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Fortaleza

Fortaleza Esporte Clube · SAF · DF de 2025 publicada em 24/04/2026 · auditoria: BDO RCS Auditores Independentes SS Ltda.

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 303,5 (nota 17, p.32)
  • Receita com negociação de atletas: 89,2 (nota 20, p.34; nota 18, p.33)

Obs: A DF lança a venda de atletas em outras receitas operacionais, fora da receita da DRE (nota 20, p.34). As demais outras receitas (recuperação de despesas, estacionamento, multas recebidas e outras sem descrição) ficam na operação, abatendo os custos.

392,7+56,2%
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Transmissão de jogos: 155,1 (51,1%)

    Passou de R$ 56,6 mi em 2024 para R$ 155,1 mi, mais 174,0%. O relatório da administração atribui a alta à participação na Copa Libertadores (p.31).

  • Sócio torcedor: 43,0 (14,2%)
  • Patrocínios: 42,6 (14,0%)
  • Participação e performance nas competições: 29,7 (9,8%)

    Passou de R$ 61,6 mi em 2024 para R$ 29,7 mi, menos 51,8%. A DF não detalha a variação (nota 17, p.32).

  • Bilheteria: 18,4 (6,1%)
    Campeonato Brasileiro, 19 jogos12,04,0%
    Campeonato Cearense, 5 jogos3,51,1%
    Copa Libertadores da América, 4 jogos2,40,8%
    Copa do Nordeste, 4 jogos0,40,1%
    Copa do Brasil, 1 jogo0,10,1%
  • Receita bruta diversas: 12,8 (4,2%)
    Cessão de camarote5,21,7%
    Royalties4,91,6%
    Eventos sociais1,90,6%
    Ativação de marca0,70,2%
    Timemania0,10,1%
  • Luvas e outras receitas de futebol: 1,9 (0,6%)
    Luvas1,10,4%
    Outras receitas0,80,2%

Fonte: nota 17, p.32 do documento.

Obs: A transmissão inclui a parte que a SAF repassa ao investidor que comprou direitos da Liga Forte União (12.901) e o rateio das despesas da liga (6.009), descontados entre as deduções da receita (nota 17, p.32).

303,5+27,1%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Cessão definitiva de atletas

Passou de R$ 15,3 mi em 2024 para R$ 92,3 mi, mais 503,7%. Em 2024, 14.003 das cessões definitivas foram da associação, antes de o futebol passar à SAF; a DF não detalha a variação (nota 20, p.34).

92,3nota 20, p.34
Cessão temporária de atletas, o empréstimo+5,5nota 20, p.34
Mecanismo de solidariedade+0,2nota 20, p.34
Repasses a quem tinha parte dos direitos econômicos−8,8nota 18, p.33
Receita com negociação de atletas=89,2

A relação de atletas não foi divulgada.

Obs: Depois do fim do ano, a SAF vendeu mais quatro atletas, por 67.428 no total, que não estão neste número (nota 23.1, p.38).

89,2+602,8%

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 193,0 (nota 18, p.33; nota 17, p.32)
  • Demais custos e despesas: 103,7 (notas 18 a 20, p.33–34)
    Jogos, competições e viagens39,7
    Serviços de terceiros e honorários17,2
    Demais despesas administrativas16,1
    Despesas tributárias14,5
    Salários do administrativo13,3
    Multas rescisórias de atletas12,7
    Outras despesas com atletas8,4
    Licenciamento e uso da marca6,7
    Outras receitas da operação, que abatem os custos(24,9)
296,7+7,3%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Prejuízo antes do resultado financeiro(82,7)DRE, p.7
Amortização dos contratos de atletas+72,2nota 18, p.33; DFC, p.10
Depreciação, direito de uso e software+2,7nota 19, p.33; DFC, p.10
Baixa contábil dos atletas+11,3nota 20, p.34
Provisão para contingências+3,3nota 20, p.34; DFC, p.10
Valor a receber da Liga Forte União usado na recompra de direitos+30,6nota 20 (a), p.34
Saldos com a associação baixados+36,9nota 20 (b), p.34
Doações e venda de imobilizado−1,1nota 20, p.34
EBITDA=73,2

Obs: Ficam fora 67.537 que não passaram pelo caixa do ano: o valor a receber da Liga Forte União, usado para recomprar 5% dos direitos vendidos em 2023 (30.615), e o que a associação devia à SAF, baixado e lançado pela associação como ganho (36.922) (nota 20, p.34; DF da associação, nota 21, p.35). Também ficam fora as doações e a venda de imobilizado. A recuperação de despesas (6.668), que a DF não descreve, fica na operação.

