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Atlético-GO

Atlético Clube Goianiense · Associação · DF de 2024 publicada em 17/04/2025 · auditoria: Moore VR Auditores e Consultores S/S

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2024, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 102,5 (DRE, p.13; nota 19, p.33; nota 18f, p.62 da DF de 2025)
  • Receita com negociação de atletas: 7,1 (DRE, p.13; nota 19, p.33; nota 18f, p.62 da DF de 2025)

Obs: A DRE chama a linha de receita líquida, mas não traz deduções: o INSS de 5% sobre a receita (2.883) está lançado nos custos (nota 20, p.34).

109,6
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2024, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Direitos de transmissão: 58,1 (56,7%)
  • Outras receitas: 16,6 (16,1%)
    Bares e lanchonetes10,910,6%
    Royalties e licenciamento2,22,1%
    Publicidade e auxílio da CBF1,31,2%
    Demais receitas1,11,1%
    Bonificações comerciais1,01,0%
    Distratos contratuais0,10,1%
  • Patrocínio e publicidade: 14,2 (13,9%)
  • Bilheteria: 10,5 (10,2%)
  • Sócio torcedor e mensalidades: 3,1 (3,1%)
    Programa sócio torcedor2,72,7%
    Mensalidades associativas0,40,4%

Fonte: DRE, p.13; nota 19, p.33; DRE, p.13; nota 19, p.33; nota 18f, p.62 da DF de 2025 do documento.

Obs: A DF de 2024 não abre a composição de outras receitas; a abertura vem do quadro de outras receitas da DF de 2025, que traz a coluna de 2024. Por ele, a reversão de provisão (1) fica fora da receita e do EBITDA, como todas as provisões, e o mecanismo de solidariedade e CNRD (48) vai para a negociação de atletas (nota 18f, p.62 da DF de 2025).

102,5
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2024, em R$ milhões:

Venda e empréstimo de direitos econômicos de atletas7,1DRE, p.13; nota 19, p.33
Mecanismo de solidariedade e CNRD+0,0nota 18f, p.62 da DF de 2025
Receita com negociação de atletas=7,1

A relação de atletas não foi divulgada.

Obs: A DF de 2024 não nomeia os atletas negociados nem abre a receita por negociação (nota 19, p.33).

7,1

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2024, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 54,1 (nota 20, p.34)
  • Demais custos e despesas: 47,3 (nota 20, p.34; nota 21, p.35; DRE, p.13)
    Outros custos, que a DF não descreve25,7
    Despesas gerais7,4
    Serviços de terceiros4,5
    Comissões e intermediação3,6
    Parcerias com outros clubes2,2
    Logística de jogos1,5
    Salários e encargos do pessoal administrativo1,4
    Marketing0,9
    Tributação Específica do Futebol da SAF0,8
    Taxas da CBF0,4
    Tributos0,0
    Outras receitas e despesas operacionais, saldo credor(1,1)

Obs: O INSS de 5% sobre a receita (2.883) sai dos custos e vira dedução da receita. Os tributos da DRE (23) entram aqui, embora a DRE os lance abaixo do resultado operacional. A rubrica Outros (25.737) é a segunda maior do custo do ano e a DF não diz o que há dentro (nota 20, p.34).

101,4
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2024, em R$ milhões:

Resultado operacional antes do resultado financeiro(47,4)DRE, p.13
Recompra da participação na Liga Forte União+46,0nota 20, p.34; nota 20i, p.35
Amortização do custo de atletas+4,5DRE, p.13
Depreciações+2,1DRE, p.13
Provisão para contingências lançada na DRE+0,1DRE, p.13
Tributos−0,0DRE, p.13
Reversão de provisão lançada em outras receitas−0,0nota 18f, p.62 da DF de 2025
EBITDA=5,3

Obs: Fica fora do EBITDA a recompra de 10% da participação na Liga Forte União (45.957), lançada uma única vez no custo de 2024: é o espelho da venda de 20% desses direitos reconhecida em 2023 e não é gasto da operação do ano (nota 7c, p.25; nota 20i, p.35).

