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Fluminense

Fluminense Football Club · Associação · DF de 2025 publicada em 30/04/2026 · auditoria: BDO RCS Auditores Independentes SS Ltda.

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 789,1 (nota 17, p.49)
  • Receita com negociação de atletas: 233,4 (nota 24, p.52–53; DRE, p.26)
1.022,5+49,4%
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Transmissão e premiações: 580,1 (73,5%)

    Passou de R$ 166,7 mi em 2024 para R$ 580,1 mi, mais 248,0%. O relatório de gestão atribui 363.905 às premiações por desempenho, com a da Copa do Mundo de Clubes, contra 68.411 em 2024 (p.5).

  • Patrocínios: 78,4 (9,9%)
  • Sócio-torcedor: 59,7 (7,6%)
  • Bilheteria e jogos: 35,9 (4,5%)
  • Clube social e esportes amadores: 27,4 (3,5%)
    Quadro social20,62,6%
    Escolinhas3,50,5%
    Outras3,30,4%
  • Outras: 7,6 (1,0%)

Fonte: nota 17, p.49 do documento.

Obs: O relatório de gestão publica também uma receita recorrente sem as premiações por desempenho, de 425.160 (p.4); a DF não separa as premiações dos direitos de transmissão (nota 17, p.49).

789,1+89,7%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Cessões definitivas de atletas205,5nota 24, p.52–53
Mecanismo de solidariedade+17,7nota 24, p.52–53
Revendas e taxa de vitrine+6,5nota 24, p.52–53
Empréstimos+2,4nota 24, p.53
Outras+1,3nota 24, p.53
Receita com negociação de atletas=233,4
Atletas negociados (nota 24, p.52–53)
  • Kauã Elias Nogueira, ao FC Shakhtar Donetsk
  • Jhon Adolfo Arias Andrade, ao Wolverhampton Wanderers Football Club
  • Isaque Severino Silva, ao FC Shakhtar Donetsk
  • Erick Nunes Barbosa dos Santos, ao BV Cercle Brugge K.SV.
  • João Henrique Mendes da Silva, ao Queens Park Rangers Football & Athletic Club Ltd
  • Felipe de Andrade Vieira, à Major League Soccer, L.L.C.
  • Pedro Felipe de Faria Rangel, à Coritiba Sociedade Anônima do Futebol
  • Jefté Vital da Silva Dias, ao Rangers Football Club
  • Lucas Felipe Calegari, ao Eyupspor Futbol Yatirimlari A.S.
Atletas emprestados (nota 24, p.53)
  • John Kennedy Batista de Souza, ao Club Pachuca S.A.
  • Leanderson da Silva Genésio, ao Nagoya Grampus Eight Inc.

Obs: As comissões nas vendas (52.073) e o custo com registro de cessão (6.255) estão nos custos (nota 20, p.50; DRE, p.26).

233,4(13,0%)

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 533,2 (DRE, p.26; notas 17 e 18, p.49–50)
    Salários, encargos e benefícios521,7
    Direito de arena11,5
  • Demais custos e despesas: 255,4 (DRE, p.26; notas 19 a 21, p.50–51)
    Serviços de terceiros e comissões (nota 20)88,9
    Jogos e competições (nota 19)88,4
    Gastos gerais (nota 21)54,1
    Impostos sobre câmbio17,7
    Registro de cessão de atletas6,3
788,6+43,1%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Resultado antes do resultado financeiro100,3DRE, p.26
Ganho de equivalência patrimonial na Fla-Flu Serviços−7,5DRE, p.26; nota 23, p.52
Amortização e baixas de atletas+84,3DRE, p.26; nota 8, p.42
Depreciação e amortização de outros ativos+6,8DRE, p.26
Provisão para contingências+30,9DRE, p.26; DFC, p.29
EBITDA=214,8

Obs: O ganho de 7.505 é a parte do clube, 35%, no resultado da Fla-Flu Serviços, a empresa que opera o Maracanã; fica fora, porque é resultado de outra empresa (nota 23, p.52). O custo com registro de cessão de atletas (6.255) fica nos custos: a nota do intangível só baixa 127 de atletas no ano, já lançados junto com a amortização (nota 8, p.42). O clube publica um EBITDA próprio de 191.485, sem tirar a provisão para contingências nem o ganho da Fla-Flu Serviços (relatório de gestão, p.4).

