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Chapecoense

Associação Chapecoense de Futebol · Associação · DF de 2025 publicada em 17/04/2026 · auditoria: Sappia Auditores e Consultores

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 38,1 (nota 20, p.36)
  • Receita com negociação de atletas: 4,5 (nota 20, p.36)

Obs: A DF registra 9.552 como venda de direito de transmissão e o associa ao acordo de 2023 com a Liga Futebol Forte, cuja venda de 20% dos direitos por 50 anos entrou inteira na receita de 2023. Pelos quadros de caixa do clube, os 9.552 são a receita de transmissão do ano, e por isso entram aqui. Em 2025 o clube recomprou 3% dos direitos vendidos, registrados no intangível por 16.662 (nota 13, p.31).

42,6+57,9%
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Patrocínio: 16,1 (42,1%)
  • Direitos de transmissão: 9,5 (25,1%)
  • Sócio-torcedor: 5,3 (13,8%)
  • Bilheteria: 2,7 (7,1%)

    Passou de R$ 1,2 mi em 2024 para R$ 2,7 mi, mais 125,4%. A nota 20 abre a bilheteria por competição, sem explicar a variação (p.36).

  • Contribuição para o fomento: 2,5 (6,6%)
  • Timemania: 0,8 (2,1%)
  • Demais receitas: 1,2 (3,2%)
    Copa do Brasil0,51,3%
    Escolinha, premiações e outras0,30,8%
    Campeonato Catarinense0,30,7%
    Categoria de base0,10,3%
    Royalties0,00,1%

Fonte: nota 20, p.36 do documento.

Obs: Direitos de transmissão é a linha que a DF chama de venda de direito de transmissão; a observação da receita total explica.

38,1+45,4%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Venda e empréstimo de atletas

Passou de R$ 0,1 mi em 2024 para R$ 4,4 mi, mais 4.691,3%. A DF não abre as vendas do ano nem nomeia os atletas negociados (nota 20, p.36).

4,4nota 20, p.36
Mecanismo de solidariedade+0,1nota 20, p.36
Receita com negociação de atletas=4,5

A relação de atletas não foi divulgada.

Obs: A DF não diz se a receita é bruta ou líquida da baixa dos atletas. Despesas com transferências (210), empréstimo de atletas (1.498) e direitos econômicos (450) ficam nos custos.

4,5+488,8%

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 42,7 (notas 21 e 25, p.37–38)
    Luvas11,9
    Ordenados e salários10,9
    Premiações7,5
    Direito de imagem7,3
    Outros gastos com pessoal1,8
    Despesas médicas1,4
    INSS, FGTS e PIS1,1
    Taxa de assinatura0,8
  • Demais custos e despesas: 19,5 (DRE, p.8; notas 21 a 26, p.37–39)
    Terceiros e comissões (nota 24)6,9
    Jogos e competições (nota 23)4,4
    Gerais e administrativas (nota 26)3,5
    Manutenção e estádio (nota 22)2,8
    Empréstimo de atletas (nota 21)1,5
    Tributos, transferências de atletas e outros1,3
    Amortização sem linha na DRE (nota 13)(0,9)

Obs: A DRE não mostra a amortização em linha própria: ela está dentro das despesas e sai na última parcela da abertura.

62,2+33,2%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Déficit do exercício(29,7)DRE, p.8
Resultado financeiro
Receitas financeiras(4,1)
Despesas financeiras1,5
−2,6nota 28, p.40
Itens fora da operação
Provisão para contingências16,7
Descontos da recuperação judicial(11,7)
Reversão de perda com a liga(2,2)
Subvenção(0,8)
Doações(0,3)
Outras receitas(0,1)
Dividendos0,0
+1,6nota 27, p.39
Depreciação+0,7nota 12, p.29
Amortização e baixas
Direitos econômicos0,5
Atletas formados0,3
Recompra de direitos da liga0,1
Sistemas0,0
+0,9nota 13, p.30
EBITDA=(29,1)

Obs: Os descontos da recuperação judicial (11.655) ficam fora: são ganho sem entrada de dinheiro. As deduções da receita passam de 1.131 em 2024 para 9.434 em 2025, sem abertura na DF. A venda de direito de transmissão (9.552) é a receita de transmissão do ano e fica dentro.