5,3
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2024, em R$ milhões:

EBITDA5,3DRE, p.13
Receita com negociação de atletas−7,1DRE, p.13; nota 19, p.33; nota 18f, p.62 da DF de 2025
EBITDA recorrente=(1,8)
(1,8)
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2024, em R$ milhões:

EBITDA5,3
Amortização do custo de atletas−4,5DRE, p.13
Depreciações−2,1DRE, p.13
Provisão para contingências lançada na DRE−0,1DRE, p.13
EBIT=(1,4)
(1,4)
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2024, em R$ milhões:

Receitas líquidas
Direitos de transmissão58,1
Outras receitas16,6
Patrocínio e publicidade14,2
Bilheteria10,5
Negociação de atletas7,1
Programa sócio torcedor2,7
Mensalidades associativas0,4
109,6DRE, p.13; nota 19, p.33
Custo das atividades sociais e esportivas
Recompra da participação na Liga Forte União(46,0)
Salários de atletas e comissão técnica(31,3)
Outros custos, que a DF não descreve(25,7)
Direitos de imagem(15,0)
Premiações e bônus de desempenho(4,4)
Comissões e intermediação(3,6)
Direito de arena(3,4)
INSS sobre a receita(2,8)
Parcerias com outros clubes(2,2)
Logística de jogos(1,5)
Tributação Específica do Futebol da SAF(0,8)
Taxas da CBF(0,4)
−137,1DRE, p.13; nota 20, p.34
Despesas operacionais
Despesas gerais(7,4)
Amortização do custo de atletas(4,6)
Serviços de terceiros(4,5)
Depreciações(2,1)
Salários e encargos do pessoal administrativo(1,4)
Marketing(0,9)
Provisão para contingências(0,1)
Outras receitas e despesas operacionais, saldo credor1,1
−19,9DRE, p.13
Resultado financeiro
Receitas financeiras2,8
Despesas financeiras(0,5)
+2,3DRE, p.13
Tributos−0,0DRE, p.13
Resultado do exercício=(45,1)

O déficit inclui efeitos da recompra de direitos da Liga Forte União que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um superávit de 0,8.

Resultado do exercício(45,1)
Recompra de 10% da Liga Forte União+45,9nota 20, p.34; nota 7c, p.25
Resultado sem os efeitos sem caixa=0,8

Obs: A recompra é o espelho da venda de 20% desses direitos reconhecida em 2023 e foi paga com o valor que o clube tinha a receber da liga (nota 7c, p.25).

(45,1)

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2024, em R$ milhões:

Dívidas operacionais25,1p.12; nota 13, p.30; nota 14, p.31; nota 17, p.33
Impostos parcelados e acordos: parcelamentos tributários e aquisição de direito creditório+21,3p.12; nota 14, p.31; nota 15, p.31
Dívidas onerosas: empréstimos e financiamentos+0,4p.12; nota 12, p.30
Disponibilidades−8,0p.12
Dívida líquida=38,8

Obs: Entram 13.800 de compromissos assumidos pela SAF na compra de imóveis, 6.345 a pagar pela aquisição de um direito creditório, devidos depois da homologação dos créditos, e 1.830 de receita antecipada, dinheiro já recebido por contrapartida ainda não entregue (nota 14, p.31; nota 17, p.33).

38,8
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2024, em R$ milhões:

  • Banco conta movimento: 4,8 (nota 4, p.50 da DF de 2025)
  • Aplicações financeiras: 3,2 (nota 4, p.50 da DF de 2025)
  • Caixa: 0,0 (nota 4, p.50 da DF de 2025)

Obs: O caixa subiu 4.271 em 2024. A operação gerou 39.042, os investimentos consumiram 35.203 e os financiamentos trouxeram 431 (DFC, p.16).

8,0
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2024, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Outros créditos8,6
Caixa e equivalentes8,0
Contas a receber5,5
22,1p.12; balanço reapresentado na DF de 2025, p.38
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Outras contas a pagar(8,2)
Obrigações trabalhistas, sociais e tributárias(6,7)
Receita antecipada(1,8)
Parcelamentos tributários(1,5)
Empréstimos, financiamentos e encargos(0,4)
Fornecedores(0,3)
−18,9p.12
Capital de giro líquido=3,2

Obs: No passivo circulante estão 1.830 de receita antecipada, dinheiro recebido por contrapartida ainda não entregue, e 6.345 a pagar pela aquisição de um direito creditório (p.12; nota 14, p.31).

