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Atlético-GO

Atlético Clube Goianiense · Associação · DF de 2025 publicada em 22/04/2026 · auditoria: Moore Alianzo Auditoria S/S Ltda.

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 33,4 (nota 18, p.60; nota 18f, p.62)
  • Receita com negociação de atletas: 38,1 (nota 18, p.60; nota 18e e 18f, p.62)

Obs: A reavaliação do terreno do Buriti Sereno (4.672) fica de fora: é aumento do valor de um imóvel mantido para investimento, sem entrada de dinheiro, que a DF lança em outras receitas e devolve no fluxo de caixa. A nota do imóvel e o fluxo de caixa registram 4.581 para o mesmo fato (nota 8, p.52; nota 18f, p.62; DFC, p.42). A reversão de provisão (978), lançada na mesma rubrica de outras receitas, também fica de fora (nota 18f, p.62).

71,5(34,8%)
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Receitas do condomínio da Liga Forte União: 10,8 (32,4%)

    Rubrica nova em 2025: a nota atribui o reconhecimento à formalização da adesão ao bloco comercial e ao início do repasse das receitas condominiais (nota 18g, p.62).

  • Patrocínio e publicidade: 8,8 (26,4%)
  • Direitos de transmissão: 4,5 (13,4%)

    Passou de R$ 58,1 mi em 2024 para R$ 4,5 mi, menos 92,3%. A nota atribui a queda ao rebaixamento à Série B, à troca do detentor dos direitos, negociados coletivamente junto à ESPN, e à migração da centralização dos contratos para a SAF (nota 18a, p.61).

  • Outras receitas: 4,4 (13,0%)
    Bares e lanchonetes2,67,6%
    Bonificações comerciais1,13,4%
    Licenciamento0,41,2%
    Demais receitas0,10,4%
    Jogos de videogame0,10,3%
    Royalties0,10,1%
  • Premiações: 2,9 (8,8%)

    Rubrica nova em 2025, que só aparece no quadro de composição da receita; a DF não diz de que competições vêm as premiações (nota 18, p.60).

  • Bilheteria: 1,0 (3,0%)
  • Sócio torcedor e mensalidades: 1,0 (3,0%)
    Programa sócio torcedor0,72,1%
    Mensalidades associativas0,30,9%

Fonte: nota 18, p.60; nota 18g, p.62; nota 18, p.60; nota 18, p.60; nota 18a, p.61; nota 18f, p.62; nota 18, p.60; nota 18b, p.61; nota 18, p.60; nota 18d, p.61 do documento.

Obs: A reversão de provisão (978) que a DF lança em outras receitas fica fora da receita e do EBITDA, como todas as provisões. O mecanismo de solidariedade e CNRD (421), lançado na mesma rubrica, vai para a negociação de atletas (nota 18f, p.62).

33,4(67,4%)
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Venda e empréstimo de direitos econômicos de atletas37,7nota 18, p.60; nota 18e, p.62
Mecanismo de solidariedade e CNRD+0,4nota 18f, p.62
Receita com negociação de atletas=38,1
Atletas negociados em 2025 e clube adquirente
  • Adriano Martins Fonseca — Esporte Clube Juventude
  • Alix Vinícius de Souza Sampaio — Red Bull Bragantino Futebol Ltda
  • Caio Henrique da Silva Dantas — Grêmio Novorizontino SAF
  • Cauã Felipe Garcesi Sobrinho — Esporte Clube Vitória
  • Daniel Alves de Lima — ZTE FC
  • Derek Freitas Ribeiro — JEF United C.O.
  • Gabriel Baralhas dos Santos — Esporte Clube Vitória / Sport Club Internacional
  • Leonardo Naldi de Matos — Criciúma Esporte Clube
  • Lucas Xavier Gazal — empréstimo
  • Ronald Pereira Martins — Grêmio Anápolis S/A
  • Ronaldo Oliveira Strada — Esporte Clube Bahia SAF
  • Ruan Gregório — Göztepe Sportif Yatırımlar A.Ş.
  • Shaylon Kallison Cardoso — Mirassol Futebol Clube
  • Vinicius dos Santos Lago — Red Bull Bragantino Futebol Ltda
  • Yuri Alves de Aquino — Red Bull Bragantino Futebol Ltda

Obs: O valor é o da negociação, antes da baixa contábil do atleta e das comissões: a baixa dos atletas vendidos (3.849) está na linha de amortização do custo de atletas e as comissões a agentes (1.209), nos custos (nota 11, p.56; nota 19, p.63).

