Atlético-GO
Atlético Clube Goianiense · Associação · DF de 2025 publicada em 22/04/2026 · auditoria: Moore Alianzo Auditoria S/S Ltda.
1.Quanto o clube arrecadou?
| R$ milhões | 2025 | Variação sobre 2024 | ||||||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Receita totalTudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez. 2025, em R$ milhões:
Obs: A reavaliação do terreno do Buriti Sereno (4.672) fica de fora: é aumento do valor de um imóvel mantido para investimento, sem entrada de dinheiro, que a DF lança em outras receitas e devolve no fluxo de caixa. A nota do imóvel e o fluxo de caixa registram 4.581 para o mesmo fato (nota 8, p.52; nota 18f, p.62; DFC, p.42). A reversão de provisão (978), lançada na mesma rubrica de outras receitas, também fica de fora (nota 18f, p.62). | 71,5 | (34,8%) | ||||||||||||||||||||||||
Receita recorrenteO que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo. 2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:
Fonte: nota 18, p.60; nota 18g, p.62; nota 18, p.60; nota 18, p.60; nota 18a, p.61; nota 18f, p.62; nota 18, p.60; nota 18b, p.61; nota 18, p.60; nota 18d, p.61 do documento. Obs: A reversão de provisão (978) que a DF lança em outras receitas fica fora da receita e do EBITDA, como todas as provisões. O mecanismo de solidariedade e CNRD (421), lançado na mesma rubrica, vai para a negociação de atletas (nota 18f, p.62). | 33,4 | (67,4%) | ||||||||||||||||||||||||
Receita com negociação de atletasO que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda. 2025, em R$ milhões:
Atletas negociados em 2025 e clube adquirente
Obs: O valor é o da negociação, antes da baixa contábil do atleta e das comissões: a baixa dos atletas vendidos (3.849) está na linha de amortização do custo de atletas e as comissões a agentes (1.209), nos custos (nota 11, p.56; nota 19, p.63). | 38,1 | +435,0% |
2.Sobrou alguma coisa da operação?
| R$ milhões | 2025 | Variação sobre 2024 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Custos e despesas da operaçãoO gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros. 2025, em R$ milhões:
Obs: Os tributos da DRE (9) entram aqui, embora a DRE os lance abaixo do resultado operacional. A DF de 2025 não traz rubrica de Tributação Específica do Futebol nos custos, que existia em 2024, embora o balanço registre 1.207 a recolher: não é possível dizer em que linha a despesa foi lançada (nota 13, p.57; nota 19, p.63). | 67,2 | (33,7%) | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
EBITDAO resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação. 2025, em R$ milhões:
Obs: A linha de amortização do custo de atletas da DRE (6.074) junta a amortização do ano (2.226) com a baixa contábil dos atletas vendidos (3.849), e as duas saem do EBITDA (nota 11, p.56). A reversão de provisão de 978 que a DF lança em outras receitas também sai, como todas as provisões, embora a nota não diga de que provisão se trata (nota 18f, p.62). | 4,2 | (21,4%) | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
EBITDA recorrenteO EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador. 2025, em R$ milhões:
| (33,9) | (32,1) em R$ mi | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
EBITO resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação. 2025, em R$ milhões:
| (4,1) | (2,6) em R$ mi | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Resultado do exercícioO que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo. 2025, em R$ milhões:
O superávit inclui efeitos da reavaliação de um terreno que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um déficit de 4,0.
Obs: O resultado é o mesmo na controladora e no consolidado: a SAF é integral e o resultado dela entra na controladora pela equivalência patrimonial (368), eliminada na consolidação (nota 20h, p.66). | 0,7 | inversão de sinal |
3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?
