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Ypiranga

Ypiranga Futebol Clube · Associação · DF de 2025 publicada em 11/06/2026 · auditoria: Auditoria Adelar Rigoni

1.Quanto o clube arrecadou?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Receita total
Brasileiro 2025Série C

Tudo o que o clube arrecadou com a operação no ano: as receitas do dia a dia mais a negociação de atletas. Não entram receitas financeiras, ganhos em ações judiciais, perdão de dívida, reavaliação de ativos e contratos de longo prazo reconhecidos de uma só vez.

2025, em R$ milhões:

  • Patrocínios: 5,5 (nota 5, p.1)
  • Outras receitas: 0,8 (nota 5, p.1)
  • Mercadorias: 0,7 (nota 5, p.1)
  • Mensalidades de associados: 0,6 (nota 5, p.1)
  • Bilheteria e eventos: 0,4 (nota 5, p.1)
  • Aluguéis: 0,1 (nota 5, p.1)

Obs: A DF chama a receita de líquida, mas não mostra dedução nem imposto sobre a receita em peça nenhuma. Em 2025, a nota de receitas deixou de ter a linha de negociação de atletas, e as outras receitas não são descritas.

8,1(29,5%)
Receita recorrente
Brasileiro 2025Série C

Quanto o clube arrecada por ano com a operação, sem a venda de atletas: transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, patrocínio e publicidade.

2025. Não detalhado na DF: A demonstração financeira do exercício foi publicada, mas não abre esse item com o detalhe necessário para calculá-lo. A nota de receitas abre a receita por natureza, mas em 2025 deixou de ter a linha de negociação de atletas, que tinha em 2024, e não descreve as outras receitas. Sem a negociação de atletas, não há como separar a receita recorrente.

Fonte: nota 5, p.1 do documento.

Não detalhado na DF—
Receita com negociação de atletas

O que entrou com venda e empréstimo de atletas, incluindo o mecanismo de solidariedade. Varia muito de um ano para o outro.

2025. Não detalhado na DF: A demonstração financeira do exercício foi publicada, mas não abre esse item com o detalhe necessário para calculá-lo. A nota de receitas de 2025 não tem a linha de negociação de atletas, que a de 2024 trazia, e a DF não menciona venda nem empréstimo de atleta em peça nenhuma. As outras receitas, um décimo da receita, não são descritas.

Fonte: nota 5, p.1; nota 5 da DF de 2024, p.1 do documento.

Não detalhado na DF—

2.Sobrou alguma coisa da operação?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Custos e despesas da operação

O gasto do ano para o clube funcionar: pessoal, jogos, viagens, administração e área comercial. Não entram juros, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para processos.

2025, em R$ milhões:

Custos operacionais10,0DRE, p.1
Despesas gerais e administrativas+0,5DRE, p.1
Despesas tributárias+< 0,1DRE, p.1
Outras receitas operacionais−< 0,1DRE, p.1
Custos e despesas da operação=10,5

Obs: A DF não tem nota de custos nem de despesas, e por isso a conta fica nas linhas da demonstração do resultado, sem separar o gasto com pessoal.

10,5(3,0%)
EBITDA

O resultado da operação no ano, antes de juros, impostos sobre o resultado, depreciação, amortização, baixa de atletas e provisões para processos. Não entram receitas financeiras nem o que aconteceu fora da operação.

2025, em R$ milhões:

Resultado operacional antes do resultado financeiro(2,4)DRE, p.1
EBITDA=(2,4)
(2,4)inversão de sinal
EBITDA recorrente

O EBITDA sem a receita com negociação de atletas. Mostra o que a operação do dia a dia gera, ou consome, sem vender jogador.

2025. Não detalhado na DF: A demonstração financeira do exercício foi publicada, mas não abre esse item com o detalhe necessário para calculá-lo. Deriva da receita com negociação de atletas, que a DF de 2025 não separa.

Fonte: DRE, p.1; nota 5, p.1 do documento.

