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Palmeiras

Sociedade Esportiva Palmeiras · Associação · DF de 2025 publicada em 18/03/2026 · auditoria: BDO RCS Auditores Independentes SS Ltda.

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 1.091,3 (notas 2.1.15 a 2.1.21, p.30–32)
  • Receita com negociação de atletas: 656,4 (notas 2.1.22 e 2.1.25, p.33–34)

Obs: A DRE apresenta as receitas já sem os descontos; o número usa a receita bruta de cada nota. Os descontos (INSS e ISS retidos, cancelamentos de sócios, ingressos do Avanti na bilheteria e renda dividida com o visitante) aparecem como impostos e deduções no EBITDA recorrente, e o direito de arena, no gasto com pessoal (notas 2.1.15 a 2.1.21, p.30–32).

1.747,7+40,6%
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Premiações: 327,1 (30,0%)

    Passou de R$ 69,1 mi em 2024 para R$ 327,1 mi, mais 373,6%. A alta vem da participação na primeira Copa do Mundo de Clubes da FIFA e do vice-campeonato da Libertadores (nota 2.1.19, p.31–32).

    Copa do Mundo de Clubes e outras218,620,0%
    Campeonato Brasileiro54,25,0%
    Libertadores49,04,5%
    Campeonato Paulista3,80,4%
    Copa do Brasil1,50,1%
  • Publicidade e patrocínio: 213,7 (19,6%)
    Patrocinador master121,611,2%
    Outros, sobretudo placas publicitárias do Brasileiro e do Paulista73,36,7%
    Propriedades de marketing18,81,7%
  • Direitos de transmissão: 200,0 (18,3%)
    Campeonato Brasileiro116,810,7%
    Libertadores43,84,0%
    Campeonato Paulista30,22,8%
    Copa do Brasil6,30,6%
    Outras competições2,90,2%
  • Arrecadação de jogos, a bilheteria: 96,9 (8,9%)
    Campeonato Brasileiro47,74,4%
    Campeonato Paulista24,42,2%
    Libertadores17,61,6%
    Copa do Brasil7,20,7%
    Outros0,00,0%
  • Sócio-torcedor Avanti: 82,0 (7,5%)
  • Arrecadação social, o clube social: 79,7 (7,3%)
    Mensalidades44,74,1%
    Outros22,42,0%
    Taxas de atividades esportivas12,61,2%
  • Licenciamentos da marca, incentivos fiscais e departamentos amadores: 39,3 (3,6%)
    Licenciamento de produtos31,02,8%
    Licenciamento de lojas e escolinhas4,30,4%
    Incentivos fiscais e outros3,10,3%
    Departamentos amadores0,90,1%
  • Repasse do Allianz Parque: 52,6 (4,8%)

Fonte: nota 2.1.19, p.31; nota 2.1.16, p.30; nota 2.1.15, p.30; nota 2.1.17, p.31; nota 2.1.18, p.31; nota 2.1.20, p.32; DRE, p.13; nota 2.1.21, p.32; nota 2.1.22, p.33 do documento.

Obs: Inclui o repasse anual de parte das receitas do Allianz Parque, que a Real Arenas explora.

