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Ceará Sporting Club · Associação · DF de 2025 publicada em 12/05/2026 · auditoria: Sistema Auditores Independentes S/C

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 198,4 (nota 23, p.30)
  • Receita com negociação de atletas: 56,6 (nota 23, p.30)

Obs: Valor bruto. Da receita de transmissão, a DF desconta 23.884 de outras deduções, sem abrir (nota 23, p.30); no orçamento de 2025, o clube chama essa rubrica de Liga Forte (20%), a parte da TV do Brasileiro que cabe aos investidores que compraram 20% dos direitos do clube na liga em 2023 (proposta orçamentária de 2025, p.16).

255,0+143,3%
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Direitos de transmissão e premiações: 106,1 (53,5%)

    Passou de R$ 22,1 mi em 2024 para R$ 106,1 mi, mais 379,7%. O relatório da administração atribui a alta da transmissão ao acesso à Série A e a das premiações ao desempenho na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste (p.4).

    Direitos de transmissão100,250,5%
    Premiações5,93,0%
  • Patrocínio e marketing: 40,7 (20,5%)

    Passou de R$ 20,2 mi em 2024 para R$ 40,7 mi, mais 101,4%. O relatório da administração atribui a alta sobretudo ao contrato das placas publicitárias da Série A, aos reajustes de patrocínio pelo acesso e a um novo contrato de royalties com garantia mínima (p.4).

    Patrocínio22,511,3%
    Outras receitas com publicidade15,07,6%
    Royalties e licenciamento3,21,6%
  • Bilheteria: 23,9 (12,1%)
    Bilheteria dos jogos17,99,1%
    Estacionamento, bares e camarotes6,03,0%
  • Programa de sócio torcedor: 23,2 (11,7%)
  • Demais receitas: 3,6 (1,8%)
    Outras receitas2,01,0%
    Receitas com eventos0,80,4%
    Lei de incentivo ao esporte0,70,4%
    Timemania0,10,0%
    Convênio Enel0,00,0%
  • Receitas patrimoniais e sociais: 0,9 (0,4%)
    Escolinha e Fábrica de Craques0,50,2%
    Outras receitas patrimoniais0,40,2%

Fonte: nota 23, p.30 do documento.

198,4+131,3%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Negociação de atletas do futebol profissional56,1nota 23, p.30
Negociação de atletas do clube social+0,5nota 23, p.30
Receita com negociação de atletas=56,6
Principais vendas citadas no relatório da administração (p.4)
  • Erick Pulga
  • David Ricardo
  • Guilherme Castilho
  • Guilherme Luiz
  • Willian Machado

Obs: Comissões e demais custos das vendas ficam nos custos da operação, porque a DF os junta à baixa dos atletas numa linha só (nota 24, p.31).

56,6+197,1%

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 141,4 (nota 24, p.31; nota 23, p.30)
    Pessoal e encargos do futebol profissional137,2
    Direito de arena, que a DF desconta da receita4,2
  • Demais custos e despesas: 109,9 (nota 24, p.31; DFC, p.17)
    Jogos e competições24,7
    Custos com negociação de atletas, sem a baixa dos vendidos22,3
    Serviços de terceiros17,3
    Pessoal do administrativo, do clube social e dos esportes amadores14,8
    Despesas gerais13,4
    Materiais e manutenção11,8
    Programa de sócio torcedor5,2
    Tributos e outros0,4
251,3+86,2%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Resultado antes do resultado financeiro(49,2)DRE, p.14
Depreciação e amortização
Direitos econômicos de atletas4,5
Depreciação1,2
Recompra dos direitos da liga0,5
+6,2nota 24, p.31; DFC, p.17
Baixa contábil dos atletas vendidos+17,4DFC, p.17; apresentação de 2025, p.11
EBITDA=(25,6)

* Obs: A DFC dá 17.428 de baixa dos atletas vendidos e 4.993 de amortização; a nota do intangível dá 14.439 e 8.277, e a DF não explica a diferença (nota 12, p.26; DFC, p.17). Vale a DFC, que é o valor que o clube apresentou na prestação de contas como despesa com a baixa (apresentação de 2025, p.11). A DF não separa a provisão para contingências constituída no ano (799), que fica nos custos.