3,2
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2024, em R$ milhões:

  • Avaliação patrimonial: 119,6 (p.12; DMPL, p.15)
  • Superávits acumulados: 25,1 (p.12; DMPL, p.15)
  • Patrimônio social: 16,5 (p.12; DMPL, p.15; nota 18, p.33)

Obs: O patrimônio caiu 45.598 em 2024: o déficit de 45.111, 400 de realização da reserva de avaliação patrimonial e 88 de transferência entre contas de superávit acumulado, que a demonstração das mutações não explica (DMPL, p.15).

161,2
Perfil da dívida em 2024

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 46,8.

  • Dívidas onerosas: 0,4 (0,9%)
    Empréstimos e financiamentos0,40,9%
  • Dívidas operacionais: 25,1 (53,6%)
    Compromissos da SAF na compra de imóveis13,829,5%
    Salários, encargos, férias e rescisões6,714,3%
    Adiantamentos recebidos1,83,9%
    Outros passivos1,42,9%
    Luvas e bonificações a atletas0,92,0%
    Fornecedores0,30,6%
    Gastos com contratação de atletas a pagar0,20,4%
  • Impostos parcelados e acordos: 21,3 (45,5%)
    Parcelamentos tributários14,931,9%
    Aquisição de direito creditório6,413,6%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas0,4 até 12 meses · 0,0 depois
  • Dívidas operacionais10,7 até 12 meses · 14,4 depois
  • Impostos parcelados e acordos7,9 até 12 meses · 13,4 depois
  • Dívida bruta19,0 até 12 meses · 27,8 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2024, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos e financiamentos

A nota descreve o saldo como financiamento da aquisição de dois veículos automotores, mais 128 com o Banco Bradesco. Tudo vence em até doze meses; a DF não informa taxa nem garantia.

0,4p.12; nota 12, p.30
Subtotal0,4
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Compromissos da SAF na compra de imóveis

Investimentos a realizar da SAF em imóveis e loteamentos para aquisição futura de área, todo o saldo no longo prazo. A DF não informa prazo, juros nem garantia.

13,8p.12; nota 17, p.33
Salários, encargos, férias e rescisões

Tributos sobre a folha 2.216, tributos parcelados 1.750, rescisões 1.127, férias 851 e salários de dezembro 723. Tudo vence em até doze meses.

6,7p.12; nota 13, p.30
Adiantamentos recebidos

Receita antecipada, como o balanço a chama, sem nota explicativa: dinheiro já recebido por contrapartida ainda não entregue. Zerada em 2025. Tudo vence em até doze meses.

1,8p.12
Outros passivos

Rubrica que a nota não abre; a nota de 2024 menciona IPTU do centro de treinamento e do estádio. Tudo vence em até doze meses.

1,4p.12; nota 14, p.31; nota 14, p.57 da DF de 2025
Luvas e bonificações a atletas

Luvas por contratação ou renovação de contrato e bonificações por desempenho. 600 estão no longo prazo, como a nota 17 da DF de 2024 os classifica, e o restante vence em até doze meses.

0,9p.12; nota 17, p.33; nota 14, p.57 da DF de 2025
Fornecedores

Obrigações por bens e serviços do curso normal, sem nota explicativa. Tudo vence em até doze meses.

0,3p.12
Gastos com contratação de atletas a pagar

Rubrica que a nota não abre; na DF de 2024 o mesmo saldo aparece como contratos a realizar com patrocinadores. Tudo vence em até doze meses.

0,2p.12; nota 14, p.57 da DF de 2025
Subtotal25,1
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos tributários

Parcelamento do PROFUT consolidado 13.412 no longo prazo e 1.501 no circulante. Adesão em 2015, em 240 prestações, com desconto de 70% na multa, 40% nos juros e 100% nos encargos legais. O auditor não emite opinião sobre o saldo, porque a administração optou por não registrar a atualização pela SELIC.

14,9p.12; nota 15, p.31
Aquisição de direito creditório

Valores a pagar pela compra de créditos tributários, aguardando habilitação. Todo o saldo está no circulante.

6,4p.12; nota 14, p.31
Subtotal21,3
Dívida bruta46,8
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa e equivalentes de caixa do balanço consolidado.