1.091,3+50,1%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Receita bruta com a venda de atletas651,0nota 2.1.22, p.33
Mecanismo de solidariedade recebido+2,2nota 2.1.22, p.33
Venda que a DF lança na nota de perdas
Patrick Roberto da Silva Campos, ao Atlético-MG3,2
+3,2nota 2.1.25, p.34
Receita com negociação de atletas=656,4
Atletas negociados (notas 2.1.22 e 2.1.25, p.33–34)
  • Vitor de Oliveira Nunes dos Reis, ao Manchester City Football Limited
  • Estevão Willian Almeida de Oliveira Gonçalves, ao Chelsea Football Club Limited
  • Richard Ríos Montoya, ao Sport Lisboa e Benfica – Futebol SAD
  • Thalys Henrique Gomes de Araújo, à Unión Deportiva Almería SAD
  • Wesley Ribeiro da Silva, ao Sport Club Internacional
  • Fellipe Jack Ozilio Moreira Pacheco, ao Como 1907 Srl
  • Gabriel Vinicius Menino, ao Atlético Mineiro S.A.F.
  • Ronielson da Silva Barbosa, ao Atlético Mineiro S.A.F.
  • José Rafael Vivian, ao Santos Futebol Clube
  • Gustavo Teixeira Lopes da Conceição, ao Fortaleza Esporte Clube S.A.F.
  • Kauã Moraes da Silva, ao Club Athletico Paranaense
  • Endrick Felipe Moreira de Sousa, ao Real Madrid Club de Fútbol
  • Aníbal Ismael Moreno, ao Club Atlético River Plate
  • Pedro Felipe de Jesus Gomes, à Juventus Football Club S.p.A.
  • Lucas Esteves Souza, ao Esporte Clube Vitória
  • Rafael Elias da Silva, ao Cruzeiro SAF
  • Pedro Henrique Rodrigues Bicalho, ao Futebol Clube de Alverca – Futebol SAD
  • Vanderlan Barbosa da Silva, ao Red Bull Bragantino Futebol Ltda.
  • Patrick Roberto da Silva Campos, ao Atlético Mineiro S.A.F.

Obs: A DRE mostra a negociação pelo ganho, 602.208, depois da baixa contábil dos atletas vendidos (50.994) (nota 2.1.22, p.33).

656,4+27,2%

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 608,2 (DRE, p.13; nota 2.1.23, p.34)
    Salários e benefícios271,2
    Direito de imagem113,8
    Premiação107,8
    Provisão de 13º e férias65,8
    Encargos32,4
    Direito de arena17,2
  • Demais custos e despesas: 349,8 (DRE, p.13; notas 2.1.22 a 2.1.25, p.32–34; DFC, p.14)
    Despesas gerais e administrativas, sem as contingências162,2
    Gastos com comissões, atletas e formação, sem as baixas89,9
    Despesas com jogos53,9
    Pessoal do clube social e esportes amadores48,7
    Despesas com o sócio-torcedor Avanti7,0
    Amortização do direito de uso dentro dessas despesas, que não sai do caixa(9,5)
    Outras receitas sem descrição na DF(2,4)
958,0+31,5%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Resultado antes do resultado financeiro382,0DRE, p.13
Depreciação e amortização+20,0DRE, p.13; DFC, p.14
Amortização dos contratos de atletas+228,2DRE, p.13; nota 2.1.9, p.26
Baixa contábil dos atletas vendidos+51,0nota 2.1.22, p.33
Baixa contábil dos atletas nas perdas+19,5nota 2.1.25, p.34
Amortização do direito de uso+9,5DFC, p.14
Contingências líquidas+29,3nota 2.1.24, p.34
Obra do Allianz Parque, parte sem caixa do contrato−19,5nota 2.1.22, p.33; DFC, p.14
EBITDA=720,0

Obs: Do contrato de superfície do Allianz Parque fica fora só a obra do estádio dividida em 30 anos (19.387), que não é dinheiro; o repasse de 52.613 de parte das receitas da arena entra (nota 2.1.22, p.33; DFC, p.14). O relatório da administração publica EBITDA ajustado de 681.298, com o repasse da arena dentro e sem devolver as contingências e o direito de uso (p.11).

