebol: 142,8 (DRE, p.16)
    Futebol profissional121,8
    Futebol amador21,0
  • Direitos de imagem e arena: 28,0 (DRE, p.16)
    Futebol profissional27,5
    Futebol amador0,5
  • Pessoal e encargos nas despesas operacionais do futebol: 1,0 (DRE, p.16)
    Futebol profissional0,3
    Futebol amador0,7

* Obs: Os prêmios aos atletas estão na linha de jogos e bonificações (31.550), que a DF lança junto com as despesas de jogo, sem dizer quanto é cada parte, e ficam fora (DRE, p.16). O clube social, o administrativo e os outros esportes, que a DF separa num segmento próprio (32.682), também ficam fora; o futebol amador, que a DRE também separa, está dentro (22.252).

171,8*
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2024, em R$ milhões:

Gasto com pessoal171,8DRE, p.16
Receita recorrente÷250,4DRE, p.16
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=68,6%

* Obs: O gasto com pessoal não inclui os prêmios aos atletas, que a DF lança junto com as despesas de jogo.

68,6%*
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

No parecer de 2024: Opinião — “Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do SANTOS FUTEBOL CLUBE em 31 de dezembro de 2024, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo a NBC ITG 2002 (R1) – aplicável a Entidades Sem Fins Lucrativos e ITG 2003 (R2) aplicável a Entidades Desportivas Profissionais”. Base para opinião — “[...] Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalvas” (p.10).

Parágrafos de ênfase: 1

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • PROFUT-FGTS: os órgãos competentes ainda não homologaram a consolidação dos débitos do parcelamento administrado pela Caixa Econômica Federal, protocolado em novembro de 2015 (nota 18).
Conselho fiscal: parecer de 31/03/2025

Recomenda por unanimidade a aprovação das contas de 2024 ao Conselho Deliberativo.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://transparencia.santosfc.com.br/documentos/?path=documentos%2FPresta%C3%A7%C3%A3o+de+Contas%2FBalan%C3%A7os.

Documentos de 2024

  • Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2024 acompanhadas do relatório do auditor independente · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Santos Futebol Clube. Publicado em 08/04/2025. Carta de encaminhamento e sumário (p.2–3), relatório da administração (p.4–9), relatório do auditor (p.10–13), balanço, DRE, DRA, DMPL, DFC e DVA (p.14–20), notas explicativas (p.21 em diante) e o certificado de assinatura eletrônica ao fim, num arquivo de 61 páginas. Páginas: As evidências citam a página do arquivo. O número impresso na folha é dois a menos: o balanço está na p.14 e traz impresso 12.

  • Parecer do Conselho Fiscal sobre o exercício de 2024 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Conselho Fiscal do Santos Futebol Clube. Publicado em 08/04/2025. Parecer de 20 páginas do Conselho Fiscal, de 31/03/2025, assinado eletronicamente pelos cinco membros, com o certificado de assinatura ao fim, num arquivo de 22 páginas: balanço, receitas e custos mês a mês com notas, endividamento, pessoal e a recomendação de aprovação (p.19–20). Páginas: A folha imprime o mesmo número da página do arquivo.

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil, com os CPCs, a NBC ITG 2002 (R2) e a ITG 2003 (R2), adotada em 2024 com ajustes em 2023 (nota 4); o relatório do auditor cita a ITG 2002 (R1) e a ITG 2003 (R2). Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.