(29,1)(8,2) em R$ mi
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente38,1nota 20, p.36
Impostos e deduções da receita−9,5nota 20, p.36
Custos e despesas da operação−62,2DRE, p.8
EBITDA recorrente=(33,6)
(33,6)(11,9) em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA(29,1)
Depreciação−0,7nota 12, p.29
Amortização e baixas
Direitos econômicos(0,5)
Atletas formados(0,3)
Recompra de direitos da liga(0,1)
Sistemas0,0
−0,9nota 13, p.30
EBIT=(30,7)
(30,7)(4,1) em R$ mi
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita operacional líquida33,2DRE, p.8
Despesas operacionais
Pessoal(37,5)
Direito de imagem(7,3)
Terceiros(6,9)
Jogos e competições(4,4)
Gerais e administrativas(3,5)
Manutenção(2,8)
Depreciação(0,8)
Tributárias(0,6)
−63,8DRE, p.8
Outros resultados operacionais
Descontos da recuperação judicial11,6
Reversão de perda com a liga2,2
Subvenção0,8
Doações0,3
Outras receitas0,1
Dividendos0,0
Provisão para contingências(16,7)
−1,7nota 27, p.39
Resultado financeiro
Receitas financeiras4,1
Despesas financeiras(1,5)
+2,6nota 28, p.40
Resultado do exercício=(29,7)

O déficit inclui efeitos da recuperação judicial que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um déficit de 41,4.

Resultado do exercício(29,7)
Descontos da recuperação judicial−11,7nota 27, p.39
Resultado sem os efeitos sem caixa=(41,4)

Obs: O déficit inclui o resultado positivo da Força Chape (2.728), a entidade de captação somada ao clube; só na associação, seria (32.432).

(29,7)(2,9) em R$ mi

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas0,0p.7
Dívidas operacionais+1,6p.7; notas 14 a 17, p.31–34
Impostos parcelados e acordos+115,2p.7; notas 16, 17 e 29, p.32–41
Caixa e aplicações−38,0nota 5, p.25
Dívida líquida=78,8

Obs: As dívidas da recuperação judicial (95.652) entram pelo saldo da nota 29, porque a DF não informa ajuste a valor presente. Ficam fora a provisão para contingências (34.083), as outras provisões (19.684) e a receita diferida de patrocínios (3.442), registrada contra contratos ainda a receber. O clube não tem empréstimos com bancos.

78,8+4,1%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Numerário: 0,1 (nota 5, p.25)
  • Bancos: 0,7 (nota 5, p.25)
  • Aplicações financeiras: 37,2 (nota 5, p.25)

Obs: O caixa caiu 1.061 no ano. A operação gerou 13.768, com o recebimento da última parcela da venda de direitos à liga, e os investimentos no intangível, quase todos a recompra de 3% dos direitos, somaram 16.074 (DFC, p.11). Dos 37.987, 27.481 estão na associação e 10.506 na Força Chape (nota 5, p.25).

38,0(2,7%)
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Caixa, bancos e aplicações38,0
Contas a receber de patrocínios0,8
Outras contas a receber, com a venda de jogadores0,7
Adiantamentos0,7
Estoques0,7
Impostos a recuperar0,0
40,9p.6
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Outras obrigações, sobretudo provisões(19,7)
Recuperação judicial, parcela do ano(3,2)
Impostos a pagar(2,8)
Receita diferida de patrocínios(0,8)
Salários e encargos a pagar(0,8)
Fornecedores(0,6)
−27,9p.7
Capital de giro líquido=13,0

Obs: Das outras obrigações (19.691), 19.684 são provisões, contra 3.236 em 2024: receberam a provisão para contingências do ano (nota 17, p.34).

