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Palmeiras

Sociedade Esportiva Palmeiras · Associação · DF de 2024 publicada em abril de 2025; o dia exato não consta no portal, só a pasta do mês no servidor do clube · auditoria: BDO RCS Auditores Independentes SS Ltda.

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2024, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 727,2 (notas 2.1.16 a 2.1.23, p.25–28)
  • Receita com negociação de atletas: 516,2 (notas 2.1.19 e 2.1.27, p.27–29)

Obs: A DRE apresenta as receitas já sem os descontos; o número usa a receita bruta de cada nota. Os descontos (INSS e ISS retidos, cancelamentos de sócios, ingressos do Avanti na bilheteria e renda dividida com o visitante) aparecem como impostos e deduções no EBITDA recorrente, e o direito de arena, no gasto com pessoal (notas 2.1.16 a 2.1.23, p.25–28).

1.243,4
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2024, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Premiações: 69,1 (9,5%)
    Campeonato Brasileiro45,76,3%
    Libertadores10,71,5%
    Campeonato Paulista10,61,4%
    Supercopa do Brasil2,10,3%
  • Publicidade e patrocínio: 150,2 (20,6%)
    Patrocinador master99,913,7%
    Outros, sobretudo placas publicitárias do Brasileiro e do Paulista40,05,5%
    Propriedades de marketing10,31,4%
  • Direitos de transmissão: 189,7 (26,1%)
    Campeonato Brasileiro129,517,8%
    Campeonato Paulista27,83,8%
    Libertadores22,43,1%
    Copa do Brasil5,40,8%
    Outras competições4,60,6%
  • Arrecadação de jogos, a bilheteria: 87,2 (12,0%)
    Campeonato Brasileiro49,66,8%
    Campeonato Paulista16,32,3%
    Libertadores15,32,1%
    Copa do Brasil5,90,8%
    Outros0,10,0%
  • Sócio-torcedor Avanti: 82,7 (11,4%)
  • Arrecadação social, o clube social: 71,4 (9,8%)
    Mensalidades56,07,7%
    Taxas de atividades esportivas12,01,6%
    Outros3,40,5%
  • Licenciamentos da marca, incentivos fiscais e departamentos amadores: 41,2 (5,7%)
    Licenciamentos da marca e franquias38,55,3%
    Incentivos fiscais e outros1,90,3%
    Departamentos amadores0,80,1%
  • Repasse do Allianz Parque: 35,7 (4,9%)

Fonte: nota 2.1.21, p.28; nota 2.1.17, p.26; nota 2.1.16, p.25; nota 2.1.18, p.26; nota 2.1.20, p.27; nota 2.1.22, p.28; DRE, p.14; nota 2.1.23, p.28; nota 2.1.24, p.28 do documento.

Obs: Inclui o repasse anual de parte das receitas do Allianz Parque, que a Real Arenas explora.

727,2
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2024, em R$ milhões:

Receita bruta com a venda de atletas504,0nota 2.1.19, p.27
Mecanismo de solidariedade recebido+0,4nota 2.1.19, p.27
Venda que a DF lança na nota de perdas
Bruno Vinicius Souza Ramos, ao Internacional10,4
Ivan Dário Angulo, à Major League Soccer1,4
+11,8nota 2.1.27, p.29
Receita com negociação de atletas=516,2
Atletas negociados (notas 2.1.19 e 2.1.27, p.27–29)
  • Endrick Felipe Moreira de Sousa, ao Real Madrid Club de Fútbol
  • Luis Guilherme Lira dos Santos, ao West Ham United
  • Kevin Santos Lopes de Macedo, ao Futbolniy Klub Shakhtar Donetsk
  • Artur Victor Guimarães, ao Football Club Zenit
  • Estêvão Willian Almeida de Oliveira Gonçalves, ao Chelsea Football Club Limited
  • Jhonatan dos Santos Rosa, ao Red Bull Bragantino Futebol Ltda.
  • Luan Garcia Teixeira, ao Deportivo Toluca Fútbol Club
  • Rafael Navarro Leal, à Major League Soccer
  • Miguel Ángel Merentiel Serrano, ao Club Atlético Boca Juniors
  • Yan Matheus Santos Souza, ao Yokohama Marinos
  • Pedro Henrique de Oliveira Correia, ao Portimonense Futebol SAD
  • Matheus Fernandes Siqueira, ao Red Bull Bragantino Futebol Ltda.
  • Antônio Carlos Cunha Capocasali Junior, à Major League Soccer
  • Rafael Elias da Silva, ao Cruzeiro Esporte Clube SAF
  • Kauan Santos Silva, ao Shabab Al-Ahli Dubai
  • Breno Cascardo Lemos, ao América Futebol Clube SAF
  • Fellipe Jack Ozilio Moreira Pacheco, ao Como 1907 Srl
  • Daniel de Melo Araujo Júnior, ao Esporte Clube Vitória
  • Pedro Felipe de Jesus Gomes, à Juventus Football Club S.p.A.
  • Vinícius Nogueira de Oliveira, ao Varbergs BoIS FC
  • Ruan Ribeiro Rodrigues, ao Valmiera Football Club
  • Wendell Gabriel Mendes Craveiro, ao Futbolniy Klub Dnipro
  • Bruno Vinicius Souza Ramos, ao Sport Club Internacional
  • Ivan Dário Angulo, à Major League Soccer

