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Ferroviária

Associação Ferroviária de Esportes · SAF · DF de 2025 publicada em 26/05/2026 · auditoria: Unity Auditores Independentes

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total
Brasileiro 2025Série B

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 42,9 (DRE, p.7)
  • Receita com negociação de atletas: 8,7 (DRE, p.7)
51,6+56,2%
Receita recorrente
Brasileiro 2025Série B

Quanto o clube arrecada por ano com a operação, sem a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Patrocínio: 19,4 (45,2%)

    Passou de R$ 13,7 mi em 2024 para R$ 19,4 mi, mais 41,5%. A DF não explica o aumento: não há nota de receita (DRE, p.7).

  • Direitos de transmissão de TV: 10,9 (25,3%)

    Passou de R$ 1,5 mi em 2024 para R$ 10,9 mi, mais 631,9%. A DF não explica o aumento: não há nota de receita (DRE, p.7).

  • Auxílio financeiro: 4,2 (9,8%)

    Passou de R$ 0,8 mi em 2024 para R$ 4,2 mi, mais 415,3%. A DF não explica o aumento: não há nota de receita (DRE, p.7).

  • Direito de gestão comercial da arena: 3,7 (8,7%)
  • Timemania: 2,1 (4,8%)
  • Premiações: 1,5 (3,5%)
  • Jogos, sócio torcedor e outras receitas: 1,1 (2,7%)
    Outras receitas0,81,9%
    Sócio torcedor0,20,5%
    Arrecadação de jogos0,10,3%

Fonte: DRE, p.7 do documento.

Obs: A DF não tem nota de receita: a abertura acima é a própria demonstração do resultado.

42,9+130,9%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro.

2025, em R$ milhões:

Negociação de atletas

Passou de R$ 14,2 mi em 2024 para R$ 4,3 mi, menos 69,6%. A DF não explica a queda: não há nota de receita (DRE, p.7).

4,3DRE, p.7
Cessão temporária de atletas

Passou de R$ 0,3 mi em 2024 para R$ 4,4 mi, mais 1.429,7%. A DF não explica o aumento: não há nota de receita (DRE, p.7).

+4,4DRE, p.7
Receita com negociação de atletas=8,7

A relação de atletas não foi divulgada.

Obs: A cessão temporária é o empréstimo de atletas, do profissional e do feminino. A DF não separa a parte de terceiros na venda, e as comissões e o agenciamento de atletas ficam nos custos (nota 19, p.25).

8,7(39,9%)

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para o clube funcionar: pessoal, jogos, viagens, administração e área comercial. Não entram juros, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para processos.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 38,8 (nota 19, p.25)
  • Demais custos e despesas: 22,8 (nota 19, p.25; DRE, p.8; nota 9, p.22; DFC, p.11)
    Gastos com atletas não profissionais, a base4,5
    Administrativas e gerais, sem as contingências2,8
    Viagens e hospedagens2,3
    Serviços de terceiros2,2
    Com jogos2,0
    Pessoal administrativo1,8
    Agenciamento e comissões de atletas1,6
    Demais custos do futebol1,6
    Tributária1,3
    Outras despesas1,1
    Com atletas: empréstimos, luvas e outros1,0
    Aluguéis0,8
    Depreciação que a demonstração do resultado não separa(0,2)

Obs: A depreciação do imobilizado (193) não aparece em linha própria da demonstração do resultado nem das notas de custos; ela sai da nota do imobilizado e do fluxo de caixa, e por isso entra aqui como parcela negativa.

61,6+43,3%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Prejuízo antes do resultado financeiro(14,7)DRE, p.8
Amortização dos atletas formados+0,1nota 19, p.25
Depreciação do imobilizado+0,2nota 9, p.22; DFC, p.11
Contingências+0,9nota 20, p.26; nota 16, p.24
EBITDA=(13,5)

* Obs: A nota de custos lança 139 de amortização dos atletas formados, mas o intangível desses atletas cai só 7 no ano, e o fluxo de caixa devolve 200 de depreciação e amortização: a depreciação do imobilizado (193) mais esses 7. A DF não explica a diferença (notas 9, 10 e 19, p.22 e p.25; DFC, p.11). As contingências do ano (912), provisão sem saída de dinheiro, ficam fora dos custos (nota 20, p.26).

