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Santos

Santos Futebol Clube · Associação · DF de 2025 publicada em 07/04/2026 · auditoria: Macso Legate Auditores Independentes

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 425,3 (DRE, p.16; parecer do conselho fiscal, p.9 e p.18)
  • Receita com negociação de atletas: 188,5 (nota 20, p.50)
613,8+34,0%
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Transmissão: 156,2 (36,7%)

    Passou de R$ 55,5 mi em 2024 para R$ 156,2 mi, mais 181,5%. O clube voltou à Série A em 2025 (relatório da administração, p.7), e o relatório cita o contrato com o Grupo Libra (p.5).

  • Publicidade: 142,4 (33,5%)
  • Manutenção e frequência: 57,2 (13,4%)

    Passou de R$ 28,0 mi em 2024 para R$ 57,2 mi, mais 104,1%. A DF não detalha a variação (DRE, p.16).

  • Receitas diversas, sem as despesas recuperadas e as obras doadas: 35,2 (8,3%)
    Receitas diversas da DRE98,323,1%
    Despesas recuperadas lançadas como receita(45,0)-10,6%
    Obras doadas lançadas como receita(18,1)-4,2%
  • Bilheteria e cotas: 32,3 (7,6%)
  • Aluguéis e Timemania: 2,0 (0,5%)
    Aluguéis1,40,3%
    Timemania0,60,2%

Fonte: DRE, p.16; nota 21, p.52; DRE, p.16; DRE, p.16; parecer do conselho fiscal, p.9 e p.18; DRE, p.16; nota 22 do documento.

Obs: Ficam fora dois valores que o clube lançou como receita em dezembro, dentro das receitas diversas: 44.957 de despesas recuperadas e 18.105 de reformas no estádio e no CT feitas sem custo para o clube, que o conselho fiscal descreve como doação (parecer, p.9 e p.18). Recuperar uma despesa não é arrecadar com a operação, e a obra doada não trouxe dinheiro nem se repete. A DF não abre as receitas diversas. O trabalho voluntário de dirigentes e conselheiros (1.620), que a DF registra pelo mesmo valor em receita e em despesa, sem entrada de dinheiro, fica fora dos dois lados: o EBITDA não muda.

425,3+69,8%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Ganhos com repasses de direitos federativos, brutos
Venda de atletas: negociação de direitos econômicos e federativos147,7
Mecanismo de solidariedade16,7
Mais-valia na revenda de atleta14,3
Metas, bônus, taxa de vitrine e empréstimos de atletas9,8
188,5nota 20, p.50
Receita com negociação de atletas=188,5
Atletas negociados (nota 20, p.50)
  • Jair Paula da Cunha Filho, à SAF Botafogo
  • Luca Oliveira Meirelles, ao Football Club Shakhtar
  • Yeferson Julio Soteldo Martinez, ao Fluminense Football Club
  • Lucas Braga Ribeiro, ao Esporte Clube Vitória
  • John Victor Maciel Furtado, à SAF Botafogo
  • João Lucas de Almeida Carvalho, ao Grêmio FB Porto Alegrense
  • Lucas Henrique Barbosa, ao Red Bull Bragantino Futebol Ltda
  • Diego Henrique Borges, ao ZTE Football Club

Obs: A DF não separa parte de terceiros na venda; as comissões, multas e despesas da venda ficam nos custos (nota 23). A baixa contábil dos atletas negociados ou liberados (11.993) também não é descontada aqui; a DRE apresenta a negociação líquida dos dois, 134.934.

188,5(9,2%)

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 347,0 (DRE, p.16)
    Pessoal e encargos sociais dos custos do futebol246,5
    Direitos de imagem e arena do futebol99,5
    Pessoal e encargos nas despesas operacionais do futebol1,0
  • Demais custos e despesas: 213,0 (DRE, p.16; nota 23, p.52; relatório da administração, p.4)
    Outros custos do departamento de esportes72,5
    Outros custos da negociação de atletas: comissões, despesas com transferência de jogadores, multas e empréstimos41,6
    Pessoal do clube social, do administrativo e dos outros esportes36,2
    Jogos e bonificações31,5
    Serviços profissionais13,1
    Despesas gerais e administrativas11,4
    Outras despesas líquidas, sem a provisão para processos6,7

Obs: Inclui as comissões, multas e despesas da venda de atletas, que a DRE desconta da negociação (nota 23).