Obs: A DRE mostra a negociação pelo ganho, 440.349, depois da baixa contábil dos atletas vendidos (63.996). Parte da venda do Estêvão ao Chelsea, a meta de 1.200 minutos em jogos oficiais prevista no contrato, entrou na receita de 2024, antes da transferência, feita em julho de 2025 (nota 2.1.19, p.27; relatório da administração, p.8).

516,2

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2024, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 465,0 (DRE, p.14; nota 2.1.25, p.29)
    Salários e benefícios256,3
    Direito de imagem87,3
    Provisão de 13º e férias49,4
    Encargos32,6
    Premiação23,4
    Direito de arena16,0
  • Demais custos e despesas: 263,5 (DRE, p.14; notas 2.1.24 a 2.1.27, p.28–29; DFC, p.15)
    Despesas gerais e administrativas, sem as contingências e o ISS de 2010 a 2018120,8
    Gastos com comissões, atletas e formação, sem as baixas83,4
    Despesas com jogos30,2
    Pessoal do clube social e esportes amadores29,4
    Despesas com o sócio-torcedor Avanti5,8
    Amortização do direito de uso dentro dessas despesas, que não sai do caixa(3,3)
    Outras receitas sem descrição na DF(2,8)
728,5
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2024, em R$ milhões:

Resultado antes do resultado financeiro274,7DRE, p.14
Depreciação e amortização+18,9DRE, p.14; DFC, p.15
Amortização dos contratos de atletas+107,6DRE, p.14; nota 2.1.9, p.22
Baixa contábil dos atletas vendidos+64,0nota 2.1.19, p.27
Baixa contábil dos atletas nas perdas+16,9nota 2.1.27, p.29
Amortização do direito de uso+3,3DFC, p.15
Contingências líquidas+8,0nota 2.1.26, p.29
ISS de 2010 a 2018, na linha de acordos e despesas legais+74,5nota 2.1.26, p.29; nota 2.1.1.2, p.16
Obra do Allianz Parque, parte sem caixa do contrato−19,4nota 2.1.24, p.28; DFC, p.15
Parte do contrato que a DF não descreve−26,8nota 2.1.24, p.28
Reversão da perda estimada com a Real Arenas−71,2nota 2.1.24, p.28
EBITDA=450,5

* Obs: A nota de despesas lança 8.049 de contingências líquidas, a movimentação da provisão 8.414 e o fluxo de caixa 5.501; a DF não explica a diferença, e vale a nota (notas 2.1.15 e 2.1.26, p.25 e p.29; DFC, p.15). A linha de acordos e despesas legais e judiciais fica fora porque em 2024 traz o ISS sobre bilheteria de 2010 a 2018, parcelado no ano, junto com as despesas legais do ano, que a DF não separa (nota 2.1.1.2, p.16; relatório da administração, p.11–12).

