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Mineirão

Operado pela Minas Arena – Gestão de Instalações Esportivas S.A. · DF de 2025 publicada em 29/04/2026 · auditoria: Grant Thornton

1.Quanto a operação faturou?

Fica na operação do estádio: parte da renda dos jogos, camarotes e cadeiras, shows e eventos, patrocínio e publicidade, aluguéis, estacionamento e alimentação e parcelas do Estado pela operação.
Fica com o clube: bilheteria dos jogos e sócio-torcedor.

R$ milhões2025
Receita da operação

O que a operação do estádio faturou no ano, já sem os impostos sobre a venda: a parte das parcelas do Estado que paga a operação e a exploração do estádio, como a parte da renda dos jogos, eventos, camarotes e aluguéis. Não inclui a correção do valor da obra que o Estado ainda deve.

R$ milhões · a porcentagem é a parte da receita bruta · nota 19

Parcelas do Estado pela operação e exploração do estádio76,7 · 100,0%
Receita bruta76,7
Impostos sobre a venda(12,8)
Receita da operação63,9

Fonte: DRE e nota 19.

Obs: A DF não separa o que vem das parcelas do Estado e o que vem da exploração do estádio.

63,9

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025
Custos e despesas da operação

O que a operação gastou para funcionar: pessoal, manutenção, serviços, materiais e administração. A depreciação, as provisões para processos e o acordo com o Estado sobre o pedido de reequilíbrio do contrato ficam fora.

R$ milhões · a porcentagem é a parte dos custos e despesas · notas 20 e 21 e fluxo de caixa

Pessoal23,3 · 52,1%
Manutenção9,3 · 20,8%
Serviços de terceiros2,5 · 5,6%
Serviços públicos2,0 · 4,5%
Materiais1,2 · 2,7%
Propaganda e publicidade0,6 · 1,3%
Outros6,6 · 14,8%
Provisões para processos que a DF deixa dentro das linhas acima(0,5) · -1,1%
Outras receitas da operação(0,3) · -0,7%

Dos custos e despesas, R$ 23,3 mi são gasto com pessoal e R$ 21,4 mi, os demais (nota 20).

44,7
EBITDA

O que sobra da receita depois dos custos e despesas da operação, antes da depreciação, dos juros e dos impostos sobre o lucro.

Receita da operação63,9
Custos e despesas da operação(44,7)
EBITDA19,2

Fonte: DRE, notas 19 a 21 e fluxo de caixa.

19,2
Margem EBITDA

Quanto do que a operação faturou virou EBITDA.

EBITDA de R$ 19,2 mi ÷ receita da operação de R$ 63,9 mi.

30,0%
Outorga fixa paga no ano

O que foi pago no ano ao dono do estádio pela parte fixa da outorga.

Obs: O dono do estádio é o Estado de Minas Gerais, e é ele que paga à operação: parcelas mensais pela obra e pela operação, pelos 27 anos do contrato. Não há outorga a pagar ao Estado.

Não se aplica ao modelo
Resultado líquido

O lucro ou o prejuízo da empresa que opera o estádio, depois de todas as despesas, dos juros e dos impostos sobre o lucro.

EBITDA19,2
Correção do valor da obra que o Estado ainda deve33,5
Depreciação e amortização(2,3)
Provisões para processos(0,5)
Acordo com o Estado sobre o pedido de reequilíbrio do contrato(7,3)
Resultado financeiro(6,5)
Imposto de renda e contribuição social(3,3)
Resultado líquido32,8

Fonte: DRE e notas 19 a 22.

32,8

3.Quanto a operação investiu, quanto deve e quanto tem?

R$ milhões2025
Investimento no ano

O que a operação pagou no ano em obras e equipamentos do estádio, o chamado CAPEX.

Fonte: fluxo de caixa.

2,9
Dívida líquida

Empréstimos e financiamentos menos o caixa. Fica negativa quando o caixa é maior que a dívida.

Empréstimo do Banco Itaú51,1
Caixa(12,6)
Dívida líquida38,5

Fonte: balanço e notas 4 e 11.

38,5
Obrigação com o dono do estádio

O que a operação ainda deve a quem é dono do estádio pelo contrato, trazido a valor de hoje.

Obs: O dono do estádio é o Estado de Minas Gerais, e é ele que paga à operação: parcelas mensais pela obra e pela operação, pelos 27 anos do contrato. Não há outorga a pagar ao Estado.

Não se aplica ao modelo
Receitas recebidas antes da entrega

Dinheiro que a operação já recebeu por serviço que ainda vai entregar, como camarotes, cadeiras e patrocínio, menos o que ainda falta receber desses contratos.