| R$ milhões | 2025 | Variação sobre 2024 | ||||||||||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Dívida líquidaTudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela. 2025, em R$ milhões:
Obs: Entram 13.130 de compromissos assumidos pela SAF na compra de imóveis, que a DF classifica no longo prazo sem informar prazo, juros ou garantia, e 6.345 a pagar pela aquisição de um direito creditório, devidos depois da homologação dos créditos (nota 14, p.57). | 61,4 | +58,5% | ||||||||||||||||||||||||||||
Caixa e equivalentesDinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo. 2025, em R$ milhões:
Obs: O caixa caiu 7.235 em 2025. A operação consumiu 14.520, os investimentos consumiram 1.949 e os empréstimos trouxeram 9.234, com 11.925 captados e 2.691 pagos (DFC, p.42). A nota declara que não há restrição de uso sobre os saldos em 31/12/2025. | 0,8 | (90,4%) | ||||||||||||||||||||||||||||
Capital de giro líquidoO que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo. 2025, em R$ milhões:
Obs: No ativo circulante estão 27.678 de contas a receber, quase todos por venda de atletas ainda não recebida; outros 3.750 do mesmo tipo estão no longo prazo e não entram aqui (nota 5, p.51). | (2,5) | inversão de sinal | ||||||||||||||||||||||||||||
Patrimônio líquidoA diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil. 2025, em R$ milhões:
Obs: O patrimônio cresceu 287 em 2025: o superávit de 687 entra no fundo patrimonial e 400 da reserva de avaliação patrimonial foram realizados no ano (DMPL, p.41; nota 17, p.59–60). | 161,5 | +0,2% |
Perfil da dívida em 2025
De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.
Dívida bruta de R$ 62,2.
Dívidas onerosas: 9,7 (15,6%)
Empréstimos e financiamentos 9,7 15,6% Dívidas operacionais: 32,7 (52,6%)
Compromissos da SAF na compra de imóveis 13,1 21,1% Salários, encargos, férias e rescisões 13,1 21,1% Luvas e bonificações a atletas 2,0 3,2% Outros passivos 1,8 3,0% Direitos de imagem de dezembro 1,3 2,1% Tributação Específica do Futebol a recolher 1,2 1,9% Fornecedores 0,2 0,2% Impostos parcelados e acordos: 19,8 (31,8%)
Parcelamentos tributários 13,1 21,0% Aquisição de direito creditório 6,3 10,2% Acordos a pagar 0,4 0,6%
Valores em R$ milhões.
Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:
| Composição | Saldo em 31/12/2025, R$ mi | Evidência |
|---|---|---|
Dívidas onerosasO que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados. | ||
Empréstimos e financiamentosQuatro operações, todas com vencimento em 2026: contrato de mútuo 3.560 e empréstimos com terceiros 3.535, sem juros, o mútuo com garantia imobiliária e aval; capital de giro 2.474, a CDI + 3,00% ao ano, com direitos creditórios em garantia; e financiamento bancário 97, garantido pelos ativos adquiridos. A nota declara que não há cláusulas restritivas associadas aos financiamentos vigentes. | 9,7 | p.38; nota 12, p.56 |
| Subtotal | 9,7 | |
Dívidas operacionaisO que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram. | ||
Compromissos da SAF na compra de imóveisCompromissos assumidos pela SAF na aquisição de ativos para valorização, todo o saldo no longo prazo. A DF não informa prazo, juros nem garantia. | 13,1 | p.38; nota 14, p.57 |
Salários, encargos, férias e rescisõesTributos sobre a folha de dezembro 9.893, férias 1.207, salários de dezembro 955, rescisões 570 e parcelamentos 467. Tudo vence em até doze meses. | 13,1 | p.38; nota 13, p.57 |
Luvas e bonificações a atletasLuvas por contratação ou renovação de contrato e bonificações por desempenho esportivo e metas atingidas, previstas nos contratos de trabalho desportivo. Tudo vence em até doze meses. | 2,0 | p.38; nota 14, p.57 |
Outros passivosRubrica que a nota não abre. Tudo vence em até doze meses. | 1,8 | p.38; nota 14, p.57 |
Direitos de imagem de dezembroContratos de imagem da competência de dezembro de 2025, com vencimento no mês seguinte. | 1,3 | p.38; nota 14, p.57 |
Tributação Específica do Futebol a recolherContribuição parafiscal calculada sobre a receita bruta das partidas e demais eventos, devida pela SAF e recolhida no mês seguinte ao fato gerador. | 1,2 | p.38; nota 13, p.57 |
FornecedoresObrigações por bens e serviços do curso normal, sem nota explicativa. Tudo vence em até doze meses. | 0,2 | p.38 |
| Subtotal | 32,7 | |
Impostos parcelados e acordosImpostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos. | ||
Parcelamentos tributáriosPROFUT – outros 6.287, ajustes da Receita Federal e da PGFN 3.922, PROFUT – INSS 2.447, PROFUT – FGTS 327 e acordos processuais cíveis 110. Adesão ao PROFUT em 2015, em 240 prestações, com desconto de 70% na multa, 40% nos juros e 100% nos encargos legais. 2.105 vencem em até doze meses e 10.987 depois; o auditor não emite opinião sobre o saldo, porque a administração optou por não registrar a atualização pela SELIC. | 13,1 | p.38; nota 15, p.58 |
Aquisição de direito creditórioValores a pagar pela compra de créditos tributários, devidos depois da homologação e da compensação dos créditos em favor do clube. Todo o saldo está no circulante. | 6,3 | p.38; nota 14, p.57 |
Acordos a pagarRubrica que a nota não abre; não havia saldo em 2024. Tudo vence em até doze meses. | 0,4 | p.38; nota 14, p.57 |
| Subtotal | 19,8 | |
| Dívida bruta | 62,2 | |
(−) DisponibilidadesCaixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida. Caixa (1) + banco conta movimento (491) + aplicações financeiras (275). | (0,8) | nota 4, p.50 |
| Dívida líquida | 61,4 | |
Fora da dívida bruta: Provisão para riscos processuais: tributárias 5.017, trabalhistas 816, cíveis 77, desportivas 52 e do consumidor 24, R$ 6,0 mi (p.38; nota 16, p.58–59).
