meutime.net

Grêmio

Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense · Associação · DF de 2025 publicada em 25/03/2026 · auditoria: Baker Tilly Brasil RS Auditores Independentes S/S, CRCRS 006706/O

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 379,5 (nota 22, p.28)
  • Receita com negociação de atletas: 127,1 (nota 25, p.30–31)

Obs: O relatório da administração publica receita bruta de 898.312, que soma as doações (147.507) e o valor justo (248.161) da operação da Arena; a DF os apresenta fora da receita, em linhas próprias, como eventos extraordinários (nota 1.1, p.13; relatório, p.2).

506,6(0,8%)
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Transmissão: 155,5 (41,0%)
    Campeonato Brasileiro131,434,6%
    Copa Libertadores e Sul-Americana9,02,4%
    Campeonato Gaúcho8,92,4%
    Copa do Brasil5,81,5%
    Campeonato Brasileiro Feminino0,40,1%
  • Receitas publicitárias: 107,6 (28,4%)

    Passou de R$ 65,4 mi em 2024 para R$ 107,6 mi, mais 64,6%. A DF não detalha os contratos de publicidade (nota 22, p.28).

  • Quadro social: 67,5 (17,8%)
  • Loja Grêmio Mania: 31,8 (8,4%)

    Passou de R$ 22,2 mi em 2024 para R$ 31,8 mi, mais 43,6%. A DF de 2024 registra saques na loja e a Arena sem jogos até setembro de 2024, por causa das enchentes (nota 1, p.11 da DF de 2024); a DF de 2025 não comenta a alta (nota 22, p.29).

  • Jogos, locações e patrimoniais: 6,6 (1,7%)
    Receitas de jogos3,91,0%
    Locações2,60,7%
    Receitas patrimoniais, sem o trabalho voluntário0,10,0%
  • Royalties: 7,7 (2,0%)
  • Luvas, prêmios e outras: 2,8 (0,7%)
    Outras do desporto2,00,5%
    Luvas0,80,2%
    Premiações0,00,0%

Fonte: nota 22, p.28–29; nota 22, p.28 do documento.

Obs: A DRE traz 375.539, líquida dos impostos sobre vendas (5.358) e das devoluções (809) da loja. Em 2025 a arrecadação do quadro social ganhou linha própria; em 2024 estava nas receitas patrimoniais (nota 22, p.28). Até novembro de 2025, a Arena era explorada pela Arena Porto-Alegrense, empresa de terceiros, e o que ela devia ao clube pelo contrato era abatido da dívida do clube com ela, sem entrar dinheiro; em novembro, o clube passou a operar o estádio. O trabalho voluntário dos conselheiros (2.160), que a DF registra pelo mesmo valor em receita e em despesa, sem entrada de dinheiro, fica fora (nota 29, p.32).

379,5(6,2%)
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Venda de atletas123,8nota 25, p.30
Mecanismo de solidariedade+3,3nota 25, p.31
Receita com negociação de atletas=127,1
Atletas negociados (nota 25, p.30)
  • Nathan Fernandes, ao Botafogo
  • Igor Schlemper, ao Al Jazira FB
  • Kaick Ferreira, à MLS
  • Marchesin, ao Boca Jr
  • José Guilherme, ao Bahia
  • Gustavo Cruz, ao Al-Qadsiah
  • JP Vilardi, ao Vitória
  • Lorena Leite, à National Womens
  • Douglas Marinez, ao CA Penarol
  • Ricardo Vianna, ao Professional FC
  • Mateus Martins, ao Shakhtar
  • Vitor Bobsin, ao Santa Clara FS
  • Caique, ao Criciuma
  • Matheus Macenna, ao Red Bull
  • Everton Galdino, ao Tokio FC

Obs: As vendas incluem 8.337 de outras deduções e receitas que a nota 25 não atribui a nenhum atleta (p.30).