(25,6)*+6,8 em R$ mi
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente198,4nota 23, p.30
Impostos e deduções da receita
Outras deduções, que o orçamento chama de Liga Forte (20%)(23,9)
Impostos(5,4)
−29,3nota 23, p.30
Custos e despesas da operação−251,3notas 23 e 24, p.30–31
EBITDA recorrente=(82,2)
(82,2)(30,7) em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA(25,6)
Depreciação e amortização
Direitos econômicos de atletas(4,5)
Depreciação(1,2)
Recompra dos direitos da liga(0,5)
−6,2nota 24, p.31; DFC, p.17
Baixa contábil dos atletas vendidos−17,4DFC, p.17; apresentação de 2025, p.11
EBIT=(49,2)
(49,2)(2,7) em R$ mi
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita operacional líquida221,6DRE, p.14; nota 23, p.30
Custos e despesas operacionais
Pessoal e encargos(152,0)
Gerais e administrativas, com a depreciação e a amortização(88,5)
Jogos e competições(24,7)
Sócio torcedor(5,2)
Tributárias(0,4)
−270,8DRE, p.14; nota 24, p.31
Resultado financeiro
Receitas financeiras1,2
Despesas financeiras(37,8)
−36,6DRE, p.14; nota 25, p.31
Resultado do exercício=(85,8)

Obs: No resultado financeiro pesam juros de 30.888 e multas de 4.069 sobre empréstimos, encargos sociais em atraso e parcelamentos (nota 25, p.31).

(85,8)(80,1) em R$ mi

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas84,7p.13; nota 14, p.27–28
Dívidas operacionais+75,1p.13; notas 16 a 21, p.28–30
Impostos parcelados e acordos+56,6p.13; notas 17 e 19, p.28–30
Caixa e aplicações−2,1nota 3, p.21
Dívida líquida=214,3

Obs: Fica fora a provisão para contingências (799). A DF não identifica os credores dos empréstimos de terceiros de longo prazo (54.500) e informa taxa de até 5% ao mês nos empréstimos do ano (nota 14, p.27–28).

214,3+103,5%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Caixa: 0,0 (nota 3, p.21)
  • Bancos conta movimento: 0,8 (nota 3, p.21)
  • Aplicações de liquidez imediata: 1,3 (nota 3, p.21)

Obs: O caixa subiu 1.491 em 2025. A DFC mostra a operação consumindo 8.880 e 52.736 indo a investimentos, mas as duas contas incluem 31.656 sem dinheiro: a parcela da liga que o clube deixou de receber ao recomprar 5% dos direitos entra como recebimento da operação e como compra de intangível. Sem ela, a operação consumiu 40.536 e os investimentos foram 21.080; os empréstimos novos, líquidos dos pagos, trouxeram 63.107 (DFC, p.17; nota 12, p.26).

2,1+240,9%
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Venda de atletas a receber24,7
Contas a receber de clientes, sem a venda de atletas11,8
Adiantamentos a fornecedores, funcionários e atletas2,9
Caixa, bancos e aplicações2,1
Estoques do almoxarifado1,2
Despesas antecipadas0,1
Outros créditos a receber0,0
42,8p.12
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Obrigações trabalhistas e previdenciárias, com encargos, luvas e acordos(63,3)
Empréstimos e financiamentos, a parcela do ano(30,2)
Parcelamentos tributários, a parcela do ano(11,0)
Fornecedores(6,2)
Outras contas a pagar dos jogos(4,4)
Parcelas de compras de atletas a pagar a clubes(4,1)
Comissões de agentes a pagar(2,3)
Direitos de imagem a pagar(2,1)
Impostos a pagar(0,9)
Provisão para contingências(0,8)
−125,3p.13
Capital de giro líquido=(82,5)

Obs: É o número que o auditor cita, junto com o déficit, ao apontar incerteza relevante sobre a continuidade operacional (p.9).

(82,5)(76,4) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Patrimônio social, antes do resultado do ano(18,5)p.13; DMPL, p.16
Déficit do exercício−85,8p.13; DRE, p.14
Patrimônio líquido=(104,3)

Obs: O patrimônio caiu 88.071 em 2025: o déficit de 85.837 e 2.235 lançados direto no patrimônio, sem passar pelo resultado, que a DF não explica (DMPL, p.16).

(104,3)(88,1) em R$ mi
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 216,4.

