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Athletico-PR

Club Athletico Paranaense · Associação · DF de 2025 publicada em 28/05/2026 · auditoria: BDO RCS Auditores Independentes SS Ltda.

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente, na DF receita operacional bruta: 232,5 (nota 18, p.35)
  • Receita com negociação de atletas, sem a parte de terceiros: 148,5 (nota 21, p.36–37)

Obs: O relatório do clube (p.6) imprime receita total de 512.652: ele soma receitas judiciais, financeiras e cambiais e não desconta a parte de terceiros na venda de atletas. A recompra de 10% dos direitos de transmissão (101.455) é intangível, não receita.

381,0(27,7%)
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Direitos de transmissão: 23,7 (10,2%)

    Passou de R$ 57,6 mi em 2024 para R$ 23,7 mi, menos 58,9%. A variação negativa aconteceu por conta de descenso de divisão no campeonato brasileiro.

    Televisionamento9,84,2%
    Premiações e participações13,96,0%
  • Receita de jogos: 69,7 (30,0%)
    Associados, o sócio-torcedor48,420,8%
    Bilheteria13,45,8%
    Camarote5,52,4%
    Loterias2,41,0%
  • Atividades comerciais: 133,0 (57,2%)
    Publicidade29,312,6%
    Lanchonetes26,011,2%
    Receitas da Arena23,310,0%
    Patrocínios22,79,8%
    Loja oficial18,78,0%
    Choperia7,63,3%
    E-commerce3,11,3%
    Escolas de futebol1,20,5%
    OTT Rede Furacão1,10,5%
  • Outras receitas operacionais, que a DF não abre: 6,1 (2,6%)

Fonte: nota 18, p.35 do documento.

232,5(19,3%)
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Receita com venda de atletas180,7nota 21, p.36
Receita com outras transações com atletas

Passou de R$ 12,3 mi em 2024 para R$ 22,6 mi, mais 83,5%. A DF não detalha essas transações (nota 21, p.36).

+22,6nota 21, p.36
Parte de terceiros na venda
Repasses a quem tinha parte dos direitos(53,0)
Mecanismo de solidariedade(1,8)
−54,8nota 21.2, p.37
Receita com negociação de atletas=148,5
Atletas negociados (nota 21.1, p.36)
  • Agustin Canobbio Graviz, ao Fluminense Football Club
  • Romulo Jose Cardoso da Cruz, ao Göztepe Sportif Yatirimlar
  • Tomás Esteban Cuello, ao Atlético Mineiro S.A.F.
  • Lucas Gabriel di Yorio, ao Club de Futbol Santos de la Laguna
  • Emersonn Correia da Silva, ao Göztepe Sportif Yatirimlar
  • Leonardo Matias Baiersdorf Linck, à S.A.F. Botafogo
  • Ronielson da Silva Barbosa, à Sociedade Esportiva Palmeiras
  • Leonardo Ezequiel Godoy, ao Club Atlético Independiente
  • Kauã Moraes Silva, ao Cruzeiro Esporte Clube SAF
  • Jair Diego Alves de Brito, ao Pafos FC
  • John Anthony Mercado Cuero, ao AVS Futebol SAD
  • Khellven Douglas Silva Oliveira, à Sociedade Esportiva Palmeiras
  • Lucas de Oliveira Teodoro Falcão, ao Hapoel Tel-Aviv Football Club
  • Kaique Rocha Lima, ao Sport Club Internacional
  • Erick Luis Conrado Carvalho, ao Esporte Clube Bahia
  • Filipe Bordon, à Ferroviária S.A.

Obs: As comissões, a intermediação, os empréstimos e as despesas diversas da negociação (16.573) estão nos custos e despesas.

148,5(37,8%)

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 142,9 (nota 19, p.35)
    Salários, encargos e benefícios dos atletas105,0
    Direito de imagem37,9
  • Demais custos e despesas: 188,3 (DRE, p.14; notas 19 a 21, p.35–37)
    Despesas administrativas, gerais, tributárias e de tecnologia (nota 20)61,3
    Custo das mercadorias vendidas e das operações de jogos e eventos (nota 19)49,6
    Pessoal administrativo (nota 20)38,6
    Viagens do futebol (nota 19)11,6
    Gastos administrativos do futebol (nota 19)9,3
    Comissões sobre transações de atletas (nota 21.2, p.37)8,1
    Empréstimos de atletas (nota 21.2, p.37)4,4
    Despesas diversas das transações de atletas (nota 21.2, p.37)2,2
    Intermediação sobre contratos de atletas (nota 21.2, p.37)1,9
    Outras despesas com atletas (nota 21)0,9
    Custo de transmissão (nota 19)0,4

Obs: Inclui as comissões, a intermediação, os empréstimos e as despesas diversas da negociação de atletas (16.573); a parte de terceiros na venda está descontada da receita com negociação.