(13,5)*(2,0) em R$ mi
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

EBITDA(13,5)DRE, p.8; notas 9, 19 e 20
Receita com negociação de atletas−8,7DRE, p.7
EBITDA recorrente=(22,2)
(22,2)+3,8 em R$ mi
EBIT

O EBITDA depois de descontar o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos.

2025, em R$ milhões:

EBITDA(13,5)
Amortização dos atletas formados−0,1nota 19, p.25
Depreciação do imobilizado−0,2nota 9, p.22; DFC, p.11
Contingências−0,9nota 20, p.26
EBIT=(14,7)
(14,7)(3,2) em R$ mi
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações, superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita bruta51,6DRE, p.7
Impostos incidentes sobre a receita−3,5DRE, p.7
Custos operacionais
Com pessoal(21,1)
Direito de uso de imagem(15,1)
Premiações(2,6)
Viagens e hospedagens(2,3)
Serviços de terceiros(2,2)
Com jogos(2,0)
Agenciamento e comissões de atletas(1,6)
Demais custos do futebol(1,6)
Com atletas: empréstimos, luvas e outros(1,0)
Amortização dos atletas formados(0,1)
−49,6nota 19, p.25
Despesas operacionais
Gastos com atletas não profissionais(4,5)
Administrativas e gerais(3,7)
Com pessoal, do administrativo(1,8)
Tributária(1,3)
Outras despesas(1,1)
Aluguéis(0,8)
−13,2DRE, p.8
Resultado financeiro
Receitas financeiras0,1
Despesas financeiras(0,6)
−0,5nota 21, p.26
Resultado do exercício=(15,2)
(15,2)< 0,1 em R$ mi

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas: partes relacionadas e empréstimos3,9p.6; nota 15, p.24
Dívidas operacionais: adiantamento para futuro aumento de capital, folha, tributos, fornecedores e outros+48,9p.6; notas 11, 12, 14 e 17, p.23–24
Impostos parcelados e acordos: parcelamentos e acordos a pagar+9,8p.6; nota 13, p.23
Disponibilidades−0,4nota 6, p.20
Dívida líquida=62,2

Obs: Dentro, 39.078 de adiantamento para futuro aumento de capital, dinheiro do controlador para cobrir o caixa, sem taxa nem prazo informados (nota 17, p.24). O relatório do auditor chama o mesmo valor de contrato de mútuo com os acionistas (p.3).

62,2+30,8%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Caixa e bancos: 0,4 (nota 6, p.20)
  • Aplicações financeiras: < 0,1 (nota 6, p.20)

Obs: O caixa subiu 185 em 2025. A operação consumiu 12.569 e os investimentos 1.381, quase todos na compra de atletas (1.320); a captação de adiantamento para futuro aumento de capital trouxe 14.382, e 247 foram para pagar empréstimos (fluxo de caixa, p.11).

0,4+73,7%
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Contas a receber6,0
Caixa e equivalentes de caixa0,4
Impostos a compensar0,4
Estoques0,3
Outros créditos< 0,1
Adiantamento a fornecedores< 0,1
7,1p.6
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Obrigações tributárias(3,1)
Salários e encargos a pagar(2,5)
Parcelamentos de impostos, a parcela do ano(2,2)
Acordos a pagar(1,6)
Provisões trabalhistas(1,5)
Outras contas a pagar(1,4)
Fornecedores(1,3)
Adiantamento de terceiros(0,1)
Empréstimos(< 0,1)
−13,7p.6
Capital de giro líquido=(6,6)
(6,6)(3,2) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Negativo, o clube deve mais do que tem. Pode variar por ajustes fora do resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Capital social17,8p.6; nota 18, p.24
Ágio na emissão de ações+0,3p.6
Prejuízos acumulados−63,0p.6; DMPL, p.10
Patrimônio líquido=(44,9)

Obs: O passivo a descoberto aumentou 15.097 em 2025, pelo prejuízo do ano (15.249), compensado em parte por um ajuste de exercício anterior de 152 lançado direto no patrimônio, sem nota que o explique (DMPL, p.10).

