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Athletic Club · SAF · DF de 2025 publicada em 01/05/2026 · auditoria: Auditbrasil Auditores Independentes S/S

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 33,1 (nota 16, p.29–30)
  • Receita com negociação de atletas: 9,1 (nota 16, p.29)

Obs: A nota de indicadores da DF publica uma receita operacional líquida de 42.753, que não bate com a demonstração do resultado (41.020) nem com a nota de receitas (41.064). O número desta linha sai da nota de receitas.

42,2+120,9%
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Patrocínios: 15,9 (48,0%)

    Passou de R$ 2,1 mi em 2024 para R$ 15,9 mi, mais 642,4%. De 2.140 para 15.887. A DF não dá o motivo, não nomeia patrocinador e não informa prazo de contrato.

  • Premiações da Confederação e das Federações: 11,9 (35,8%)

    Passou de R$ 5,4 mi em 2024 para R$ 11,9 mi, mais 121,8%. De 5.352 para 11.873. A DF não dá o motivo; a linha da Federação Mineira (52) nasce em 2025.

    Premiação da Confederação Brasileira de Futebol11,835,7%
    Premiação da Federação Mineira de Futebol0,10,1%
  • Direito de transmissão de imagem: 2,5 (7,5%)
  • Bilheteria: 1,1 (3,5%)
  • Direitos de participação em campeonatos: 0,7 (2,1%)
  • Ajuda de custos de remuneração de atletas: 0,5 (1,6%)
  • Loja do estádio, escolinha e outras receitas da operação: 0,5 (1,5%)
    Loja do estádio0,30,8%
    Escolinha0,10,3%
    Locação de espaço0,10,1%
    Uso de imagem0,00,1%
    Bonificações recebidas0,00,1%
    Indenizações de rescisão contratual0,00,1%

Fonte: nota 16, p.29 do documento.

Obs: A DF não descreve a ajuda de custos de remuneração de atletas (520) nem as indenizações de rescisão contratual (21), que ficam aqui por serem receita operacional que a nota não liga à negociação de atletas. O reembolso de seguro de vida de atleta sai da receita e abate os custos, por ser recuperação de despesa do próprio ano.

33,1+159,6%
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Venda de jogadores7,4nota 16, p.29
Distribuição de direitos econômicos+1,7nota 16, p.29
Receita com negociação de atletas=9,1
Venda de atleta que a DF nomeia em 2025 (nota 19, p.31)
  • Wallisson Luiz Alves Máximo, ao Coritiba Sociedade Anônima de Futebol

Obs: A DF não descreve a linha de distribuição de direitos econômicos e lança uma despesa de mesmo nome, de 3.500, que fica nos custos porque esta linha é bruta. A nota de negociação informa uma única venda, de 6.190, e a linha de receita traz 7.390: a DF não diz de onde vêm os 1.200 restantes. A nota do intangível não registra baixa nenhuma de direitos econômicos de atletas no ano.

9,1+43,4%

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 22,0 (nota 17, p.30)
  • Demais custos e despesas: 42,5 (nota 17, p.30)
    Serviços de terceiros21,7
    Aluguel5,7
    Outras despesas, já sem a depreciação que a nota não separa4,3
    Distribuição de direitos econômicos3,5
    Gestão de futebol, transporte para atletas, alimentação, viagens e eventos2,6
    Comissão de intermediações1,4
    Perdas com créditos recebíveis1,3
    Impostos, taxas e multas1,1
    Indenizações processuais e contratuais0,5
    Mercadorias vendidas, manutenção e doações, menos o reembolso de seguro de atleta0,4

Obs: Serviços de terceiros respondem por 21.734 do total, e a DF não os abre. As perdas com créditos recebíveis (1.343), linha nova em 2025, ficam aqui porque a DF não diz a que créditos se referem.