38,1+435,0%

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 57,2 (nota 19, p.63)
  • Demais custos e despesas: 10,0 (nota 19, p.63; nota 20, p.64)
    Despesas gerais3,5
    Serviços de terceiros2,7
    Salários e encargos do pessoal administrativo1,5
    Comissões e intermediação1,2
    Parcerias com outros clubes1,1
    Marketing1,1
    Taxas da CBF0,3
    Logística de jogos0,2
    Tributos0,0
    Outras receitas e despesas operacionais, saldo credor(1,6)

Obs: Os tributos da DRE (9) entram aqui, embora a DRE os lance abaixo do resultado operacional. A DF de 2025 não traz rubrica de Tributação Específica do Futebol nos custos, que existia em 2024, embora o balanço registre 1.207 a recolher: não é possível dizer em que linha a despesa foi lançada (nota 13, p.57; nota 19, p.63).

67,2(33,7%)
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Resultado operacional antes do resultado financeiro1,6DRE, p.39
Amortização e baixa do custo de atletas+6,1DRE, p.39; nota 11, p.56
Depreciações+2,2DRE, p.39
Provisão para contingências lançada na DRE+0,0DRE, p.39
Reavaliação do imóvel mantido para investimento, sem caixa−4,7nota 18f, p.62; nota 8, p.52
Tributos−0,0DRE, p.39
Reversão de provisão lançada em outras receitas−1,0nota 18f, p.62
EBITDA=4,2

Obs: A linha de amortização do custo de atletas da DRE (6.074) junta a amortização do ano (2.226) com a baixa contábil dos atletas vendidos (3.849), e as duas saem do EBITDA (nota 11, p.56). A reversão de provisão de 978 que a DF lança em outras receitas também sai, como todas as provisões, embora a nota não diga de que provisão se trata (nota 18f, p.62).

4,2(21,4%)
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

EBITDA4,2DRE, p.39
Receita com negociação de atletas−38,1nota 18, p.60; nota 18f, p.62
EBITDA recorrente=(33,9)
(33,9)(32,1) em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA4,2
Amortização e baixa do custo de atletas−6,1DRE, p.39; nota 11, p.56
Depreciações−2,2DRE, p.39
Provisão para contingências lançada na DRE−0,0DRE, p.39
EBIT=(4,1)
(4,1)(2,6) em R$ mi
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receitas líquidas
Negociação de atletas37,7
Condomínio da Liga Forte União10,8
Outras receitas10,4
Patrocínio e publicidade8,8
Direitos de transmissão4,5
Premiações2,9
Bilheteria1,0
Programa sócio torcedor0,7
Mensalidades associativas0,3
77,1DRE, p.39; nota 18, p.60
Custo das atividades sociais e esportivas
Salários de atletas e comissão técnica(40,6)
Direitos de imagem(13,4)
Premiações e bônus de desempenho(3,2)
Comissões e intermediação(1,2)
Parcerias com outros clubes(1,1)
Taxas da CBF(0,2)
Logística de jogos(0,2)
INSS sobre a receita(0,1)
Direito de arena0,0
−60,0DRE, p.39; nota 19, p.63
Despesas operacionais
Amortização e baixa do custo de atletas(6,1)
Despesas gerais(3,5)
Serviços de terceiros(2,7)
Depreciações(2,2)
Salários e encargos do pessoal administrativo(1,5)
Marketing(1,1)
Provisão para contingências0,0
Outras receitas e despesas operacionais, saldo credor1,6
−15,5DRE, p.39; nota 20, p.64
Resultado financeiro
Receitas financeiras0,2
Despesas financeiras(1,1)
−0,9DRE, p.39
Tributos−0,0DRE, p.39
Resultado do exercício=0,7

O superávit inclui efeitos da reavaliação de um terreno que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um déficit de 4,0.

Resultado do exercício0,7
Reavaliação do terreno Buriti Sereno−4,7nota 18f, p.62
Resultado sem os efeitos sem caixa=(4,0)

Obs: O resultado é o mesmo na controladora e no consolidado: a SAF é integral e o resultado dela entra na controladora pela equivalência patrimonial (368), eliminada na consolidação (nota 20h, p.66).

0,7inversão de sinal

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas operacionais32,7p.38; notas 13 e 14, p.57
Impostos parcelados e acordos+19,8p.38; notas 14 e 15, p.57–58
Dívidas onerosas: empréstimos e financiamentos+9,7p.38; nota 12, p.56
Disponibilidades−0,8nota 4, p.50
Dívida líquida=61,4

Obs: Entram 13.130 de compromissos assumidos pela SAF na compra de imóveis, que a DF classifica no longo prazo sem informar prazo, juros ou garantia, e 6.345 a pagar pela aquisição de um direito creditório, devidos depois da homologação dos créditos (nota 14, p.57).