Não detalhado na DF—
EBIT

O EBITDA depois de descontar o custo dos atletas contratados, dividido pelos anos de contrato, o desgaste de estádio, CT e equipamentos, e as provisões para processos.

2025, em R$ milhões:

EBITDA(2,4)
EBIT=(2,4)

Obs: A DF não lança depreciação nem amortização: o quadro do imobilizado não tem coluna de depreciação. Por isso o EBIT é igual ao EBITDA.

(2,4)inversão de sinal
Resultado do exercício

O que sobrou, ou faltou, no fim do ano, depois de todas as receitas e despesas, inclusive juros e o que aconteceu fora da operação. Nas associações, superávit ou déficit; nas SAFs, lucro ou prejuízo.

2025, em R$ milhões:

Receita operacional líquida8,1DRE, p.1
Custos operacionais−10,0DRE, p.1
Despesas operacionais
Gerais e administrativas(0,5)
Tributárias(< 0,1)
Outras receitas< 0,1
−0,5DRE, p.1
Resultado financeiro
Receitas financeiras< 0,1
Despesas financeiras(1,0)
−1,0nota 6, p.1
Resultado do exercício=(3,4)
(3,4)(3,0) em R$ mi

3.Quanto o clube deve, e quanto tem em caixa?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Dívida líquida

Tudo o que o clube deve, menos o dinheiro em caixa: bancos, outros clubes e agentes, fornecedores, fisco, elenco e impostos parcelados, e o dinheiro já recebido por jogos, marca ou atletas que o clube ainda vai entregar. Não desconta o que o clube tem a receber por venda de atletas.

2025, em R$ milhões:

Dívidas onerosas: empréstimos de capital de giro4,3balanço, p.1; nota 3 h, p.1
Dívidas operacionais: outras obrigações, folha, fornecedores e tributos+4,5balanço, p.1
Impostos parcelados e acordos: parcelamento de impostos+0,4balanço, p.1
Disponibilidades−0,1balanço, p.1
Dívida líquida=9,1
9,1+61,7%
Caixa e equivalentes

Dinheiro disponível de imediato: saldo em conta e aplicações de resgate rápido. Não entram caixa restrito, vinculado a projetos, nem títulos de prazo mais longo.

2025, em R$ milhões:

  • Caixa e equivalentes de caixa: 0,1 (balanço, p.1)

Obs: O caixa subiu 104 em 2025. A operação consumiu 473 e os investimentos 39, na compra de cota de capital; os empréstimos de capital de giro trouxeram 616, pela variação do saldo, que o fluxo de caixa não separa em captação e pagamento (fluxo de caixa, p.1).

0,1+1.733,3%
Capital de giro líquido

O que o clube tem para receber ou transformar em dinheiro nos próximos doze meses, menos o que precisa pagar no mesmo prazo. Positivo, há mais a receber do que a pagar no ano; negativo, o clube começa o ano com mais contas a pagar do que recursos de curto prazo.

2025, em R$ milhões:

Ativo circulante: o que vira dinheiro em até doze meses
Caixa e equivalentes de caixa0,1
0,1balanço, p.1
Passivo circulante: o que vence em até doze meses
Outras obrigações(2,4)
Empréstimos e financiamentos(2,3)
Obrigações sociais e trabalhistas(1,2)
Parcelamento de impostos e contribuições(0,4)
Fornecedores(0,2)
Obrigações fiscais(0,2)
−6,7balanço, p.1
Capital de giro líquido=(6,6)
(6,6)(2,4) em R$ mi
Patrimônio líquido

A diferença entre tudo o que o clube tem e tudo o que deve, direto do balanço. Negativo, o clube deve mais do que tem. Pode variar por ajustes fora do resultado, como mudança de norma contábil.

2025, em R$ milhões:

Patrimônio social0,5balanço, p.1
Ajustes de avaliação patrimonial+2,5balanço, p.1; notas 3 e e 4 b, p.1
Déficit acumulado−7,0balanço, p.1; DMPL, p.1
Patrimônio líquido=(4,0)

Obs: O patrimônio líquido caiu 3.410 em 2025, só pelo déficit do ano; nada foi lançado direto no patrimônio (DMPL, p.1).