Receitas a reconhecer de camarotes, cadeiras e patrocínio35,4
Contratos lançados no ano sem entrada de dinheiro(20,7)
Receitas recebidas antes da entrega14,7

Fonte: balanço e notas 12 e 23.

14,7
Empréstimos do clube à operação

O que a operação deve aos clubes sócios por dinheiro emprestado, fora o capital.

Obs: O Cruzeiro não é sócio da operação, que é da Construcap, da Egesa e da Hap Engenharia.

Não se aplica ao modelo

4.O que passou entre a operação e os clubes?

Cruzeiro (mandante)2025
Pagou pelo uso do estádio

O valor que a operação cobrou do clube no ano pelo uso do estádio nos jogos, pago ou não.

Obs: O Cruzeiro manda os jogos no estádio sem ser dono nem sócio. Fica com a bilheteria, e a operação recebe a parte dela na renda dos jogos, dentro da receita; nenhuma das duas DFs diz quanto.

Fonte: DF da Minas Arena, nota 19; DF do Cruzeiro, nota de receita (bilheteria pelos borderôs).

Não detalhado na DF
Recebeu repasse de receitas

A parte das receitas da arena que a operação repassou no ano ao clube.

Fonte: DF da Minas Arena, nota 19; DF do Cruzeiro, nota de receita (bilheteria pelos borderôs).

Não detalhado na DF
Recebeu em dividendos

A parte do lucro do ano que a operação destinou ao clube, paga ou não.

Fonte: DF da Minas Arena, nota 19; DF do Cruzeiro, nota de receita (bilheteria pelos borderôs).

Não se aplica ao modelo
Aportou de capital

O dinheiro que o clube pôs como capital na empresa que opera o estádio.

Fonte: DF da Minas Arena, nota 19; DF do Cruzeiro, nota de receita (bilheteria pelos borderôs).

Não se aplica ao modelo
Emprestou à operação

O dinheiro que o clube pôs na operação como empréstimo no ano, fora o capital.

Fonte: DF da Minas Arena, nota 19; DF do Cruzeiro, nota de receita (bilheteria pelos borderôs).

Não se aplica ao modelo

5.O que o auditor disse?

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

relatório de 17/03/2026

6.O contrato

Dono do estádio
Estado de Minas Gerais (Contrato de concessão, 2010; DF 2025, nota 1)
Quem opera
Minas Arena – Gestão de Instalações Esportivas S.A., da Construcap CCPS Engenharia e Comércio S.A. (58,8%), da Egesa Engenharia S.A. (25,2%) e da Hap Engenharia Ltda. (16,0%) (DF 2025, notas 1 e 17)
Tipo de contrato
Parceria público-privada, na modalidade concessão administrativa, para reformar, operar e manter o estádio (Contrato de concessão, 2010; DF 2025, nota 1)
Poder concedente
Estado de Minas Gerais, pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Contrato de concessão, 2010)
Início
Contrato assinado em 21/12/2010; reforma concluída em 21/12/2012 (DF 2025, nota 1)
Prazo
27 anos (DF 2025, nota 1)
O que se paga ao dono do estádio
Não se aplica ao modelo
O que o dono do estádio paga à operação
Parcelas mensais pela obra e pela operação, com um ajuste anual que depende da margem da operação e da nota de desempenho; a DF não diz o valor do ano (DF 2025, notas 5 e 17; contrato, anexo V)
Preço dos jogos para os clubes
Não detalhado na DF
Naming rights
Não detalhado na DF
Clubes que mandam jogos
Cruzeiro; o Atlético jogou no Mineirão de janeiro a abril de 2025, durante a troca do gramado da Arena MRV (DF 2025, relatório da administração)
Relação com o Cruzeiro
O Cruzeiro manda seus jogos no Mineirão, mas não é dono do estádio nem sócio da operação. Fica com a bilheteria e o sócio-torcedor; a operação recebe a parte dela na renda dos jogos. Nem a DF da Minas Arena nem a do Cruzeiro dizem os valores (DF 2025, notas 1 e 19; DF do Cruzeiro, nota de receita)
Inauguração
05/09/1965; reaberto depois da reforma, concluída em 21/12/2012 (Contrato de concessão, anexos; DF 2025, nota 1)
Capacidade
Cerca de 62 mil pessoas: 38.721 lugares na arquibancada de nível 1 e 20.961 na de nível 2, além dos camarotes (site do Mineirão, página Estrutura)

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pela própria Minas Arena; a ficha do contrato vem também do contrato publicado pelo Estado de Minas Gerais.

Valores em milhões de reais, como publicados, sem correção pela inflação; as demonstrações estão em milhares de reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum estádio nem de nenhum clube. Reúne o que a própria empresa que opera o estádio publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.