61,4+58,5%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Banco conta movimento: 0,5 (nota 4, p.50)
  • Aplicações financeiras: 0,3 (nota 4, p.50)
  • Caixa: 0,0 (nota 4, p.50)

Obs: O caixa caiu 7.235 em 2025. A operação consumiu 14.520, os investimentos consumiram 1.949 e os empréstimos trouxeram 9.234, com 11.925 captados e 2.691 pagos (DFC, p.42). A nota declara que não há restrição de uso sobre os saldos em 31/12/2025.

0,8(90,4%)
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Contas a receber27,6
Outros créditos7,1
Caixa e equivalentes0,8
35,5p.38
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Obrigações trabalhistas, sociais e tributárias(14,3)
Outras contas a pagar(11,8)
Empréstimos, financiamentos e encargos(9,7)
Parcelamentos tributários(2,1)
Fornecedores(0,1)
−38,0p.38
Capital de giro líquido=(2,5)

Obs: No ativo circulante estão 27.678 de contas a receber, quase todos por venda de atletas ainda não recebida; outros 3.750 do mesmo tipo estão no longo prazo e não entram aqui (nota 5, p.51).

(2,5)inversão de sinal
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

  • Avaliação patrimonial: 119,2 (p.38; nota 17, p.59)
  • Superávits acumulados: 25,8 (p.38; DMPL, p.41)
  • Patrimônio social: 16,5 (p.38; nota 17, p.59)

Obs: O patrimônio cresceu 287 em 2025: o superávit de 687 entra no fundo patrimonial e 400 da reserva de avaliação patrimonial foram realizados no ano (DMPL, p.41; nota 17, p.59–60).

161,5+0,2%
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 62,2.

  • Dívidas onerosas: 9,7 (15,6%)
    Empréstimos e financiamentos9,715,6%
  • Dívidas operacionais: 32,7 (52,6%)
    Compromissos da SAF na compra de imóveis13,121,1%
    Salários, encargos, férias e rescisões13,121,1%
    Luvas e bonificações a atletas2,03,2%
    Outros passivos1,83,0%
    Direitos de imagem de dezembro1,32,1%
    Tributação Específica do Futebol a recolher1,21,9%
    Fornecedores0,20,2%
  • Impostos parcelados e acordos: 19,8 (31,8%)
    Parcelamentos tributários13,121,0%
    Aquisição de direito creditório6,310,2%
    Acordos a pagar0,40,6%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas9,7 até 12 meses · 0,0 depois
  • Dívidas operacionais19,6 até 12 meses · 13,1 depois
  • Impostos parcelados e acordos8,8 até 12 meses · 11,0 depois
  • Dívida bruta38,1 até 12 meses · 24,1 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos e financiamentos

Quatro operações, todas com vencimento em 2026: contrato de mútuo 3.560 e empréstimos com terceiros 3.535, sem juros, o mútuo com garantia imobiliária e aval; capital de giro 2.474, a CDI + 3,00% ao ano, com direitos creditórios em garantia; e financiamento bancário 97, garantido pelos ativos adquiridos. A nota declara que não há cláusulas restritivas associadas aos financiamentos vigentes.

9,7p.38; nota 12, p.56
Subtotal9,7
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Compromissos da SAF na compra de imóveis

Compromissos assumidos pela SAF na aquisição de ativos para valorização, todo o saldo no longo prazo. A DF não informa prazo, juros nem garantia.

13,1p.38; nota 14, p.57
Salários, encargos, férias e rescisões

Tributos sobre a folha de dezembro 9.893, férias 1.207, salários de dezembro 955, rescisões 570 e parcelamentos 467. Tudo vence em até doze meses.

13,1p.38; nota 13, p.57
Luvas e bonificações a atletas

Luvas por contratação ou renovação de contrato e bonificações por desempenho esportivo e metas atingidas, previstas nos contratos de trabalho desportivo. Tudo vence em até doze meses.

2,0p.38; nota 14, p.57
Outros passivos

Rubrica que a nota não abre. Tudo vence em até doze meses.

1,8p.38; nota 14, p.57
Direitos de imagem de dezembro

Contratos de imagem da competência de dezembro de 2025, com vencimento no mês seguinte.

1,3p.38; nota 14, p.57
Tributação Específica do Futebol a recolher

Contribuição parafiscal calculada sobre a receita bruta das partidas e demais eventos, devida pela SAF e recolhida no mês seguinte ao fato gerador.

1,2p.38; nota 13, p.57
Fornecedores

Obrigações por bens e serviços do curso normal, sem nota explicativa. Tudo vence em até doze meses.