73,2inversão de sinal
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente303,5nota 17, p.32
Impostos e deduções da receita
Repasse ao investidor da Liga Forte União(12,9)
Rateio das despesas da Liga Forte União(6,0)
Earn In, que a DF não descreve(2,8)
ISS e INSS(1,1)
−22,8nota 17, p.32
Custos e despesas da operação−296,7notas 17 a 20, p.32–34
EBITDA recorrente=(16,0)
(16,0)+24,7 em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA73,2
Amortização dos contratos de atletas−72,2nota 18, p.33; DFC, p.10
Depreciação, direito de uso e software−2,7nota 19, p.33; DFC, p.10
Baixa contábil dos atletas−11,3nota 20, p.34
Provisão para contingências−3,4nota 20, p.34; DFC, p.10
EBIT=(16,4)
(16,4)+59,9 em R$ mi
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita operacional líquida276,7DRE, p.7; nota 17, p.32
Custo das atividades sociais e esportivas−327,2DRE, p.7; nota 18, p.33
Despesas gerais e administrativas−59,5DRE, p.7; nota 19, p.33
Despesas tributárias−14,5DRE, p.7
Outras receitas e despesas operacionais
Cessões de atletas97,8
Outras receitas26,2
Baixas e provisão(82,2)
+41,8DRE, p.7; nota 20, p.34
Resultado financeiro−37,4DRE, p.7; nota 21, p.35
Resultado do exercício=(120,1)

O prejuízo inclui efeitos de baixas de créditos sem saída de dinheiro que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um prejuízo de 52,6.

Resultado do exercício(120,1)
Crédito da Liga usado na recompra+30,6nota 20 (a), p.34
Baixa de créditos com a associação+36,9nota 20 (b), p.34
Resultado sem os efeitos sem caixa=(52,6)

Outros 14,6 de outras receitas e 1,1 de doações, que a DF não descreve, ficam fora da conta.

(120,1)(39,8) em R$ mi

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas65,9p.6; notas 4 e 9 a 15, p.21–31
Dívidas operacionais+188,6p.6; notas 4 e 9 a 15, p.21–31
Impostos parcelados e acordos+20,6p.6; notas 4 e 9 a 15, p.21–31
Caixa e aplicações−4,1nota 4, p.21
Dívida líquida=271,0

Obs: A associação, dona de 100% da SAF, ficou com dívida própria de 11.752, líquida de caixa, no fim de 2025, quase toda o Profut e impostos a recolher; nenhuma das duas DFs obriga a SAF a pagá-la, e ela não entra aqui (DF da associação, p.6; notas 14 e 15, p.29).

271,0+59,8%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Caixa: 0,0 (nota 4, p.21)
  • Bancos conta movimento: 0,8 (nota 4, p.21)
  • Aplicações financeiras de resgate imediato: 3,3 (nota 4, p.21)

Obs: O caixa caiu 21.009 em 2025. A operação gerou 84.769, e foram 105.659 para investimentos, quase todos em atletas (100.025), com 5.227 emprestados à associação e depois baixados; os empréstimos ficaram estáveis (DFC, p.10).

4,1(83,9%)
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Venda de atletas a receber38,4
Contas a receber de clientes19,5
Caixa, bancos e aplicações4,1
Valores a apropriar0,6
Impostos a recuperar0,3
Outros ativos0,2
63,1p.6
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Parcelas de compras de atletas a pagar(106,9)
Empréstimos e financiamentos, a parcela do ano(36,0)
Salários e encargos a pagar(26,5)
Impostos a pagar(13,5)
Contratos a apropriar: receitas de patrocínio, transmissão e sócios ainda a reconhecer(12,6)
Fornecedores(12,1)
Outras contas a pagar(9,4)
Acordos extrajudiciais(9,3)
Parcelamentos tributários, a parcela do ano(2,4)
Arrendamentos, a parcela do ano(1,2)
−229,9p.6
Capital de giro líquido=(166,8)

Obs: É o número que o auditor cita, junto com o prejuízo, ao apontar incerteza relevante sobre a continuidade operacional (p.3).

(166,8)(82,8) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Capital social52,7p.6; DMPL, p.9
Prejuízos acumulados−126,2p.6; DMPL, p.9
Patrimônio líquido=(73,5)

Obs: O prejuízo de 2025 (120.141) levou o patrimônio da SAF de 46.645 para (73.496) (DMPL, p.9).

(73,5)inversão de sinal
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 275,1.