64,5+174,2%
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Resultado operacional antes do resultado financeiro(24,5)DRE, p.13
Amortização, depreciação e baixa do intangível de atletas
Baixa do empréstimo de direitos econômicos de atletas0,6
Amortização dos direitos econômicos de atletas0,4
Depreciação0,1
+1,1notas 5 e 6, p.23–24
Doações recebidas−0,5nota 16, p.29
Ganho de capital na venda de imobilizado e descontos obtidos−0,1nota 16, p.29
EBITDA=(24,0)

* Obs: * Obs: a nota do intangível não registra baixa nenhuma de direitos econômicos de atletas em 2025, embora a DF informe uma venda definitiva de 6.190; sem a baixa no resultado, nada é devolvido aqui. A movimentação da provisão para contingências também não aparece em nenhuma linha do resultado, só como saldo do passivo, e por isso também não é devolvida.

(24,0)*(18,6) em R$ mi
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

EBITDA(24,0)DRE, p.13; notas 5, 6 e 17
Receita com negociação de atletas−9,1nota 16, p.29
EBITDA recorrente=(33,1)

* Obs: * Obs: herda o asterisco do EBITDA, pela baixa de atletas que a DF não lança no resultado.

(33,1)*(21,4) em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA(24,0)
Amortização, depreciação e baixa do intangível de atletas
Baixa do empréstimo de direitos econômicos de atletas(0,6)
Amortização dos direitos econômicos de atletas(0,3)
Depreciação(0,1)
−1,0notas 5 e 6, p.23–24
EBIT=(25,0)
(25,0)(19,3) em R$ mi
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita operacional líquida41,1nota 16, p.30
Custos e despesas operacionais−65,6nota 17, p.30
Receitas financeiras+0,1nota 18, p.30
Despesas financeiras−3,2nota 18, p.31
Resultado do exercício=(27,6)

Obs: O balanço reparte o prejuízo de outro jeito: imprime (26.938) de resultado do exercício e 1.480 de ajuste de exercícios anteriores, contra (27.628) e 2.171 na demonstração do resultado e nas mutações do patrimônio. O patrimônio líquido fecha igual pelos dois caminhos, e a diferença de 691 está só na repartição.

(27,6)(20,4) em R$ mi

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Passivo circulante68,8balanço, p.12
Passivo não circulante+3,5balanço, p.12
Provisão de contingências−0,1nota 21, p.33
Caixa e equivalentes−7,8nota 3, p.22
Dívida líquida=64,4

Obs: Os contratos de mútuo respondem por 64.549 da dívida, e a DF os classifica inteiros no passivo circulante. O auditor informa 27.922 de obrigações vencidas e não liquidadas em 31 de dezembro de 2025, sem dizer quais.

64,4+252,7%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Aplicações financeiras, caixa e bancos conta movimento: 7,8 (nota 3, p.22)

Obs: Quase todo o saldo está em Certificados de Depósito Bancário remunerados entre 85% e 115% do CDI. A DF não declara caixa restrito nem vinculado.

7,8+3.361,8%
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante
Aplicações financeiras, caixa e bancos7,8
Clientes por venda de atletas4,1
Estoques0,1
Títulos a receber0,0
12,0balanço, p.11
Passivo circulante
Contratos de mútuo(64,5)
Obrigações fiscais(2,1)
Obrigações trabalhistas e sociais(1,8)
Fornecedores(0,4)
Empréstimos e financiamentos0,0
−68,8balanço, p.12
Capital de giro líquido=(56,8)

Obs: O passivo circulante inclui os 64.549 de contratos de mútuo, que a DF classifica inteiros em até doze meses sem informar prazo nem cronograma de pagamento.

(56,8)(49,3) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Capital social subscrito11,5nota 15, p.29
Reserva de capital+0,1balanço, p.12
Prejuízos acumulados de exercícios anteriores−11,0mutações, p.15
Ajuste de exercícios anteriores+2,2mutações, p.15
Prejuízo do exercício−27,6DRE, p.13
Patrimônio líquido=(24,8)

Obs: O patrimônio mudou por duas coisas: o prejuízo do ano e um ajuste de exercícios anteriores de 2.171 lançado direto no patrimônio, que a DF atribui a falhas operacionais sistêmicas no antigo sistema de gestão e abre em dezesseis rubricas de despesa de anos anteriores. O capital social e o quadro de acionistas não mudaram em 2025.

