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Clube do Remo · Associação · DF de 2025 publicada em 22/05/2026 · auditoria: AudiCon – auditoria, consultoria e contabilidade

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 80,6 (nota 16, p.24)
  • Receita com negociação de atletas: 2,3 (nota 16, p.24)
82,9+135,2%
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Bilheteria: 28,2 (35,0%)
  • Marketing, patrocínio e publicidade: 23,6 (29,3%)
  • Direitos de transmissão da Série B: 8,0 (9,9%)
  • Sócio-torcedor: 6,5 (8,1%)
  • Lojas, licenciamento e produtos: 6,6 (8,2%)
    Royalties de lojas3,74,6%
    Venda de materiais2,32,9%
    Royalties licenciados0,60,7%
  • Clube social, aluguéis e estacionamento: 4,7 (5,8%)
    Receitas patrimoniais1,82,2%
    Aluguéis1,21,5%
    Estacionamento0,91,1%
    Atividades sociais e esportivas0,81,0%
  • Premiações, Timemania e outras: 3,0 (3,7%)
    Premiações1,21,5%
    Multas contratuais e compensatórias0,91,1%
    Timemania0,91,1%

Fonte: nota 16, p.24; nota 16.1, p.24 do documento.

Obs: A DF chama de receitas recorrentes só as que não vêm do futebol; bilheteria, transmissão, premiações e multas contratuais estão em receitas do futebol e entram aqui.

80,6+129,3%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Cessão de direitos sobre atletas2,3nota 16, p.24
Receita com negociação de atletas=2,3

A relação de atletas não foi divulgada.

Obs: O clube não registra atletas no intangível: não há baixa a descontar da venda. A DF não abre a cessão por atleta nem informa comissões ou repasses.

2,3+2.172,3%

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 48,0 (nota 15, p.23)
    Despesas com pessoal29,7
    Direitos de imagem18,3
  • Demais custos e despesas: 42,0 (DRE, p.9; nota 15, p.23–24; DFC, p.11)
    Custos e despesas que a nota 15 não abre18,0
    Jogos e competições13,4
    Serviço de terceiros6,4
    Contratações e direitos de atletas6,4
    Despesas judiciais5,9
    Despesas tributárias0,3
    Depreciação e amortização, dentro das despesas(6,8)
    Outras receitas líquidas, sem nota(1,6)

Obs: Os custos com contratações e direitos de atletas (6.342) entram como despesa do ano: o clube não registra atletas no intangível, embora a política da nota 4.5 preveja o registro de agenciamentos e direitos.

90,0+131,2%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Déficit do exercício(15,0)DRE, p.9
Resultado financeiro
Despesas financeiras2,8
Receitas financeiras(1,7)
+1,1DRE, p.9
Depreciação e amortização+6,8DFC, p.11
EBITDA=(7,1)

Obs: A DF não separa provisão para contingências: as despesas judiciais da nota 15 (5.927) não dizem se são provisão, acordo ou condenação, e a reversão de provisões da nota 14 não tem valor. Por isso nada fica fora da conta.

(7,1)(3,4) em R$ mi
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente80,6nota 16, p.24
Custos e despesas da operação−90,0DRE, p.9
EBITDA recorrente=(9,4)

Obs: A DRE não deduz impostos da receita: o clube é isento da COFINS, e o INSS de 5% sobre a receita dos jogos não tem linha própria (nota 4.7, p.16–17).

(9,4)(5,6) em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA(7,1)
Depreciação e amortização−6,7DFC, p.11
EBIT=(13,8)
(13,8)(1,7) em R$ mi
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita líquida82,9DRE, p.9
Custos das atividades esportivas−41,9DRE, p.9
Despesas administrativas−56,2DRE, p.9
Despesas tributárias−0,3DRE, p.9
Outras receitas (despesas), sem nota+1,6DRE, p.9
Resultado financeiro
Receitas financeiras1,7
Despesas financeiras(2,8)
−1,1DRE, p.9
Resultado do exercício=(15,0)

Obs: A reavaliação dos imóveis (154.421) foi lançada direto no patrimônio e não passa pelo resultado. A depreciação do ano já reflete a nova vida útil dos prédios e a separação dos terrenos, que não se depreciam (nota 7, p.20–21).

(15,0)(2,0) em R$ mi

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas2,4p.8; nota 12, p.23
Dívidas operacionais+12,1p.8; notas 8 e 9, p.21–22
Impostos parcelados e acordos+20,1p.8; notas 10 e 11, p.22
Caixa e aplicações−3,7nota 5, p.20
Dívida líquida=30,9

Obs: Adiantamentos recebidos (1.302) e outras obrigações (668) entram sem nota que diga o que são. Os empréstimos incluem mútuos de pessoas que integram ou integraram a administração (nota 13, p.23).