127,1+19,5%

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

Custos do desporto, sem a amortização387,1nota 23, p.29
Despesas gerais, sem depreciação, contingências e trabalho voluntário
Salários administrativos36,3
Serviços de terceiros29,6
Aluguéis, seguros e materiais11,8
Água, luz, telefone e manutenção7,7
Publicitárias2,4
Créditos de liquidação duvidosa2,1
Tributos federais1,4
Outras despesas1,3
Trabalho voluntário dos conselheiros, sem caixa(2,2)
+90,4nota 24, p.29; nota 29, p.32
Doações, recuperações e festejos
Doações(12,5)
Recuperação de despesas, sem as reversões de comissões(3,4)
Festejos e aniversários(0,1)
−16,0nota 25, p.30
Reversão da cessão onerosa, em linha que a DF não identifica+18,5nota 1.1, p.14
Custos e despesas da operação=480,0

Obs: As doações (12.507), que a DF não descreve, e as recuperações de despesas abatem o gasto (nota 25, p.30). A reversão de 18.515 da cessão onerosa de cadeiras, que a DF lança sem dizer em que linha, volta aos custos, porque fica fora do EBITDA (nota 1.1, p.14). O trabalho voluntário dos conselheiros sai das despesas administrativas de pessoal, porque não é gasto: a DF o lança pelo mesmo valor na receita (nota 29, p.32).

480,0+11,0%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Resultado antes do resultado financeiro130,2DRE, p.8
Doações da operação Arena−135,0DRE, p.8; nota 1.1, p.13–14
Valor justo da operação Arena−248,2DRE, p.8; nota 1.1, p.14
Impairment do direito de exploração da Arena+157,5DRE, p.8; nota 1.1, p.14
Reversão da cessão onerosa de cadeiras, sem caixa−18,5nota 1.1, p.14
Amortização de atletas+101,9nota 23, p.29
Depreciação e amortização de outros ativos+10,4nota 24, p.29
Contingências judiciais+14,7nota 24, p.29
Baixa contábil dos atletas vendidos+9,2nota 25, p.30
Reversão de comissões renegociadas, sem caixa−1,7nota 25(a), p.30
EBITDA=20,5

* Obs: A DRE lança 101.900 de amortização de atletas, e a nota do intangível amortiza 90.810 de atletas e 4.200 do direito de exploração da Arena; a DF não explica a diferença (notas 11 e 23, p.22 e p.29). As doações (135.000), o valor justo (248.161) e a reversão da cessão onerosa de cadeiras (18.515) da operação da Arena ficam fora, e o impairment (157.495) volta: a DF os trata como eventos extraordinários, sem dizer em que linha lançou a reversão (nota 1.1, p.13–14). Também fica fora a reversão de 1.679 de comissões renegociadas, ganho sem entrada de dinheiro (nota 25, p.30).

20,5*(72,7%)
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente379,5nota 22, p.28
Impostos e devoluções da loja−6,1nota 22, p.29
Custos e despesas da operação−480,0DRE, p.8; notas 23 a 25, p.29–30
EBITDA recorrente=(106,6)
(106,6)(75,2) em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA20,5
Amortização de atletas−101,9nota 23, p.29
Depreciação e amortização de outros ativos−10,4nota 24, p.29
Contingências judiciais−14,7nota 24, p.29
Baixa contábil dos atletas vendidos−9,2nota 25, p.30
EBIT=(115,7)

Obs: A perda de valor do direito de exploração da Arena fica fora, como os ganhos da mesma operação, que o EBITDA já deixa fora: a DF trata os dois como eventos extraordinários (nota 1.1, p.13–14).

(115,7)inversão de sinal
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita da atividade de desporto375,5DRE, p.8
Custo da atividade de desporto−489,0DRE, p.8
Despesas gerais e administrativas−117,7DRE, p.8
Doações da operação da Arena+135,0DRE, p.8; nota 1.1, p.14
Valor justo da operação da Arena+248,2DRE, p.8; nota 1.1, p.14
Impairment do direito de superfície−157,5DRE, p.8; nota 1.1, p.14
Outras receitas operacionais+135,6DRE, p.8
Resultado financeiro
Receitas financeiras34,1
Despesas financeiras(128,7)
−94,6DRE, p.8
Resultado do exercício=35,5

O superávit inclui efeitos da operação da Arena que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um déficit de 210,4.

Resultado do exercício35,5
Doação de créditos pela Arena−135,0nota 1.1, p.13–14
Valor justo dos créditos contra a Arena−248,2nota 1.1, p.14
Impairment do direito de superfície+157,5nota 1.1, p.14
Reversão da cessão onerosa com a Arena−18,5nota 1.1, p.14
Reversão de comissões renegociadas−1,7nota 25(a), p.30
Resultado sem os efeitos sem caixa=(210,4)

Outros 12,5 de doações e 0,9 de descontos, que a DF não detalha, ficam fora da conta.