Não descontado da dívida, por ser valor a receber: 30.117 de contas a receber por venda de atletas, dos quais 3.750 no longo prazo (nota 5, p.51).
4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?
| R$ milhões | 2025 | Variação sobre 2024 | ||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Gasto com pessoalO que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um. 2025, em R$ milhões:
Obs: Fica fora o pessoal administrativo, que a DF lança em linha própria de despesa (1.506, nota 20, p.64). A DF não separa base, futebol feminino e profissional: os três estão dentro. As premiações entram porque a nota as descreve como bônus de desempenho previstos nos contratos dos atletas e da comissão técnica (nota 19c, p.63). | 57,2 | +5,6% | ||||||||||||
Gasto com pessoal sobre receita recorrenteQuanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026. 2025, em R$ milhões:
Obs: O percentual passa de 100% porque a receita recorrente caiu dois terços enquanto o gasto com pessoal ficou no mesmo patamar. O relatório da administração atribui a queda das receitas à disputa da Série B. A receita com negociação de atletas, que em 2025 respondeu por metade da receita do clube, não entra no denominador. | 171,3% | +118,5 p.p. | ||||||||||||
Referência do SSFO limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores. | Vale a partir do exercício de 2026 | |||||||||||||
5.O que o auditor disse?
O que é o parecer do auditor
A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.
Opinião: Com ressalva
O auditor encontrou um ou mais pontos que não pôde confirmar ou com os quais discorda, mas que não invalidam o conjunto das demonstrações.
No parecer de 2025: “Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos dos assuntos descritos na seção a seguir intitulada “Base para opinião com ressalva sobre as demonstrações individuais e consolidadas", as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira individual e consolidado do Atlético Clube Goianiense em 31 de dezembro de 2025, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades sem finalidades de lucros (ITG 2002 (R1)) e às entidades desportivas (ITG 2003 (R1)).” (p.30).
O auditor lista 2 motivos, nas p.30 do relatório.
Ver os 2 motivos
- “Precatórios adquiridos para liquidar débitos tributários federais” (p.30)
- “Parcelamentos tributários sem a atualização pela SE-LIC” (p.30)
“Ênfase – Adesão ao Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (PROFUT)” (p.31)
“Conforme mencionado na Nota nº 15, o clube aderiu ao Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (PROFUT). Desde então, o Clube vem atualizando e recolhendo os valores de seus débitos, referente aos tributos e contribuições incluídos no Programa de acordo com as condições estabelecidas na Portaria Conjunta PGFN/RFB n° 1.340. Até a data de emissão desse relatório, os órgãos competentes ainda não haviam homologado a consolidação dos débitos que ratificasse os cálculos apresentados quando da adesão, protocolada em novembro de 2015. Nossa opinião não contém ressalva em relação a esse assunto.”