30,9+33,9%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Bancos e aplicações financeiras: 2,8 (nota 5, p.20)
  • Caixa: 0,9 (nota 5, p.20)

Obs: O caixa subiu 3.592 no ano: a operação gerou 2.811, os investimentos consumiram 575 e os empréstimos, líquidos, trouxeram 1.356, com 1.995 da Kapa Capital Múltiplo (DFC, p.11; nota 12). A DFC imprime 7.650 como caixa da operação, sem somar o déficit ajustado. Parte relevante da movimentação financeira do ano passou por conta bancária de outra associação, motivo da ressalva do auditor (p.3), e a nota 5 não diz se havia saldo do clube nessa conta no fim do ano.

3,7+2.378,8%
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Caixa, bancos e aplicações3,7
Créditos a receber: royalties, patrocínio, aluguéis e outros1,7
Adiantamentos0,3
Contas a receber0,1
Impostos a recuperar0,0
5,8p.7
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Acordos judiciais e extrajudiciais, a parcela do ano(3,8)
Salários e encargos a pagar(3,4)
Impostos a pagar(3,2)
Fornecedores, sobretudo agenciamentos a pagar a agentes de atletas(2,6)
Empréstimos e financiamentos, a parcela do ano(2,4)
Contingências judiciais(2,1)
Adiantamentos recebidos(1,3)
Parcelamentos tributários, a parcela do ano(1,2)
Direitos de imagem a pagar(0,8)
Outras obrigações(0,6)
−21,4p.8
Capital de giro líquido=(15,6)
(15,6)(0,9) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Ajuste de avaliação patrimonial, dos laudos dos imóveis154,4p.8; nota 7, p.20–21; DMPS, p.12
Patrimônio social+142,2p.8; DMPS, p.12
Déficit do exercício−15,0p.8; DRE, p.9
Patrimônio líquido=281,6

Obs: Subiu 142.806 no ano: a reavaliação dos imóveis por laudos de janeiro de 2025 somou 154.421 e ajustes de anos anteriores sem nota somaram 3.346, contra o déficit de 14.961 (DMPS, p.12; nota 7, p.20).

281,6+102,9%
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 34,6.

  • Dívidas onerosas: 2,4 (6,8%)
    Empréstimos e financiamentos2,46,8%
  • Dívidas operacionais: 12,1 (35,0%)
    Comissões a pagar a agentes de atletas2,26,4%
    Fornecedores0,41,3%
    Salários, encargos e previdência3,49,9%
    Direitos de imagem a pagar0,82,3%
    Impostos correntes3,39,4%
    Adiantamentos recebidos1,33,8%
    Outras obrigações0,71,9%
  • Impostos parcelados e acordos: 20,1 (58,2%)
    Parcelamentos de impostos: PGDAU e Receita Federal13,538,9%
    Dívida ativa2,78,0%
    Acordos judiciais e extrajudiciais3,911,3%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas2,4 até 12 meses · 0,0 depois
  • Dívidas operacionais11,9 até 12 meses · 0,2 depois
  • Impostos parcelados e acordos5,0 até 12 meses · 15,1 depois
  • Dívida bruta19,3 até 12 meses · 15,3 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos e financiamentos

Kapa Capital Múltiplo 1.995, Hamilton Dias Bordalo 238, Antonio Carlos P Teixeira 76, ATM Factoring 34, Glauber Farias Gonçalves 20 e financiamento do Centro de Treinamento 10. Tudo vence em até doze meses. A nota 13 diz que os empréstimos de pessoas físicas que integram ou integraram a administração são as únicas transações com partes relacionadas; a DF não informa taxa, prazo nem garantia.

2,4p.8; nota 12, p.23
Subtotal2,4
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Comissões a pagar a agentes de atletas

Agenciamentos a pagar a agentes e intermediários de negociações e contratações de atletas, ainda não quitados no fim do exercício. Tudo vence em até doze meses.

2,2p.8; nota 8, p.21
Fornecedores

Prestadores de serviços e fornecedores de materiais e bens para uso do clube. 335 vencem em até doze meses e 105 depois.

0,4p.8; nota 8, p.21
Salários, encargos e previdência

Obrigações trabalhistas e previdenciárias, sem nota explicativa. Tudo vence em até doze meses.

3,4p.8
Direitos de imagem a pagar

Sem nota explicativa. Tudo vence em até doze meses.

0,8p.8
Impostos correntes

IRRF sobre a folha 2.922, tributos retidos 139, PIS sobre a folha 133 e ISS 66. Tudo vence em até doze meses. A nota atribui o aumento em relação a 2024 ao crescimento da folha de pagamento.

3,3p.8; nota 9, p.22
Adiantamentos recebidos

Valores recebidos antes da entrega, sem nota que diga de quem. Tudo vence em até doze meses.

1,3p.8
Outras obrigações

Outras obrigações do circulante (563) e obrigações com terceiros no longo prazo (105), sem nota explicativa. 563 vencem em até doze meses e 105 depois.