214,8+74,7%
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente789,1nota 17, p.49
Impostos sobre a receita−19,1nota 17, p.49
Custos e despesas da operação−788,6DRE, p.26
EBITDA recorrente=(18,6)
(18,6)+126,6 em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA214,8
Amortização e baixas de atletas−84,3DRE, p.26; nota 8, p.42
Depreciação e amortização de outros ativos−6,8DRE, p.26
Provisão para contingências−30,8DRE, p.26; DFC, p.29
EBIT=92,9
92,9+31,5%
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita operacional líquida758,6DRE, p.26; nota 17, p.49
Custos e despesas operacionais
Remunerações, salários, encargos e benefícios(521,7)
Serviços de terceiros e comissões(88,9)
Jogos e competições(88,4)
Amortizações e baixas de atletas(84,3)
Gastos gerais(54,1)
Provisão para contingências(30,9)
Impostos sobre câmbio(17,7)
Depreciações e amortizações(6,8)
−892,8DRE, p.26; notas 18 a 21, p.50–51
Resultado de equivalência patrimonial+7,5DRE, p.26; nota 23, p.52
Cessão de direitos econômicos e solidariedade+233,4DRE, p.26; nota 24, p.52–53
Registro de cessão e baixa de intangível−6,3DRE, p.26
Resultado financeiro
Receitas financeiras119,2
Despesas financeiras(168,0)
−48,8DRE, p.26; nota 25, p.54
Resultado do exercício=51,6

O superávit inclui efeitos das transações tributárias de novembro de 2025 que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um déficit de 38,2.

Resultado do exercício51,6
Desconto na transação com a PGFN−67,9nota 10 (i), p.45
Desconto no parcelamento da Receita Federal−21,9nota 10 (iii), p.46
Resultado sem os efeitos sem caixa=(38,2)

Outros 4,0 de descontos obtidos, que a DF não detalha, ficam fora da conta.

Obs: O superávit inclui o ganho de 7.505 da Fla-Flu Serviços, que opera o Maracanã (nota 23).

51,6+45.150,0%

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas37,8p.25; nota 9, p.44
Dívidas operacionais+401,5p.25; notas 6, 11 a 13 e 15, p.39–48
Impostos parcelados e acordos+561,4p.25; notas 10 e 14, p.45–48
Caixa e aplicações−34,5nota 4, p.38
Dívida líquida=966,2

Obs: As despesas financeiras de 2025 trazem 105.637 de juros e encargos de financiamento e antecipação de recebíveis, contra 11.794 em 2024 (nota 25, p.54). A DF não diz quanto dos recebíveis foi antecipado nem se o clube responde por eles, e a dívida traz só os empréstimos registrados (37.775).

966,2+16,1%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Recursos em caixa e depósitos bancários: 4,7 (nota 4, p.38)
  • Aplicações financeiras equivalentes a caixa: 29,8 (nota 4, p.38)

Obs: O caixa subiu 24.103 no ano: a operação gerou 313.679, os investimentos consumiram 330.264, sobretudo em atletas e na recompra de direitos de transmissão, e os empréstimos e parcelamentos trouxeram 40.689 líquidos (DFC, p.29). A DFC imprime (241.704) como caixa da operação, sem somar o superávit ajustado; é o 313.679 que fecha a variação do caixa.

34,5+231,2%
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Venda de atletas a receber78,1
Contas a receber de clientes49,9
Caixa, bancos e aplicações34,5
Adiantamentos a fornecedores16,2
Outros ativos2,4
181,1df p.25
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Parcelas de compras de atletas a pagar(196,3)
Parcelamentos fiscais, a parcela do ano(59,8)
Salários e obrigações trabalhistas(58,1)
Acordos judiciais a pagar(53,2)
Impostos a pagar(33,4)
Fornecedores e outras obrigações(30,2)
Empréstimos e financiamentos, a parcela do ano(17,1)
Encargos sociais a pagar(16,5)
Direitos de imagem a pagar(14,6)
Outros passivos(3,8)
Adiantamentos recebidos(0,8)
−483,8df p.25
Capital de giro líquido=(302,7)

Obs: O relatório do auditor cita capital circulante negativo de 309.076 (p.22); o balanço publicado dá 302.727.