(4,0)(3,4) em R$ mi
Perfil da dívida em 2025

De que a dívida é feita, parcela a parcela: quanto é com bancos, quanto é com outros clubes, agentes e fornecedores, quanto é imposto parcelado, e o caixa descontado para chegar à dívida líquida.

Dívida bruta de R$ 9,2 mi.

  • Dívidas onerosas: 4,4 (47,2%)
    Empréstimos de capital de giro4,447,2%
  • Dívidas operacionais: 4,5 (48,9%)
    Outras obrigações2,931,4%
    Obrigações sociais e trabalhistas1,213,5%
    Fornecedores0,22,3%
    Obrigações fiscais0,21,7%
  • Impostos parcelados e acordos: 0,3 (3,9%)
    Parcelamento de impostos0,33,9%

Valores em R$ milhões.

Evolução da dívida bruta
20242025
Dívidas onerosas3,74,4
Dívidas operacionais1,54,5
Impostos parcelados e acordos0,40,3
Dívida bruta5,69,2

Saldos em 31/12 de cada ano, em R$ milhões.

Quanto vence em até doze meses, em R$ milhões:

  • Dívidas onerosas2,4 até 12 meses · 2,0 depois
  • Dívidas operacionais4,0 até 12 meses · 0,5 depois
  • Impostos parcelados e acordos0,3 até 12 meses · 0,0 depois
  • Dívida bruta6,7 até 12 meses · 2,5 depois

Vence em até 12 meses Vence depois de 12 meses

ComposiçãoSaldo em 31/12/2025, R$ miEvidência
Dívidas onerosas

O que o clube deve a bancos e a outros credores financeiros: empréstimos, financiamentos, debêntures e adiantamentos de recebíveis. Geram juros contratados.

Empréstimos de capital de giro

Capital de giro, a taxa média de 1,31% ao mês; a DF não nomeia os credores. 2.355 vencem em até doze meses e 2.008 depois.

4,4balanço, p.1; nota 3 h, p.1
Subtotal4,4
Dívidas operacionais

O que o clube deve por operar: compra de atletas a outros clubes e agentes, fornecedores, salários e encargos, impostos correntes, direitos de imagem e o dinheiro já recebido por algo que o clube ainda vai entregar: TV, patrocínio, sócio-torcedor, camarotes e atletas vendidos.

Outras obrigações

Sem nota explicativa; a DF não diz o que são. Em 2024 eram 155. 2.407 vencem em até doze meses e 497 depois.

2,9balanço, p.1
Obrigações sociais e trabalhistas

Sem nota explicativa. Tudo vence em até doze meses.

1,2balanço, p.1
Fornecedores

Sem nota que abra o saldo; a nota 3 g traz só a política contábil. Tudo vence em até doze meses.

0,2balanço, p.1
Obrigações fiscais

Sem nota explicativa. Tudo vence em até doze meses.

0,2balanço, p.1
Subtotal4,5
Impostos parcelados e acordos

Impostos atrasados renegociados em parcelas, como o Profut, e dívidas antigas que o clube acertou em acordo, como processos trabalhistas e recuperação judicial, pagas ao longo de vários anos.

Parcelamento de impostos

Parcelamento de impostos e contribuições, sem nota explicativa: a DF não diz o programa, o número de parcelas nem a taxa. Tudo está no circulante.

0,3balanço, p.1
Subtotal0,3
Dívida bruta9,2
(−) Disponibilidades

Caixa e aplicações de resgate rápido, descontados da dívida bruta para chegar à dívida líquida.

Caixa e equivalentes de caixa do balanço, que nenhuma nota abre.

(0,1)balanço, p.1
Dívida líquida9,1

4.Quanto vai para quem trabalha no futebol?

