
Palmeiras
Sociedade Esportiva Palmeiras · Associação · DF de 2025 publicada em 18/03/2026 · auditoria: BDO RCS Auditores Independentes SS Ltda.
1.Quanto o clube arrecadou?
| R$ milhões | 2025 | Variação sobre 2024 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Receita totalTudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez. 2025, em R$ milhões:
Obs: A DRE apresenta as receitas já sem os descontos; o número usa a receita bruta de cada nota. Os descontos (INSS e ISS retidos, cancelamentos de sócios, ingressos do Avanti na bilheteria e renda dividida com o visitante) aparecem como impostos e deduções no EBITDA recorrente, e o direito de arena, no gasto com pessoal (notas 2.1.15 a 2.1.21, p.30–32). | 1.747,7 | +40,6% | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Receita recorrenteO que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo. 2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:
Fonte: nota 2.1.19, p.31; nota 2.1.16, p.30; nota 2.1.15, p.30; nota 2.1.17, p.31; nota 2.1.18, p.31; nota 2.1.20, p.32; DRE, p.13; nota 2.1.21, p.32; nota 2.1.22, p.33 do documento. Obs: Inclui o repasse anual de parte das receitas do Allianz Parque, que a Real Arenas explora. | 1.091,3 | +50,1% | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Receita com negociação de atletasO que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda. 2025, em R$ milhões:
Atletas negociados (notas 2.1.22 e 2.1.25, p.33–34)
Obs: A DRE mostra a negociação pelo ganho, 602.208, depois da baixa contábil dos atletas vendidos (50.994) (nota 2.1.22, p.33). | 656,4 | +27,2% |
2.Sobrou alguma coisa da operação?
| R$ milhões | 2025 | Variação sobre 2024 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Custos e despesas da operaçãoO gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros. 2025, em R$ milhões:
| 958,0 | +31,5% | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
EBITDAO resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação. 2025, em R$ milhões:
Obs: Do contrato de superfície do Allianz Parque fica fora só a obra do estádio dividida em 30 anos (19.387), que não é dinheiro; o repasse de 52.613 de parte das receitas da arena entra (nota 2.1.22, p.33; DFC, p.14). O relatório da administração publica EBITDA ajustado de 681.298, com o repasse da arena dentro e sem devolver as contingências e o direito de uso (p.11). | 720,0 | +59,8% | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
EBITDA recorrenteO EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador. 2025, em R$ milhões:
| 63,6 | inversão de sinal | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
EBITO resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação. 2025, em R$ milhões:
| 362,7 | +130,7% | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Resultado do exercícioO que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo. 2025, em R$ milhões:
Obs: As receitas operacionais da DRE vêm sem os descontos, com a negociação de atletas pelo ganho e com o contrato de superfície do Allianz Parque (72.000), do qual só a obra do estádio dividida em 30 anos (19.387) fica fora da receita total e do EBITDA (nota 2.1.22, p.33). A maior parte do resultado financeiro é câmbio: variação cambial ativa de 139.422 e passiva de 155.836, e 44.673 de operações de câmbio (nota 2.1.26, p.35). | 292,4 | +47,5% |
3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?
| R$ milhões | 2025 | Variação sobre 2024 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Dívida líquidaTudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela. 2025, em R$ milhões:
Obs: A antecipação do contrato de superfície do Allianz Parque (366.725) fica fora: é a contrapartida do estádio que a Real Arenas construiu e o clube registrou no ativo, e não dinheiro recebido; ela vira receita até 2044 (notas 2.1.8.1, 2.1.13 e 2.1.22, p.25, p.28–29 e p.33). | 1.030,9 | +10,6% | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Caixa e equivalentesDinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo. 2025, em R$ milhões:
Obs: O caixa subiu 80.008 em 2025: a operação gerou 1.068.676, os investimentos consumiram 948.252, quase tudo na compra de atletas e em luvas (923.944), e o clube pagou 40.416 a mais de empréstimos do que captou (DFC, p.14). | 118,4 | +208,6% | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Capital de giro líquidoO que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo. 2025, em R$ milhões:
Obs: Dos créditos a receber, 189.365 são de vendas de atletas, e a DF não diz quanto vence em até doze meses (nota 2.1.5, p.22). | (306,5) | (154,8) em R$ mi | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Patrimônio líquidoA diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil. 2025, em R$ milhões:
Obs: O patrimônio cresceu 292.395 em 2025 porque o superávit do ano se soma a ele. Não houve outro lançamento direto no patrimônio (DMPL, p.14). | 569,0 | +105,7% |
Perfil da dívida em 2025
De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.
