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América-MG

América Futebol Clube · Associação · DF de 2025 publicada em 30/04/2026 · auditoria: Villela e Associados Auditoria e Consultoria S.S.

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Receita recorrente: 39,8 (nota 19, p.30)
  • Receita com negociação de atletas: 34,2 (nota 19, p.30)

Obs: Dentro deste número está a apropriação do contrato de transmissão com a Liga Forte de Futebol, que a DF não separa. O saldo a realizar caiu de 104.427 para 77.416 no ano, e nenhuma nota diz em que linha do resultado a baixa foi lançada (nota 14, p.29).

74,0(30,0%)
Receita recorrente

O que o clube arrecada todo ano com a operação, sem contar a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade. Recorrente não é fixa, pois oscila com o desempenho em campo.

2025, em R$ milhões e em porcentagem da receita recorrente:

  • Patrocínios, publicidade, luvas e marketing: 14,9 (37,4%)
  • Transmissão, imagem e desempenho: 12,9 (32,4%)
  • Comerciais e aluguéis: 6,0 (15,1%)

    Passou de R$ 20,2 mi em 2024 para R$ 6,0 mi, menos 70,3%. A DF não explica a queda (nota 19, p.30).

  • Bilheteria: 4,9 (12,2%)

    Passou de R$ 1,8 mi em 2024 para R$ 4,9 mi, mais 169,1%. A DF não explica o aumento (nota 19, p.30).

  • Atividades sociais: 1,1 (2,9%)

Fonte: nota 19, p.30 do documento.

Obs: Comerciais e aluguéis caiu 14.176 e responde sozinha pela variação da linha, compensada em parte por bilheteria e transmissão. É linha do clube social e dos esportes amadores, quase toda na associação (notas 19 e 23, p.30 e 31). A DF não explica a queda.

39,8(20,3%)
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro. A memória de cálculo mostra o que foi descontado da venda.

2025, em R$ milhões:

Alienação de direitos sobre atletas31,7nota 19, p.30
Receitas com negociações de atletas

Passou de R$ 0,6 mi em 2024 para R$ 2,5 mi, mais 287,6%. A DF não explica o aumento (nota 19, p.30).

+2,5nota 19, p.30
Receita com negociação de atletas=34,2

A relação de atletas não foi divulgada.

Obs: A DF lança a receita bruta da alienação de atletas na linha Outras receitas operacionais, abaixo da receita operacional, e a nota 2.12 da DF de 2024 (p.20) diz que é ali que os ganhos e perdas de alienação devem ser classificados. A DF não nomeia os atletas vendidos nem os clubes de destino: a nota do intangível traz só o valor agregado das baixas (nota 9, p.26).

34,2(38,7%)

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para manter o clube funcionando: pessoal, jogos, viagens e despesas administrativas e comerciais. Não entram depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências, nem juros.

2025, em R$ milhões:

  • Gasto com pessoal: 55,7 (nota 20, p.30)
  • Demais custos e despesas: 60,6 (nota 20, p.30; DFC, p.13)
    Despesas desportivas29,7
    Despesas administrativas19,1
    Salários, encargos e benefícios dos demais funcionários16,4
    Impostos, taxas e contribuições3,1
    Depreciação e amortizações que a nota 20 não separa(7,7)

Obs: Entre os demais custos entra uma parcela negativa de 7.744, sem efeito no caixa: é a depreciação e as duas amortizações que a nota 20 não separa e que a DFC soma (p.13).

116,3(13,9%)
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para contingências. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Resultado operacional antes do resultado financeiro(53,8)nota 23, p.31
Depreciação e amortização
Amortização de propriedades para investimento3,6
Amortização de contratos de atletas2,5
Depreciação do imobilizado1,6
+7,7DFC, p.13
Baixa contábil dos atletas+1,6nota 20, p.30; nota 9, p.26
EBITDA=(44,5)

* Obs: A apropriação do contrato com a Liga Forte de Futebol ficou dentro: a DF não identifica a parcela nem a linha em que foi lançada. Fora, a baixa contábil dos atletas (1.630), que a DF lança em Outras despesas operacionais sem nomeá-la (nota 9, p.26). Nesta linha a DRE (p.10) imprime 5.000 a mais que a nota 23 (p.31). Vale a nota: as parcelas dela e o déficit do exercício reproduzem o número usado aqui; o da DRE, não.