(302,7)(89,8) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Patrimônio social, com os déficits desde a constituição do clube(458,6)DMPL, p.28
Ajuste de avaliação patrimonial, do custo atribuído aos imóveis+271,5DMPL, p.28
Superávits e déficits acumulados+5,1DMPL, p.28
Patrimônio líquido=(182,0)

Obs: O patrimônio subiu 51.585 em 2025 porque o superávit do ano se soma a ele. Não houve outro lançamento direto no patrimônio (DMPL, p.28). O relatório do auditor e o de gestão citam passivo a descoberto de 184.920 e de 185 milhões (p.22 e p.9); o balanço publicado traz 182.045.

(182,0)+51,6 em R$ mi
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 1.000,7.

  • Dívidas onerosas: 37,8 (3,8%)
    Empréstimos de capital de giro37,83,8%
  • Dívidas operacionais: 401,5 (40,1%)
    Fornecedores e outras obrigações30,23,0%
    Contas a pagar por compras de atletas244,224,4%
    Salários, férias e rescisões58,05,8%
    Direitos de imagem a pagar14,61,5%
    Tributos a recolher33,43,3%
    Encargos sociais16,51,6%
    Adiantamentos de direitos de transmissão0,80,1%
    Outros passivos3,80,4%
  • Impostos parcelados e acordos: 561,4 (56,1%)
    Parcelamentos de impostos470,047,0%
    Acordos judiciais a pagar91,49,1%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas17,1 até 12 meses · 20,7 depois
  • Dívidas operacionais353,6 até 12 meses · 47,9 depois
  • Impostos parcelados e acordos113,0 até 12 meses · 448,4 depois
  • Dívida bruta483,7 até 12 meses · 517,0 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos de capital de giro

Capital de giro em moeda nacional, com juros de zero a 1,9% ao mês. 17.125 vencem em até doze meses e 20.650 depois.

37,8df p.25; notas p.44
Subtotal37,8
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Fornecedores e outras obrigações

Tudo vence em até doze meses. A DF não abre a linha em nota.

30,2df p.25
Contas a pagar por compras de atletas

Direitos econômicos, comissões, luvas e intermediações: 77.781 indexados em euros, 107.248 em dólares e 63.150 em reais, menos 5.236 de ajuste a valor presente, mais 1.249 de outras contas. 196.295 vencem em até doze meses e 47.897 depois. A nota não separa o que é devido a clubes do que é devido a agentes.

244,2df p.25; notas p.39
Salários, férias e rescisões

Salários 29.382, provisão de férias 22.390, rescisões 4.815, 13º salário 510 e outros 961 (a nota soma 58.058). Tudo vence em até doze meses. O relatório de gestão diz que a folha de dezembro foi paga em janeiro de 2026 (p.9).

58,0df p.25; notas p.46
Direitos de imagem a pagar

Tudo vence em até doze meses. A DF não abre a linha em nota.

14,6df p.25
Tributos a recolher

Imposto de renda retido na fonte 31.754, contribuições sociais retidas 688, ISS 602 e outros 393; a nota 12 soma 33.437 para um total de 33.382. Tudo vence em até doze meses.

33,4df p.25; notas p.47
Encargos sociais

FGTS 12.466, INSS 3.754 e PIS 321. Tudo vence em até doze meses.

16,5df p.25; notas p.47
Adiantamentos de direitos de transmissão

Antecipações de direitos de transmissão, reconhecidas como receita pela competência dos contratos. Tudo vence em até doze meses.

0,8df p.25; notas p.48
Outros passivos

Rubrica do balanço sem nota explicativa; o relatório de gestão a soma aos adiantamentos recebidos, como outros (p.9). Tudo vence em até doze meses.