  • Dívidas onerosas: 65,9 (24,0%)
    Empréstimos de capital de giro60,221,9%
    Arrendamentos dos centros de treinamento5,72,1%
  • Dívidas operacionais: 188,6 (68,5%)
    Contas a pagar por compras de atletas, comissões, luvas e imagem124,145,1%
    Salários, encargos e rescisões a pagar26,69,7%
    Luvas recebidas antecipadamente2,91,0%
    Impostos a recolher13,54,9%
    Fornecedores12,14,4%
    Outras contas a pagar9,43,4%
  • Impostos parcelados e acordos: 20,6 (7,5%)
    Parcelamentos de TEF, INSS e imposto de renda11,34,1%
    Acordos extrajudiciais9,33,4%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas37,2 até 12 meses · 28,7 depois
  • Dívidas operacionais170,3 até 12 meses · 18,3 depois
  • Impostos parcelados e acordos11,7 até 12 meses · 8,9 depois
  • Dívida bruta219,2 até 12 meses · 55,9 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos de capital de giro

Outfield Ventures 24.602 (vencimento em 2027), Oliveira Trust 24.200 (2030), CVPAR Investimentos 9.170 (2025) e Banco Inter 2.194 (2026). 35.966 vencem em até doze meses e 24.200 depois. Juros sobre empréstimos de 13.876 no ano (nota 21).

60,2p.6; nota 10, p.28
Arrendamentos dos centros de treinamento

Aluguéis de longo prazo dos centros de treinamento Alcides Santos e Ribamar Bezerra, contratos de cinco anos com o último vencimento em 2029. 1.218 vencem em até doze meses e 4.518 depois. O terreno do CT Alcides Santos é da associação desde maio de 2025 (DF da associação, nota 8).

5,7p.6; nota 11, p.29
Subtotal65,9
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Contas a pagar por compras de atletas, comissões, luvas e imagem

Comissões de agentes 41.615, luvas 31.700, obrigações com clubes estrangeiros 30.812 (listadas por atleta na nota), direitos de imagem 10.248 e obrigações com clubes nacionais 9.777. 106.935 vencem em até doze meses e 17.217 depois.

124,1p.6; nota 9, p.27–28
Salários, encargos e rescisões a pagar

Provisão de férias e encargos 10.318, salários de atletas 5.839, outras obrigações sociais e trabalhistas 5.083, INSS 2.387, rescisões, ações e acordos 1.941, FGTS 888 e salários de funcionários 103. Tudo vence em até doze meses.

26,6p.6; nota 12, p.29
Luvas recebidas antecipadamente

Luvas de contratos de arrendamento já recebidas, que viram receita nos meses seguintes: 1.854 vencem em até doze meses e 1.012 depois. Os outros contratos a apropriar ficam fora da dívida, porque o clube registra, do outro lado, o que ainda tem a receber do mesmo contrato.

2,9p.6; nota 14, p.30; balancete anual da SAF de 31/12/2025
Impostos a recolher

IRRF 9.685, Tributação Especial do Futebol 2.874, CSRF 381, ISS 351, INSS 134 e outras 35. Tudo vence em até doze meses.

13,5p.6; nota 13, p.29
Fornecedores

Tudo vence em até doze meses. A DF não abre fornecedores; em 2024 eram 10.417 na SAF.

12,1p.6
Outras contas a pagar

Tudo vence em até doze meses. Sem nota explicativa; em 2024 eram 6.709 na SAF.

9,4p.6
Subtotal188,6
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de TEF, INSS e imposto de renda

Contratados em 2025; a SAF não tinha parcelamentos em 2024. 2.403 vencem em até doze meses e 8.939 depois. A composição está na nota 15 da DF consolidada da associação.

11,3p.6; DFC, p.10; DF da associação, nota 15, p.29
Acordos extrajudiciais

Tudo vence em até doze meses. Sem nota explicativa; eram 211 em 31/12/2024.

9,3p.6
Subtotal20,6
Dívida bruta275,1
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa (10) + bancos conta movimento (752) + aplicações financeiras de resgate imediato (3.312).

(4,1)nota 4, p.21
Dívida líquida271,0

Fora da dívida bruta: Provisão para contingências: cível 3.025 e trabalhista 1.179, R$ 4,2 mi (nota 15, p.30); Contratos a apropriar registrados contra contas a receber do mesmo contrato, sem dinheiro recebido: patrocínio 7.239, sócio-torcedor 3.039, cessão temporária de atletas 1.265 e camarote 24, R$ 11,6 mi (nota 14, p.30; balancete anual da SAF de 31/12/2025; demonstração intermediária de 31/03/2025).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: venda de atletas a receber de 41.689, 38.369 no circulante e 3.320 no não circulante, 24.394 deles com clubes estrangeiros; e contas a receber de clientes de 20.675, 19.530 no circulante e 1.145 no não circulante (notas 5 e 6, p.21–22).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Salários, encargos e benefícios dos atletas: 112,6 (nota 18, p.33)
  • Direito de imagem: 63,6 (nota 18, p.33)
  • Prêmios aos atletas: 12,8 (nota 18, p.33)

    Passou de R$ 22,7 mi em 2024 para R$ 12,8 mi, menos 43,5%. O relatório da administração atribui a queda à eliminação antecipada em algumas competições (p.31).