(44,5)*(13,6) em R$ mi
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025, em R$ milhões:

Receita recorrente39,8nota 19, p.30
Deduções da receita bruta−2,2nota 19, p.30
Custos e despesas da operação−116,3nota 20, p.30; DFC, p.13
EBITDA recorrente=(78,7)
(78,7)+8,0 em R$ mi
EBIT

O resultado da operação no ano, antes de juros e impostos sobre o resultado. Ao contrário do EBITDA, desconta o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

EBITDA(44,5)
Depreciação e amortização
Amortização de propriedades para investimento(3,6)
Amortização de contratos de atletas(2,5)
Depreciação do imobilizado(1,6)
−7,7DFC, p.13
Baixa contábil dos atletas−1,6nota 20, p.30; nota 9, p.26
EBIT=(53,8)
(53,8)(5,3) em R$ mi
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações chama-se superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita operacional40,0DRE, p.10; nota 19, p.30
Custos operacionais−85,4DRE, p.10; nota 20, p.30
Despesas administrativas−35,5DRE, p.10; nota 20, p.30
Despesas tributárias−3,1DRE, p.10; nota 20, p.30
Outras receitas e despesas operacionais
Alienação de direitos sobre atletas31,7
Baixa contábil dos atletas(1,6)
+30,1DRE, p.10; notas 19 e 20, p.30
Resultado financeiro
Receitas financeiras5,4
Despesas financeiras(11,9)
−6,5DRE, p.10; nota 21, p.31
Resultado do exercício=(60,4)

O déficit inclui efeitos de descontos em parcelamentos de impostos que não passaram pelo caixa. Sem eles, o resultado seria um déficit de 64,9.

Resultado do exercício(60,4)
Descontos em parcelamentos de impostos−4,5nota 21, p.31; origem na DF de 2024, nota 22, p.30
Resultado sem os efeitos sem caixa=(64,9)
(60,4)(1,9) em R$ mi

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas. O perfil da dívida, logo abaixo, abre cada parcela.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas41,4balanço, p.9; notas 6, 10 e 22
Dívidas operacionais+70,4balanço, p.9; notas 11, 12 e 13
Impostos parcelados+65,6nota 12, p.28
Caixa e equivalentes−0,4balanço, p.8; nota 4, p.23
Dívida líquida=177,0

Obs: Fora deste número, 77.416 de receitas a realizar dos direitos de transmissão vendidos à Liga Forte de Futebol por 50 anos, 21.532 de patrocínios a apropriar que têm valor a receber do mesmo contrato, e 1.573 de projetos e convênios incentivados.

177,0+26,8%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Caixas e bancos: 0,2 (nota 4, p.23)
  • Aplicações financeiras: 0,2 (nota 4, p.23)

* Obs: O caixa subiu 265 no ano. A operação gerou 3.436, os investimentos consumiram 10.596 e os financiamentos aportaram 7.425 (DFC, p.13). A nota 4 (p.23) imprime total de 397, dois mil acima das próprias parcelas; vale 395, que é o do balanço e o da DFC.

0,4*+203,8%
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Títulos a receber10,6
Adiantamentos1,7
Tributos a compensar0,5
Caixa e equivalentes de caixa0,4
Despesas antecipadas0,1
13,3balanço, p.8
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Obrigações trabalhistas(23,1)
Empréstimos(22,9)
Obrigações tributárias(19,3)
Fornecedores(14,9)
Receitas a realizar(11,5)
Contas a pagar(9,7)
Títulos a pagar(8,7)
Bancos – saldo devedor(1,9)
Arrendamentos(0,2)
−112,2balanço, p.9
Capital de giro líquido=(98,9)
(98,9)(39,1) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Quando é negativo, as obrigações superam os bens e direitos registrados. Pode variar por ajustes que não passam pelo resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Ajuste de avaliação patrimonial156,9balanço, p.9
Patrimônio social+9,2balanço, p.9
Déficits acumulados−244,2balanço, p.9
Patrimônio líquido=(78,1)

Obs: Caiu 60.355 no ano, o valor do déficit do exercício. Nenhum outro ajuste passou pelo patrimônio: a realização de ajustes de avaliação patrimonial (3.597) transita entre as duas colunas e não muda o total (DMPL, p.12).