Dívida bruta de R$ 1.149,3.
Dívidas onerosas: 0,3 (0,0%)
Financiamento bancário 0,3 0,0% Dívidas operacionais: 1.062,6 (92,5%)
Contas a pagar por compras de atletas e outras 771,2 67,1% Luvas e direitos de imagem a pagar 121,9 10,6% Salários e encargos 50,9 4,5% Impostos correntes 39,4 3,4% Fornecedores 1,9 0,2% Adiantamentos recebidos 77,3 6,7% Impostos parcelados e acordos: 86,4 (7,5%)
Parcelamentos de impostos: ISS e IPTU, Timemania, Refis da Copa e Banco Central 86,4 7,5%
Valores em R$ milhões.
Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:
| Composição | Saldo em 31/12/2025, R$ mi | Evidência |
|---|---|---|
Dívidas onerosasO que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados. | ||
Financiamento bancárioFinanciamento com o Banco de Lage Landen, 261, menos 27 de juros a apropriar. Tudo vence em até doze meses. Os dois contratos de 2024, a antecipação de recebíveis no Banco Tricury e o empréstimo no BTG Pactual, ambos a CDI + 0,40% ao mês, foram liquidados em 2025. | 0,3 | p.27 |
| Subtotal | 0,3 | |
Dívidas operacionaisO que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram. | ||
Contas a pagar por compras de atletas e outrasTítulos a pagar a clubes e representantes 764.272: entidades nacionais 306.431 (direitos econômicos 175.998, comissões 114.833, mecanismo de solidariedade 14.800 e direitos federativos 800) e entidades estrangeiras 457.841, com os maiores saldos de Vitor Roque, 118.872 ao Barcelona, Andreas Pereira, 50.427 ao Fulham, e Ramón Sosa, 48.519 ao Nottingham Forest; mais 6.886 de obrigações operacionais com terceiros. 385.305 vencem em até doze meses e 385.853 depois; a DF separa o prazo só do conjunto. | 771,2 | p.27–28 |
Luvas e direitos de imagem a pagarLuvas contratadas e direitos de imagem já devidos aos atletas. 55.449 vencem em até doze meses e 66.465 depois. No ano entraram 82.104 de novos contratos e 113.843 de direito de imagem, e foram pagos 145.945. | 121,9 | p.26 |
Salários e encargosObrigações trabalhistas e encargos sociais, 50.928 no balanço, tudo em até doze meses. A DF não abre a linha. | 50,9 | p.13 |
Impostos correntesObrigações tributárias de 39.356 no balanço, tudo em até doze meses. A DF não abre a linha, que dobrou contra 2024 (19.496). Não detalhado na DF. | 39,4 | p.13 |
FornecedoresSaldo de 1.907 no balanço, tudo em até doze meses. A DF não abre fornecedores. | 1,9 | p.13 |
Adiantamentos recebidosDinheiro recebido antes da entrega: 44.942 de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de 2026 a 2029, 30.696 de publicidade e patrocínio (naming rights do conjunto aquático, Lei de Incentivo ao Esporte e patrocínios) e 1.706 da venda de Amanda Gutierres, transferida em janeiro de 2026. A DF não diz quanto da venda já foi pago: a parte recebida é a antecipação (4.842) menos o que a NWSL ainda deve pela atleta (3.136). Das antecipações de contratos (452.930), ficam fora o estádio (366.725), pago com a obra do Allianz Parque e não em dinheiro, o restante da venda da atleta (3.136) e outros (5.725), sem natureza informada. A DF separa por prazo só o conjunto das antecipações, 105.590 em até doze meses e 347.340 depois, não estas parcelas. | 77,3 | p.28–29; nota 2.1.5.2, p.23 |
| Subtotal | 1.062,6 | |
Impostos parcelados e acordosImpostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos. | ||