331,2(5,8%)
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Déficit do exercício(58,1)DRE, p.14
Juros e variação cambial (resultado financeiro)+28,4nota 23, p.38
Receitas judiciais e outros ganhos fora da operação−32,7nota 22, p.37
Depreciação e amortização
Depreciação14,0
Amortização de licenças, softwares e da recompra de direitos de transmissão3,3
+17,3nota 20, p.36
Amortização dos contratos de atletas+45,8nota 19, p.35
Baixa contábil dos atletas vendidos+29,9nota 21, p.36
EBITDA=30,6

Obs: O relatório do clube (p.7) publica um EBITDA ajustado de 63.311, que mantém dentro as receitas judiciais e os outros itens fora da operação (32.725). A DF não separa a provisão para contingências do ano, e por isso nada é devolvido.

30,6(79,4%)
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente232,5nota 18, p.35
Impostos e deduções da receita−19,2nota 18, p.35
Custos e despesas da operação−331,2DRE, p.14; nota 21.2, p.37
EBITDA recorrente=(117,9)
(117,9)(27,7) em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA30,6
Depreciação e amortização
Depreciação(14,0)
Amortização de licenças, softwares e da recompra de direitos de transmissão(3,3)
−17,3nota 20, p.36
Amortização dos contratos de atletas−45,8nota 19, p.35
Baixa contábil dos atletas vendidos−29,9nota 21, p.36
EBIT=(62,4)
(62,4)inversão de sinal
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita operacional líquida213,3DRE, p.14
Custo das atividades sociais e esportivas−259,6DRE, p.14
Despesas com pessoal administrativo−38,6DRE, p.14
Depreciação e amortização−17,4DRE, p.14
Despesas das atividades em geral−61,3DRE, p.14
Receitas e despesas com negociação de atletas+101,2DRE, p.14
Receitas judiciais e outros ganhos fora da operação+32,7DRE, p.14
Juros e variação cambial (resultado financeiro)−28,4DRE, p.14
Resultado do exercício=(58,1)

O déficit inclui efeitos da cobrança judicial do contrato de nome da arena que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um déficit de 90,2.

Resultado do exercício(58,1)
Execução contra a Ligga, sem recebimento−32,1nota 6, p.27; nota 22, p.37
Resultado sem os efeitos sem caixa=(90,2)

Outros 8,7 de outras receitas financeiras, que a DF não detalha, ficam fora da conta.

Obs: No resultado financeiro pesam 45.347 de multas e juros na CAP S.A. (nota 23).

(58,1)inversão de sinal

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas167,2p.13; nota 13, p.31
Dívidas operacionais+209,3p.13; notas 14 e 16, p.32–34
Impostos parcelados e acordos+20,4nota 15, p.33
Caixa e aplicações−48,3nota 5, p.27
Dívida líquida=348,6

Obs: O financiamento do estádio, de 388.944, está em nome da CAP S.A. e entra líquido dos 221.900 em títulos de potencial construtivo que o clube tem para pagá-lo, como o balanço apresenta (nota 13). Com o financiamento cheio, a dívida líquida seria 570.506. Provisões para contingências (7.958) ficam fora.

348,6+45,1%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Caixa: 0,8 (nota 5, p.27)
  • Bancos: 14,8 (nota 5, p.27)
  • Aplicações financeiras de liquidez imediata: 32,7 (nota 5, p.27)

Obs: O caixa caiu 80.175 no ano. A operação gerou 174.218, mas o clube aplicou 193.073 em investimentos, quase todos em atletas (83.177) e em imobilizado e na recompra de direitos de transmissão (108.565), e pagou 61.319 de empréstimos (DFC, p.17).