    Prêmios e gratificações9,2
    Gastos com premiação de atletas3,6
  • Direito de arena, que a DF desconta da receita: 4,0 (nota 17, p.32)

Obs: Fora deste número ficam os salários do administrativo (13.247), que a DF separa (nota 19, p.33), e as multas rescisórias de atletas (12.682), que a DF não diz a quem foram pagas (nota 18, p.33).

193,0+13,6%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal193,0nota 18, p.33; nota 17, p.32
Receita recorrente÷303,5nota 17, p.32
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=63,6%
63,6%(7,5 p.p.)
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

No parecer de 2025: Sem ressalva, com parágrafo de incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional, que não modifica a opinião. Fortaleza, 31/03/2026.

Parágrafos de ênfase: 1

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional: prejuízo de R$ 120.141 mil no exercício e passivo circulante acima do ativo circulante em R$ 166.807 mil (nota 1.2, p.3).
Conselho fiscal: parecer de 31/03/2026

Recomenda a aprovação das contas com ressalvas por quatro falhas que diz não comprometerem o conjunto da prestação de contas: iliquidez e passivo de curto prazo elevado, com uso recorrente de parcelamentos e obrigações tributárias na gestão do caixa; inadimplência acumulada; regularização dos livros sociais e dos controles internos; e falta de comprovação documental do rito estatutário na contratação de uma operação relevante de endividamento.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://transparencia.fortaleza1918.com.br/relatorio-demonst-contabeis-saf/. As demonstrações são as de Fortaleza EC SAF.

Documentos de 2025

  • Balancete anual do Fortaleza EC SAF – 31 de dezembro de 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Fortaleza EC SAF. Publicado em 24/04/2026. Balancete de verificação da SAF, conta a conta, em 6 páginas com texto. Lido para separar os contratos a apropriar: o patrocínio a apropriar de longo prazo (845.652,20 reais) é igual, ao centavo, ao patrocínio a receber de longo prazo, e as luvas a apropriar estão em duas contas, 1.854.496,78 no circulante e 1.012.252,64 no não circulante, que somam o saldo da nota 14. Deu também o CNPJ da SAF, que a DF não imprime. Páginas: O número impresso na folha é igual à página do arquivo.

  • Relatório e parecer do conselho fiscal do Fortaleza EC SAF – exercício 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Fortaleza EC SAF. Publicado em 28/04/2026. Capa com os membros (p.1), relatório (p.2) e parecer (p.3), de 31/03/2026, num arquivo de 3 páginas com texto. Páginas: Folhas sem número impresso.

  • Fortaleza EC SAF – Demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2025 e relatório do auditor independente · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Fortaleza EC SAF. Publicado em 24/04/2026. Capa (p.1), sumário (p.2), relatório do auditor independente (p.3–5), balanço (p.6), DRE (p.7), resultado abrangente (p.8), DMPL (p.9), DFC (p.10) e notas explicativas (p.11–38), num arquivo de 38 páginas com texto em todas, assinado digitalmente pelo contador e pelo diretor-presidente em 31/03/2026. Páginas: O número impresso na folha é igual à página do arquivo.

  • Fortaleza Esporte Clube – Demonstrações contábeis individuais e consolidadas em 31 de dezembro de 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Fortaleza Esporte Clube. Publicado em 24/04/2026. DF da associação, dona de 100% da SAF, controladora e consolidada, com o relatório do auditor, num arquivo de 39 páginas com as demonstrações e as notas em imagem. Lida para a dívida própria da associação (11.752 líquidos de caixa, p.6; notas 13 a 15, p.29), que a SAF não é obrigada a pagar, para o espelho da baixa dos saldos com a SAF (ganho de 36.922, nota 21, p.35) e para a reapresentação da coluna consolidada de 2024 (nota 19, p.34). Páginas: As citações usam a página do arquivo.

  • Relatório da Administração 2025 – Fortaleza Esporte Clube e Fortaleza EC SAF · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Fortaleza EC SAF. Publicado em 13/05/2026. Relatório de 39 páginas da associação e da SAF, com o capital financeiro (p.30–33), a avaliação da dívida (p.34–37) e a gestão (p.38); os números financeiros são do consolidado. Páginas: O número impresso na folha é um a menos que a página do arquivo; as evidências citam a página do arquivo.

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil, pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis e ITG 2003 (R2) – Entidade Desportiva (nota 2.1). Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.