  • Dívidas onerosas: 84,7 (39,1%)
    Empréstimos de terceiros, de longo prazo54,525,2%
    Empréstimos bancários, securitizadoras e antecipação de recebíveis30,213,9%
  • Dívidas operacionais: 75,1 (34,7%)
    Salários, encargos e luvas a pagar55,025,4%
    Fornecedores6,22,9%
    Dívidas com outros clubes por compras de atletas4,11,9%
    Comissões de agentes a pagar2,31,1%
    Direitos de imagem a pagar2,10,9%
    Impostos a recolher0,90,4%
    Outras contas a pagar dos jogos4,52,1%
  • Impostos parcelados e acordos: 56,6 (26,2%)
    Parcelamentos de impostos: Profut e Receita Federal48,422,4%
    Acordos com atletas e trabalhistas8,23,8%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas30,2 até 12 meses · 54,5 depois
  • Dívidas operacionais75,1 até 12 meses · 0,0 depois
  • Impostos parcelados e acordos19,2 até 12 meses · 37,4 depois
  • Dívida bruta124,5 até 12 meses · 91,9 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos de terceiros, de longo prazo

Mútuos com terceiros, todos no não circulante: nada vence em até doze meses. Maior taxa de 5% ao mês em 2025, em operação sem garantia específica; taxa média de cerca de 3,5% ao mês. Em 2024 eram 11.849.

54,5p.13; nota 14, p.27–28
Empréstimos bancários, securitizadoras e antecipação de recebíveis

QI Sociedade de Crédito Direto 12.600, cessão de créditos à Valer Fundo de Investimento 11.429 (prazos de 30 a 90 dias por operação), Martins Securitizadora 2.241, Gera Securitizadora 1.819, DDR Cobranças 632, Bradesco 494, Daycoval 490, Alfa América Securitizadora 461 e fundo de investimento em crédito 67. Tudo vence em até doze meses. Em 2024 eram 9.775.

30,2p.13; nota 14, p.27
Subtotal84,7
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Salários, encargos e luvas a pagar

Encargos sociais 38.079 (imposto de renda retido dos salários 21.552, FGTS 9.792, INSS 6.498 e FGTS rescisório 238), obrigações contratuais por direitos econômicos 11.093, provisões de férias e encargos 2.927, salários, férias e rescisões 2.609 e luvas 284. Tudo vence em até doze meses. A DF registra multa e juros sobre os encargos em atraso e diz que os débitos negociados em 2025 passaram aos parcelamentos.

55,0p.13; nota 17, p.28–29
Fornecedores

Mercadorias, materiais e serviços cuja negociação de pagamento passou do exercício. Tudo vence em até doze meses; em 2024 eram 2.665.

6,2p.13
Dívidas com outros clubes por compras de atletas

Aquisição de direitos econômicos e outras transações com atletas. Tudo vence em até doze meses; em 2024 eram 9.585.

4,1p.13; nota 20, p.30
Comissões de agentes a pagar

Remuneração de intermediários em transações com atletas; a DF diz que o saldo fica para quitação em 2026. Tudo vence em até doze meses; em 2024 eram 1.763.

2,3p.13
Direitos de imagem a pagar

Direitos de imagem negociados com atletas ou suas empresas; a DF diz que o saldo fica para quitação em 2026. Tudo vence em até doze meses; em 2024 eram 801.

2,1p.13
Impostos a recolher

PIS, COFINS e CSLL 409, ISS retido 327, IRRF retido 100 e INSS retido 97. Tudo vence em até doze meses.

0,9p.13; nota 18, p.29
Outras contas a pagar dos jogos

Operações de jogos com pendências no ano, a regularizar em 2026. Em 2024 eram 5.148, que o relatório da administração daquele ano diz renegociados com a Federação Cearense de Futebol. Tudo vence em até doze meses.

4,5p.13; nota 21, p.30
Subtotal75,1
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos: Profut e Receita Federal

Outros parcelamentos federais 45.986, com o Profut previdenciário e não previdenciário, e previdenciários 2.382, com as consolidações de encargos da folha e tributos sobre serviços tomados, atualizados. 10.984 vencem em até doze meses e 37.384 depois. Adesão ao Profut em 2015.

48,4p.13; nota 19, p.29–30
Acordos com atletas e trabalhistas

Acordos rescisórios e distratos 5.815 e acordos trabalhistas 2.442, que a DF lança dentro das obrigações trabalhistas. Tudo vence em até doze meses; em 2024 eram 8.194.

8,2p.13; nota 17, p.29
Subtotal56,6
Dívida bruta216,4
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa (5) + bancos conta movimento (827) + aplicações de liquidez imediata (1.279).