(24,8)inversão de sinal
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 72,2.

  • Dívidas onerosas: 66,1 (91,6%)
    Mútuo com a ALL Agenciamento Esportivo Ltda.62,586,6%
    Mútuo com Tássilo Soares Raymundo2,12,9%
    Empréstimos Sicredi1,52,1%
  • Dívidas operacionais: 4,3 (5,9%)
    Obrigações tributárias correntes2,12,8%
    Salários, provisões de férias e encargos1,62,2%
    INSS e FGTS a recolher0,20,3%
    Compra de atletas0,20,3%
    Fornecedores a pagar0,20,3%
  • Impostos parcelados e acordos: 1,8 (2,5%)
    Parcelamento federal1,82,5%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas64,6 até 12 meses · 1,5 depois
  • Dívidas operacionais4,3 até 12 meses · 0,0 depois
  • Impostos parcelados e acordos0,0 até 12 meses · 1,8 depois
  • Dívida bruta68,9 até 12 meses · 3,3 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Mútuo com a ALL Agenciamento Esportivo Ltda.

Contratos de mútuo com a empresa que detém o controle indireto da sociedade. A DF informa só o saldo: não traz taxa, prazo, garantia nem quadro de movimentação. O auditor tratou o assunto em parágrafo de ênfase e em principal assunto de auditoria.

62,5nota 13, p.28; balanço, p.12
Mútuo com Tássilo Soares Raymundo

Contrato de mútuo com pessoa física, que aparece pela primeira vez em 2025. A DF não informa taxa, prazo, garantia nem vínculo com a sociedade.

2,1nota 13, p.28
Empréstimos Sicredi

Empréstimos bancários, com R$ 1,07 no circulante e 1.527 no não circulante. A DF de 2025 não abre contratos, taxas nem garantias; o livro diário analítico de 2024 do clube nomeava cinco contratos do Sicredi e um da Oslo Capital Distribuidora de Títulos.

1,5nota 12, p.28; balanço, p.12
Subtotal66,1
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Obrigações tributárias correntes

Imposto de renda retido sobre a folha 1.372, tributação específica do futebol de 5% 650, imposto de renda retido sobre serviços de terceiros 20 e ICMS e demais 21. O valor foi arredondado para cima em R$ 1 mil para que as parcelas fechem com o total do passivo.

2,1nota 11, p.26
Salários, provisões de férias e encargos

Provisões de férias e encargos 925, salários a pagar 656 e empréstimo consignado com FGTS 2. A nota diz que estão registrados os salários de dezembro e as provisões de férias e encargos sobre eles.

1,6nota 10, p.26
INSS e FGTS a recolher

INSS a recolher 97, FGTS a recolher 99 e INSS retido a recolher 6. Tudo no circulante.

0,2nota 10, p.26
Compra de atletas

Saldo a pagar pela compra do atleta Maswel Ananias Silva ao Sampaio Corrêa, que a DF nomeia. Tudo no circulante.

0,2nota 9, p.25–26
Fornecedores a pagar

Fornecedores diversos, que a DF de 2025 não abre. Tudo no circulante.

0,2nota 9, p.25
Subtotal4,3
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamento federal

Débitos federais confessados e parcelados em maio de 2025 por 4.307, com juros Selic e correção monetária mensal sobre o saldo devedor; 2.487 foram pagos no exercício. A nota declara as parcelas em dia, e o balanço classifica o saldo inteiro no não circulante.

1,8nota 14, p.28
Subtotal1,8
Dívida bruta72,2
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa, bancos conta movimento e aplicações financeiras em CDB; a DF não declara caixa restrito.