Parcelamentos de impostos: ISS e IPTU, Timemania, Refis da Copa e Banco CentralPPI de ISS e IPTU 73.180, Timemania 3.519, Lei 12.996/14 (Refis da Copa) 9.505 e Banco Central 209. 14.543 vencem em até doze meses e 71.870 depois. O PPI é o parcelamento do ISS sobre bilheteria de 2010 a 2018, cerca de R$ 71 milhões, aderido em 2024 com desconto de 95% em juros e multa e até 120 parcelas (relatório da administração de 2024, p.16); o Refis da Copa parcelou o principal em 180 meses desde 2014. Sem parcela vencida em 31/12/2025. | 86,4 | p.28 |
| Subtotal | 86,4 | |
| Dívida bruta | 1.149,3 | |
(−) DisponibilidadesCaixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida. Caixa e equivalentes. | (118,4) | p.22 |
| Dívida líquida | 1.030,9 | |
Fora da dívida bruta: Antecipação do contrato de superfície do Allianz Parque, amortizada em 30 anos a R$ 19,4 mi por ano, até 2044, R$ 366,7 mi (p.29); Parte da venda antecipada de Amanda Gutierres ainda a receber da NWSL pela mesma atleta, R$ 3,1 mi (p.28–29; nota 2.1.5.2, p.23); Outras antecipações de contratos, sem natureza informada na DF, R$ 5,7 mi (p.28); Provisão para contingências, R$ 59,8 mi (p.29).
Não descontado da dívida, por ser valor a receber: créditos a receber de 243.609, 174.484 no circulante e 69.125 no não circulante; deles, 189.365 vêm de negociação de atletas (entidades nacionais 69.101 e estrangeiras 120.264), sem separação por prazo na DF (nota 2.1.5, p.22–23).
4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?
| R$ milhões | 2025 | Variação sobre 2024 | ||||||||||||||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Gasto com pessoalO que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um. 2025, em R$ milhões:
* Obs: O pessoal administrativo está dentro, porque a DF não o separa do futebol; o do clube social e esportes amadores (48.633), que a DF separa, fica fora (nota 2.1.23, p.34). | 608,2* | +30,8% | ||||||||||||||||||||||||||||||||
Gasto com pessoal sobre receita recorrenteQuanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026. 2025, em R$ milhões:
* Obs: O gasto com pessoal inclui o administrativo, que a DF não separa do futebol. | 55,7%* | (8,2 p.p.) | ||||||||||||||||||||||||||||||||
Referência do SSFO limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores. | Vale a partir do exercício de 2026 | |||||||||||||||||||||||||||||||||
5.O que o auditor disse?
O que é o parecer do auditor
A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.
Opinião: Sem ressalva
O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.
No parecer de 2025: Sem ressalva e sem parágrafo de ênfase. Sobre o relatório da administração, o auditor declara não ter nada a relatar.
Parágrafos de ênfase: nenhum
Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.
Fontes
Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://www.palmeiras.com.br/balancetes-e-demonstrativos-financeiros/.
Documento de 2025
- Demonstrações Financeiras e Relatório dos Auditores Independentes, exercício 2025 · Página do portal
Detalhes do arquivo
Sociedade Esportiva Palmeiras. Publicado em 18/03/2026. Balanço, DRE, mutações do patrimônio, fluxo de caixa, 29 notas explicativas, relatório da administração e parecer do auditor. Arquivo Relatorio-Palmeiras-2026-WEB.pdf. Páginas: Página interna N = página N+1 do PDF. Toda evidência cita a página do PDF.
Norma contábil: ITG 2003 (R2) e ITG 2002 (R1). Escala do documento: milhares de reais.
O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.