(44,9)(15,1) em R$ mi
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 62,6 mi.

  • Dívidas onerosas: 3,9 (6,2%)
    Partes relacionadas3,96,2%
    Empréstimos< 0,1< 0,1%
  • Dívidas operacionais: 48,9 (78,1%)
    Adiantamento para futuro aumento de capital39,162,4%
    Obrigações tributárias3,15,0%
    Salários e encargos2,43,9%
    Provisões trabalhistas1,52,3%
    Contas a pagar a clubes por atletas1,42,2%
    Fornecedores1,32,1%
    Adiantamento de terceiros0,10,2%
  • Impostos parcelados e acordos: 9,8 (15,7%)
    Parcelamentos de impostos8,213,1%
    Acordos a pagar1,62,6%

Valores em R$ milhões.

Evolução da dívida bruta
20242025
Dívidas onerosas4,13,9
Dívidas operacionais32,848,9
Impostos parcelados e acordos10,99,8
Dívida bruta47,862,6

Saldos em 31/12 de cada ano, em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas< 0,1 até 12 meses · 3,9 depois
  • Dívidas operacionais9,8 até 12 meses · 39,1 depois
  • Impostos parcelados e acordos3,8 até 12 meses · 6,0 depois
  • Dívida bruta13,6 até 12 meses · 49,0 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Partes relacionadas

Aportes para cobrir a necessidade de fluxo de caixa, como a nota os descreve, sem credor, taxa nem prazo; o saldo não mudou desde 2023. Entra como dívida onerosa porque a DF o separa do adiantamento para futuro aumento de capital e não o destina a capital. Todo o saldo está no não circulante.

3,9p.6; nota 15, p.24
Empréstimos

Sem nota própria; a DF não nomeia o credor nem dá taxa ou vencimento. Tudo vence em até doze meses.

< 0,1p.6
Subtotal3,9
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por algo que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos.

Adiantamento para futuro aumento de capital

Dinheiro que o controlador aportou para cobrir a necessidade de caixa da operação, ainda no passivo em 31/12, sem taxa nem prazo informados (nota 17, p.24). O relatório do auditor o chama de “contrato de mútuo celebrado com os seus acionistas” (p.3). No ano subiu 14.382, exatamente a captação do fluxo de caixa, sem atualização.

39,1p.6; nota 17, p.24; DFC, p.11; relatório do auditor, p.3
Obrigações tributárias

IR retido 1.992, SAF a recolher 552, IRPJ 291, CSLL 118, INSS retido 76 e PIS, Cofins e CSLL retidos 75. Tudo vence em até doze meses.

3,1p.6; nota 11, p.23
Salários e encargos

Salários 833, INSS 678, FGTS 344, rescisões 313, IRRF 270, PIS 12 e pensão. Tudo vence em até doze meses.

2,4p.6; nota 12, p.23
Provisões trabalhistas

Sem nota explicativa; está no circulante, ao lado dos salários, e não é a provisão para contingências, que tem linha e nota próprias, por isso entra na dívida. Tudo vence em até doze meses.

1,5p.6
Contas a pagar a clubes por atletas

Outras contas a pagar, que a nota diz serem, substancialmente, valores a pagar a clubes pela aquisição de direitos federativos e econômicos de atletas profissionais, sem nomear os clubes. Tudo vence em até doze meses.

1,4p.6; nota 14, p.23
Fornecedores

Sem nota explicativa. Tudo vence em até doze meses.

1,3p.6
Adiantamento de terceiros

Sem nota explicativa e sem valor a receber correspondente; pelo nome, presume-se que o dinheiro já entrou. O saldo é o mesmo de 2024. Tudo vence em até doze meses.