(78,1)(60,4) em R$ mi
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 177,4.

  • Dívidas onerosas: 41,4 (23,3%)
    Empréstimos bancários e mútuo36,520,6%
    Empréstimos com pessoas ligadas2,31,3%
    Arrendamento do painel de LED0,60,3%
    Bancos – saldo devedor2,01,1%
  • Dívidas operacionais: 70,4 (39,7%)
    Fornecedores15,48,7%
    Obrigações trabalhistas23,113,0%
    Clubes, agentes e atletas9,65,4%
    Contas a pagar9,75,5%
    Impostos correntes12,67,1%
  • Impostos parcelados e acordos: 65,6 (37,0%)
    Parcelamentos de impostos e taxas65,637,0%

Valores em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas25,0 até 12 meses · 16,4 depois
  • Dívidas operacionais69,0 até 12 meses · 1,4 depois
  • Impostos parcelados e acordos6,7 até 12 meses · 58,9 depois
  • Dívida bruta100,7 até 12 meses · 76,7 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos bancários e mútuo

Banco Sicoob 14.638, a 0,5% ao mês mais CDI, até 20/08/2030, com devedor solidário; mútuo com o Boulevard Shopping 9.049, a 0,25% ao mês mais CDI, até 01/10/2029, com garantia de 2,3% do faturamento bruto do shopping ou do valor mínimo mensal de R$ 139.082,69, corrigido pelo IPCA; terceiros 9.823, Banco Itaú 2.000 a 3,23% ao mês com renovação automática, Banco Daycoval 898 a 3,9% ao mês até 15/06/2027 e consignado 87. 22.908 vencem em até doze meses e 13.586 depois; o Banco Semear, 2.749 em 2024, foi quitado no ano.

36,5balanço, p.9; nota 10, p.27
Empréstimos com pessoas ligadas

Saldo com pessoas ligadas, todo no passivo não circulante; eram 2.397 em 2024.

2,3balanço, p.9; nota 6, p.24
Arrendamento do painel de LED

Contrato de locação de 60 meses com a Imply Rental de um painel de LED full color e da licença de uso do software, com opção de compra, instalado no Estádio Independência. No não circulante, arrendamento 489 e ajuste a valor presente 121; 179 vencem em até doze meses.

0,6balanço, p.9; nota 22, p.31
Bancos – saldo devedor

Saldo devedor de conta bancária, sem nota explicativa nas duas peças. Tudo vence em até doze meses.

2,0balanço, p.9
Subtotal41,4
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: parcelas de compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos que ainda não se transferiram.

Fornecedores

Sem nota explicativa nas duas peças. 14.930 vencem em até doze meses e 533 depois.

15,4balanço, p.9
Obrigações trabalhistas

Salários a pagar 12.609, encargos sociais 7.321 e provisões de férias e 13º salário 3.162. A nota diz que compreendem os passivos das relações de trabalho, com FGTS e demais obrigações da legislação trabalhista e dos acordos coletivos. Tudo vence em até doze meses.

23,1balanço, p.9; nota 11, p.28
Clubes, agentes e atletas

Títulos a pagar por transferências de atletas, com o credor e o atleta em cada linha: Associação Atlética Portuguesa – David Martins 2.587, Esporte Clube Água Santa – Adailson Freire 935, Filipe Souza Rino – Mikael Filipe Viana de Sousa 581, Carlos Alberto Gomes – cláusula 22 do CETD 566, Fernandes Silva Adv. – Éder Graminho 561, SESC 456 e outros 3.883. 8.653 vencem em até doze meses e 916 depois.

9,6balanço, p.9; nota 13, p.28
Contas a pagar

Sem nota explicativa nas duas peças; eram 686 em 2024. Tudo vence em até doze meses.

9,7balanço, p.9
Impostos correntes

IRRF a recolher 6.519, impostos federais da SAF pelo TEF 4.267, ISS retido 676, INSS retido 585, ISS 233, CRF 192, IRRF sobre serviços 114 e contribuição sindical 62. A nota reparte entre circulante e não circulante o grupo inteiro, não linha a linha: o não circulante coincide ao real com o que resta dos parcelamentos, e por isso os impostos correntes ficam inteiros no curto prazo — presunção que a DF não escreve.

