meutime.net

Atlético-MG

Clube Atlético Mineiro · SAF · DF de 2025 publicada em 30/04/2026 · auditoria: BDO RCS Auditores Independentes SS Ltda.

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente, sem a cessão de direitos futuros: 466,8 (nota 26, p.167)
  • Receita com negociação de atletas, bruta: 203,0 (nota 27, p.169)
669,8(0,7%)
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Transmissão, imagem e premiações: 183,5 (39,3%)
  • Outras receitas de atividades esportivas, com a Timemania: 77,1 (16,5%)

    Passou de R$ 11,2 mi em 2024 para R$ 77,1 mi, mais 586,7%. A nota 26 atribui a linha substancialmente à Timemania, sem explicar a variação (p.168).

  • Receitas patrimoniais da Arena MRV: 60,6 (13,0%)
  • Bilheteria: 50,9 (10,9%)
  • Patrocínios e marketing: 47,8 (10,3%)
  • Sócio-torcedor: 36,5 (7,8%)
  • Venda no Manto: 10,4 (2,2%)

Fonte: nota 26.1, p.168; nota 26, p.167 do documento.

Obs: Fica fora a cessão de 10% dos direitos de titularidade da SAF de 2030 a 2074 (98.056), que a DF registra em outras receitas operacionais e reconhece de uma vez em 2025 (nota 26): contrato de longo prazo, não receita do ano. A nota 26 agrupa as cinco naturezas do futebol em uma linha (395.808); a pizza as mostra separadas. Em outras receitas de atividades esportivas, a DF chama a linha de Timemania, e o relatório do clube a trata como receita comercial, sem separar os valores.

466,8(5,0%)
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Vendas de atletas174,1nota 27, p.169
Outras receitas com transferências de atletas+26,5nota 27, p.169
Empréstimos de atletas+2,4nota 27, p.169
Receita com negociação de atletas=203,0
Atletas negociados que a DF cita (nota 27, p.169)
  • Paulo Henrique Sampaio Filho
  • Paulo Henrique De Oliveira
  • Cristian David Pavon
  • Jemerson de Jesus Nascimento
203,0+11,0%

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 362,4 (nota 28, p.169)
    Salários e encargos sociais dos atletas236,4
    Direito de imagem dos atletas e comissão técnica126,0
  • Demais custos e despesas: 206,6 (DRE, p.122; DFC, p.125; notas 28 a 31, p.169–170)
    Custos das atividades do futebol sem pessoal, amortização e baixa contábil (nota 28)82,7
    Custos gerais do futebol (nota 28)43,3
    Custos das atividades patrimoniais, pessoal e gerais (notas 29 e 30)32,8
    Custo com projetos0,9
    Despesas gerais e administrativas sem a depreciação (nota 31)49,2
    Depreciação incluída nessas linhas sem destaque na DF, que a DFC devolve(2,3)

Obs: Dos 30.979 de custo com atletas negociados, ficam aqui os 4.707 acima da baixa contábil, que a DF não identifica como baixa. A parcela negativa da abertura é a depreciação que a DF inclui nos custos gerais sem destacá-la.

569,0+9,7%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Resultado antes do resultado financeiro(28,4)DRE, p.122
Cessão de direitos futuros, fora da receita recorrente−98,1nota 26, p.167–168
Resultado de equivalência patrimonial+13,1DRE, p.122; nota 13, p.152
Depreciação e amortização
Amortização dos direitos econômicos dos atletas (nota 28)118,6
Depreciação e demais amortizações3,4
+122,0DFC, p.125
Baixa contábil dos atletas que saíram
Atletas adquiridos26,1
Atletas formados0,2
+26,3nota 15.1, p.157; DFC, p.125
Despesas com contingências+6,3DRE, p.122
EBITDA=41,2

Obs: O impairment de 572.161 está nas despesas financeiras (nota 32) e não entra aqui.