48,3(62,4%)
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Contas a receber de clientes222,2
Caixa, bancos e aplicações48,3
Estoques10,2
Despesas do exercício seguinte6,4
Adiantamentos a fornecedores1,0
Outros ativos0,4
288,5p.12
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Contas a pagar, com as parcelas de compras de atletas(70,9)
Fornecedores(64,9)
Empréstimos e financiamentos, a parcela do ano(61,3)
Adiantamento de clientes(29,4)
Obrigações sociais e fiscais(14,6)
Parcelamentos fiscais, a parcela do ano(2,8)
−243,9p.13
Capital de giro líquido=44,6
44,6(79,6%)
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

  • Capital social: 298,8 (p.13)
  • Reservas de capital: 78,4 (p.13)
  • Superávits acumulados: 694,1 (p.13; DMPL, p.16)

Obs: Caiu 58.134 no ano, o valor do déficit do exercício: a receita com negociação de atletas caiu de 188.249 para 101.176 e a receita operacional líquida de 261.283 para 213.260, com custos maiores. Nenhum outro ajuste passou pelo patrimônio (DMPL, p.16; DRE, p.14).

1.071,3(5,1%)
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 396,9.

  • Dívidas onerosas: 167,2 (42,1%)
    Financiamento do estádio, líquido dos títulos de potencial construtivo167,242,1%
  • Dívidas operacionais: 209,3 (52,7%)
    Fornecedores82,720,8%
    Contas a pagar por compras de atletas e outras81,020,4%
    Salários, encargos e impostos correntes14,63,7%
    Adiantamentos de clientes31,07,8%
  • Impostos parcelados e acordos: 20,4 (5,2%)
    Parcelamentos de impostos: ISS, Profut e previdenciário20,45,2%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas61,3 até 12 meses · 105,9 depois
  • Dívidas operacionais179,9 até 12 meses · 29,4 depois
  • Impostos parcelados e acordos2,7 até 12 meses · 17,7 depois
  • Dívida bruta243,9 até 12 meses · 153,0 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Financiamento do estádio, líquido dos títulos de potencial construtivo

Financiamento com a Fomento Paraná em nome da CAP S.A., 388.944, menos 221.900 em títulos de potencial construtivo do Município de Curitiba que o clube tem para pagá-lo, mais 130 de outros empréstimos. 61.280 vencem em até doze meses e 105.893 depois. Juros de TJLP + 1,9% ao ano; acordo de 2023 em 15 parcelas anuais desde junho de 2024.

167,2p.13; nota 13, p.31–32
Subtotal167,2
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Fornecedores

64.938 vencem em até doze meses e 17.759 depois. A DF não abre fornecedores; o auditor informa um saldo de 20.291 da recompra de direitos de transmissão, 4.058 no curto prazo, sem indicar a linha do balanço.

82,7p.13
Contas a pagar por compras de atletas e outras

75.268 pela aquisição e partilha de direitos econômicos de atletas e 5.707 de outras contas. 70.913 vencem em até doze meses e 10.062 depois.

81,0nota 16, p.34
Salários, encargos e impostos correntes

Salários e encargos sociais 4.939, impostos retidos 4.409, provisões trabalhistas 4.031 e impostos, taxas e contribuições 1.211. Tudo vence em até doze meses.

14,6p.13; nota 14, p.32
Adiantamentos de clientes

Receitas recebidas antes da entrega: 29.416 vencem em até doze meses e 1.604 depois. Sem nota explicativa; em 2024 eram 3.170 e 1.558.

31,0p.13
Subtotal209,3
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos: ISS, Profut e previdenciário

ISS 11.908, Profut na Receita Federal 8.499 e previdenciário na PGFN 12. 2.740 vencem em até doze meses e 17.679 depois. Adesão ao Profut em 2015, em 240 parcelas.

20,4p.13; nota 15, p.32–33
Subtotal20,4
Dívida bruta396,9
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa (840) + bancos (14.746) + aplicações financeiras (32.683).

(48,3)nota 5, p.27
Dívida líquida348,6

Fora da dívida bruta: Provisões para contingências, cíveis e trabalhistas, R$ 8,0 mi (nota 17, p.34).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: contas a receber de clientes, 222.159 no curto prazo e 30.144 depois; a DF não separa o que vem de venda de atletas (nota 6, p.27).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Salários, encargos e benefícios dos atletas: 105,0 (nota 19, p.35)
  • Direito de imagem: 37,9 (nota 19, p.35)

Obs: Fora deste número, o pessoal administrativo, R$ 38,6 mi, que a DF separa (nota 20). Direito de arena e premiações não têm linha própria na DF, e viagens e gastos administrativos do futebol ficam nos demais custos.

142,9+4,9%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal142,9nota 19, p.35
Receita recorrente÷232,5nota 18, p.35
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=61,5%
61,5%+14,2 p.p.
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Com ressalva

O auditor encontrou um ou mais pontos que não pôde confirmar ou com os quais discorda, mas que não invalidam o conjunto das demonstrações.