720,0+59,8%
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente1.091,3notas 2.1.15 a 2.1.21, p.30–32
Impostos e deduções da receita
INSS retido sobre as receitas(29,6)
Cancelamentos, descontos e abatimentos de sócios(17,0)
Ingressos do sócio-torcedor Avanti na bilheteria(15,8)
ISS, tributo da Copa do Mundo de Clubes e Federação Paulista(5,3)
Renda dividida com o visitante(1,9)
Retenção da Libra(0,1)
−69,7notas 2.1.15 a 2.1.21, p.30–32
Custos e despesas da operação−958,0DRE, p.13
EBITDA recorrente=63,6
63,6inversão de sinal
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA720,0
Depreciação e amortização−19,9DRE, p.13; DFC, p.14
Amortização dos contratos de atletas−228,2DRE, p.13; nota 2.1.9, p.26
Baixa contábil dos atletas vendidos−51,0nota 2.1.22, p.33
Baixa contábil dos atletas nas perdas−19,4nota 2.1.25, p.34
Amortização do direito de uso−9,5DFC, p.14
Contingências líquidas−29,3nota 2.1.24, p.34
EBIT=362,7
362,7+130,7%
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receitas operacionais1.628,5DRE, p.13
Despesas operacionais
Pessoal e encargos sociais(525,8)
Amortização dos direitos de atletas e comissão técnica(228,2)
Despesas gerais e administrativas(191,5)
Despesas com direito de imagem(113,8)
Gastos com comissões, atletas e baixas(106,2)
Despesas com jogos(53,9)
Depreciação e amortização(20,0)
Despesas com o sócio-torcedor Avanti(7,0)
−1.246,4DRE, p.13; notas 2.1.23 a 2.1.25, p.34
Resultado financeiro
Receitas financeiras154,6
Despesas financeiras(244,3)
−89,7DRE, p.13; nota 2.1.26, p.35
Resultado do exercício=292,4

Obs: As receitas operacionais da DRE vêm sem os descontos, com a negociação de atletas pelo ganho e com o contrato de superfície do Allianz Parque (72.000), do qual só a obra do estádio dividida em 30 anos (19.387) fica fora da receita total e do EBITDA (nota 2.1.22, p.33). A maior parte do resultado financeiro é câmbio: variação cambial ativa de 139.422 e passiva de 155.836, e 44.673 de operações de câmbio (nota 2.1.26, p.35).

292,4+47,5%

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas: financiamento bancário0,2nota 2.1.10, p.27
Dívidas operacionais+1.062,6p.13; notas 2.1.9.2, 2.1.11 e 2.1.13, p.26–29; nota 2.1.5.2, p.23
Impostos parcelados: PPI de ISS e IPTU, Timemania, Lei 12.996 e Banco Central+86,5nota 2.1.12, p.28
Disponibilidades−118,4nota 2.1.4, p.22
Dívida líquida=1.030,9

Obs: A antecipação do contrato de superfície do Allianz Parque (366.725) fica fora: é a contrapartida do estádio que a Real Arenas construiu e o clube registrou no ativo, e não dinheiro recebido; ela vira receita até 2044 (notas 2.1.8.1, 2.1.13 e 2.1.22, p.25, p.28–29 e p.33).

1.030,9+10,6%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Caixa: 0,3 (nota 2.1.4, p.22)
  • Bancos conta movimento: 47,8 (nota 2.1.4, p.22)
  • Aplicações financeiras em fundos de renda fixa, de liquidez imediata: 70,3 (nota 2.1.4, p.22)

Obs: O caixa subiu 80.008 em 2025: a operação gerou 1.068.676, os investimentos consumiram 948.252, quase tudo na compra de atletas e em luvas (923.944), e o clube pagou 40.416 a mais de empréstimos do que captou (DFC, p.14).

118,4+208,6%
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Créditos a receber174,5
Caixa, bancos e aplicações118,4
Despesas antecipadas, 35.342 delas ligadas a atletas35,6
Outros créditos14,1
Estoques4,2
346,8p.13
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Contas a pagar, quase todas a clubes e representantes por atletas(385,3)
Antecipação de contratos (estádio, transmissão, publicidade), a parcela do ano(105,6)
Direitos de imagem e luvas a pagar(55,5)
Salários e encargos a pagar(50,9)
Impostos a pagar(39,4)
Impostos parcelados, a parcela do ano(14,5)
Fornecedores(1,9)
Empréstimos e financiamentos, a parcela do ano(0,2)
−653,3p.13
Capital de giro líquido=(306,5)

Obs: Dos créditos a receber, 189.365 são de vendas de atletas, e a DF não diz quanto vence em até doze meses (nota 2.1.5, p.22).