R$ milhões2025Variação
sobre 2024
Gasto com pessoal

O que o clube gastou no ano com quem trabalha no futebol, atletas, comissão técnica, base e feminino: salários, encargos, benefícios, direito de imagem, direito de arena, luvas e premiações. Não entra a amortização dos contratos. Administrativo, clube social e outros esportes ficam fora; quando a demonstração não os separa, o número é do clube inteiro e leva asterisco.

2025. Não detalhado na DF: A demonstração financeira do exercício foi publicada, mas não abre esse item com o detalhe necessário para calculá-lo. A demonstração do resultado tem uma linha de custos operacionais e uma de despesas gerais e administrativas, e a DF não tem nota de custos, de despesas nem de pessoal: não há salário, encargo, direito de imagem nem premiação em linha própria. As obrigações sociais e trabalhistas do balanço são o saldo a pagar, não a despesa do ano. Não há relatório da administração nem parecer do conselho fiscal no arquivo, e a página do clube só traz os balanços.

Fonte: DRE, p.1; notas 1 a 6, p.1 do documento.

Não detalhado na DF—
Gasto com pessoal sobre receita recorrente

Quanto da receita recorrente vai para pagar o pessoal do futebol. Não se compara ao limite do SSF, que tem definições próprias e vale a partir de 2026.

2025. Não detalhado na DF: A demonstração financeira do exercício foi publicada, mas não abre esse item com o detalhe necessário para calculá-lo. Deriva do gasto com pessoal, que a DF não detalha.

Fonte: DRE, p.1; notas 1 a 6, p.1 do documento.

Não detalhado na DF—
Referência do SSF

O limite que o regulador fixa para o custo com elenco em relação à receita do clube, calculada pelas regras do SSF. Vale a partir do exercício de 2026 e não se aplica aos anos anteriores.

Na Série C o SSF cobra apenas a solvência e a publicação das demonstrações.

Vale a partir do exercício de 2026

5.O que o auditor disse?

O que é o parecer do auditor

A opinião de uma empresa de auditoria independente sobre se as demonstrações financeiras representam adequadamente a situação do clube, segundo as normas contábeis.

Opinião: Sem ressalva

O auditor concluiu que as demonstrações representam adequadamente a situação da entidade, em todos os aspectos relevantes.

No parecer de 2025: Opinião — “Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Ypiranga Futebol Clube em 31 de dezembro de 2025, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas adotadas no Brasil aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade, em especial a NBC ITG 2002 (R1) – Entidades Sem Finalidade de Lucro e ITG 2003 (R1) – Entidade Desportiva Profissional.” (p.1).

Parágrafos de ênfase: nenhum

Trecho em que o auditor chama a atenção para um assunto já divulgado nas demonstrações, sem modificar a opinião. Ênfase não é ressalva.

Fontes

Todo número desta página vem exclusivamente das demonstrações financeiras publicadas pelo próprio clube no portal de transparência dele: https://www.yfc.com.br/balanco.

Documento de 2025

  • Ypiranga Futebol Clube – Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2025 · Página do portal
    Detalhes do arquivo

    Ypiranga Futebol Clube. Publicado em 11/06/2026. Uma página só, com o balanço patrimonial, a demonstração do resultado, as mutações do patrimônio social, os fluxos de caixa, as notas explicativas 1 a 6, as assinaturas da administração e o relatório do auditor independente. Não há relatório da administração nem parecer do conselho fiscal. Páginas: O arquivo tem uma página só, sem número impresso; as evidências citam p.1 e a peça.

Norma contábil: ITG 2002 (R1) – Entidade sem fins lucrativos, pela nota 2; o relatório do auditor cita a NBC ITG 2002 (R1) – Entidades sem Finalidade de Lucro e a ITG 2003 (R1) – Entidade Desportiva Profissional. Escala do documento: reais.

O meutime.net não avalia a gestão de nenhum clube. Reúne o que o próprio clube publicou, organizado pela mesma regra para todos, para que o torcedor leia os números com clareza e transparência.