No parecer de 2025: “Conforme nota explicativa nº 12 do Ativo Intangível, o Clube possui registrado o montante de R$ 99.730, sendo estes decorrentes da recompra parcial de participação em direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro 2025-2074. [...] Devido às incertezas da Liga Forte União quanto ao reconhecimento contábil adotado da referida operação foi realizada consulta técnica junto ao Conselho Federal de Contabilidade, o qual até a presente data não havia emitido parecer sobre a prática contábil adotada pelo Clube. Desta forma, estamos limitados quanto aos possíveis efeitos da contabilização adotado pelo Clube e seus reflexos em 31 de dezembro de 2025” (p.9).

Parágrafos de ênfase: 1

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Transações com partes relacionadas – controlada CAP S.A. – Arena dos Paranaenses: nas demonstrações da CAP S.A., as mutações do patrimônio líquido mostram que ela tem recebido adiantamentos para aumento de capital da controladora como única fonte de geração de caixa; a opinião não é modificada por esse assunto (nota 11, p.10).
Conselho fiscal: parecer de 17/04/2026

Examinadas as demonstrações do clube e da CAP S/A de 2025, com base em reuniões, análises mensais dos balancetes e no parecer da auditoria independente, opina que foram apresentadas adequadamente e estão em condições de ser submetidas à aprovação do Conselho Deliberativo.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://www.athletico.com.br/gestao/.

Documentos de 2025

  • Club Athletico Paranaense – Relatório de Atividades e Demonstrações Contábeis 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Club Athletico Paranaense. Publicado em 28/05/2026. Capas (p.1–2), sumário (p.3), destaques do clube (p.4–7), foto (p.8), relatório do auditor independente (p.9–11), balanços individuais e consolidados (p.12–13), DRE (p.14), resultado abrangente (p.15), DMPL (p.16), DFC (p.17), notas explicativas (p.18–38), assinaturas digitais do presidente, do diretor financeiro e da contadora de 20/04/2026 (p.39) e foto (p.40), num arquivo de 40 páginas gerado pelo Microsoft Print to PDF em 27/05/2026. Substituiu a versão de 22/04/2026, com três diferenças e nenhum número das demonstrações alterado. Páginas: A folha imprime o mesmo número da página do arquivo (o balanço está na p.12 e traz impresso 12).

  • Club Athletico Paranaense – Relatório e Demonstrações Contábeis 2025, primeira versão · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Club Athletico Paranaense. Publicado em 22/04/2026. Primeira versão do mesmo relatório, publicada com a notícia de 22/04/2026 e substituída na página em 28/05/2026. Comparada página a página com a versão lida: a DFC chama a provisão de devedores duvidosos (p.17); a nota 21 traz a linha de subtotal despesas (receitas) operacionais das notas 20 e 21, (4.668), 84.175, (16.089) e 61.090, que a versão de maio retirou (p.36); e as p.39–40 têm o cabeçalho das notas em texto. Nenhum número das demonstrações muda. Páginas: A folha imprime o mesmo número da página do arquivo.

  • Club Athletico Paranaense – Parecer do Conselho Fiscal 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Club Athletico Paranaense. Publicado em 18/09/2026. Uma página digitalizada e girada: parecer do conselho fiscal sobre as demonstrações do Club Athletico Paranaense e da CAP S/A Arena dos Paranaenses de 2025, Curitiba, 17/04/2026, assinado pelo presidente João Carlos Flor Junior e pelos membros efetivos Rodrigo Komora e Edgar Galdino. Páginas: Página única, sem número impresso.

  • CAP S/A – Arena dos Paranaenses – Demonstrações Contábeis 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Club Athletico Paranaense. Publicado em 22/04/2026. DF da controlada: capa (p.1), sumário (p.2), relatório do auditor independente (p.3–6), balanço (p.7), DRE (p.8), resultado abrangente (p.9), DMPL (p.10), DFC (p.11) e notas explicativas (p.12–18), num arquivo de 18 páginas. Relatório da BDO de 16/04/2026, sem ressalva, com ênfase no adiantamento para futuro aumento de capital como única fonte de caixa. Usada para conferir a consolidação, o financiamento do estádio e o AFAC. Páginas: A folha imprime o mesmo número da página do arquivo (o balanço está na p.7 e traz impresso 7).

Norma contábil: ITG 2002 (R1) e ITG 2003 (R2), as normas das entidades sem fins lucrativos e das entidades desportivas. Escala do documento: milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.