41,2(62,1%)
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente466,8nota 26, p.167
Impostos e deduções da receita−59,6nota 26, p.167
Custos e despesas da operação−569,0DRE, p.122
EBITDA recorrente=(161,8)
(161,8)(87,6) em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA41,2
Depreciação e amortização
Amortização dos direitos econômicos dos atletas (nota 28)(118,5)
Depreciação e demais amortizações(3,4)
−121,9DFC, p.125
Baixa contábil dos atletas que saíram
Atletas adquiridos(26,1)
Atletas formados(0,2)
−26,3nota 15.1, p.157; DFC, p.125
Despesas com contingências−6,3DRE, p.122
EBIT=(113,3)
(113,3)(33,5) em R$ mi
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita líquida505,2DRE, p.122; nota 26, p.167
Custos das atividades esportivas, sociais e patrimoniais
Custos com atividades esportivas(633,2)
Custos com atividades patrimoniais(32,8)
Custo com projetos(0,9)
−666,9DRE, p.122; nota 28, p.169
Despesas gerais e administrativas−50,3DRE, p.122; nota 31, p.170
Despesas com contingências−6,3DRE, p.122
Outras receitas operacionais+203,0DRE, p.122; nota 27, p.169
Resultado de equivalência patrimonial−13,1DRE, p.122; nota 13, p.152
Resultado financeiro
Receitas financeiras47,8
Despesas financeiras(901,5)
−853,7DRE, p.122; nota 32, p.170
Resultado do exercício=(882,1)

O prejuízo inclui efeitos da desvalorização do departamento de futebol e descontos de dívida que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um prejuízo de 336,3.

Resultado do exercício(882,1)
Impairment do departamento de futebol+572,2nota 15.1, p.157; nota 32, p.170
Desconto obtido e perdão de dívida−26,4nota 32, p.170
Resultado sem os efeitos sem caixa=(336,3)

Obs: O relatório gerencial do clube tira só o impairment e publica prejuízo de 309.948.

(882,1)(582,8) em R$ mi

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas1.169,4p.121; notas 19 e 23, p.160 e p.164
Dívidas operacionais+1.003,9p.121; notas 18, 20, 21 e 22, p.159–163
Impostos parcelados e acordos+352,6p.121; nota 20, p.161
Caixa e aplicações−17,4p.121; nota 8, p.149
Dívida líquida=2.508,5

Obs: Todo o passivo consolidado, com o financiamento da Arena MRV que está nas empresas do estádio, menos a provisão para contingências (29.724) e os contratos da Arena registrados contra contas a receber, sem dinheiro recebido (105.793), que ficam fora. O clube publica no relatório integrado um endividamento próprio de R$ 1.772 mi, que deduz o que tem a receber por atletas e exclui receita antecipada, debêntures e fornecedores.

2.508,5+16,0%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Caixa e bancos: 0,7 (nota 8, p.149)
  • Aplicações financeiras em fundos de renda fixa: 16,7 (nota 8, p.149)

Obs: No ano, o caixa caiu de 19.810 para 17.382: a operação gerou 138.852, os investimentos consumiram 214.404, quase tudo em atletas e imobilizado, e os financiamentos trouxeram 73.124, com aporte de capital de 105.000 (DFC, p.125).

17,4(12,3%)
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Venda de atletas a receber115,6
Contas a receber de clientes55,3
Outros ativos20,3
Caixa, bancos e aplicações17,4
208,6p.121
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Empréstimos e financiamentos, a parcela do ano, com os CRI reclassificados(685,2)
Parcelas de compras de atletas a pagar(309,0)
Impostos e contribuições a pagar(135,2)
Receita antecipada: cadeiras cativas, camarotes e estacionamento(91,0)
Fornecedores e outras obrigações(57,3)
Debêntures, a parcela do ano(47,6)
Salários e encargos a pagar(30,3)
−1.355,6p.121
Capital de giro líquido=(1.147,0)

Obs: O auditor cita em ênfase a deficiência de capital circulante líquido de R$ 1.147.019 mil no consolidado e R$ 817.991 mil na controladora (p.116). Os empréstimos do circulante incluem os CRI reclassificados por índices financeiros não atendidos (nota 19.1, p.160–161).