450,5*
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2024, em R$ milhões:

Receita recorrente727,2notas 2.1.16 a 2.1.23, p.25–28
Impostos e deduções da receita
INSS retido sobre as receitas(26,5)
Ingressos do sócio-torcedor Avanti na bilheteria(22,3)
Cancelamentos, descontos e abatimentos de sócios(12,2)
ISS, Federação Paulista e tributos sobre serviços(2,0)
Renda dividida com o visitante(1,4)
−64,4notas 2.1.16 a 2.1.23, p.25–28
Custos e despesas da operação−728,5DRE, p.14
EBITDA recorrente=(65,7)
(65,7)
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2024, em R$ milhões:

EBITDA450,5
Depreciação e amortização−18,9DRE, p.14; DFC, p.15
Amortização dos contratos de atletas−107,6DRE, p.14; nota 2.1.9, p.22
Baixa contábil dos atletas vendidos−64,0nota 2.1.19, p.27
Baixa contábil dos atletas nas perdas−17,0nota 2.1.27, p.29
Amortização do direito de uso−3,3DFC, p.15
Contingências líquidas−8,0nota 2.1.26, p.29
ISS de 2010 a 2018 e despesas legais do ano, numa linha só−74,5nota 2.1.26, p.29; nota 2.1.1.2, p.16
EBIT=157,2

Obs: A linha de acordos e despesas legais e judiciais entra inteira: em 2024 traz o ISS sobre bilheteria de 2010 a 2018, parcelado no ano, junto com as despesas legais do ano, e a DF não separa (nota 2.1.1.2, p.16).

157,2
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2024, em R$ milhões:

Receitas operacionais1.207,4DRE, p.14
Despesas operacionais
Pessoal e encargos sociais(391,1)
Despesas gerais e administrativas(203,3)
Amortização dos direitos de atletas e comissão técnica(107,6)
Gastos com comissões, atletas e baixas(88,5)
Despesas com direito de imagem(87,3)
Despesas com jogos(30,2)
Depreciação e amortização(18,9)
Despesas com o sócio-torcedor Avanti(5,8)
−932,7DRE, p.14; notas 2.1.25 a 2.1.27, p.29
Resultado financeiro
Receitas financeiras93,9
Despesas financeiras(170,4)
−76,5DRE, p.14; nota 2.1.28, p.30
Resultado do exercício=198,2

O superávit inclui efeitos da reversão da perda com a Real Arenas que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um superávit de 129,6.

Resultado do exercício198,2
Reversão da perda com a Real Arenas−71,2nota 2.1.24, p.28
Impairment de atletas e luvas+2,6nota 2.1.3.5, p.17
Resultado sem os efeitos sem caixa=129,6

Obs: As receitas operacionais da DRE vêm sem os descontos, com a negociação de atletas pelo ganho e com o contrato de superfície do Allianz Parque (81.900), do qual ficam fora da receita total e do EBITDA a obra do estádio dividida em 30 anos (19.387) e 26.852 que a DF não descreve (nota 2.1.24, p.28). As despesas gerais trazem o ISS sobre bilheteria de 2010 a 2018, parcelado em 2024 (nota 2.1.1.2, p.16; nota 2.1.26, p.29).

198,2

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2024, em R$ milhões:

Dívidas onerosas39,8p.14; p.23
Dívidas operacionais+837,0p.14, p.20, p.23–25
Impostos parcelados e acordos+93,6p.24
Caixa e aplicações−38,4p.19
Dívida líquida=932,0

Obs: A antecipação do contrato de superfície do Allianz Parque (386.112) fica fora: é a contrapartida do estádio que a Real Arenas construiu e o clube registrou no ativo, e não dinheiro recebido. Da venda do Estêvão ao Chelsea, entra a parte já recebida, estimada pela antecipação menos o que o Chelsea ainda devia (nota 2.1.13, p.24; nota 2.1.5.2, p.20).

932,0
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2024, em R$ milhões:

  • Caixa: 0,4 (nota 2.1.4, p.19)
  • Bancos conta movimento: 35,2 (nota 2.1.4, p.19)
  • Aplicações financeiras em fundos de renda fixa, de liquidez imediata: 2,8 (nota 2.1.4, p.19)

Obs: O caixa subiu 24.235 em 2024: a operação gerou 383.120, os investimentos consumiram 295.837, quase tudo na compra de atletas e em luvas (212.280), e o clube pagou 63.048 a mais de empréstimos e de dívidas com partes relacionadas do que captou (DFC, p.15).

38,4
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2024, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Créditos a receber273,8
Despesas antecipadas, 272.131 delas ligadas a atletas272,3
Caixa, bancos e aplicações38,4
Outros créditos11,2
Estoques3,4
599,1p.14
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Contas a pagar, quase todas a clubes e representantes por atletas(337,0)
Antecipação de contratos (estádio, transmissão, publicidade, atletas), a parcela do ano(266,1)
Empréstimos e financiamentos, a parcela do ano(39,8)
Direitos de imagem e luvas a pagar(38,0)
Salários e encargos a pagar(34,3)
Impostos a pagar(19,5)
Impostos parcelados, a parcela do ano(14,8)
Fornecedores(1,3)
−750,8p.14
Capital de giro líquido=(151,7)

Obs: Das despesas antecipadas, 252.012 são o custo de compra de Paulo Henrique Sampaio e Facundo Torres, levado ao intangível no registro na CBF, em 2025; dos créditos a receber, 258.244 são de vendas de atletas (notas 2.1.5 e 2.1.6, p.20–21).