35,5(18,6%)

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas358,1df p.7; notas 7 e 12 a 20, p.20 e p.23–27
Dívidas operacionais+331,2df p.7; notas 7 e 12 a 20, p.20 e p.23–27
Impostos parcelados e acordos+184,6df p.7; notas 7 e 12 a 20, p.20 e p.23–27
Caixa e aplicações−18,4df p.7; nota 4, p.19
Dívida líquida=855,5
855,5+16,7%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Caixa e bancos: 9,9 (nota 4, p.19)
  • Aplicações financeiras de liquidez imediata: 8,5 (nota 4, p.19)

Obs: O caixa subiu 7.211 no ano. A DFC soma à operação e aos investimentos o direito de exploração da Arena (363.315), recebido em troca de créditos, sem dinheiro; sem ele, a operação gerou 148.144 e os investimentos consumiram 160.921, quase tudo em atletas (158.494). Os empréstimos tomados superaram os pagos em 19.988 (DFC, p.11; nota 11, p.22).

18,4+64,7%
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Venda de atletas a receber46,4
Clientes comerciais e licenciados44,8
Caixa, bancos e aplicações18,4
Adiantamentos11,4
Despesas antecipadas7,1
Estoques5,4
Outros créditos0,6
134,1df p.7
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Outras obrigações (nota 19)(141,8)
Parcelas de compras e empréstimos de atletas a pagar(113,8)
Fornecedores(71,3)
Antecipações: cotas de TV e sócios(58,4)
Parcelamentos fiscais, a parcela do ano(39,7)
Empréstimos bancários, a parcela do ano(37,1)
Impostos e contribuições a pagar(31,7)
Salários e encargos a pagar(16,0)
Receitas diferidas de luvas contratuais(6,7)
−516,5df p.7
Capital de giro líquido=(382,4)

Obs: O auditor cita em ênfase o “desequilíbrio de capital de giro líquido” de 382.434 em 2025 e 96.235 em 2024 (p.4).

(382,4)(286,2) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Patrimônio social1,3p.7; DMPL, p.10
Reserva de reavaliação+42,3p.7; DMPL, p.10
Reserva de subvenção+16,8p.7; DMPL, p.10
Déficits acumulados−235,6p.7; DMPL, p.10
Patrimônio líquido=(175,2)

Obs: O patrimônio subiu 35.484 em 2025 porque o superávit do ano se soma a ele; a realização da reserva de reavaliação (1.145) só troca de conta. Não houve outro lançamento direto no patrimônio (DMPL, p.10).

(175,2)+35,5 em R$ mi
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 873,9.

  • Dívidas onerosas: 358,1 (41,0%)
    Empréstimos bancários80,09,2%
    Empréstimos de pessoas físicas169,319,4%
    Antecipações de cotas de TV82,19,4%
    Antecipação do contrato de placas de campo da Brax26,73,0%
  • Dívidas operacionais: 331,2 (37,9%)
    Fornecedores71,38,2%
    Salários de dezembro e férias a pagar16,01,8%
    Impostos e contribuições correntes31,73,6%
    Dívidas com outros clubes por compras e empréstimos de atletas124,214,2%
    Direitos de imagem e serviços a pagar a atletas13,71,6%
    Participações de terceiros em negociações de atletas54,66,2%
    Adiantamentos recebidos15,41,8%
    Outras obrigações4,30,5%
  • Impostos parcelados e acordos: 184,6 (21,1%)
    Parcelamentos de impostos: Profut, Receita Federal, ICMS e FGTS154,517,7%
    Acordos judiciais e extrajudiciais pagos em parcelas30,13,4%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas43,8 até 12 meses · 62,9 depois · 251,4 sem prazo
  • Dívidas operacionais232,8 até 12 meses · 10,4 depois · 88,0 sem prazo
  • Impostos parcelados e acordos39,7 até 12 meses · 114,9 depois · 30,0 sem prazo
  • Dívida bruta316,3 até 12 meses · 188,2 depois · 369,4 sem prazo

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses Prazo não informado pela DF

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos bancários

Banrisul 74.273 em quatro contratos: três a 0,70% ao mês mais CDI, com vencimento em fevereiro e março de 2028 e patrocínio, débito e recebíveis de cartão em garantia (18.382, 31.960 e 14.931), e um de 9.000 a 1% ao mês mais CDI, com vencimento em novembro de 2026 e avalista. BMG 5.733 a 1,84% ao mês, vencimento em janeiro de 2026, com avalista. 37.112 vencem em até doze meses e 42.894 depois.