(8,0)p.12
Dívida líquida38,8

Fora da dívida bruta: Provisão para riscos processuais: tributárias 5.017, trabalhistas 816, cíveis 461, desportivas 52 e do consumidor 24, R$ 6,4 mi (p.12; nota 16, p.32).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: 3.197 de contas a receber por venda de atletas (nota 5, p.51 da DF de 2025, coluna reapresentada).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2024, em R$ milhões:

  • Salários de atletas e comissão técnica: 31,3 (nota 20, p.34)
  • Direitos de imagem: 15,0 (nota 20, p.34)
  • Premiações e bônus de desempenho: 4,4 (nota 20, p.34)
  • Direito de arena: 3,4 (nota 20, p.34)

* Obs: * Obs: a DF de 2024 abre os custos com uma rubrica Outros de 25.737 que não descreve. Na coluna comparativa da DF de 2025 essa rubrica desaparece e o valor reaparece dentro dos salários de atletas e comissão técnica, que sobem de 31.309 para 57.713, sem que nenhum dos dois documentos declare a reclassificação; por essa leitura o gasto com pessoal de 2024 seria 80.638. O número publicado é o da DF de 2024. Fica fora o pessoal administrativo, que a DF lança em linha própria de despesa (1.384).

54,1*
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2024, em R$ milhões:

Gasto com pessoal54,1nota 20, p.34
Receita recorrente÷102,5DRE, p.13; nota 19, p.33; nota 18f, p.62 da DF de 2025
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=52,8%

* Obs: * Obs: o percentual segue o gasto com pessoal da DF de 2024; pela abertura da coluna comparativa da DF de 2025, que move 25.737 de uma rubrica Outros para os salários de atletas, o mesmo ano daria 78,7%.

52,8%*
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Abstenção de opinião

O auditor não obteve elementos suficientes para formar uma opinião.

No parecer de 2024: “Não expressamos uma opinião sobre as demonstrações contábeis individuais e consolidadas do Atlético Clube Goianiense (Clube). Devido à relevância dos assuntos descritos na seção a seguir intitulada “Base para abstenção de opinião", não nos foi possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião de auditoria sobre essas demonstrações contábeis individuais e consolidadas.” (p.9).

O auditor lista 4 motivos, nas p.9 a 10 do relatório.

Ver os 4 motivos
  1. “Ausência de formalização da transferência de ativos e passivos entre o clube e a SAF” (p.9)
  2. “Recompra dos direitos de participação na Liga Forte União” (p.9)
  3. “Parcelamentos tributários sem a atualização pela SELIC” (p.10)
  4. “Precatórios adquiridos para liquidar débitos tributários federais” (p.10)

“Ênfase – Adesão ao Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (PROFUT)” (p.10)

“Conforme mencionado na Nota nº 14, o clube aderiu ao Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (PROFUT). Desde então, o Clube vem atualizando e recolhendo os valores de seus débitos, referente aos tributos e contribuições incluídos no Programa de acordo com as condições estabelecidas na Portaria Conjunta PGFN/RFB n° 1.340. Até a data de emissão desse relatório, os órgãos competentes ainda não haviam homologado a consolidação dos débitos que ratificasse os cálculos apresentados quando da adesão, protocolada em novembro de 2015. Nossa opinião não contém ressalva em relação a esse assunto.”

“Ênfase – Art. 15 da Lei nº 13.155 de 2015” (p.10)

“Chamamos a atenção para o dispositivo da lei nº 13.155 de 2015 em seu artigo 15, que considera como gestão temerária formar déficit ou prejuízo anual acima de 20% (vinte por cento) da receita bruta apurada no ano anterior. Nossa opinião não contém ressalvas sobre este assunto.”

“Outros Assuntos – Saldos correspondentes comparativos” (p.10)

“As demonstrações contábeis correspondentes ao exercício de 31 de dezembro de 2023, apresentadas para fins de comparação, foram examinadas por nós, as quais emitimos o relatório de auditoria, na data de 25 de abril de 2024, contendo ressalvas quanto: i) Passivos referentes a Premiações, regularizado no exercício de 2024; ii) ausência de atualização dos parcelamentos tributários, assunto recorrente para 2024.”