(7,8)nota 3, p.22
Dívida líquida64,4

Fora da dívida bruta: Provisão de contingências trabalhistas e cíveis de perda provável, R$ 0,1 mi (nota 21, p.33).

Não descontado da dívida, por ser valor a receber: 4.106 de clientes por venda de atletas no circulante e 1.621 no não circulante (nota 4, p.22).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Despesas com pessoal: 18,7 (nota 17, p.30)

    Passou de R$ 5,9 mi em 2024 para R$ 18,7 mi, mais 216,8%. De 5.899 para 18.688. A DF não dá o motivo e não abre a folha em 2025.

  • Premiações: 2,4 (nota 17, p.30)

    Passou de R$ 0,5 mi em 2024 para R$ 2,4 mi, mais 361,1%. De 519 para 2.393. A DF não diz a que conquistas ou metas se referem.

  • Direito de imagem: 0,9 (nota 17, p.30)

* Obs: * Obs: a entidade é a sociedade do futebol, mas ela apresenta o pessoal numa linha só, e o número inclui o administrativo dela. Ficam fora gestão de futebol (977), transporte para atletas (605) e comissão de intermediações (1.376). Não há linha de direito de arena, e as luvas de assinatura vão para o intangível e chegam ao resultado como amortização.

22,0*+160,8%
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal22,0nota 17, p.30
Receita recorrente÷33,1nota 16, p.29
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=66,4%

* Obs: * Obs: o gasto com pessoal inclui o administrativo da sociedade, que a DF não separa.

66,4%*+0,3 p.p.
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

No parecer de 2025: Opinião sem ressalva — “Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da A.C. ESPORTES SAF., em 31 de dezembro de 2025, o desempenho de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).” (p.3).

Parágrafos de ênfase: 4

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional: passivo circulante superior ao ativo circulante em R$ 56.802.137,65, patrimônio líquido negativo de R$ 24.817.211,65 e obrigações vencidas de R$ 27.921.613,69 não liquidadas até a data-base (p.4).
  • Transações e estrutura de financiamento com acionista controlador: contratos de mútuo com a ALL Agenciamento Esportivo Ltda., com saldo de aproximadamente R$ 62.494.325,87 (p.4–5).
  • Mudança de controle societário: alteração da estrutura societária no exercício de 2025, com assunção do controle indireto pela ALL Agenciamento Esportivo Ltda. (p.5).
  • Outros assuntos: as demonstrações de 2024, incluídas para comparação, foram revisadas pelo mesmo auditor, com parecer sem modificação emitido em 02 de julho de 2025 (p.7).
Principais assuntos de auditoria

O auditor relata os temas que exigiram mais atenção no trabalho. Não é ressalva nem ênfase.

No parecer de 2025: Dois: avaliação da continuidade operacional e transações e estrutura de financiamento com o acionista controlador (p.5–6). O texto literal dos dois parágrafos está na extração.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://www.acfutebol.com.br/transparencia. As demonstrações são as de A.C. Esportes S.A.F.

Documento de 2025

  • A.C. Esportes S.A.F. — Demonstrações Financeiras 2025 e Relatório dos Auditores Independentes · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Athletic Club. Publicado em 01/05/2026. Arquivo de 36 páginas: capa (p.1), sumário (p.2), relatório do auditor independente (p.3–10), balanço patrimonial (p.11–12), demonstração do resultado (p.13), demonstração dos resultados abrangentes (p.14), demonstração das mutações do patrimônio líquido (p.15), demonstração dos fluxos de caixa pelo método direto (p.16), notas explicativas 1 a 24 (p.17–35) e assinaturas da diretoria e do contador (p.36). Páginas: O número impresso no rodapé é igual ao da página do arquivo em todo o documento.

Norma contábil: Normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo IASB e práticas contábeis adotadas no Brasil, com os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis; a seção de responsabilidades da administração do relatório do auditor cita a ITG 2003 (R2), das entidades desportivas. Escala do documento: reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.