(151,7)
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2024, em R$ milhões:

  • Patrimônio social, os superávits acumulados: 78,4 (p.14; DMPL, p.15)
  • Superávit do exercício: 198,2 (p.14)

Obs: O patrimônio cresceu 147.405 em 2024: o superávit do ano, 198.183, menos 50.778 do custo de formação de atletas baixado direto no patrimônio, na adoção da norma contábil nova para clubes (ITG 2003 R2) (DMPL, p.15).

276,6
Perfil da dívida em 2024

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 970,4.

  • Dívidas onerosas: 39,8 (4,1%)
    Empréstimos bancários e antecipação de recebíveis39,84,1%
  • Dívidas operacionais: 837,0 (86,3%)
    Contas a pagar por compras de atletas e outras554,757,2%
    Luvas e direitos de imagem a pagar77,28,0%
    Salários e encargos34,43,5%
    Impostos correntes19,52,0%
    Fornecedores1,30,1%
    Adiantamentos recebidos149,915,5%
  • Impostos parcelados e acordos: 93,6 (9,6%)
    Parcelamentos de impostos: ISS e IPTU, Timemania, Refis da Copa e Banco Central93,69,6%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas39,8 até 12 meses · 0,0 depois
  • Dívidas operacionais430,1 até 12 meses · 257,0 depois · 149,9 sem prazo
  • Impostos parcelados e acordos14,8 até 12 meses · 78,8 depois
  • Dívida bruta484,7 até 12 meses · 335,8 depois · 149,9 sem prazo

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses Prazo não informado pela DF

ComposiçãoSaldo em 31/12/2024, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos bancários e antecipação de recebíveis

Antecipação de recebíveis no Banco Tricury, 38.126, sobre venda de atleta e direitos de transmissão, e empréstimo no BTG Pactual, 1.633, com recebíveis de cartão em garantia, ambos a CDI + 0,40% ao mês. Tudo vence em até doze meses.

39,8p.23
Subtotal39,8
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Contas a pagar por compras de atletas e outras

Títulos a pagar a clubes e representantes 550.525: entidades nacionais 485.456 (a tabela por natureza imprime 486.075: direitos econômicos 267.654, comissões 129.806, mecanismo de solidariedade 14.720, direitos federativos 6.479 e outros 67.416) e entidades estrangeiras 65.069 (a lista por atleta soma 64.450; maiores saldos: Agustín Giay, 27.147 ao San Lorenzo, e Aníbal Moreno, 6.114 ao Racing); mais obrigações com terceiros de 4.180 (975 do acordo com a FAAP sobre direito de arena e 3.205 operacionais). 336.956 vencem em até doze meses e 217.749 depois; a DF separa o prazo só do conjunto.

554,7p.23–24
Luvas e direitos de imagem a pagar

Luvas contratadas e direitos de imagem já devidos aos atletas. 37.968 vencem em até doze meses e 39.270 depois. No ano entraram 32.011 de novos contratos, 87.293 de direito de imagem e 25.952 de luvas a realizar, e foram pagos 105.742.

77,2p.23
Salários e encargos

Obrigações trabalhistas e encargos sociais, 34.349 no balanço, tudo em até doze meses. A DF não abre a linha.

34,4p.14
Impostos correntes

Obrigações tributárias de 19.496 no balanço, tudo em até doze meses. A DF não abre a linha.

19,5p.14
Fornecedores

Saldo de 1.325 no balanço, tudo em até doze meses. A DF não abre fornecedores.