(1.147,0)(189,2) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Capital social integralizado
Capital subscrito1.466,8
Capital a integralizar(49,1)
1.417,7p.121; DMPL, p.124
Reserva de capital+2,0p.121
Prejuízos acumulados−1.337,1p.121; DMPL, p.124
Patrimônio líquido=82,6

Obs: Pela DMPL (p.124), o patrimônio caiu 777.109 no ano: prejuízo de 882.109, do qual 572.161 são o impairment do departamento de futebol sem efeito no caixa, e aporte de capital de 105.000.

82,6(90,4%)
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 2.525,9.

  • Dívidas onerosas: 1.169,4 (46,3%)
    Empréstimos bancários e de empresas não financeiras1.057,341,9%
    Debêntures47,61,9%
    Partes relacionadas64,52,5%
  • Dívidas operacionais: 1.003,9 (39,7%)
    Contas a pagar por contratações de atletas: clubes, agentes e direitos429,617,0%
    Receita antecipada: cadeiras, camarotes, patrocínios, TV e sócio-torcedor341,713,5%
    Fornecedores e acordos comerciais67,12,7%
    Salários e encargos a pagar30,31,2%
    Impostos e contribuições que vencem em até doze meses135,25,3%
  • Impostos parcelados e acordos: 352,6 (14,0%)
    Impostos parcelados que vencem depois de doze meses352,614,0%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas732,8 até 12 meses · 436,6 depois
  • Dívidas operacionais531,8 até 12 meses · 130,4 depois · 341,7 sem prazo
  • Impostos parcelados e acordos0,0 até 12 meses · 352,6 depois
  • Dívida bruta1.264,6 até 12 meses · 919,6 depois · 341,7 sem prazo

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses Prazo não informado pela DF

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos bancários e de empresas não financeiras

Capital de giro em bancos 1.036.928 e 20.369 de empresas não financeiras, com aval dos acionistas; juros de CDI + 2,50% a prefixado de 21,13% ao ano (nota 19). 685.206 vencem em até doze meses e 372.091 depois. Os CRI da Arena foram reclassificados para o curto prazo pelos índices financeiros não atendidos em 31/12/2025 (nota 19.1).

1.057,3p.160
Debêntures

60.000 emitidos em 25/09/2024, vencimento em 25/09/2027, DI mais sobretaxa (4% ao ano na tabela da nota 23; 3,50% no texto), sem covenants financeiros. Tudo classificado em até doze meses.

47,6p.164
Partes relacionadas

Saldo de 64.462 no não circulante: três pessoas físicas 47.959, Arena Vencer Eventos 13.129, Clube Atlético Mineiro 2.536 e outros 837, a CDI mais até 3% ao ano (nota 16). Nada vence em até doze meses.

64,5p.121
Subtotal1.169,4
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Contas a pagar por contratações de atletas: clubes, agentes e direitos

Clubes 242.994, agentes 123.188, direitos econômicos 41.301, direitos de imagem 12.245 e prêmios de assinatura 9.889 (nota 21). 308.983 vencem em até doze meses e 120.634 depois, pelo balanço; a nota separa 368.583 e 61.034. 144.542 estavam vencidos, em renegociação segundo a companhia.

429,6p.163
Receita antecipada: cadeiras, camarotes, patrocínios, TV e sócio-torcedor

Valores já recebidos e ainda por entregar: cadeiras cativas, camarotes e estacionamento vendidos por 15 anos (228.428), transmissão (45.099), patrocínios e naming rights (43.819), sócio-torcedor (16.958), projetos incentivadores (3.180) e outros adiantamentos (4.206). Os contratos da Arena registrados contra contas a receber, sem dinheiro recebido, ficam fora (nota 11, p.151). A DF separa por prazo só o conjunto da receita antecipada, 91.032 em até doze meses; não separa a parte recebida.

341,7p.163 do PDF, folha 164, nota 22
Fornecedores e acordos comerciais

Fornecedores 25.079 e acordos comerciais 41.976 (nota 18). 57.281 vencem em até doze meses e 9.774 depois. 31.964 estavam vencidos, em renegociação segundo a companhia.