0,1p.6
Subtotal48,9
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos

PGFN 7.548, simplificado ordinário 363, FGTS 152 e ISS 151. 2.223 vencem em até doze meses e 5.991 depois. A DF não informa número de parcelas nem taxa.

8,2p.6; nota 13, p.23
Acordos a pagar

Sem nota explicativa; em 2024 eram 425. Tudo vence em até doze meses.

1,6p.6
Subtotal9,8
Dívida bruta62,6
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações de resgate rápido, descontados da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa e bancos (424) + aplicações financeiras (12).

(0,4)nota 6, p.20
Dívida líquida62,2

Fora da dívida bruta: Provisão para demandas judiciais trabalhistas, R$ 1,8 mi (p.6; nota 16, p.24).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: R$ 6,0 mi, todo em até doze meses; a DF diz que é, na maior parte, da negociação de atletas, sem separar quanto (nota 7, p.21).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora; quando a demonstração não os separa, o número é do clube inteiro e leva asterisco.

2025, em R$ milhões:

  • Com pessoal: 21,1 (nota 19, p.25)
  • Direito de uso de imagem: 15,1 (nota 19, p.25)

    Passou de R$ 8,6 mi em 2024 para R$ 15,1 mi, mais 75,4%. A DF não explica o aumento: a nota 19 traz só o total da linha (p.25).

  • Premiações: 2,6 (nota 19, p.25)

* Obs: A DF não abre a folha da base, que aparece numa linha só de gastos com atletas não profissionais (4.536), e a linha de gastos com atletas que junta empréstimos, luvas e outros (1.006) não diz quanto é cada parte: as duas ficam fora. O número junta o futebol profissional e o feminino, que a nota de custos não separa; o pessoal administrativo (1.824) fica fora.

38,8*+46,3%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal38,8nota 19, p.25
Receita recorrente÷42,9DRE, p.7
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=90,3%

* Obs: O gasto com pessoal é o do futebol profissional e do feminino, sem a base, que a DF não abre, e sem a linha que junta empréstimos e luvas de atletas.

90,3%*(52,3 p.p.)
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação à receita do clube, calculada pelas regras do SSF. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Na Série C o SSF cobra apenas a solvência e a publicação das demonstrações.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

No parecer de 2025: Opinião — “Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Ferroviária S.A.F. em 31 de dezembro de 2025, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil” (p.3).

Parágrafos de ênfase: 1

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional: “As demonstrações contábeis estão sendo apresentadas com o pressuposto de continuidade normal das atividades operacionais da Companhia. Em 31 de dezembro de 2025, a Companhia incorreu em déficits que montam em R$ 15.249 mil (R$ 15.289 mil, em 2024) e, nessa data, o passivo a descoberto é de R$ 44.919 mil (R$ 29.822 mil). Conforme a nota explicativa n° 17, a necessidade de caixa está sendo suprida pelo contrato de mútuo celebrado com os seus acionistas.” (p.3).

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://ferroviariasaf.com/documentacao/. As demonstrações são as de Ferroviária S.A.F.

Documento de 2025

  • Ferroviária S.A.F. – Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Ferroviária S.A.F. Publicado em 26/05/2026. Capa (p.1), sumário (p.2), relatório do auditor independente (p.3–5), balanço patrimonial (p.6), demonstração do resultado por segmento — futebol profissional, futebol feminino, futebol de base e administrativo — (p.7–8), resultado abrangente (p.9), mutações do patrimônio líquido (p.10), fluxos de caixa (p.11–12), notas explicativas 1 a 24 (p.13–27), assinaturas da administração (p.28) e relatório de assinaturas da ZapSign (p.29), num arquivo de 29 páginas. Não há relatório da administração nem parecer do conselho fiscal. Páginas: O número impresso na folha é igual à página do arquivo.

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil, com base na Lei das Sociedades por Ações, nos pronunciamentos do CPC, na ITG 2003 (R2) – Entidade Desportiva e na Lei da Sociedade Anônima do Futebol nº 14.193/2021; a tributação segue o Regime de Tributação Específica do Futebol, de 5% das receitas mensais recebidas. Escala do documento: reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.