(306,5)(154,8) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

  • Patrimônio social, os superávits acumulados: 276,6 (p.13; DMPL, p.14)
  • Superávit do exercício: 292,4 (p.13)

Obs: O patrimônio cresceu 292.395 em 2025 porque o superávit do ano se soma a ele. Não houve outro lançamento direto no patrimônio (DMPL, p.14).

569,0+105,7%
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 1.149,3.

  • Dívidas onerosas: 0,3 (0,0%)
    Financiamento bancário0,30,0%
  • Dívidas operacionais: 1.062,6 (92,5%)
    Contas a pagar por compras de atletas e outras771,267,1%
    Luvas e direitos de imagem a pagar121,910,6%
    Salários e encargos50,94,5%
    Impostos correntes39,43,4%
    Fornecedores1,90,2%
    Adiantamentos recebidos77,36,7%
  • Impostos parcelados e acordos: 86,4 (7,5%)
    Parcelamentos de impostos: ISS e IPTU, Timemania, Refis da Copa e Banco Central86,47,5%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas0,3 até 12 meses · 0,0 depois
  • Dívidas operacionais533,0 até 12 meses · 452,3 depois · 77,3 sem prazo
  • Impostos parcelados e acordos14,5 até 12 meses · 71,9 depois
  • Dívida bruta547,8 até 12 meses · 524,2 depois · 77,3 sem prazo

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses Prazo não informado pela DF

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Financiamento bancário

Financiamento com o Banco de Lage Landen, 261, menos 27 de juros a apropriar. Tudo vence em até doze meses. Os dois contratos de 2024, a antecipação de recebíveis no Banco Tricury e o empréstimo no BTG Pactual, ambos a CDI + 0,40% ao mês, foram liquidados em 2025.

0,3p.27
Subtotal0,3
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Contas a pagar por compras de atletas e outras

Títulos a pagar a clubes e representantes 764.272: entidades nacionais 306.431 (direitos econômicos 175.998, comissões 114.833, mecanismo de solidariedade 14.800 e direitos federativos 800) e entidades estrangeiras 457.841, com os maiores saldos de Vitor Roque, 118.872 ao Barcelona, Andreas Pereira, 50.427 ao Fulham, e Ramón Sosa, 48.519 ao Nottingham Forest; mais 6.886 de obrigações operacionais com terceiros. 385.305 vencem em até doze meses e 385.853 depois; a DF separa o prazo só do conjunto.

771,2p.27–28
Luvas e direitos de imagem a pagar

Luvas contratadas e direitos de imagem já devidos aos atletas. 55.449 vencem em até doze meses e 66.465 depois. No ano entraram 82.104 de novos contratos e 113.843 de direito de imagem, e foram pagos 145.945.

121,9p.26
Salários e encargos

Obrigações trabalhistas e encargos sociais, 50.928 no balanço, tudo em até doze meses. A DF não abre a linha.

50,9p.13
Impostos correntes

Obrigações tributárias de 39.356 no balanço, tudo em até doze meses. A DF não abre a linha, que dobrou contra 2024 (19.496). Não detalhado na DF.

39,4p.13
Fornecedores

Saldo de 1.907 no balanço, tudo em até doze meses. A DF não abre fornecedores.