1,3p.14
Adiantamentos recebidos

Dinheiro recebido antes da entrega: 56.177 de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de 2025 a 2029, 24.063 de publicidade e patrocínio (naming rights do conjunto aquático e Lei de Incentivo ao Esporte) e cerca de 69.657 da venda do Estêvão ao Chelsea, transferido em julho de 2025. A parte da venda é estimativa: a DF não diz quanto foi pago, e o valor é a antecipação de transações com atletas (166.202, substancialmente o Estêvão) menos o que o Chelsea ainda devia pelo atleta (96.545), valor que pode incluir a meta de 25.603 já reconhecida como receita em 2024. Das antecipações de contratos (632.876), ficam fora o estádio (386.112), pago com a obra do Allianz Parque e não em dinheiro, o restante da venda (96.545) e outros (322), sem natureza informada. A DF separa por prazo só o conjunto das antecipações, 266.150 em até doze meses e 366.726 depois, não estas parcelas.

149,9p.24–25; nota 2.1.5.2, p.20
Subtotal837,0
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos: ISS e IPTU, Timemania, Refis da Copa e Banco Central

PPI de ISS e IPTU 72.025, Timemania 10.087, Lei 12.996/14 (Refis da Copa) 11.235 e Banco Central 250. 14.841 vencem em até doze meses e 78.756 depois. O PPI é o parcelamento do ISS sobre bilheteria, cerca de R$ 71 milhões, aderido em 2024 com desconto de 95% em juros e multa e até 120 parcelas (relatório da administração, p.16). Sem parcela vencida em 31/12/2024.

93,6p.24
Subtotal93,6
Dívida bruta970,4
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa e equivalentes.

(38,4)p.19
Dívida líquida932,0

Fora da dívida bruta: Antecipação do contrato de superfície do Allianz Parque, R$ 386,1 mi (p.24); Parte da antecipação da venda do Estêvão ainda a receber do Chelsea pelo mesmo atleta; a venda foi reconhecida como receita em julho de 2025, R$ 96,5 mi (p.20; p.24–25); Outras antecipações de contratos, sem natureza informada na DF, R$ 0,3 mi (p.24); Provisão para contingências, R$ 31,6 mi (p.25).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: créditos a receber de 320.888, 273.866 no circulante e 47.022 no não circulante; deles, 258.244 vêm de negociação de atletas (entidades nacionais 54.926 e estrangeiras 203.318), sem separação por prazo na DF (nota 2.1.5, p.20).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2024, em R$ milhões:

  • Futebol profissional: 420,6 (nota 2.1.25, p.29; DRE por segmento, p.14; arena nas notas 2.1.16, 2.1.18 e 2.1.21)
    Salários e benefícios224,1
    Direito de imagem84,8
    Provisão de 13º e férias44,5
    Encargos28,6
    Premiação22,6
    Direito de arena16,0
  • Categorias de base: 31,4 (nota 2.1.25, p.29; DRE por segmento, p.14)
    Salários e benefícios23,2
    Provisão de 13º e férias3,2
    Encargos2,9
    Direito de imagem1,8
    Premiação0,3
  • Futebol feminino: 13,0 (nota 2.1.25, p.29; DRE por segmento, p.14; arena nas notas 2.1.16, 2.1.18 e 2.1.21)
    Salários e benefícios9,1
    Provisão de 13º e férias1,7
    Encargos1,1
    Direito de imagem0,6
    Premiação e direito de arena0,5

* Obs: O pessoal administrativo está dentro, porque a DF não o separa do futebol; o do clube social e esportes amadores (29.396), que a DF separa, fica fora (nota 2.1.25, p.29).

465,0*
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2024, em R$ milhões:

Gasto com pessoal465,0nota 2.1.25, p.29
Receita recorrente÷727,2notas 2.1.16 a 2.1.23, p.25–28
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=63,9%

* Obs: O gasto com pessoal inclui o administrativo, que a DF não separa do futebol.

63,9%*
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

No parecer de 2024: Sem ressalva, com um parágrafo de ênfase.

Parágrafos de ênfase: 1

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Arbitragem e execução extrajudicial contra a Real Arenas, encerradas por acordo em 2024.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://www.palmeiras.com.br/balancetes-e-demonstrativos-financeiros/.

Documento de 2024

  • Demonstrações Financeiras 2024 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Sociedade Esportiva Palmeiras. abril de 2025; o dia exato não consta no portal, só a pasta do mês no servidor do clube. Balanço, DRE, mutações do patrimônio, fluxo de caixa, notas explicativas, relatório da administração e parecer do auditor. Arquivo REPRINT_PALMEIRAS_2025_site.pdf. Páginas: Página interna N = página N−1 do PDF. Toda evidência cita a página do PDF.

Norma contábil: ITG 2003 (R2), aplicada pela primeira vez neste exercício, e ITG 2002 (R1). Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.