3,8p.25
Subtotal401,5
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos

Transação com a PGFN 187.964, Profut 85.810 (27.737 pendentes de homologação), Receita Federal 109.034, FGTS 38.265, PERSE 40.604, ISS 3.426, PERT 1.069 e outros 3.809; pelo balanço, 59.840 vencem em até doze meses e 410.140 depois (a nota soma 469.981). A transação com a PGFN de novembro de 2025 teve desconto de 67.859 e deixou 118.545 para pagar em 120 meses.

470,0p.25; nota 10, p.45–46
Acordos judiciais a pagar

Perdas em processos trabalhistas e cíveis com acordo formalizado. 53.191 vencem em até doze meses e 38.199 depois, pelo balanço; a nota 14 classifica 42.510 e 48.879, abre 52.655 por natureza (trabalhista 28.577 e cível 24.078) e soma 91.389.

91,4df p.25; notas p.47–48
Subtotal561,4
Dívida bruta1.000,7
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa e depósitos bancários (4.672) + aplicações financeiras equivalentes a caixa (29.854).

(34,5)df p.25; notas p.38
Dívida líquida966,2

Fora da dívida bruta: Provisão para contingências, R$ 42,2 mi (p.25; nota 14, p.47).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: contas a receber na transferência de jogadores, 78.109 no circulante e 35.580 no não circulante (nota 6(a)); outras contas a receber de 49.894, todas no circulante (nota 5) (notas 5 e 6(a), p.38–39).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Salários, imagem, luvas e prestadores: 346,6 (nota 18, p.50)
    Salários a atletas e demais funcionários188,7
    Direito de imagem a atletas104,6
    Luvas contratuais23,0
    Prestadores de serviço de outras áreas17,3
    Prestadores de serviço do futebol13,0
  • Prêmios e gratificações: 98,9 (nota 18, p.50)

    Passou de R$ 16,9 mi em 2024 para R$ 98,9 mi, mais 485,7%. A DF não detalha os prêmios e gratificações do ano (nota 18, p.50).

  • Férias, 13º e benefícios: 48,2 (nota 18, p.50)
    Provisão de férias22,1
    Provisão de 13º salário15,6
    Outros5,5
    Assistência médica5,0
  • Encargos sobre a folha: 28,0 (nota 18, p.50)
    FGTS16,9
    INSS9,1
    PIS2,0
  • Direito de arena: 11,5 (nota 17, p.49)

* Obs: A DF não separa o pessoal por área, e a linha traz o clube inteiro. Os prestadores de serviço de outras áreas (17.344), que a nota identifica, ficam dentro, porque o restante do pessoal dessas áreas está nos salários, sem separação (nota 18, p.50).

533,2*+41,2%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal533,2DRE, p.26; notas 17 e 18, p.49–50
Receita recorrente÷789,1nota 17, p.49
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=67,6%

* Obs: O gasto com pessoal é do clube inteiro, porque a DF não separa o futebol.

67,6%*(23,1 p.p.)
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Com ressalva

O auditor encontrou um ou mais pontos que não pôde confirmar ou com os quais discorda, mas que não invalidam o conjunto das demonstrações.

No parecer de 2025: “Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos dos assuntos descritos na seção a seguir intitulada “Base para opinião com ressalva” as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Clube em 31 de dezembro de 2025, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades sem finalidades de lucros (ITG 2002 (R1)) e às entidades desportivas (ITG 2003 (R2)).” (p.21).

O auditor lista 3 motivos, nas p.21 a 22 do relatório.

Ver os 3 motivos
  1. “Não recebimento da totalidade das circularizações de instituições financeiras” (p.21)
  2. “Insuficiência de provisão para contingências” (p.21)
  3. “Passivo contratual com a Futebol Forte União FFU” (p.22)

“Incerteza relevante sobre a continuidade operacional” (p.22)

“O Clube apresenta capital circulante negativo de R$ 309.076 (R$ 216.797 mil em 2024) e passivo a descoberto de R$ 184.920 (R$ 233.630 mil em 2024). A continuidade de suas atividades depende das diversas medidas que a administração pretende adotar para assegurar a recuperação financeira do Clube e o alcance do equilíbrio econômico de suas operações. As demonstrações contábeis foram preparadas no pressuposto da continuidade normal das atividades do Clube. Nossa opinião não contém ressalva em relação a esse assunto.”