1,9p.13
Adiantamentos recebidos

Dinheiro recebido antes da entrega: 44.942 de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de 2026 a 2029, 30.696 de publicidade e patrocínio (naming rights do conjunto aquático, Lei de Incentivo ao Esporte e patrocínios) e 1.706 da venda de Amanda Gutierres, transferida em janeiro de 2026. A DF não diz quanto da venda já foi pago: a parte recebida é a antecipação (4.842) menos o que a NWSL ainda deve pela atleta (3.136). Das antecipações de contratos (452.930), ficam fora o estádio (366.725), pago com a obra do Allianz Parque e não em dinheiro, o restante da venda da atleta (3.136) e outros (5.725), sem natureza informada. A DF separa por prazo só o conjunto das antecipações, 105.590 em até doze meses e 347.340 depois, não estas parcelas.

77,3p.28–29; nota 2.1.5.2, p.23
Subtotal1.062,6
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos: ISS e IPTU, Timemania, Refis da Copa e Banco Central

PPI de ISS e IPTU 73.180, Timemania 3.519, Lei 12.996/14 (Refis da Copa) 9.505 e Banco Central 209. 14.543 vencem em até doze meses e 71.870 depois. O PPI é o parcelamento do ISS sobre bilheteria de 2010 a 2018, cerca de R$ 71 milhões, aderido em 2024 com desconto de 95% em juros e multa e até 120 parcelas (relatório da administração de 2024, p.16); o Refis da Copa parcelou o principal em 180 meses desde 2014. Sem parcela vencida em 31/12/2025.

86,4p.28
Subtotal86,4
Dívida bruta1.149,3
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa e equivalentes.

(118,4)p.22
Dívida líquida1.030,9

Fora da dívida bruta: Antecipação do contrato de superfície do Allianz Parque, amortizada em 30 anos a R$ 19,4 mi por ano, até 2044, R$ 366,7 mi (p.29); Parte da venda antecipada de Amanda Gutierres ainda a receber da NWSL pela mesma atleta, R$ 3,1 mi (p.28–29; nota 2.1.5.2, p.23); Outras antecipações de contratos, sem natureza informada na DF, R$ 5,7 mi (p.28); Provisão para contingências, R$ 59,8 mi (p.29).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: créditos a receber de 243.609, 174.484 no circulante e 69.125 no não circulante; deles, 189.365 vêm de negociação de atletas (entidades nacionais 69.101 e estrangeiras 120.264), sem separação por prazo na DF (nota 2.1.5, p.22–23).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Futebol profissional: 547,4 (nota 2.1.23, p.34; DRE por segmento, p.13; arena nas notas 2.1.15, 2.1.17 e 2.1.19)
    Salários e benefícios235,9
    Direito de imagem111,0
    Premiação97,4
    Provisão de 13º e férias58,0
    Encargos27,9
    Direito de arena17,2
  • Categorias de base: 44,2 (nota 2.1.23, p.34; DRE por segmento, p.13)
    Salários e benefícios24,3
    Premiação9,5
    Provisão de 13º e férias5,3
    Encargos3,2
    Direito de imagem1,9
  • Futebol feminino: 16,6 (nota 2.1.23, p.34; DRE por segmento, p.13; arena nas notas 2.1.15, 2.1.17 e 2.1.19)
    Salários e benefícios11,0
    Provisão de 13º e férias2,4
    Encargos1,3
    Direito de imagem1,0
    Premiação e direito de arena0,9

* Obs: O pessoal administrativo está dentro, porque a DF não o separa do futebol; o do clube social e esportes amadores (48.633), que a DF separa, fica fora (nota 2.1.23, p.34).

608,2*+30,8%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal608,2nota 2.1.23, p.34
Receita recorrente÷1.091,3notas 2.1.15 a 2.1.21, p.30–32
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=55,7%

* Obs: O gasto com pessoal inclui o administrativo, que a DF não separa do futebol.

55,7%*(8,2 p.p.)
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

No parecer de 2025: Sem ressalva e sem parágrafo de ênfase. Sobre o relatório da administração, o auditor declara não ter nada a relatar.

Parágrafos de ênfase: nenhum

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://www.palmeiras.com.br/balancetes-e-demonstrativos-financeiros/.

Documento de 2025

Norma contábil: ITG 2003 (R2) e ITG 2002 (R1). Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.