0,2p.38
Subtotal32,7
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos tributários

PROFUT – outros 6.287, ajustes da Receita Federal e da PGFN 3.922, PROFUT – INSS 2.447, PROFUT – FGTS 327 e acordos processuais cíveis 110. Adesão ao PROFUT em 2015, em 240 prestações, com desconto de 70% na multa, 40% nos juros e 100% nos encargos legais. 2.105 vencem em até doze meses e 10.987 depois; o auditor não emite opinião sobre o saldo, porque a administração optou por não registrar a atualização pela SELIC.

13,1p.38; nota 15, p.58
Aquisição de direito creditório

Valores a pagar pela compra de créditos tributários, devidos depois da homologação e da compensação dos créditos em favor do clube. Todo o saldo está no circulante.

6,3p.38; nota 14, p.57
Acordos a pagar

Rubrica que a nota não abre; não havia saldo em 2024. Tudo vence em até doze meses.

0,4p.38; nota 14, p.57
Subtotal19,8
Dívida bruta62,2
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa (1) + banco conta movimento (491) + aplicações financeiras (275).

(0,8)nota 4, p.50
Dívida líquida61,4

Fora da dívida bruta: Provisão para riscos processuais: tributárias 5.017, trabalhistas 816, cíveis 77, desportivas 52 e do consumidor 24, R$ 6,0 mi (p.38; nota 16, p.58–59).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: 30.117 de contas a receber por venda de atletas, dos quais 3.750 no longo prazo (nota 5, p.51).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Salários de atletas e comissão técnica: 40,6 (nota 19, p.63)
  • Direitos de imagem: 13,4 (nota 19, p.63; nota 19b, p.63)
  • Premiações e bônus de desempenho: 3,2 (nota 19, p.63; nota 19c, p.63)
  • Direito de arena: 0,0 (nota 19, p.63; nota 19e, p.64)

    Passou de R$ 3,4 mi em 2024 para R$ 0,0 mi, menos 99,8%. A DF não explica a queda: a nota descreve apenas o conceito, o percentual de 5% devido ao sindicato dos atletas pela imagem coletiva nas transmissões (nota 19e, p.64).

Obs: Fica fora o pessoal administrativo, que a DF lança em linha própria de despesa (1.506, nota 20, p.64). A DF não separa base, futebol feminino e profissional: os três estão dentro. As premiações entram porque a nota as descreve como bônus de desempenho previstos nos contratos dos atletas e da comissão técnica (nota 19c, p.63).

57,2+5,6%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal57,2nota 19, p.63
Receita recorrente÷33,4nota 18, p.60; nota 18f, p.62
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=171,3%

Obs: O percentual passa de 100% porque a receita recorrente caiu dois terços enquanto o gasto com pessoal ficou no mesmo patamar. O relatório da administração atribui a queda das receitas à disputa da Série B. A receita com negociação de atletas, que em 2025 respondeu por metade da receita do clube, não entra no denominador.

171,3%+118,5 p.p.
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Com ressalva

O auditor encontrou um ou mais pontos que não pôde confirmar ou com os quais discorda, mas que não invalidam o conjunto das demonstrações.

No parecer de 2025: “Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos dos assuntos descritos na seção a seguir intitulada “Base para opinião com ressalva sobre as demonstrações individuais e consolidadas", as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira individual e consolidado do Atlético Clube Goianiense em 31 de dezembro de 2025, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades sem finalidades de lucros (ITG 2002 (R1)) e às entidades desportivas (ITG 2003 (R1)).” (p.30).

O auditor lista 2 motivos, nas p.30 do relatório.

Ver os 2 motivos
  1. “Precatórios adquiridos para liquidar débitos tributários federais” (p.30)
  2. “Parcelamentos tributários sem a atualização pela SE-LIC” (p.30)

“Ênfase – Adesão ao Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (PROFUT)” (p.31)

“Conforme mencionado na Nota nº 15, o clube aderiu ao Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (PROFUT). Desde então, o Clube vem atualizando e recolhendo os valores de seus débitos, referente aos tributos e contribuições incluídos no Programa de acordo com as condições estabelecidas na Portaria Conjunta PGFN/RFB n° 1.340. Até a data de emissão desse relatório, os órgãos competentes ainda não haviam homologado a consolidação dos débitos que ratificasse os cálculos apresentados quando da adesão, protocolada em novembro de 2015. Nossa opinião não contém ressalva em relação a esse assunto.”