560,0+63,1%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Resultado antes do resultado financeiro(3,5)DRE, p.16
Amortização dos contratos de atletas+91,3DRE, p.16
Baixa contábil dos atletas negociados ou liberados+12,0nota 23, p.52
Depreciação e amortização de software+2,9DRE, p.16
Provisão para processos+14,2relatório da administração, p.4
Despesas recuperadas lançadas como receita−45,0parecer do conselho fiscal, p.9
Obras doadas lançadas como receita−18,1parecer do conselho fiscal, p.9 e p.18
EBITDA=53,8

* Obs: A provisão para processos vem do relatório da administração (p.4), porque a DRE a junta a outras despesas. A DRE lança 91.272 de amortização de atletas e a nota do intangível, 80.313: parte da baixa dos atletas que saíram está na linha de amortização, e 10.213 da baixa da nota não têm linha própria na DRE (notas 10 e 23, p.40–41 e p.52). As despesas recuperadas e as obras doadas saem pelo mesmo motivo da receita.

53,8*(53,1%)
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente425,3DRE, p.16; parecer do conselho fiscal, p.9 e p.18
Custos e despesas da operação−560,0DRE, p.16; nota 23, p.52; relatório da administração, p.4
EBITDA recorrente=(134,7)
(134,7)(41,9) em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA53,8
Amortização dos contratos de atletas−91,3DRE, p.16
Baixa contábil dos atletas negociados ou liberados−12,0nota 23, p.52
Depreciação e amortização de software−2,9DRE, p.16
Provisão para processos−14,2relatório da administração, p.4
EBIT=(66,6)
(66,6)(34,3) em R$ mi
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receitas operacionais624,9DRE, p.16
Custos do departamento de esportes
Pessoal e encargos sociais(261,4)
Jogos e bonificações(31,5)
Direitos de imagem e arena(102,2)
Amortização de gastos com atletas(91,3)
Outros custos(72,5)
−558,9DRE, p.16
Despesas operacionais
Pessoal e encargos sociais(19,5)
Gerais e administrativas(11,4)
Serviços profissionais(13,1)
Depreciações(2,5)
Amortização de software(0,4)
Serviços prestados por voluntariado(1,6)
Outras receitas (despesas) líquidas(21,0)
−69,5DRE, p.16
Resultado financeiro
Atualizações monetárias de tributos(37,9)
Juros sobre empréstimos(28,1)
Outras despesas financeiras(87,0)
Outras receitas financeiras77,1
−75,9DRE, p.16
Resultado do exercício=(79,4)

O déficit inclui efeitos de obras doadas que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um déficit de 97,5.

Resultado do exercício(79,4)
Obras doadas no estádio e no CT−18,1parecer do conselho fiscal, p.9 e p.18
Resultado sem os efeitos sem caixa=(97,5)

Outros 45,0 de despesas recuperadas, lançados como receita em dezembro, ficam fora da conta: nenhum documento do clube diz se entrou dinheiro.

(79,4)+25,8 em R$ mi

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas106,7df p.15; notas 11 e 14, p.43–45; parecer do conselho fiscal, p.7
Dívidas operacionais+558,5df p.15; notas 12, 14 e 16, p.43–46
Impostos parcelados e acordos+449,7df p.15; notas 17 a 19, p.47–49
Caixa e aplicações−22,1df p.14; notas 5 e 6, p.35
Dívida líquida=1.092,8

Obs: Entram, como adiantamentos, 173.811 da receita diferida do Campeonato Brasileiro, que a DF liga à transmissão e às placas de 2026 a 2029: o clube os quita com jogos e exposição da marca, não em dinheiro (nota 4, p.35; nota 14, p.44). O passivo circulante, que vence em 2026, é de 470.741 (p.15).

1.092,8+32,1%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Caixa e equivalentes de caixa: 0,3 (nota 5, p.35)
    Caixa tesouraria0,1
    Bancos conta movimento0,2
  • Aplicação financeira: 21,8 (nota 6, p.35)

Obs: A DFC trata a aplicação financeira como vinculada e só conta como caixa os 295. No ano, a operação gerou 345.380, 144.093 deles pelo aumento das contas a pagar, e 281.880 foram para atletas e estrutura (DFC, p.19).