12,6nota 12, p.28
Subtotal70,4
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamentos de impostos e taxas

PGFN 39.978, Receita Federal 15.327, IPTU de Contagem 7.238, Copasa 1.018, Ministério dos Esportes 1.007, ISS de Belo Horizonte 524, Time Mania 366 e IPTU de Belo Horizonte 111. A nota diz que o clube aderiu a novos parcelamentos para regularização dos débitos junto aos órgãos, baixando os valores em aberto de parcelamentos anteriores; o Profut, 24.706 em 2023, está zerado nos dois anos. 6.690 vencem em até doze meses, pela repartição do grupo que a nota imprime.

65,6nota 12, p.28
Subtotal65,6
Dívida bruta177,4
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações financeiras de resgate rápido, deduzidos da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixas e bancos (218) + aplicações financeiras (177).

(0,4)balanço, p.8; nota 4, p.23
Dívida líquida177,0

Fora da dívida bruta: Receitas a realizar dos direitos de transmissão vendidos à Liga Forte de Futebol por 50 anos, R$ 77,4 mi (nota 14, p.29); Receitas a realizar de patrocínios, com valor a receber do mesmo contrato, R$ 21,5 mi (nota 14, p.29; nota 5, p.23); Provisão para riscos, R$ 4,8 mi (nota 16, p.29); Projetos e convênios a executar, R$ 1,6 mi (nota 15, p.29).

Não descontados da dívida, por serem valores a receber: 4.780 de negociação de atletas (nota 5, p.23).

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora quando a demonstração os separa; quando não separa, o número é do pessoal do clube inteiro e leva um asterisco, explicado na observação. Onde a demonstração separa os segmentos do futebol, a explicação mostra quanto é de cada um.

2025, em R$ milhões:

  • Salários, imagem e encargos do futebol: 55,7 (nota 20, p.30)

Obs: Só o futebol: a nota 23 (p.31) dá custo operacional zero ao segmento do clube social e dos esportes amadores nos dois anos.

55,7(22,2%)
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol: gasto com pessoal dividido pela receita recorrente. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025, em R$ milhões:

Gasto com pessoal55,7nota 20, p.30
Receita recorrente÷39,8nota 19, p.30
Gasto com pessoal sobre receita recorrente=140,0%
140,0%(3,4 p.p.)
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação às Receitas Relevantes. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Com ressalva

O auditor encontrou um ou mais pontos que não pôde confirmar ou com os quais discorda, mas que não invalidam o conjunto das demonstrações.

No parecer de 2025: “Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos dos assuntos descritos na seção a seguir intitulada "Base para opinião com ressalva", as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do América Futebol Clube ("Associação"), em 31 de dezembro de 2025, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e aplicáveis às entidades sem fins lucrativos (ITG 2002 (R1)) e entidades desportivas profissionais (ITG 2003 (R2))” (p.3). O arquivo publicado pelo clube imprime a ligadura "fi" como "F" maiúsculo em todo o documento. As palavras do auditor estão transcritas aqui com a grafia correta.

O auditor lista 2 motivos, nas p.3 do relatório.

Ver os 2 motivos
  1. “Mútuo entre Associação e SAF” (p.3)
  2. “Vida útil do Ativo Imobilizado” (p.3)

“Ênfase — Continuidade Operacional” (p.4)

“Chamamos a atenção para a Nota Explicativa nº 1 – Contexto Operacional às demonstrações contábeis, que descreve que as empresas vêm apresentando resultados operacionais negativos em períodos recentes, bem como capital circulante líquido negativo e patrimônio líquido negativo (passivo a descoberto) em 31 de dezembro de 2025 e 2024. Conforme mencionado na referida nota explicativa, a continuidade de suas operações está suportada por planos da administração que incluem, entre outros aspectos, a manutenção de fontes de financiamento e a gestão contínua de suas obrigações financeiras. Esse contexto indica a necessidade de contínuo suporte financeiro e adequada execução dos planos da administração para a sustentação das operações das empresas.”