“Outros Assuntos – Saldos correspondentes comparativos” (p.31)

“As demonstrações contábeis referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2024, apresentadas para fins de comparação, foram por nós examinadas, tendo sido emitido relatório de auditoria independente datado de 17 de abril de 2025, contendo abstenção de opinião em razão dos seguintes assuntos, que em conjunto produziam efeitos generalizados sobre as demonstrações contábeis: i) ausência de formalização na transferência de ativos entre o clube e a SAF; ii) outros créditos e direitos a receber relativos à LFU; iii) ausência de atualização dos parcelamentos tributários; e iv) outros créditos a receber referentes a precatórios. No exercício findo em 31 de dezembro de 2025, os assuntos identificados nos itens i e ii foram regularizados, não impactando a presente opinião. Os assuntos descritos nos itens iii e iv permanecem pendentes de regularização, conforme descrito na seção 'Base para opinião com ressalva' deste relatório”

Ver o texto completo

“Precatórios adquiridos para liquidar débitos tributários federais” (p.30)

“Conforme descrito na Nota Explicativa nº 6, o Clube adquiriu precatórios, pelo valor de R$ 6.916 mil, com o objetivo de liquidar os débitos tributários federais, registrado no ativo não circulante como outros créditos. A realização dos referidos precatórios e a consequente liquidação dos débitos tributários estão condicionadas à homologação do referido pedido pela Receita Federal. Devido à natureza desses créditos, o atual estágio em que se encontram e os riscos que envolvem a sua realização e a ausência de mensuração do valor justo na data base de 31 de dezembro de 2025, não foi possível determinar se são necessários quaisquer ajustes nesses valores naquela data. Assim, nossa opinião sobre as demonstrações financeiras está ressalvada quanto a esse item.”

“Parcelamentos tributários sem a atualização pela SE-LIC” (p.30)

“Conforme mencionado nas notas explicativas nº 15, em 31 de dezembro de 2025, o Clube possuía registrado no passivo circulante e não circulante os montantes de R$ 2.105 mil e R$ 10.987 mil, respectivamente, referentes a parcelamentos tributários. Contudo, a Administração do Clube, com base em seu melhor entendimento, optou por não registrar os valores das atualizações (SE-LIC) e de outros índices nos Parcelamentos de Tributos Federais (PROFUT). Por essa razão, não estamos emitindo opinião sobre o saldo da referida rubrica.”

Abrir no relatório (p.30)

Parágrafos de ênfase: 1

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Adesão ao Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (PROFUT): o clube vem recolhendo os débitos incluídos no Programa desde 2015 e, até a data do relatório, os órgãos competentes ainda não haviam homologado a consolidação dos débitos protocolada em novembro de 2015; o auditor declara que a opinião não contém ressalva sobre esse assunto (nota 15, p.31).
Conselho fiscal: parecer de 22/04/2026

Recomenda a aprovação das demonstrações pela Assembleia Geral de Associados, registrando que os trabalhos do Conselho não constituem auditoria independente e que as conclusões se apoiam também no relatório do auditor.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://atleticogoianiense.com.br/transparencia/financas.html.

Documento de 2025

  • Atlético Clube Goianiense – Relatório da Administração e Demonstrações Financeiras individuais e consolidadas em 31 de dezembro de 2025, com Relatório do Auditor Independente e Parecer do Conselho Fiscal · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Atlético Clube Goianiense. Publicado em 22/04/2026. Arquivo de 66 páginas: capa (p.1), relatório da administração em doze seções (p.2–28), relatório do auditor independente (p.29–33), parecer do conselho fiscal (p.34–36), capa das demonstrações (p.37), balanço (p.38), DRE (p.39), resultado abrangente (p.40), DMPL (p.41), DFC (p.42) e notas explicativas (p.43–66). Demonstrações individuais (controladora) e consolidadas (controladora e Atlético Goianiense SAF) lado a lado em todas as peças. Páginas: O arquivo tem duas numerações impressas. As evidências citam a página do PDF. No bloco das demonstrações e das notas (p.37–66), a folha imprime 36 a menos: o balanço está na p.38 e traz impresso 2 de 30. No bloco do relatório da administração, do relatório do auditor e do parecer do conselho fiscal (p.2–36), a folha imprime 1 a menos: o relatório do auditor começa na p.30 e traz impresso Página 29.

Norma contábil: Resolução CFC 1.429/2013, que aprovou a ITG 2002 (R1) – Entidades sem Finalidades de Lucros –, a ITG 2003 (R1) e a ITG 2003 (R2) – Entidade Desportiva Profissional –, os pronunciamentos do CPC e a OCPC 07 (R1); consolidação pelo CPC 36 (R3) e equivalência patrimonial pelo CPC 18 (R2). Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.