0,7p.8
Subtotal12,1
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos: PGDAU e Receita Federal

PGDAU nº 11 da PGFN de débitos previdenciários 8.172 e de demais débitos 4.586 e parcelamento simplificado da Receita Federal 3.028, menos 2.292 de encargos a transcorrer. 1.253 vencem em até doze meses e 12.241 depois. Adesão em 2025, com os débitos anteriores incorporados aos novos acordos.

13,5p.8; nota 11, p.22
Dívida ativa

Sem nota explicativa. O balanço classifica tudo no longo prazo: nada vence em até doze meses e 2.777 depois.

2,7p.8
Acordos judiciais e extrajudiciais

Acordos de processos trabalhistas e cíveis, com pagamento parcelado conforme os termos pactuados. 3.762 vencem em até doze meses e 135 depois; em reais, 3.762.493 e 135.496, que somam 3.897.989.

3,9p.8; nota 10, p.22
Subtotal20,1
Dívida bruta34,6
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa (916) + bancos e aplicações financeiras (2.827).

(3,7)nota 5, p.20
Dívida líquida30,9

Fora da dívida bruta: Contingências judiciais: federais 1.033 e estaduais e municipais 1.106, R$ 2,1 mi (p.8; nota 14, p.23).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: créditos a receber de 1.735 (outros créditos 1.233, aluguéis 243, royalties 208 e patrocínio 51) e contas a receber de 66, tudo no circulante; a nota não traz venda de atletas a receber (nota 6, p.20).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Despesas com pessoal: 29,7 (nota 15, p.23)

    Passou de R$ 12,0 mi em 2024 para R$ 29,7 mi, mais 147,1%. A DF atribui o crescimento da folha às contratações para o elenco profissional e a estrutura administrativa (nota 9, p.21).

  • Direitos de imagem: 18,3 (nota 15, p.23)

* Obs: A DF não separa o pessoal por área, e a linha traz o clube inteiro. A DF não tem linha de luvas nem de premiações a atletas.

48,0*+122,7%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal48,0nota 15, p.23
Receita recorrente÷80,6nota 16, p.24
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=59,5%

* Obs: O gasto com pessoal é do clube inteiro, porque a DF não separa o futebol.

59,5%*(1,8 p.p.)
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Com ressalva

O auditor encontrou um ou mais pontos que não pôde confirmar ou com os quais discorda, mas que não invalidam o conjunto das demonstrações.

No parecer de 2025: Opinião com ressalva — “Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira das CLUBE DO REMO em 31 de dezembro de 2025, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil”. Base para opinião com ressalva — “Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2025, parcela substancial da movimentação financeira do Clube foi realizada por meio de conta bancária de titularidade de terceiro, utilizada em decorrência de instrumento formal de cooperação administrativa e financeira, concentrando volume relevante dos fluxos de caixa do período. As transações realizadas por meio dessa estrutura estão refletidas nos registros contábeis do Clube e foram consideradas na elaboração das demonstrações financeiras, tendo a Administração incluído nota explicativa específica acerca dessa operacionalização. Todavia, considerando que a movimentação financeira relevante ocorreu por meio de conta bancária de titularidade de terceiro, tal estrutura, em razão de sua natureza, está associada a riscos inerentes, os quais são relevantes para a adequada compreensão, pelos usuários das demonstrações contábeis, da posição financeira, da liquidez e da exposição a riscos do Clube” (p.3).

Parágrafos de ênfase: 1

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Situação econômico-financeira: o passivo circulante supera o ativo circulante, com patrimônio social positivo, e o clube apurou déficit em 2025, maior que o de 2024; o auditor remete à nota 1, que diz que as receitas do futebol são 49% da receita (p.3–4).

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://www.clubedoremo.com.br/transparencia.

Documento de 2025

  • Clube do Remo – Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2025, com o relatório do auditor independente · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Clube do Remo. Publicado em 22/05/2026. Capa (p.1), índice (p.2), relatório do auditor independente (p.3–6), balanço (p.7–8), DRE (p.9), resultado abrangente (p.10), DFC (p.11), mutações do patrimônio social (p.12) e notas explicativas (p.13–25), num arquivo de 25 páginas. Sem relatório da administração e sem parecer do conselho fiscal. Páginas: As demonstrações e as notas imprimem o mesmo número da página do arquivo (o balanço está na p.7 e traz 7); o relatório do auditor numera as próprias folhas de 2 a 5 nas p.3–6. As evidências citam a página do arquivo.

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil, com os pronunciamentos do CPC e as resoluções do CFC para entidades desportivas, ITG 2003 (R2), e sem fins lucrativos, ITG 2002 (R1) (nota 2.1); a nota 4.10.1 cita a ITG 2003 (R1). Imóveis reavaliados por laudos de janeiro de 2025, com ajuste de avaliação patrimonial no patrimônio social, pelo CPC 27 (nota 7). Escala do documento: reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.