Ver o texto completo

“Ausência de formalização da transferência de ativos e passivos entre o clube e a SAF” (p.9)

“Conforme a Nota Explicativa nº 09, em 2024, o clube integralizou o capital social da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no montante de R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais), passando a atuar sob essa nova estrutura jurídica. No entanto, observamos que o clube não atendeu aos dispositivos estabelecidos pela Lei nº 14.193/2021, que regula a constituição das SAFs que exige a formalização da transferência de ativos e passivos entre o clube ou pessoa jurídica original e a SAF, especialmente quando a cisão é utilizada como mecanismo de constituição. Essa formalização inclui, mas não se limita, à transferência de contratos, instalações esportivas (por meio de contratos de uso), bens e direitos, sendo necessária uma avaliação técnica e detalhada para assegurar a segregação patrimonial adequada (Laudo de Cisão). Diante da ausência dessas formalizações e da não realização das avaliações patrimoniais requeridas, não nos foi possível aplicar procedimentos alternativos de auditoria que nos permitissem obter evidência apropriada e suficiente sobre os saldos apresentados pela investida SAF em 31 de dezembro de 2024.”

“Recompra dos direitos de participação na Liga Forte União” (p.9)

“Conforme nota explicativa nº 7 e 20, o clube possuía registrado como outros créditos o montante de R$ 82.640 mil na controladora e consolidado referente ao exercício de 2023, dos quais R$ 68.056 mil refere-se a direitos a receber de venda dos direitos de participação na Liga Forte União (“LFU”), os quais deveriam ser recebidos em novembro de 2024 e maio de 2025. Todavia, em 25 de outubro de 2024, foi realizado a recompra de 10% dos Direitos de Participações do Investidor. O clube reconheceu o valor de R$ 45.957 mil no resultado do exercício, sem avaliar os preceitos do CPC 23 Políticas Contábeis, Mudança de estimativa e retificação de erros. Desta forma, não nos foi possível certificar se o ajuste realizado em 2024, no montante de R$ 45.957 mil, deveria ser procedido retrospectivamente, conforme determina o pronunciamento contábil em relação a mudança de práticas contábeis.”

“Parcelamentos tributários sem a atualização pela SELIC” (p.10)

“Conforme mencionado nas notas explicativas nº 15, em 31 de dezembro de 2024, o Clube possuía registrado no passivo circulante e não circulante os montantes de R$ 1.500 mil e R$ 13.411 mil, respectivamente, referentes a parcelamentos tributários. Contudo, a Administração do Clube, com base em seu melhor entendimento, optou por não registrar os valores das atualizações (SELIC) e de outros índices nos Parcelamentos de Tributos Federais (PROFUT). Por essa razão, não estamos emitindo opinião sobre o saldo da referida rubrica.”

“Precatórios adquiridos para liquidar débitos tributários federais” (p.10)

“O Clube adquiriu precatórios, pelo valor de R$ 6.915 mil, com o objetivo de liquidar os débitos tributários federais, registrado no ativo não circulante como outros créditos. A realização dos referidos precatórios e a consequente liquidação dos débitos tributários estão condicionadas à homologação do referido pedido pela Receita Federal. Devido à natureza desses créditos, o atual estágio em que se encontram e os riscos que envolvem a sua realização e a ausência de mensuração do valor justo na data base de 31 de dezembro de 2024, não foi possível determinar se são necessários quaisquer ajustes nesses valores naquela data.”

Abrir no relatório (p.9)

Parágrafos de ênfase: 2

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Adesão ao Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (PROFUT): o clube vem recolhendo os débitos incluídos no Programa desde 2015 e, até a data do relatório, os órgãos competentes ainda não haviam homologado a consolidação dos débitos protocolada em novembro de 2015; o auditor declara que a opinião não contém ressalva sobre esse assunto (p.10).
  • Art. 15 da Lei nº 13.155 de 2015, que considera gestão temerária formar déficit ou prejuízo anual acima de 20% da receita bruta apurada no ano anterior; o auditor declara que a opinião não contém ressalvas sobre este assunto (p.10).

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://atleticogoianiense.com.br/transparencia/financas.html.

Documentos de 2024

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil para pequenas e médias empresas, Resolução CFC 1.429/2013, que aprovou a ITG 2002 (R1) – Entidades sem Finalidades de Lucros –, e a ITG 2003 (R1) e a ITG 2003 (R2) – Entidade Desportiva. Escala do documento: reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.