“Outros Assuntos – Saldos correspondentes comparativos” (p.31)
“As demonstrações contábeis referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2024, apresentadas para fins de comparação, foram por nós examinadas, tendo sido emitido relatório de auditoria independente datado de 17 de abril de 2025, contendo abstenção de opinião em razão dos seguintes assuntos, que em conjunto produziam efeitos generalizados sobre as demonstrações contábeis: i) ausência de formalização na transferência de ativos entre o clube e a SAF; ii) outros créditos e direitos a receber relativos à LFU; iii) ausência de atualização dos parcelamentos tributários; e iv) outros créditos a receber referentes a precatórios. No exercício findo em 31 de dezembro de 2025, os assuntos identificados nos itens i e ii foram regularizados, não impactando a presente opinião. Os assuntos descritos nos itens iii e iv permanecem pendentes de regularização, conforme descrito na seção 'Base para opinião com ressalva' deste relatório”
Ver o texto completo
“Precatórios adquiridos para liquidar débitos tributários federais” (p.30)
“Conforme descrito na Nota Explicativa nº 6, o Clube adquiriu precatórios, pelo valor de R$ 6.916 mil, com o objetivo de liquidar os débitos tributários federais, registrado no ativo não circulante como outros créditos. A realização dos referidos precatórios e a consequente liquidação dos débitos tributários estão condicionadas à homologação do referido pedido pela Receita Federal. Devido à natureza desses créditos, o atual estágio em que se encontram e os riscos que envolvem a sua realização e a ausência de mensuração do valor justo na data base de 31 de dezembro de 2025, não foi possível determinar se são necessários quaisquer ajustes nesses valores naquela data. Assim, nossa opinião sobre as demonstrações financeiras está ressalvada quanto a esse item.”
“Parcelamentos tributários sem a atualização pela SE-LIC” (p.30)
“Conforme mencionado nas notas explicativas nº 15, em 31 de dezembro de 2025, o Clube possuía registrado no passivo circulante e não circulante os montantes de R$ 2.105 mil e R$ 10.987 mil, respectivamente, referentes a parcelamentos tributários. Contudo, a Administração do Clube, com base em seu melhor entendimento, optou por não registrar os valores das atualizações (SE-LIC) e de outros índices nos Parcelamentos de Tributos Federais (PROFUT). Por essa razão, não estamos emitindo opinião sobre o saldo da referida rubrica.”
Parágrafos de ênfase: 1
Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.
- Adesão ao Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (PROFUT): o clube vem recolhendo os débitos incluídos no Programa desde 2015 e, até a data do relatório, os órgãos competentes ainda não haviam homologado a consolidação dos débitos protocolada em novembro de 2015; o auditor declara que a opinião não contém ressalva sobre esse assunto (nota 15, p.31).
Conselho fiscal: parecer de 22/04/2026
Recomenda a aprovação das demonstrações pela Assembleia Geral de Associados, registrando que os trabalhos do Conselho não constituem auditoria independente e que as conclusões se apoiam também no relatório do auditor.
Fontes
Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://atleticogoianiense.com.br/transparencia/financas.html.
Documento de 2025
- Atlético Clube Goianiense – Relatório da Administração e Demonstrações Financeiras individuais e consolidadas em 31 de dezembro de 2025, com Relatório do Auditor Independente e Parecer do Conselho Fiscal · Página do portal
Detalhes do arquivo
Atlético Clube Goianiense. Publicado em 22/04/2026. Arquivo de 66 páginas: capa (p.1), relatório da administração em doze seções (p.2–28), relatório do auditor independente (p.29–33), parecer do conselho fiscal (p.34–36), capa das demonstrações (p.37), balanço (p.38), DRE (p.39), resultado abrangente (p.40), DMPL (p.41), DFC (p.42) e notas explicativas (p.43–66). Demonstrações individuais (controladora) e consolidadas (controladora e Atlético Goianiense SAF) lado a lado em todas as peças. Páginas: O arquivo tem duas numerações impressas. As evidências citam a página do PDF. No bloco das demonstrações e das notas (p.37–66), a folha imprime 36 a menos: o balanço está na p.38 e traz impresso 2 de 30. No bloco do relatório da administração, do relatório do auditor e do parecer do conselho fiscal (p.2–36), a folha imprime 1 a menos: o relatório do auditor começa na p.30 e traz impresso Página 29.
Norma contábil: Resolução CFC 1.429/2013, que aprovou a ITG 2002 (R1) – Entidades sem Finalidades de Lucros –, a ITG 2003 (R1) e a ITG 2003 (R2) – Entidade Desportiva Profissional –, os pronunciamentos do CPC e a OCPC 07 (R1); consolidação pelo CPC 36 (R3) e equivalência patrimonial pelo CPC 18 (R2). Escala do documento: milhares de reais.
O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.