“Ênfase — Incerteza quanto à Recuperabilidade de Créditos” (p.4)

“Chamamos a atenção para a Nota Explicativa 5 – Títulos a Receber das demonstrações contábeis, que descreve o direito de crédito no montante de R$ 13.966 mil referente à exploração econômica do Estádio Independência. O recebimento deste valor está condicionado ao desfecho de negociações em curso com o Governo do Estado de Minas Gerais e terceiros concessionários. Conforme descrito na referida nota, a administração do Clube, amparada pela opinião de seus assessores jurídicos, entende que a recuperação desses valores é provável, não tendo sido constituída provisão para perdas até 31 de dezembro de 2025. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. Nossa opinião não está modificada em relação a esses assuntos.”

“Outros assuntos — exercício anterior examinado por outro auditor” (p.4)

“As demonstrações contábeis do América Futebol Clube para o exercício findo em 31 de dezembro de 2024 foram examinadas por outro auditor independente que emitiu, em 29 de abril de 2025, relatório com opinião sem ressalvas sobre essas demonstrações contábeis.”

Ver o texto completo

“Mútuo entre Associação e SAF” (p.3)

“A Nota Explicativa nº 6 – Empréstimos Pessoas Ligadas, integrante das demonstrações contábeis da Associação, apresenta o saldo de mútuo com sua parte relacionada, América Futebol Clube Sociedade Anônima do Futebol ("SAF"), em 31 de dezembro de 2025 no valor de R$ 15.314.907,00 (R$ 6.910.921,00 em 2024). Esse saldo representa os valores transacionados entre a Associação e a SAF, desde a criação da SAF, especialmente no período de transição, com a criação das contas correntes específicas de cada empresa e, principalmente, da transferência e elaboração dos contratos e aditivos ou alterações, e ainda envolvendo empregados, prestadores de serviço, patrocinadores e demais terceiros que geravam as receitas e despesas do futebol. Não foi possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre o valor contábil do saldo de mútuo, pois a reconciliação desse saldo não foi concluída até o final dos nossos trabalhos de auditoria. Consequentemente, não foi possível determinar se havia necessidade de ajustar esse saldo de mútuo entre as partes.”

“Vida útil do Ativo Imobilizado” (p.3)

“A Associação não revisou a vida útil de seus ativos, conforme requerido pelo Pronunciamento Técnico CPC 27 – Imobilizado e vem utilizando as taxas de depreciação previstas pela legislação fiscal e não pela norma contábil. Consequentemente, não foi possível concluir sobre os possíveis impactos nas demonstrações contábeis da Empresa no período encerrado em 31 de dezembro de 2025, bem como nas divulgações requeridas.”

Abrir no relatório (p.3)

Parágrafos de ênfase: 2

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

  • Continuidade Operacional: o auditor chama a atenção para a nota 1, que descreve resultados operacionais negativos em períodos recentes, capital circulante líquido negativo e patrimônio líquido negativo (passivo a descoberto) em 31 de dezembro de 2025 e de 2024, com a continuidade suportada por planos da administração (p.4).
  • Incerteza quanto à Recuperabilidade de Créditos: direito de crédito de R$ 13.966 mil pela exploração econômica do Estádio Independência, cujo recebimento está condicionado ao desfecho de negociações com o Governo do Estado de Minas Gerais e terceiros concessionários, sem provisão para perdas (p.4).
Principais assuntos de auditoria

O auditor relata os temas que exigiram mais atenção no trabalho. Não é ressalva nem ênfase.

No parecer de 2025: O relatório cita a obrigação de descrever os principais assuntos de auditoria, mas não descreve nenhum (p.4–5).

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://www.americafc.com.br/transparencia. As demonstrações são as de América Futebol Clube, com o consolidado que inclui a América Futebol Clube Sociedade Anônima do Futebol.

Documento de 2025

Norma contábil: Práticas contábeis adotadas no Brasil, ITG 2002 (R1) – entidades sem finalidade de lucros e ITG 2003 (R2) – entidades desportivas profissionais, com o Manual de Contabilidade para Entidades Desportivas (APFUT) e a OTG 2003 (nota 2.1). Escala do documento: reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.