13,0(77,9%)
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Patrimônio social da associação(116,7)p.7; DMPL, p.10
Parte da Força Chape (não controladores)+4,2p.7; DMPL, p.10
Patrimônio líquido=(112,5)

Obs: Caiu 29.703 no ano, o déficit consolidado; nenhum outro ajuste passou pelo patrimônio (DMPL, p.10).

(112,5)(29,7) em R$ mi
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 116,8.

  • Dívidas onerosas: 0,0 (0,0%)
    Empréstimos0,00,0%
  • Dívidas operacionais: 1,6 (1,3%)
    Fornecedores0,60,5%
    Comissões de intermediação0,00,0%
    Salários e encargos0,80,7%
    Impostos correntes0,20,1%
  • Impostos parcelados e acordos: 115,2 (98,7%)
    Parcelamentos de impostos15,813,6%
    Reclamatórias a pagar3,73,2%
    Dívidas da recuperação judicial95,781,9%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas operacionais1,6 até 12 meses · 0,0 depois
  • Impostos parcelados e acordos5,9 até 12 meses · 109,3 depois
  • Dívida bruta7,5 até 12 meses · 109,3 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos

Sem empréstimo com banco em 31/12/2025.

0,0p.7
Subtotal0,0
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Fornecedores

Contas do dia a dia; as compras de atletas a pagar estão na recuperação judicial. Tudo vence em até doze meses.

0,6p.7; nota 14, p.31
Comissões de intermediação

Tudo vence em até doze meses.

0,0nota 17, p.34
Salários e encargos

Salários 334, provisão com pessoal 317 e encargos 130. Tudo vence em até doze meses.

0,8p.7; nota 15, p.32
Impostos correntes

Imposto de renda retido 142 e PIS, COFINS e CSRF 37. Tudo vence em até doze meses.

0,2nota 16, p.32
Subtotal1,6
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos

Previdenciário na PGFN 10.301, FGTS 2.853 e ITCMD 4 no longo prazo, mais 2.656 do curto prazo. 2.656 vencem em até doze meses e 13.158 depois. Transação com a PGFN de 2022.

15,8p.7; nota 16, p.32
Reclamatórias a pagar

Ações trabalhistas e cíveis com valor a pagar. Tudo no longo prazo: nada vence em até doze meses.

3,7p.7; nota 17, p.34
Dívidas da recuperação judicial

Trabalhistas 57.673, quirografários 29.647 e ME e EPP 8.332, pelo saldo da nota. 3.223 vencem em até doze meses e 92.429 depois. A DF não informa ajuste a valor presente.

95,7p.7; nota 29, p.41
Subtotal115,2
Dívida bruta116,8
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Numerário (35) + bancos (727) + aplicações financeiras (37.225).

(38,0)nota 5, p.25
Dívida líquida78,8

Fora da dívida bruta: Provisão para contingências, com 27 ações trabalhistas do acidente aéreo, R$ 34,1 mi (p.7; nota 18, p.35); Outras provisões do circulante, que receberam a provisão para contingências do ano, R$ 19,7 mi (nota 17, p.34; nota 27, p.39); Receita diferida de patrocínios, registrada contra contratos ainda a receber, R$ 3,4 mi (p.7; nota 6, p.26).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: contas a receber de patrocínios (868) e outras contas a receber (702), com 444 da venda de jogadores (notas 6 e 7, p.26–27).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Luvas: 11,9 (nota 21, p.37)
  • Ordenados e salários: 10,9 (nota 21, p.37)
  • Premiações: 7,5 (nota 21, p.37)
  • Direito de imagem: 7,3 (nota 25, p.38)

    Passou de R$ 13,6 mi em 2024 para R$ 7,3 mi, menos 46,4%. A DF não detalha a variação (nota 25, p.38).