67,1p.159
Salários e encargos a pagar

Obrigações trabalhistas e sociais de 30.292 no balanço, sem nota. Tudo vence em até doze meses.

30,3p.121
Impostos e contribuições que vencem em até doze meses

Parcela do circulante dos tributos a recolher, 135.229 no balanço, igual à parcela de 2026 do cronograma da nota 20. Tudo vence em até doze meses.

135,2p.161
Subtotal1.003,9
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Impostos parcelados que vencem depois de doze meses

Parcela do não circulante dos tributos a recolher, 352.625. Os parcelamentos somam 433.399, assumidos da associação pelo Acordo de Assunção de Dívidas de novembro de 2023, com cronograma até 2036 (nota 20). Nada vence em até doze meses.

352,6p.161
Subtotal352,6
Dívida bruta2.525,9
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa e equivalentes consolidados.

(17,4)p.121
Dívida líquida2.508,5

Fora da dívida bruta: Provisão para contingências, R$ 29,7 mi (p.164); Receita antecipada de contratos da Arena registrados contra contas a receber, sem dinheiro recebido: naming rights da MRV e patrocínios (69.097) e cadeiras, camarotes e estacionamento (39.174), líquidos do ajuste a valor presente (2.478), R$ 105,8 mi (nota 11, p.151; nota 22, p.163).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: contas a receber nas transferências de jogadores, 115.619 em até doze meses e 70.547 depois; os maiores saldos são do Palmeiras (83.159), do Shakhtar Donetsk (42.829) e do Dynamo Moscou (28.595) (nota 10, p.149–150).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Salários e encargos sociais dos atletas: 236,4 (nota 28, p.169)
  • Direito de imagem dos atletas e comissão técnica: 126,0 (nota 28, p.169)

    Passou de R$ 79,7 mi em 2024 para R$ 126,0 mi, mais 58,1%. A DF não detalha a variação (nota 28, p.169).

Obs: Fora deste número, o pessoal das atividades patrimoniais, R$ 5,0 mi, que a DF separa (nota 29).

362,4+12,1%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal362,4nota 28, p.169
Receita recorrente÷466,8nota 26, p.167
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=77,6%
77,6%+11,8 p.p.
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

No parecer de 2025: Sem ressalva, com dois parágrafos de ênfase e principais assuntos de auditoria, como cabe a uma sociedade anônima. O auditor declara que a opinião não contém ressalva em relação às ênfases. Parecer datado do mesmo dia da publicação, 30/04/2026.

Parágrafos de ênfase: 2

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Transações significativas com partes relacionadas: cessão não onerosa da receita de bilheteria e do programa sócio-torcedor, provenientes de ativos da investida Arena Vencer Complexo Esportivo Multiuso SPE Ltda. (nota 16).
  • Deficiência de capital circulante líquido de R$ 817.991 mil individual e R$ 1.147.019 mil consolidado em 31/12/2025; o auditor registra que o equilíbrio econômico e financeiro depende do sucesso das medidas da administração (nota 1).
Principais assuntos de auditoria

O auditor relata os temas que exigiram mais atenção no trabalho. Não é ressalva nem ênfase.

No parecer de 2025: Sim: empréstimos e financiamentos (nota 19) e emissão de debêntures (nota 23), entre outros.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://atletico.com.br/institucional/portal-da-transparencia/. As demonstrações são as de Atlético Mineiro S.A.F.

Documento de 2025

  • Relatório Integrado 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Atlético Mineiro S.A.F. Publicado em 30/04/2026. Relatório integrado GRI de 185 páginas. As 112 primeiras são conteúdo institucional e gerencial; a demonstração contábil auditada é anexo a partir da p.113. Páginas: As evidências citam a página do arquivo PDF, a que o leitor de PDF mostra no contador. O número impresso na folha é um a mais: a nota 22, por exemplo, está na p.163 do arquivo e traz impresso 164.

Norma contábil: CPCs e IFRS, como sociedade anônima. Não é ITG 2002. Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.