(2,1)nota 3, p.21
Dívida líquida214,3

Fora da dívida bruta: Provisão para contingências: cíveis 584 e trabalhistas 215, R$ 0,8 mi (p.13; nota 26, p.32).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: venda de atletas a receber de 24.654, toda no circulante; as demais contas a receber somam 11.842, com 3.848 de patrocínios e 3.421 de direitos de transmissão. O realizável a longo prazo, 276, traz depósitos judiciais e consórcios (nota 4, p.22; nota 9, p.24).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Pessoal e encargos do futebol profissional: 137,2 (DRE, p.14; nota 24, p.31)
  • Direito de arena, que a DF desconta da receita: 4,2 (nota 23, p.30)

* Obs: Fica fora o grupo que a DF separa como administrativo, clube social e esportes amadores (14.793); a DF lança nele também a base, a julgar pela baixa dos atletas da base de 2023 (DF de 2024, nota 24). O direito de arena vem das deduções da receita. A DF não abre a linha do futebol; segundo o relatório da administração, ela inclui premiações e benefícios, e as luvas estão nas despesas com negociação de atletas.

141,4*+115,5%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal141,4nota 24, p.31; nota 23, p.30
Receita recorrente÷198,4nota 23, p.30
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=71,3%

* Obs: O gasto com pessoal é o do futebol profissional: a base parece estar no grupo que a DF separa como administrativo, clube social e esportes amadores, que fica fora.

71,3%*(5,2 p.p.)
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

No parecer de 2025: Sem ressalva, com parágrafo de incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional, que não modifica a opinião. Fortaleza/CE, 30/04/2026. O mesmo relatório também está publicado em arquivo à parte, na página Relatório dos auditores independentes.

Parágrafos de ênfase: 1

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional: déficit de R$ 85.836.550,38 e passivo circulante acima do ativo circulante em R$ 82.483.756,21 (nota 2.2, p.9).
Conselho fiscal: parecer de 11/05/2026

Recomenda a aprovação: as demonstrações representam adequadamente a situação financeira e patrimonial e estão em condições de ser submetidas ao Conselho Deliberativo.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://transparencia.cearasc.com/relatorios-documentos/demonstracoes-contabeis/.

Documentos de 2025

  • Ceará Sporting Club – Demonstrações contábeis 2025, com relatório da administração e relatório dos auditores independentes · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Ceará Sporting Club. Publicado em 12/05/2026. Capa (p.1), relatório da administração (p.2–8), relatório dos auditores independentes (p.9–11), balanço (p.12–13), DRE (p.14), resultado abrangente (p.15), DMPL (p.16), DFC (p.17) e notas explicativas (p.18–33), num arquivo de 33 páginas montado no iLovePDF; demonstrações assinadas digitalmente pelo presidente e pelo contador em 30/04/2026, relatório da administração e notas em 11/05/2026. Páginas: As evidências citam a página do arquivo. As notas imprimem numeração própria, 17 a menos que a página do arquivo (a nota 1 está na p.18 e traz 1); as demais peças não têm número.

  • Parecer do Conselho Fiscal do Ceará Sporting Club – exercício 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Ceará Sporting Club. Publicado em 29/05/2026. Parecer de uma página, da reunião ordinária de 11/05/2026, digitalizado. Páginas: Folha sem número impresso.

  • Ceará Sporting Club – Proposta orçamentária de 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Ceará Sporting Club. Publicado em 08/08/2025. Proposta orçamentária do exercício de 2025, em 23 páginas, atualizada. Lida para as outras deduções da receita: a p.16 lança contra os direitos de transmissão a rubrica (-) Liga Forte (20%), orçada em 15.382, 20% da cota de TV do Brasileiro; a DF de 2025 traz 23.884 de outras deduções, sem abrir. Valor orçado, não realizado. Páginas: As citações usam a página do arquivo.

  • Ceará Sporting Club – Apresentação da prestação de contas de 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Ceará Sporting Club. Publicado em 29/05/2026. Slides de 16 páginas apresentados ao Conselho Deliberativo na reunião de 26/05/2026, que aprovou as contas. Lidos para a baixa dos atletas vendidos: a p.11 diz que as vendas de Erick Pulga, David Ricardo, Guilherme Castilho, Guilherme Luiz e Willian Machado geraram 17,4 mi de despesa com a baixa do intangível, nas despesas gerais, o valor do fluxo de caixa da DF. Páginas: As citações usam a página do arquivo.

Norma contábil: ITG 2002 (R1) – entidades sem finalidade de lucros e ITG 2003 (R2) – entidades desportivas profissionais, com o manual de contabilidade para entidades desportivas da APFUT (nota 2.1). Escala do documento: reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.