80,0df p.7; nota 12, p.23
Empréstimos de pessoas físicas

Contratos de mútuo cedidos ao clube por pessoas físicas, atualizados pelos termos de cada contrato e abatidos das amortizações previstas; eram 83.303 em 2024. A DF cita a LGPD para não divulgar os nomes; os contratos ficam à disposição dos conselheiros. A DF não separa esta linha por prazo: só o conjunto das outras obrigações da nota 19, 141.812 em até doze meses e 130.052 depois.

169,3nota 19(b), p.26–27
Antecipações de cotas de TV

Cotas de TV do Brasileiro antecipadas: 45.396 do contrato de TV aberta de 2025 a 2029, antecipado em março de 2024, e 36.720 da cota de 2026, antecipada em dezembro de 2025, ambas da Globo. A DF descreve essas antecipações como operações de financiamento para sustentar a operação e fazer investimentos, e por isso ficam entre as dívidas onerosas. A DF não separa esta linha por prazo: só o conjunto das antecipações diversas, 58.434 em até doze meses e 39.082 depois.

82,1df p.7; nota 17, p.25
Antecipação do contrato de placas de campo da Brax

Arras e princípio de pagamento recebidos da Brax pelo licenciamento das placas de campo nas temporadas de 2025 a 2029, que a DF registra como receita diferida de luvas. A DF lança em despesas antecipadas os encargos sobre as antecipações dos contratos da Brax e do BMG (12.016), e por isso a antecipação fica entre as dívidas onerosas. 6.669 vencem em até doze meses e 20.007 depois.

26,7df p.7; notas 7 e 18, p.20 e p.25–26
Subtotal358,1
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Fornecedores

Tudo vence em até doze meses. A DF não abre fornecedores; eram 10.949 em 2024, na coluna comparativa desta DF.

71,3df p.7
Salários de dezembro e férias a pagar

Salários de atletas e funcionários relativos a dezembro de 2025, mais as provisões de férias. Tudo vence em até doze meses.

16,0df p.7; nota 13, p.24
Impostos e contribuições correntes

IRRF 15.394, INSS 6.315, PIS e COFINS retidos 5.406, FGTS 3.647, ICMS 428, PIS 408 e ISS 103. Tudo vence em até doze meses.

31,7df p.7; nota 14, p.24
Dívidas com outros clubes por compras e empréstimos de atletas

63.444 em reais e 60.794 em dólar ou euro, atualizados pelo câmbio de 31/12/2025; valores em atraso, quando existem, são corrigidos como os contratos preveem. 113.790 vencem em até doze meses e 10.448 depois.

124,2df p.7; nota 16, p.24
Direitos de imagem e serviços a pagar a atletas

Direitos de imagem e serviços devidos a atletas profissionais, pelo valor original mais encargos e atualizações até a data do balanço; eram 3.370 em 2024. A DF não separa esta linha por prazo: só o conjunto das outras obrigações da nota 19, 141.812 em até doze meses e 130.052 depois.

13,7nota 19, p.26
Participações de terceiros em negociações de atletas

Valores devidos pela participação de terceiros em atletas e pela intermediação de negociações; eram 45.955 em 2024. A DF não separa esta linha por prazo: só o conjunto das outras obrigações da nota 19, 141.812 em até doze meses e 130.052 depois.

54,6nota 19, p.26
Adiantamentos recebidos

Mensalidades do quadro social de 2026 pagas antecipadamente pelos associados, 9.193, e outras antecipações, 6.207, sem detalhe na DF, tomadas como dinheiro já recebido porque a DFC registra a variação das antecipações diversas no caixa da operação e não há valor a receber ligado a elas. A DF não separa esta linha por prazo: só o conjunto das antecipações diversas, 58.434 em até doze meses e 39.082 depois; as mensalidades vencem todas em 2026.