22,1+9,7%
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Venda de atletas a receber129,7
Patrocínios e licenciamentos a receber81,4
Aplicação financeira21,8
Sócio Rei a receber18,5
Despesas antecipadas5,2
Outros ativos0,6
Caixa e bancos0,3
Provisão para perdas nos valores a receber(25,1)
232,4df p.14
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Receita diferida de transmissão e patrocínio, a parcela do ano(108,9)
Contas a pagar a clubes, intermediários e luvas(106,1)
Empréstimos e antecipação de recebíveis, a parcela do ano(83,1)
Salários e encargos a pagar(37,7)
Acordos judiciais, a parcela do ano(37,2)
Impostos parcelados fora do PROFUT, a parcela do ano(31,0)
Direitos de imagem de atletas a pagar(26,0)
Impostos a pagar(15,2)
Débitos com terceiros(10,3)
PROFUT, a parcela do ano(9,5)
Fornecedores(5,7)
−470,7df p.15
Capital de giro líquido=(238,3)

Obs: No passivo circulante, 108.904 são receita diferida de contratos de transmissão e patrocínio (nota 14, p.44). Dos valores a receber por venda de atletas, 12.656 são de um jogo amistoso com a KDA1924 Capital (nota 7.4, p.37).

(238,3)(17,3) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Patrimônio social(557,5)p.15; DMPL, p.18
Reserva de reavaliação+27,5p.15; DMPL, p.18
Déficit do exercício−79,4p.15; DMPL, p.18
Patrimônio líquido=(609,4)

Obs: O patrimônio caiu 79.396 em 2025 porque o déficit do ano é descontado dele. A realização da reserva de reavaliação (513) só muda de conta, sem mudar o total (DMPL, p.18).

(609,4)(79,4) em R$ mi
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 1.114,9.

  • Dívidas onerosas: 106,7 (9,6%)
    Empréstimos bancários e antecipação de recebíveis94,38,5%
    Antecipação do mecanismo de solidariedade (Mercado Bitcoin)2,00,2%
    Empréstimos de empresas ligadas ao clube10,40,9%
  • Dívidas operacionais: 558,5 (50,1%)
    Fornecedores5,70,5%
    Contas a pagar por compras de atletas, intermediação e luvas300,126,9%
    Direitos de imagem a pagar26,02,3%
    Salários e encargos37,73,4%
    Impostos correntes15,21,4%
    Adiantamentos recebidos173,815,6%
  • Impostos parcelados e acordos: 449,7 (40,3%)
    Parcelamentos de impostos no Profut92,98,3%
    Parcelamentos de impostos fora do Profut: PGFN, Receita Federal e FGTS155,513,9%
    Acordos judiciais e planos de pagamento201,318,1%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas93,4 até 12 meses · 11,3 depois · 2,0 sem prazo
  • Dívidas operacionais190,7 até 12 meses · 194,0 depois · 173,8 sem prazo
  • Impostos parcelados e acordos77,7 até 12 meses · 372,0 depois
  • Dívida bruta361,8 até 12 meses · 577,3 depois · 175,8 sem prazo

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses Prazo não informado pela DF

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos bancários e antecipação de recebíveis

Mútuo com o Banco Safra 46.008 (prefixado, com cessão fiduciária), antecipação de recebíveis do Campeonato Paulista de 2026 com a Federação Paulista 29.561 (2,82% ao mês), empréstimo no Banco XP 15.541 (0,17% ao mês), cessão ao FIDC do Banco Daycoval 2.833 (2,35% ao mês, com direitos de transmissão do Brasileiro em garantia) e contas bancárias com saldo credor 395. 83.085 vencem em até doze meses e 11.253 depois.

94,3df p.15; nota 11, p.43
Antecipação do mecanismo de solidariedade (Mercado Bitcoin)

Saldo dos R$ 12 milhões que o Mercado Bitcoin antecipou em 2021 sobre o mecanismo de solidariedade de atletas formados no clube, lastreado em tokens vendidos ao público. A DF registra a operação como receita diferida e a baixa como receita de mecanismo de solidariedade, não como pagamento de dívida. A DF separa o prazo só do total da receita diferida: 108.904 em até doze meses e 124.554 depois.

2,0df p.15; nota 14 (c), p.44–45
Empréstimos de empresas ligadas ao clube

A DF chama a linha de débitos com terceiros e não a explica; o conselho fiscal do clube diz que são empréstimos tomados de empresas vinculadas ao Santos. Tudo vence em até doze meses. Eram 353 em 2024.