  • Outros gastos com pessoal: 1,8 (nota 21, p.37)
  • Despesas médicas: 1,4 (nota 21, p.37)
  • INSS, FGTS e PIS: 1,1 (nota 21, p.37)
  • Taxa de assinatura: 0,8 (nota 21, p.37)

* Obs: A DF não separa o pessoal por área, e a linha traz o clube inteiro. Os outros gastos com pessoal incluem, pela descrição da DF de 2023, a formação da base, o futebol feminino, uniformes e aluguel.

42,7*+45,7%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal42,7notas 21 e 25, p.37–38
Receita recorrente÷38,1nota 20, p.36
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=112,1%

* Obs: O gasto com pessoal é do clube inteiro, porque a DF não separa o futebol.

112,1%*+0,3 p.p.
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

No parecer de 2025: “Em nossa opinião, exceto pelos efeitos dos assuntos mencionados no parágrafo ‘base para opinião com ressalva’, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira individual e consolidada da ASSOCIAÇÃO CHAPECOENSE DE FUTEBOL – EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL em 31 de dezembro de 2025, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades sem fins lucrativos (ITG 2002 (R1)) e às entidades desportivas (ITG 2003 (R1))”.

Parágrafos de ênfase: 1

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Incerteza relevante quanto à continuidade operacional: déficits líquidos sucessivos, passivo a descoberto consolidado de R$ 112.504 mil, ativo consolidado de R$ 61.471 mil e passivo consolidado de R$ 173.975 mil, com necessidade de obter recursos no curto prazo; a continuidade depende do êxito da recuperação judicial (nota 1, p.46–47).
Principais assuntos de auditoria

O auditor relata os temas que exigiram mais atenção no trabalho. Não é ressalva nem ênfase.

No parecer de 2025: Passivos contingentes de natureza cível e trabalhista; o auditor conclui que as divulgações são adequadas e que a opinião não foi modificada (p.47).

Conselho fiscal: parecer de 16/04/2026

Considera as demonstrações financeiras de 2025 aptas à apreciação e aprovação pelo Conselho Deliberativo, com a recomendação de manter o acompanhamento da execução financeira e orçamentária.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://chapecoense.com/portal-da-transparencia/. As demonstrações são as de Associação Chapecoense de Futebol – Em Recuperação Judicial.

Documentos de 2025

  • Associação Chapecoense de Futebol – Demonstrações Financeiras 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Associação Chapecoense de Futebol. Publicado em 17/04/2026. Capa (p.1), sumário (p.2–3), relatório da administração (p.4–5), balanço (p.6–7), DRE (p.8), resultado abrangente (p.9), DMPL consolidada (p.10), DFC (p.11), notas explicativas (p.12–44), relatório dos auditores independentes (capa p.45, relatório p.46–49 e registro de assinaturas p.50) e parecer do conselho fiscal (p.51–54), num arquivo de 54 páginas montado no iLovePDF. No portal, o item se chama Balanço 2025 e Parecer do Conselho Fiscal. Páginas: As evidências citam a página do arquivo. De p.1 a p.10 a folha impressa é igual à do arquivo; nas notas (p.12–43) a folha imprime um a mais (a nota 1 está na p.12 e traz 13); o relatório dos auditores tem numeração própria (2 a 5 nas p.46–49).

  • Associação Chapecoense de Futebol – Totalizador de receitas e despesas 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Associação Chapecoense de Futebol. Publicado em 27/01/2026. Quadro de orçado e realizado do 4º trimestre (p.1) e do ano de 2025 (p.2), em regime de caixa, e parecer do conselho fiscal de 26/01/2026 (p.3–4). Usado para ler a linha de transmissão da DF: registra 11,9 mi recebidos da CBF e 9,1 mi da liga no ano. No portal, o item se chama 4º Trimestre – Totalizador e Parecer do Conselho Fiscal. Páginas: As evidências citam a página do arquivo; o arquivo não numera as folhas.

Norma contábil: Individuais pelos CPCs e pela Resolução CFC nº 1.429/2013 (ITG 2003 – Entidade Desportiva Profissional); consolidadas pelos CPCs e pelas IFRS (nota 2). O relatório do auditor cita ITG 2002 (R1) e ITG 2003 (R1). Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.