15,4df p.7; nota 17, p.25
Outras obrigações

Demais valores da nota 19, sem detalhe na DF; eram 2.297 em 2024. A DF não separa esta linha por prazo: só o conjunto das outras obrigações da nota 19, 141.812 em até doze meses e 130.052 depois.

4,3nota 19, p.26
Subtotal331,2
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos: Profut, Receita Federal, ICMS e FGTS

Profut 75.222 (previdenciário na PGFN 5.933 e na Receita Federal 8.615; demais débitos na Receita Federal 50.771 e na PGFN 9.903) e outros parcelamentos 79.305 (Receita Federal 76.191, ICMS 1.970 e FGTS 1.144), com 61.441 de adesões novas em 2025. 39.684 vencem em até doze meses e 114.843 depois. Na ênfase do auditor.

154,5df p.7; nota 15, p.24
Acordos judiciais e extrajudiciais pagos em parcelas

Acordos indenizatórios, judiciais ou não, pagos parcelados, pelo valor original mais encargos e atualizações; eram 21.349 em 2024. A DF não separa esta linha por prazo: só o conjunto das outras obrigações da nota 19, 141.812 em até doze meses e 130.052 depois.

30,1nota 19, p.26
Subtotal184,6
Dívida bruta873,9
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa e equivalentes de caixa.

(18,4)df p.7; nota 4, p.19
Dívida líquida855,5

Fora da dívida bruta: Provisão para contingências judiciais trabalhistas, cíveis e fiscais, R$ 61,8 mi (df p.7; nota 20, p.27).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: valores a receber de outros clubes pela venda, empréstimo e mecanismo de solidariedade de atletas, 46.440 no circulante e 5.502 no não circulante, 47.281 deles em moeda estrangeira (nota 5, p.19).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Salários, benefícios e encargos: 211,8 (nota 23, p.29)
  • Imagem, prêmios, federações e material esportivo: 111,4 (nota 23, p.29)

* Obs: A DF lança numa linha só o direito de imagem e os prêmios dos atletas com taxas de federação, material esportivo e outras despesas, sem dizer quanto é cada uma, e a linha entra inteira (nota 23, p.29). O pessoal administrativo está nas despesas gerais e fica fora.

323,2*+13,7%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal323,2nota 23, p.29
Receita recorrente÷379,5nota 22, p.28
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=85,2%

* Obs: O gasto com pessoal inclui taxas de federação, material esportivo e outras despesas, que a DF lança numa linha só com o direito de imagem e os prêmios.

85,2%*+14,9 p.p.
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

Parágrafos de ênfase: 4

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Troca de ativos entre o clube e a OAS S.A., prevista nos contratos da Arena e ainda não exercida; a DF não inclui efeitos dessa troca (notas 9 e 10).
  • PROFUT: dívidas tributárias e previdenciárias de R$ 154.527 mil, R$ 39.684 mil no circulante e R$ 114.843 mil no não circulante, com as parcelas em dia (nota 15).
  • Desequilíbrio econômico-financeiro: capital de giro negativo de R$ 382.434 mil e passivo a descoberto de R$ 175.245 mil, com geração de caixa operacional positiva de R$ 511.459 mil no ano e plano de retomada descrito na nota 1.
  • Adjudicação do direito de superfície da Arena em novembro de 2025, reconhecido como intangível, com provisão para perda de R$ 157.495 mil pelo teste de recuperabilidade, cujas premissas serão revistas anualmente (notas 1.1 e 11.6).
Conselho fiscal: parecer de 24/03/2026

Favorável, por unanimidade: as demonstrações representam adequadamente a situação patrimonial e financeira e estão em condições de ser submetidas ao Conselho Deliberativo, considerando o relatório sem ressalvas do auditor, recebido em 23/03/2026, e pareceres específicos contratados sobre os lançamentos da transação da Arena.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://gremio.net/governanca/.

Documentos de 2025

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil, com a NBC ITG 2002 (R2) e a ITG 2003 (R1) segundo o relatório do auditor; as notas citam a ITG 2002 (R1) e a ITG 2003 (R2), adotada em 01/01/2024 com a baixa de R$ 47.162 mil de atletas em formação contra os déficits acumulados. Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.