10,4df p.15; parecer do conselho fiscal, p.7
Subtotal106,7
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Fornecedores

Tudo vence em até doze meses. A DF não abre fornecedores.

5,7df p.15
Contas a pagar por compras de atletas, intermediação e luvas

Intermediação a pagar 73.005, luvas a pagar 33.818 e dívidas com clubes e terceiros por transferências de atletas: Benfica 63.049, Spartak Moscou 20.909, Grêmio Novorizontino 13.359, Jair Paula da Cunha Filho 12.876, Palmeiras 11.467, Defensa y Justicia 5.502, Club León 5.502, Roc Nation 4.294, Cuiabá 2.329 e outros 53.981. 106.097 vencem em até doze meses e 193.994 depois. Parte dos valores está em negociação de alongamento na CNRD da CBF.

300,1df p.15; nota 12, p.43
Direitos de imagem a pagar

Contratos de imagem dos atletas, pelo cronograma acertado com cada um. Tudo classificado em até doze meses; a nota não abre o saldo.

26,0df p.15; nota 13
Salários e encargos

Salários 14.593, 13º salário 5.356 (acordos e pagamentos feitos em 2026), férias e encargos 3.496, INSS 3.357, FGTS 3.334, férias a pagar 3.312, rescisões de 2020 a 2025 3.261, PIS 513, INSS de terceiros 397 e outras 87. Tudo vence em até doze meses.

37,7df p.15; nota 16, p.46
Impostos correntes

IRRF 14.684, ISS retido 278 e outros 257. Tudo vence em até doze meses.

15,2df p.15; nota 17.1, p.47
Adiantamentos recebidos

Receita diferida do Campeonato Brasileiro: placas da Brax Produção e Publicidade e transmissão da Globo/Libra, temporadas de 2026 a 2029, sem separar quanto é de cada um. Presume-se dinheiro recebido: não há direitos de transmissão a receber, a DFC conta a receita diferida no caixa da operação e a DF registra INSS sobre o recebimento das luvas da Brax. A DF separa o prazo só do total da receita diferida: 108.904 em até doze meses e 124.554 depois.

173,8df p.15; nota 14 (b), p.44; notas 7 e 8, p.36–39; DFC, p.19
Subtotal558,5
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos no Profut

Profut-INSS 16.810, Profut-Receita Federal 48.794 e Profut-PGFN 27.350, adesão em novembro de 2015, consolidados e homologados, com parcelas pela Selic mais 1% no mês do pagamento. 9.453 vencem em até doze meses e 83.501 depois. A linha do Profut-FGTS, 22.782 em 2024, foi baixada em 2025: o parcelamento está em ação judicial e a chance de perda foi considerada remota.

92,9df p.15; nota 18, p.47–48
Parcelamentos de impostos fora do Profut: PGFN, Receita Federal e FGTS

Transações PERSE com a PGFN 67.586 (previdenciário em 60 parcelas e demais débitos em 145), parcelamento simplificado na Receita Federal 86.958 (60 parcelas) e FGTS 1.007 (multas e guias, 2025), todos pela Selic. 31.031 vencem em até doze meses e 124.520 depois. Eram 91.484 em 2024.

155,5df p.15; nota 17.2, p.47
Acordos judiciais e planos de pagamento

Regime Centralizado de Execuções 74.229 (débitos cíveis executados, pela Selic, a pagar em seis anos mais quatro se 60% do passivo original estiver pago), acordos judiciais e extrajudiciais 52.332 (atletas, rescisões e intermediações), plano coletivo de execuções na CNRD da CBF 40.905 (pagamentos mensais e aportes anuais) e acordos trabalhistas 33.806. 37.243 vencem em até doze meses e 164.029 depois. Eram 130.172 em 2024.

201,3df p.15; nota 19, p.49
Subtotal449,7
Dívida bruta1.114,9
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa e equivalentes (295) + aplicação financeira (21.845).