Ver o texto completo

“Não recebimento da totalidade das circularizações de instituições financeiras” (p.21)

“Conforme mencionado na Nota explicativa Nº4, às demonstrações contábeis, o Clube mantém conta no Banco do Brasil S.A, a qual não possui movimentação desde 2023. Todavia, não obtivemos a resposta à carta de confirmação (circularização) e, consequentemente, apesar de termos realizado testes alternativos de auditoria, não pudemos nos satisfazer sobre eventuais operações junto a esta instituição financeira que eventualmente não tenham sido registradas e/ou divulgadas nas demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2025.”

“Insuficiência de provisão para contingências” (p.21)

“Conforme descrito em Nota Explicativa nº 22 às demonstrações contábeis, em 31 de dezembro de 2025, o Clube possuía registrado provisões para contingências cíveis, trabalhistas e tributárias com base na avaliação de seus assessores jurídicos internos e externos. Todavia, obtivemos respostas de circularização dos assessores jurídicos do Clube indicando a existência de contingências classificadas como de perda provável, cujo montante total excede em, aproximadamente, R$ 34.176 mil o valor reconhecido pelo Clube nas demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2025. Consequentemente, o passivo não circulante está registrado a menor, bem como o resultado do exercício e patrimônio líquido estão registrados a maior no respectivo montante em 31 de dezembro de 2025.”

“Passivo contratual com a Futebol Forte União FFU” (p.22)

“Conforme descrito na Nota Explicativa nº 19 (a), a Companhia celebrou, em 2023, contrato de investimento prevendo a transferência de 20% de suas receitas de transmissão. Posteriormente, por meio de memorando de entendimentos, foi exercida, em janeiro de 2025, opção de recompra parcial dos direitos de participação econômica de 10%, previamente alienados ao investidor. A referida recompra não configura aquisição de novos direitos nem transação autônoma, mas sim uma modificação dos termos contratuais da operação original, implicando a redução dos fluxos de caixa contratuais associados a ativo financeiro previamente reconhecido. Nessa circunstância, os efeitos da modificação deveriam ser reconhecidos diretamente no resultado do exercício. Todavia, a Administração optou por não reconhecer tal ajuste, mantendo registrado no ativo intangível a ser amortizado ao longo do prazo contratual. Como resultado, em 31 de dezembro de 2025, o ativo encontram-se superavaliados e, consequentemente, o resultado do exercício e o patrimônio líquido estão subavaliado em R$ 110.427 mil.”

Abrir no relatório (p.21)

Parágrafos de ênfase: 1

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Adesão ao PROFUT: parcela de R$ 27.737 mil ainda não homologada pela autoridade fiscal em 31/12/2025 (p.22).

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://transparenciafluminense.com.br/public/lista/70/financas/demonstracoes-financeiras-a-partir-de-2010.

Documento de 2025

  • D. Financeira 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Fluminense Football Club. Publicado em 30/04/2026. Relatório de gestão (p.3–18), relatório do auditor independente (p.19–24), balanço, DRE, DRA, DMPL e DFC (p.25–29), notas explicativas (p.30–57) e declaração de aprovação (p.58) num arquivo só de 58 páginas, gerado do PowerPoint. Páginas: As evidências citam a página do arquivo. O número impresso na folha das demonstrações e notas é 19 a menos: o balanço está na p.25 e traz impresso 6. No relatório do auditor a diferença é 18; o relatório de gestão tem numeração própria.

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil, com os CPCs, a ITG 2002 (R1) para entidades sem fins lucrativos e a ITG 2003 (R2) para entidades desportivas. A nota 2.2 cita a ITG 2003 (R1); o auditor, a (R2). Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.