(22,1)df p.14; nota 5, p.35
Dívida líquida1.092,8

Fora da dívida bruta: Receita diferida de patrocínio a apropriar: há patrocínios a receber no longo prazo, sinal de contrato registrado na assinatura, sem dinheiro recebido, R$ 39,2 mi (nota 14 (a), p.44; nota 7, p.36); Demais receitas diferidas, sem sinal de que o dinheiro entrou: receitas a apropriar 8.019, licenciamentos 5.617, franquias 2.240, empréstimos e direitos econômicos 1.772, outros 583 e publicidade 200, R$ 18,4 mi (nota 14, p.44); Provisão para demandas judiciais cíveis, trabalhistas, fiscais e arbitrais, R$ 59,4 mi (df p.15; nota 15.2, p.45–46).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: valores a receber de 296.021, 204.577 no circulante e 91.444 no não circulante; a negociação de atletas responde por 175.434, 129.731 no circulante e 45.703 no não circulante, antes da provisão para perdas (25.089), que a DF não separa por origem (nota 7, p.36–37).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Pessoal e encargos sociais dos custos do futebol: 246,5 (DRE, p.16)

    Passou de R$ 142,9 mi em 2024 para R$ 246,5 mi, mais 72,5%. A DF não detalha a variação (DRE, p.16).

    Futebol profissional217,6
    Futebol amador28,9
  • Direitos de imagem e arena: 99,5 (DRE, p.16)

    Passou de R$ 28,0 mi em 2024 para R$ 99,5 mi, mais 255,7%. A DF não detalha a variação (DRE, p.16).

    Futebol profissional95,1
    Futebol amador4,4
  • Pessoal e encargos nas despesas operacionais do futebol: 1,0 (DRE, p.16)
    Futebol profissional0,3
    Futebol amador0,7

* Obs: Os prêmios aos atletas estão na linha de jogos e bonificações (31.513), que a DF lança junto com as despesas de jogo, sem dizer quanto é cada parte, e ficam fora (DRE, p.16). O clube social, o administrativo e os outros esportes, que a DF separa num segmento próprio (36.247), também ficam fora; o futebol amador, que a DRE também separa, está dentro (34.038).

347,0*+102,0%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal347,0DRE, p.16
Receita recorrente÷425,3DRE, p.16; parecer do conselho fiscal, p.9 e p.18
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=81,6%

* Obs: O gasto com pessoal não inclui os prêmios aos atletas, que a DF lança junto com as despesas de jogo.

81,6%*+13,0 p.p.
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

No parecer de 2025: Sem ressalva e sem ênfase. Parágrafo de outras informações sobre o relatório da administração, sem nada a relatar, e de outros assuntos sobre a DVA. Relatório datado de São Paulo, 31/01/2026; a carta de encaminhamento é de 20/03/2026 e a assinatura digital, de 24/03/2026.

Parágrafos de ênfase: nenhum

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

Conselho fiscal: parecer de 02/04/2026

Recomenda por unanimidade a aprovação das contas de 2025 ao Conselho Deliberativo.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://transparencia.santosfc.com.br/documentos/?path=documentos%2FPresta%C3%A7%C3%A3o+de+Contas%2FBalan%C3%A7os.

Documentos de 2025

  • Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2025 acompanhadas do relatório do auditor independente · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Santos Futebol Clube. Publicado em 07/04/2026. Carta de encaminhamento e sumário (p.2–3), relatório da administração (p.4–10), relatório do auditor (p.11–13), balanço, DRE, DRA, DMPL, DFC e DVA (p.14–20), notas explicativas (p.21 em diante) e o certificado de assinatura eletrônica ao fim, num arquivo de 60 páginas. Páginas: As evidências citam a página do arquivo. O número impresso na folha é dois a menos: o balanço está na p.14 e traz impresso 12.

  • Parecer do Conselho Fiscal sobre o exercício de 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Conselho Fiscal do Santos Futebol Clube. Publicado em 07/04/2026. Parecer de 21 páginas do Conselho Fiscal, de 02/04/2026, assinado eletronicamente pelos cinco membros, com o certificado de assinatura ao fim, num arquivo de 28 páginas: balanço, receitas e custos mês a mês com notas (a nota 08, p.9, abre as entradas de dezembro: cotas de televisão, obras no estádio e no CT, despesas recuperadas e tokens), endividamento (p.5–8), pessoal, imobilizado (p.18) e a recomendação de aprovação (p.20–21). Lido para as receitas diversas, que a DF não abre, e para os débitos com terceiros. Páginas: A folha imprime o mesmo número da página do arquivo.

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil, com os CPCs, a NBC ITG 2002 (R2) e a ITG 2003 (R2) da Resolução CFC 1.429/13; o relatório do auditor cita a ITG 2002 (R1). Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.